sábado, 6 de agosto de 2022

0-0225 - NÃO FOI NO GRITO - O CONFLITO ABERTO

O CONFLITO ABERTO em AGOSTO de 1822 “Temos tão amplamente demonstrado as disposições hostis de Portugal contra o Brasil, que nos parece não haverá já Brasiliense algum tão incrédulo, que possa disso duvidar. Segue-se agora tratarmos das operações hostis já adotadas e contempladas. há muito tempo, que se fez evidente, que os esforços do Ministério Português, e do seu partido nas Cortes, dirigiam-se a fazer popular essa meditada guerra civil, desencaminhando a opinião pública de maneira, que os iludidos Portugueses se prestassem de boa vontade á sua ruína”. CORREIO BRAZILIENSE AGOSTO de 1822 VOL. XXIX N. 171. Miscellanea. P 277 ” Em agosto de 1822 Portugal estava conduzindo o Brasil para o conflito, para o confronto e numa guerra civil pelas armas, se fosse necessário,. Isto significava que PORTUGAL estava PROCLAMANDO de fato a sua INDEPENDÊNCIA ou sua retirada do BRASIL. A sua ex-colonia era muito mais forte econômica e mesmo militarmente a além de conhecer e de dominar o terreno, o clima e a logística. Com toda certeza o GRITO de INDEPENDÊNCIA do BRASIL NÃO foi dado a beira do riacho IPIRANGA. Mas em LISBOA por alguns rábulas impotentes em conseguir reduzir o Brasil a condição de colônia lusitana e ávidos para obter pessoalmente os últimos lucros numa situação nebulosa. CORREIO BRAZILIENSE AGOSTO de 1822 VOL. XXIX N. 171. NN Miscellanea. Pp 277 – 285 Hostilidades de Portugal contra o Brazil. Temos tam amplamente demonstrado as disposiçoens hostis de Portugal contra o Brazil, que nos parece naõ haverá ja Braziliense algum tam incrédulo, que possa disso duvidar. Segue-se agora Iractarmos das operaçoens hostis ja adoptadas e contempladas. Ba muito tempo, que se fez evidente, que os esforços do Ministério Portuguez, e do seu partido nas Cortes, dirigiamse a fazer popular essa meditada guerra civil, desencaminhando a opinião publica de maneira, que os illudidos Portuguezes se prestassem de boa voutade á sua ruina. Conseguido isto, em grande parte, he escusado que falemos mais nos desastres, que aguardam Portugal; porque, naõ restando ao Brazil outra escolha senaõ preparar-se para sua justa defeza; este he o ponto principal a que se deve dirigir a attençaõ de iodos os Brazilienses
O CONFLITO ABERTO em AGOSTO de 1822 “Temos tão amplamente demonstrado as disposições hostis de Portugal contra o Brasil, que nos parece não haverá já Brasiliense algum tão incrédulo, que possa disso duvidar. Segue-se agora tratarmos das operações hostis já adotadas e contempladas. há muito tempo, que se fez evidente, que os esforços do Ministério Português, e do seu partido nas Cortes, dirigiam-se a fazer popular essa meditada guerra civil, desencaminhando a opinião pública de maneira, que os iludidos Portugueses se prestassem de boa vontade á sua ruína”. CORREIO BRAZILIENSE AGOSTO de 1822 VOL. XXIX N. 171. Miscellanea. P 277 ” Em agosto de 1822 Portugal estava conduzindo o Brasil para o conflito, para o confronto e numa guerra civil pelas armas, se fosse necessário,. Isto significava que PORTUGAL estava PROCLAMANDO de fato a sua INDEPENDÊNCIA ou sua retirada do BRASIL. A sua ex-colonia era muito mais forte econômica e mesmo militarmente a além de conhecer e de dominar o terreno, o clima e a logística. Com toda certeza o GRITO de INDEPENDÊNCIA do BRASIL NÃO foi dado a beira do riacho IPIRANGA. Mas em LISBOA por alguns rábulas impotentes em conseguir reduzir o Brasil a condição de colônia lusitana e ávidos para obter pessoalmente os últimos lucros numa situação nebulosa. CORREIO BRAZILIENSE AGOSTO de 1822 VOL. XXIX N. 171. NN Miscellanea. Pp 277 – 285 Hostilidades de Portugal contra o Brazil. Temos tam amplamente demonstrado as disposiçoens hostis de Portugal contra o Brazil, que nos parece naõ haverá ja Braziliense algum tam incrédulo, que possa disso duvidar. Segue-se agora Iractarmos das operaçoens hostis ja adoptadas e contempladas. Ba muito tempo, que se fez evidente, que os esforços do Ministério Portuguez, e do seu partido nas Cortes, dirigiamse a fazer popular essa meditada guerra civil, desencaminhando a opinião publica de maneira, que os illudidos Portuguezes se prestassem de boa voutade á sua ruina. Conseguido isto, em grande parte, he escusado que falemos mais nos desastres, que aguardam Portugal; porque, naõ restando ao Brazil outra escolha senaõ preparar-se para sua justa defeza; este he o ponto principal a que se deve dirigir a attençaõ de iodos os Brazilienses
http://paxprofundis.org/livros/sebastiasnismo/sebastianismo.html Fig. 02 - O SEBASTIANISMO é a celebração de uma derrota e ao mesmo tempo o ato de voltar-se sobre si mesmo e o malogrado passado de PORTUGAL Em agosto de 1822 os deputados lusitanos constituintes sentiam e previam, de uma certa forma a derrota certa e sua impotência pa\azra lidara com o seu presente e cuja íunivca alternativa era as mitificação. Em agosto de 2002r esté em pleno curos o MESSIONISMO esccorendo pelo valão Aberto pelo SEBSTIANISMO https://www.infoescola.com/historia/sebastianismo/ He possível, que os Sebastianistas de Portugal ainda creiam assas nesta cruzsda, para contribuírem com o seu vintém da bulla, para tam pio fim ; mas acabados estes vinténs, entaõ começarão os choros. Aos 24 de Julho publicou o Ministro da Marinha o seu Edictal, em Lisboa, para o concurso das propostas dos que se quizeasem encarregar do preparo, municiamentoe transporte da expedição contra a Bahia; e nos três dias 27, 28, e 29 apparecêram as seguintes offertas. Joaõ Antônio de Almeida e Companhia offerece fazer a despeza dos viveres, transportes, e o mais inherente, por menos 20 por cento do que importaram as três antecedentes expediçoens, recebendo 10 por cento mensaes sobre a importância total, pelos rendimentos da Alfândega Grande, Casa da índia e Sette Casas, pagando-se-lhe a primeira destas mezadas um mez depois da data da confirmação deste ajuste. O patriotismo destes ofTerentes naõ fez com que se esquecessem do seu interesse particular; porque, sendo bem sabido o enorme cujto das expediçoens precedentes, muito a seu salvo poderiam offerecer esse rebate dos 20 por cento; principalmente sendo o pagamento feito a mezadas de 10 por cento, o que os deixaria pagos em 10 mezes : e contando os juros dessas mezadas, pode-se calcular, que o pagamento seria recebido só com três mezes de credito, espécie de negocio, que faria conta a qualquer commerciante, fosse a expedição a favor do Governo de Portugal, ou de Argel, ou de quem quer que fosse. Quanto da parte dos ofTerentes tudo vai bem; mas da parte do do Governo a cousa he bem diversa; porque naõ chegando essas rendas da Alfândega para pagar aos empregados públicos, que estaõ morrendo de fome 't hypothecadas essas rendas a Joaõ Antônio de Almeida e Companhia, donde ha de sair o dinheiro para as despe?as ordinárias do Governo? Depois veremos como se intenta remediar isto. 0 segundo offerente he Joaõ Baptista de Salles ; offerece o seu navio Gram Careta, por venda, no estado em que se acha, ou aparelhado, estabelecendo-lhe prestaçoens certas e moderadas, para e seu pagamento, sendo infalliveis. O patriotismo deste offerente reduz-se a querer vender o seu navio, de que naõ precisa, se o Governo lho comprar com prestaçoens infalliveis: o mesmo faria naturalmente a qual quer particular, que lho quizesse comprar, e tivesse com que lho pagar. aqui o favor naõ parece demasiado. Caetano Martins da Silva offerece o navio Canoa gratuitamente, por tempo de seis mezes, entregando-o agora no estado em que se acha: e recebendo-o aqui ou na Bahia, no fim do dicto tempo, como entaõ se achar, tanto em casco como em quaesquer fornecimentos: e como reputa o dicto no valor de 40:000.000 de reis, pagar-lhe-ha o Estado 8 por cento sobre o dicto valor, para fazer o respectivo seguro. Findos os seis mezes, se por mais tempo for necessário ao Estado ficará vencedo 2:000.000 de reis por mez, até a entrega, sendo todas as despezas por conta do mesmo Estado. Quanto ao pagamento, ou seja do prêmio do seguro, ou das demoras se as houver, se lhe fará na Casa da índia, ou por encontro de despachos de suas próprias fazendas, ou por consignaçoens de 10 por cento por mez. Esta offerta gratuita tem por objecto o apparelhar-lhe o Governo o navio deste patriota, pagar-lhe o seguro para o Brazil, para onde se seu dono o quizesse mandar o mandaria em lastro, ganhando assim este patriótico negociante todo o preparo de seu navio, e mais 8 por cento no pieço que arbitra; depois dous contos de reis mensaes, ou por outras palavras 5 por cento por anno sobre a valor arbitrário que poz ao navio: ora he preciso confessar, que he esta uma offerta bem gratuita! No caso de naõ convir este contracto, offerece o mesmo navio Canoa e o Gram-Pára, pelas mesmas condiçoens offerecidas por Joaõ Antônio de Almeida e Companhia. Pôde offerecer isto affoito, que ja vimos acima o que nisso lucra. Segue-se Antônio Jozé de Miranda Júnior. Este offerece o seu brigue General S. Paio, com as condi çoens de ser o seu frefratamento menos 3 por cento de outro qualquer; que o importe delle lhe deve ser pago pela 3a. parte dos direitos das fazendas, que lie tem a despachar, tanto nas alfândegas desta cidade, como na casa da índia, e isto lhe será abonado até seu real embolço, que a aguada e aloja meu to para os officiaes e tropa será prumplificada pelo Arsenal. Este offerente também obra seguro, porque, a demais de requerer o mesmo pagamento dos outros, só com a pequena diminuição, de 3 por cento, requer o pagar-se por suas maõs nos direitos da alfândega, o que obterá, sempre que entre com fazendas suas, ou em seu nome na alfândega, cujos direito montem a três vezes o importe da divida, condição de pouca difficnlde na execução. Joaõ Foster offerece o seu brigue Fulham, pelo preço do seu frete 1:000.000 reis livres de toda a despeza. Este favor faria elle naturalmente a outrem qualquer. Joaõ Armande offerece a Galera Sarda Verdadeiros Amigos, nsô declara preço. Suppomos, que se contenta com o ordinário, que lucrou na expedição passada, era que trouxe tropas do Brazil. Finalmente Joaõ Paulo Cordeiro propõem a venda de 249 sacas de arroz da Bahia, pelo preço mais commodo, que desta qualidade for offerecido, sendo pago no dia que se lhe arbitrar. Este heo uuico offerente, que naõ affecta seiviços de patriotismo ; he um negociante, que tem arroz para vender, e vendelloba ao Governo, se este lhe pagar promptamente. E mais naõ disse este deponente; e naõ apparecendo outras ofertas voluntárias, vio bem o Covenio o pouco, que éra de esperar das bem dietas emohis, para fazer a guerra: assim recorreo»e com muita pressa ao plano de um empréstimo, por duas ve'«•t tentado, pura pagar aos empregados públicos, e por outras duas vezes abandonado; desta vez, porém, promette melhor suecesso. Aos 2 de Agosto annunriou o Miuistro da Fazenda, em Lisb°n, que receberia as piopostos para um empréstimo de dez niilhoens de cruzados; e como esta medida se annunciára ha navio Gram Careta, por venda, no estado em que se acha, ou aparelhado, estabelecendo-lhe prestaçoens certas e moderadas, para eseu pagamento, sendo infalliveis.
Fig. 03 - O BRASIL teve, no mar, a sua primeira nau capitânia denominada DOM PEDRO I Este vaso de guerra foi construiido na Bahia em 1763. Serviu aos portugueses e, em 1822 ,tornou-se a nau da MARINHA do BRASIL a fazer frente à MARINHA LUSITANA hostil https://commons.wikimedia.org/wik/File:Batalha_de_4_de_maio.png O patriotismo deste offerente reduz-se a querer vender o seu navio, de que naõ precisa, se o Governo lho comprar com prestaçoens infalliveis: o mesmo faria naturalmente a qual quer particular, que lho quizesse comprar, e tivesse com que lho pagar. aqui o favor naõ parece demasiado. Caetano Martins da Silva offerece o navio Canoa gratuitamente, por tempo de seis mezes, entregando-o agora no estado em que se acha: e recebendo-o aqui ou na Bahia, no fim do dicto tempo, como entaõ se achar, tanto em casco como em quaesquer fornecimentos: e como reputa o dicto no valor de 40:000.000 de reis, pagar-lhe-ha o Estado 8 por cento sobre o dicto valor, para fazer o respectivo seguro. Findos os seis mezes, se por mais tempo for necessário ao Estado ficará vencedo 2:000.000 de reis por mez, até a entrega, sendo todas as despezas por conta do mesmo Estado. Quanto ao pagamento, ou seja do prêmio do seguro, ou das demoras se as houver, se lhe fará na Casa da índia, ou por encontro de despachos de suas próprias fazendas, ou por consigna çoens de 10 por cento por mez. Esta offerta gratuita tem por objecto o apparelhar-lhe o Governo o navio deste patriota, pagar-lhe o seguro para o Brazil, para onde se seu dono o quizesse mandar o mandaria em lastro, ganhando assim este patriótico negociante todo o preparo de seu navio, e mais 8 por cento no pieço que arbitra; depois dous contos de reis mensaes, ou por outras palavras 5 por cento por anno sobre a valor arbitrário que poz ao navio: ora he preciso confessar, que he esta uma offerta bem gratuita! No caso de naõ convir este contracto, offerece o mesmo navio Canoa e o Gram-Pára, pelas mesmas condiçoens offerecidas por Joaõ Antônio de Almeida e Companhia. Pôde offerecer isto affoito, que ja vimos acima o que nisso lucra. Segue-se Antônio Jozé de Miranda Júnior. Este offerece o seu brigue General S. Paio, com as condiçoens de ser o seu frefratamento menos 3 por cento de outro qualquer; que o importe delle lhe deve ser pago pela 3a. parte dos direitos das fazendas, que lie tem a despachar, tanto nas alfândegas desta cidade, como na casa da índia, e isto lhe será abonado até seu real embolço, que a aguada e alojamento para os officiaes e tropa será promptificada pelo Arsenal. Este offerente também obra seguro, porque, a demais de requerer o mesmo pagamento dos outros, só com a pequena diminuição, de 3 por cento, requer o pagar-se por suas maõs nos direitos da alfândega, o que obterá, sempre que entre com fazendas suas, ou em seu nome na alfândega, cujos direito montem a três vezes o importe da divida, condição de pouca difficnlde na execução. Joaõ Foster ofTerece o seu brigue Fulham, pelo preço do seu frete 1:000.000 reis livres de toda a despeza. Este favor faria elle naturalmente a outrem qualquer. Joaõ Armande offerece a Galera Sarda Verdadeiros Amigos, naõ declara preço. Supporaos, que se contenta com o ordinário, que lucrou na expedição passada, era que trouxe tropas do Brazil. Finalmente Joaõ Paulo Cordeiro propõem a venda de 249 sacas de arroz da Bahia, pelo preço mais commodo, que desta qualidade for offerecido, sendo pago no dia que se lhe arbitrar. Este he o uuico offerente, que naõ affecta seiviços de patriotismo : he um negociante, que tem arroz para vender, e vendelloha ao Governo, se este lhe pagar piomptamente. E mais naõ disse este deponente ; e naõ apparecendo outras ofertas voluntárias, vio bem o Coveruo o pouco, que éra de esperar das bem dietas emolas, para fazer a guerra: assim recorreose com muita pressa ao plano de um empréstimo, por duas vezes tentado, pura pagar aos empregados públicos, e por outras duas vezes abandonado: desta vez, porém, promette melhor suecesso. Aos 2 de Agosto annunciou o Miuistro da Fazenda, em Lisbon, que receberia as piopostos para um empréstimo de dez milhoens de cruzados; e como esta medida se annunciára ha muito tempo, aehavain-se ja em Lisboa os Agentes de varias casas Inglezas, com instrucçoens para proporem seus termos. Se o empréstimo se realizar, será necessariamente por alguma dessas casas Inglezas; porque em Portugal claro está que naõ ha taes dez milhoens para emprestar ao Governo
Fig. 04 - O ouro do BRASIL estocado em LONDRES Este estoque é resultado de malfadados tratados como aquele de Methuen que infelicitou os BRASILEIROS e LUSITANOS que esbanjavam e comprometiam todo o OURO que podiam saquer na AMÉRICA, AFRICA e ÁSIA e , com ele, pagar os JUROS e os EMPRÉSTIMOS dos BANCOS de LONDRES Suppomos a hypothese mais favorável, que podem desejar estes alvitristas da guerra contia o Brazil; e he, que se realiza o empréstimo. Em primeiro lugar, as condiçoens devem ser mui onerosas; por que ninguém emprestará dinheiro a um Governo tam falto de credito e recursos, e que vai a emprender tam desastrosa guerra, sem que os lucros sejam tanto de tentar, que equiralham grande risco da perda iminente do Capital. Depois, sendo esie empréstimo feito por capitalistas da Inglaterra, fica o pobre Portugal, alem das demais desgraças, sugeito a pagar á Gram Bretanha um tributo annual, iguala somraa dos juros desse empréstimo; e daqui se seguirá logo o outro mal filho deste, de abaixarem os câmbios contra Portugal, em razaõ das remessas, que tem a fazer nos pagamentos desses juros. Finalmente, gritando todos, queerá preciso fazer um empréstimo para pagar aos empregados, agora vai o Governo applicar esse dinheiro na guerra do Brazil, e por tanto ficam os empregados a morrer de fome, como d'antes estavam. Ora devemos lembrar, que entre as pessoas, que, nas Cortes e fora dellas, tem mostrado os perigos de naõ pagar o Governo aos empregados, Castello Branco disse, que sem se tomarem medidas próprias para este pagamento, desfar-se-hia tudo quanto se tem feito, em mudar o Governo: Borges Carneiro julgou essa providencia essencial á mantença do presente systema ; e Fernandez Thomas declarou, que sem isto estava acabado o systema constitucional : porque reforma sem dinheiro, e sem pagar o Governo a quem deve, nem se quer concebia que pudesse existir. Vistas pois estas profecias dos mesmos coirfeos du Revolução, a conclusão he, que a applicaçaõ deste empréstimo para a guerra do Brazil, em vez de pagar com elle os empregados, vai atirar como Governo em terra. Be de presumir, que os partidistas da uniaõ de Portugal com Hespanha se naõ embarassem cora estas conseqüências, visto que ellas favorecem o seu plano. Com effeito, exhaurído o Erário com a guerra do Brazil, amotinados os empregados e talvez a tropa, por naõ terem que comer, facilmente poderão os Hespanhoes entrar por Portugal e assenhorear-se delle, naõ tendo ja o Governo Portuguez, nem vigor, nem credito, para se lhe poder oppór. Como porém a perversidade desse partido intenta, ja que naõ pode recolonizar o Brazil, tractar de reduzillo a cinzas, tem muitos suggerido, e ja se começa a pór em practica, o plano da sublevaçaõ dos escravos. Nos ja indicamos este mal, para que no Brazil se acautellassem delle, agora diremos mais as noticias, que sobre isto temos, proque convém que se faça geral o conhecimento desta horrorosa conspiração Portugueza, cujo resultados seraõ tam funestos ao Brazil, que naõ ha indivíduo algum que naõ deva fazer todos os sacrifícios pessoaes, a fim de o previnir. Paris he o foco desta conspiraraçaõ. E os Agentes Portuguezes ali, que estaõ neste segredo, convidaram dous sugeitos, que iodo viajar ao Brazil a titulo de naturalistas, se oecupássera de organizar entre os negros uma insurreição geral. Um desses convidados naõ quiz ultimar o ajuste, por desconvir no preço, deo com a língua nos dentes, e por este meio, diz o nosso informante, se veio a saber de quem eram os que meditavam esta negra trama, e cujos nomes nos foram transmittidos, sendo o cabeça um ex-diplomatico Pcrtuguez. O Norte do Brazil éra o principal alvo desta infernal machinaçaõ ; porque na Bahia se deixa isso para ultimo recurso, visto que se suppoem segura actualraente a posse da quella cidade. Temos feito nosso dever, annunciando estas noticias; mas se a pezar dellas o Maranhão e Pará continuarem a deixar-se governar pelos mandoens Portuguezes, dando-lhes tempo e opporlunidade paru verificarem suas medidas, teraõ os habitantes des° sas duas províncias mais culpa em seus próprios desastres, porse naõ precaverem, sendo admoestados do perigo, do que os próprios inimigos, que recorrem a esse funesto estratagema. Quanto á Bahia, se ali naõ ha uma apathia quasi próxima á demência, devem ja estar mais do que convencidos do jugo que lhes preparam as Cortes. As tropas Poi tuguezas assas tem feito conhecer á Bahia o jugo de ferro, que intentam impôr-llie. a Bahia deve ser espremida, para pagar esses mesmos verdugos, que para lá lhe mandam ; e quando naõ tiver mais que dar, a cidade rerá saqueada: e se depois disto forem as tropas Poi tuguezas obrigadas a largar esta preza; faraó antes de sahir sublevar os escravos, para deixarem dessolada a provincia que uaõ podem conquistar ou reter
ig. 04 - O ouro do BRASIL estocado em LONDRES Este estoque é resultado de malfadados tratados como aquele de Methuen que infelicitou os BRASILEIROS e LUSITANOS que esbanjavam e comprometiam todo o OURO que podiam saquer na AMÉRICA, AFRICA e ÁSIA e , com ele, pagar os JUROS e os EMPRÉSTIMOS dos BANCOS de LONDRES Suppomos a hypothese mais favorável, que podem desejar estes alvitristas da guerra contia o Brazil; e he, que se realiza o empréstimo. Em primeiro lugar, as condiçoens devem ser mui onerosas; por que ninguém emprestará dinheiro a um Governo tam falto de credito e recursos, e que vai a emprender tam desastrosa guerra, sem que os lucros sejam tanto de tentar, que equiralham grande risco da perda iminente do Capital. Depois, sendo esie empréstimo feito por capitalistas da Inglaterra, fica o pobre Portugal, alem das demais desgraças, sugeito a pagar á Gram Bretanha um tributo annual, iguala somraa dos juros desse empréstimo; e daqui se seguirá logo o outro mal filho deste, de abaixarem os câmbios contra Portugal, em razaõ das remessas, que tem a fazer nos pagamentos desses juros. Finalmente, gritando todos, queerá preciso fazer um empréstimo para pagar aos empregados, agora vai o Governo applicar esse dinheiro na guerra do Brazil, e por tanto ficam os empregados a morrer de fome, como d'antes estavam. Ora devemos lembrar, que entre as pessoas, que, nas Cortes e fora dellas, tem mostrado os perigos de naõ pagar o Governo aos empregados, Castello Branco disse, que sem se tomarem medidas próprias para este pagamento, desfar-se-hia tudo quanto se tem feito, em mudar o Governo: Borges Carneiro julgou essa providencia essencial á mantença do presente systema ; e Fernandez Thomas declarou, que sem isto estava acabado o systema constitucional : porque reforma sem dinheiro, e sem pagar o Governo a quem deve, nem se quer concebia que pudesse existir. Vistas pois estas profecias dos mesmos coirfeos du Revolução, a conclusão he, que a applicaçaõ deste empréstimo para a guerra do Brazil, em vez de pagar com elle os empregados, vai atirar como Governo em terra. Be de presumir, que os partidistas da uniaõ de Portugal com Hespanha se naõ embarassem cora estas conseqüências, visto que ellas favorecem o seu plano. Com effeito, exhaurído o Erário com a guerra do Brazil, amotinados os empregados e talvez a tropa, por naõ terem que comer, facilmente poderão os Hespanhoes entrar por Portugal e assenhorear-se delle, naõ tendo ja o Governo Portuguez, nem vigor, nem credito, para se lhe poder oppór. Como porém a perversidade desse partido intenta, ja que naõ pode recolonizar o Brazil, tractar de reduzillo a cinzas, tem muitos suggerido, e ja se começa a pór em practica, o plano da sublevaçaõ dos escravos. Nos ja indicamos este mal, para que no Brazil se acautellassem delle, agora diremos mais as noticias, que sobre isto temos, proque convém que se faça geral o conhecimento desta horrorosa conspiração Portugueza, cujo resultados seraõ tam funestos ao Brazil, que naõ ha indivíduo algum que naõ deva fazer todos os sacrifícios pessoaes, a fim de o previnir. Paris he o foco desta conspiraraçaõ. E os Agentes Portuguezes ali, que estaõ neste segredo, convidaram dous sugeitos, que iodo viajar ao Brazil a titulo de naturalistas, se oecupássera de organizar entre os negros uma insurreição geral. Um desses convidados naõ quiz ultimar o ajuste, por desconvir no preço, deo com a língua nos dentes, e por este meio, diz o nosso informante, se veio a saber de quem eram os que meditavam esta negra trama, e cujos nomes nos foram transmittidos, sendo o cabeça um ex-diplomatico Pcrtuguez. O Norte do Brazil éra o principal alvo desta infernal machinaçaõ ; porque na Bahia se deixa isso para ultimo recurso, visto que se suppoem segura actualraente a posse da quella cidade. Temos feito nosso dever, annunciando estas noticias; mas se a pezar dellas o Maranhão e Pará continuarem a deixar-se governar pelos mandoens Portuguezes, dando-lhes tempo e opporlunidade paru verificarem suas medidas, teraõ os habitantes des° sas duas províncias mais culpa em seus próprios desastres, porse naõ precaverem, sendo admoestados do perigo, do que os próprios inimigos, que recorrem a esse funesto estratagema. Quanto á Bahia, se ali naõ ha uma apathia quasi próxima á demência, devem ja estar mais do que convencidos do jugo que lhes preparam as Cortes. As tropas Poi tuguezas assas tem feito conhecer á Bahia o jugo de ferro, que intentam impôr-llie. a Bahia deve ser espremida, para pagar esses mesmos verdugos, que para lá lhe mandam ; e quando naõ tiver mais que dar, a cidade rerá saqueada: e se depois disto forem as tropas Poi tuguezas obrigadas a largar esta preza; faraó antes de sahir sublevar os escravos, para deixarem dessolada a provincia que uaõ podem conquistar ou reter
Fig. 06 - O militar quando cumpre ordens não CONHECE mais RAZÃO ou SENTIMENTOS. A justificativa emana das da COBIÇA, da SELVAGERIA e dos DESMANDO dos seus SUPERIORES, Quem paga, até com a sua vida. são, em geral os inocentes e indefesos . Uma das vitimas do DESMANDOS e SELVAGERIA foi a MADRE JOANA morta no dia 11 de fevereiro de 1822 na porta do convento que tentava defender com seu frágil corpo. https://eitaxi.com.br/conhecendo-a-soteropolis-xii-por-alcir-santos/ CORVETA MARAI da GLÓRIA https://www.naval.com.br/ngb/M/M031/M031.htm Em agosto de 1822 todos sinais vindos dos “DOUTOS autodenominados DEPUTADOS provenientes da dita REVOLUÇÃO LIBERAL do PORTO de 1820” nada sabiam ou queriam saber de qualquer COLONO vivendo situada além MAR. Os três seculos de ocupação, posse e exploração da AMÉRICA, da ÁFRICA e da ÁSIA nada haviam ensinado a estes “DOUTOS autodenominados DEPUTADOS” além de estimular o seu apetite pela POSSE, pela ACUMULAÇÃO de BENS MATERIAIS e SIMBÓLICOS.
https://gazetaarcadas.com/2021/05/17/messianismo-a-brasileira/ Fig. 07 - A manipulação do PODE SIMBÒLICO pelos canis da midia e a apropraiçaõ de imagem obrvimente retirados do se contextogeram um calto e substrato para um mESSINISMO pelo qual muitos datiam a vida, os eus trabalho e poucosbens que possuem No entanyto funvciona como o SEBASTINISMO LUSITANO alastriu0se seculos afoar e era usado para o mais vis objetivos Estas sementes sinistras e desagregadoras continuam ativas em AGOSTO de 2022 e se reproduzindo no BRASIL quando um bando de LEGISLADORES, EXECUTIVOS e JUÍZES não consegue refrear o seu próprio apetite pela POSSE, ACUMULAÇÃO de BENS MATERIAIS e SIMBÓLICOS e muito menos dos seus sócios e protegidos pela LEI, pelo FISCO e pelos TRIBUNAIS. R$ 336, 8 BILHÕES de FRAUDES no BRASIL INDEPENDENTE den20221 https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/brasil/2022/08/prejuizos-com-fraudes-no-brasil-somaram-r-336-8-bilhoes-em-2021.html EXERCITO de DOM PEDRO I http://www.eb.mil.br/o-exercito?p_p_id=101&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&_101_struts_action=/asset_publisher/view_content&_101_returnToFullPageURL=/&_101_assetEntryId=1539194&_101_type=content&_101_urlTitle=guerra-da-independencia&inheritRedirect=true O MESSIANISMO no BRASIL de AGOSTO de 2022 https://www.scielo.br/j/rbcsoc/a/GK6DpnYKKJsftjJYmTWLYqR/?lang=pt + https://www5.usp.br/noticias/messianismo-e-milenarismo-no-bras
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quarta-feira, 13 de julho de 2022

224 - NÃO FOI NO GRITO – RUPTURAS IMINENTES do REINO

REAÇÕES LUSITANAS diante da RUPTURA IMINENTE do REINO “Vamos já á questão. Apresentadas ante o Soberano Congresso a correspondência do Sr. D. Pedro d'Alcântara, a representação da Junta de S. Paulo, e a do Bispo daquela diocese, e todos os mais papeis, de que a Comissão dos negócios Políticos do Brasil fizera esta miúda e mui exata resenha e analise; e conhecendo-se delas, sem poder admitir-se replica, uma contravenção formal ao Governo estabelecido, e jurado por todas as províncias, que compõem o que chamamos Reino Unido de Portugal Brasil e Algarves, he a questão ¿ que procedimento devem as Cortes ter com os autores de semelhantes papeis? Não pelos papeis, senão pelos fatos, que esses mesmos papeis denunciam ; pelos facos, que se reduzem á dilaceração da Monarquia Portuguesa, e a amotinação de províncias contra o Governo, em que elas mesmas tem parte...” CORREIO BRAZIÇIENS JULHO de 1822 ”VOL. XXIX. N* no . r 114 Miscellanea pp. 103-115
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Pedro_I_of_Brazil_and_Avilez.jpg Fig. 01 - O gesto de expulsar o tenente-general Jorge AVILEZ - o comandante português do Rio de Janeiro - seria considerado como CRIME de LESA MAJESTADE se não viesse do Príncipe Dom Pedro. No entanto, os Constituintes não o esqueceram e tiveram de usar toda a sua imaginação e retórica para contornar o fato e não comprometerem a sua propria autoridade de constitintes e aniquilar o seu parco apoio publico.  Avilez Os deputados constitucionais lusitanos, distantes da realidade material brasileira, não tinham meio de saber e muito menos meios e vontade para reagirem diante da crescente vontade brasileira de terminar a sua dependência da dominação europeia. 402ª sessão dos Deputados Comstituintes realizada no dia 28 de Junho de 1822 in CORREIO BRAZIÇIENS JULHO de 1822 ”VOL. XXIX. N*114 Miscellanea pp. 103-115
Fig. 02 - Os constituintes portugueses usaram a sua vasta imaginação e retórica para contornar e não aniquilar o seu parco apoio publico e não comprometerem a sua propria autoridade Assim chegarem a um texto construido e aprovados por eles em 22 de setembro de 1822 quando o Brasil já estava independente deles. Continuou a discussão da matéria adiada da sessaõ precedente : e o Sr. Monis Tavares disse ; —Snr. Presidente, triste e muito triste he a situação de um representante da naçaõ, em circumstancias taes, que agora se apresentam, ao menos da minha parte: dividido entre os sentimentos de rigorosa justiça e nobre generosidade, receio dar qualquer passo, que naõ tenda ao grande fim, que eu e todo o Congresso ardentemente aspiramos, o grande fim da uniaõ e progressos do systema, que adoptamos. Mas como toda via pela liçaõ da historia e observação do coração humano tenho conhecido, que a somma dos bens resultantes da primeira das virtudes, a generosidade, he muito maior em comparação aos da justiça, produzindo esta tam somente a continência do mal, e aquella tornando de mais a inimigos implacáveis em amigos sizudos, abalanço-me a segui lia em meu voto, regeitando em parte o que a Commissaõ apresenta Sobre tudo julgo ter maior razaõ de assim obrar, quando a pezar do que hontem ouvi a alguns illustres deputados, ainda estou persuadido, que nem das cartas do Principe Real, nem das representaçoens da Juncta e Clero de S. Paulo e Minas Geraes, &c. se pode colligir um verdadeiro attentado contra a causa da liberdade; mas tam somente erro e incivilidade em expressoens. Das cartas do Principe Real de certo naõ; pelo contrario nellas se divisa o maior enthusiasmo, que se pode considerar em favor da Constituição, todas attestam os grandes cuidados, que lhe merece a uniaõ do Brazil com Portugal: " A independência (diz elle em uma das suas cartas) tem querido achar apoio em mim, porém em vaõ; ella apparecerá, quando eu deixar de existir-" Isto merece todo o pezo. Em outra, apezar do seu azedume, assevera, " sou constitucional e ninguém mais do que eu." E com razoõ, por isso que o Rio-de-Janeiro vio com espanto ser elle a causa motora delia ali se proclamar, os seus feitos estaõ públicos, ninguém o ignora, e da minha parte declaro, que naõ cessaria de rogar ao Ente Supremo, que o confirmasse nestes sentimentos heróicos, naõ cessaria mesmo de prodigalizar-lhe mil elogios, se de mixtura com as expressoens referidas elle naõ introduzisse outras na verdade reprehensiveis. Mas por serem reprehensiveis, segue-se que sejam sufficientes para o tornarem criminoso ? Merecerá por ellas a nossa execreçaõ ? Persuado-me que naõ. Sr. Presidente he preciso dar algum desconto ás paixoens humanas, e relevar faltas, que naõ partem da maldade do coração. O Principe Real julgou-ee offendido em sua dignidade, quando julgou que éra um mal aquillo que as Cortes tinham determinado para seu bem, e bem da naçaõ inteira, que foi o decreto, que lhe pennitlia o viajar a Europa. No excesso da sua amargura rompe em expressoens fortes, chama facciosas aquellas Cortes, que elle reconhece soberanas. Nisto ha erro, ha incivilidade. Mas para os erros temos o grande remédio, que he a convicção por factos, e para incivilidade reprehensaõ ; no que toda a via a Commissaõ naõ assentio, querendo antes, que fossemos generosos, que nos esquecêssemos, certos de que o Principe Real cairá ein si; nisto concordarei sempre.
Fig. 03 - O Príncipe Dom Pedro percorreu pessoalmente o vasto teritório do Brasil antes e após a Independência . Este gesto valeu ao príncipe, depois monarca, um profundo conhecimento do lugar, das pessoas e do que era possível realizar, Em contrapartida a população sempre o recebeu bem em todos os lugares e tempo em que exerceu as suas funções . Embora se diga o Principe Real desobedeceo ao decreto das Cortes, que o mandava regressar; esta desobediência naõ se pôde reputar verdadeiramente criminosa, quando attentaiuentc se reflete nas circumstancias, que o impelliram a obrar desta maneira. Instado por diversas representaçoens de diversas províncias, para que demorasse o seu regresso, lembrado de que naõ annuindo deixaria plantada a guerra civil, a terrível anarchia, a fatal desunião, o que éra de esperar pelo abandono em que ficavam os povos, accustumados a ter dentro em si um centro de reunião, donde promptamente partiam remédios a seus males, decidio-se ; ¿ e decidiose como ? Snr. Presidente eu tenho bem presente na minha memória as palavras terminantes, com (pie elle assegurou o povo da sua vontade. " Como he para bem de todos fico.1 ' Praza a Deus, que ella tenha sempre o bem por único farol
Fig. 04 - O gesto do Príncipe Dom Pedro atender as demandas brasileiras e no dia 09 de janeiro de 1822  pronuncar pelo “FICO” repercuutiram comoum verdadeiura rebelião dinte dos CONSTITINTE PORTUGUESES Em outras épocas e oportunidades seria considerado como um “CRIME de LESA MAJESTADE”. . Porém os constitintes liberais não eram e nem representavam nenhuma majestade e tiveram de encontrar termos para contronar, esquecer e aceitar aqueles que agima conforme o se repertório. Qualauer reaçãodiferente seria um contradição ao seu ideário liberal. Hontem porem ouvi com espanto a alguns honrados membros afirmarem, que a pezar de tudo o Príncipe Real devia regressar a Europa. Confesso que se naõ tivesse observado de perto o character desses illustres Deputados, diria sem hesitação, que elles se nutriam com as desordens, queriam precipitar o Brazil, e perde lio inteiramente. Como se pôde crer, que povos tam decididamente contumazes na sustentação dos seus direitos, que os povos do Brazil, enthusiasma dos pela posse do seu Principe, deixem, ou permittam tranquillos, que os desempare, e que regresse ? ¿ Naõ opporaõ uma resistência completa ? Parece-me que sim. ¿ E que males dahi naõ provem ? Ajuize quem quizer. Clama-se que o Principe tem usurpado o poder legislativo, o que se observa pelo decreto, que manda convocar procuradores das provincias. He preciso que nos lembremos, que isto naõ foi invenção sua, foi sim da deputaçaõ da Juncta de S.Paulo e Minas Geraes, e he o que basta para desculpallo. Snr. Presidente eu posso dizer com orgulho ; respeitos humanos naõ me curvam: cidadão de um estado livre, representante da heróica naçaõ Portugueza, conheço muitíssimo minha alta dignidade, para a prostituir em baixas contemplaçoens, os inimigos da liberdade saõ meus inimigos, o primeiro na ordem social naõ escaparia ás minhas accusaçoens, se eu o considerasse criminoso : por ora ainda estou de boa fé com o procedimento do Principe Real, e por isso opino desta maneira. Passou o illustre deputado a fallar da Juncta de S. Paulo, Minas Geraes e Pernambuco, e mostrando, que se dava a mesma identidade de razoens, e sobre tudo queixas amargas sobre o conteúdo dos decretos relativos ás Junctas Provisórias, e regresso do Principe, deveriam practicar-se o mesmo para com ellas; que o Congresso generosamente lhes deveria perdoar, e só tractar de remediar os grandes males, que estavam iminentes. O Sr. Ribeiro de Andrada fez um longo discurso, no qual, depois de mostrar, que talvez devesse deixar de fallar, por ver a quasi fixa determinação do Congresso, em promover e approvar medidas perniciosas á uniaõ de ambos os Reynos, porém que sempre se achava obrigado a mostrara sua opinião, em attençaõ ás severas contas, que no seu character publico devia dar â sua pátria, á naçaõ, ao mundo e á posteridade. Correo em revista o credo politico do Sr. Moura, que approvou com a modificação de crer a resistência permitüda, mesmo ao indivíduo, e de passagem atacou a opinião do Sr. Castello Branco, expendida na sessaõ passada, que so permittia á maioridade o direito de resistir e separar-se. Passou depois a mostrar, que o parecer da Commissaõ, quanto â Juncta de S. Paulo, éra parcial, intempestivo, impolitico e injusto : mostrou que éra parcial; porque lavava de imputaçaõ a falia do Vice-Presidente de Minas Geraes, quando ella éra concebida quasi nos mesmos termos; que a representação da Juncta de S. Paulo; porque calláva oofficio da Juncta de Pernambuco, que éra do mesmo theor da sobredicta representação: porque imputava á Juncta de S. Paulo intençoens sinistras, que se mostravam falsas, porque falsificava os motivos da opposiçaõ contra as novas Junctas Provisórias; porque igualmente callava a razaõ da justa queixa da exüncçaõ dos tribunaes; e ultimamente porque em todo o parecer respirava o maior rancor contra a mencionada Juncta
Fig. 05 - José Bonifacio de ANDRADE participou e não foi ouvido na Constitinte de Portugal. De retorno ao Brasil foi conselheiro do Príncipe Dom Pedro e conexão com a JUNTA de SÂO OPAULO. Conhecendo, na prática, estes três polos de forças politicas, econômicas e militares, favoreceu o Rio de Janeiro com forças militares de São paulo e Minas Geraiis, garantiu a reconstrução econômica do Barsil após o saue da returada da Corte de Dom João VI earticulou as forças politucas e os nomes de brasileiros que poderiam dar suporte à soberania brasileira. Mostrou, que éra intempestivo, porque a sua execução éra quasi impossível, sem as chamas de uma guerra civil, que se naõ devia começai- : que naõ éra de esperar que as províncias abandonassem os que lhe pareciam os defensores de seus direitos ; que o decoro e honra nacional ficavam mais offendidos cm se cominarem penas inexquisiveis, do que com o tractarem-se com desprezo palavras vaãs e descomedidas. Fez ver que éra impolitico; porque ia atear a discórdia e promover a desunião, que antes naõ existia: e a forçar todas as provincias a tomar o mesmo partido: mostrou, que éra injusto; porque naõ êra da competência do Congresso, o qualificar crimes e marcar as pessoas criminosas, o que só cabia ao poder judiciário; porque naõ havia crimes em opinioens políticas; porque naõ houve nem podia haver rebelliaõ na Juncta de S. Paulo, que nunca reconheceo o Congresso; que a declaração de adhesaõ mesmo a Portugal naõ implicava senaõ obediência ao Congresso, composto também dos seus representantes ; que sem esta qualidade o que do Congresso emanasse naõ os podia obrigar, e por isso éra permittida a resistência, e naõ éra criminosa a desobediência, que esta prerpgativa de participar na legislação naõ podia renunciarse, pois seria deshumanizar-se. Tractou depois da responsabilidade de S. A. R. reconheceo o principio rigoroso da dieta responsabilidade, sem embago das instrucçoens de 22 de Abril, que disse eram de nenhum effeito, por oppostas ao systema representativo, ja entaõ abraçado por Sua Majestade ; acerescentou, porem, que a politica aconselhava o naõ exigir-se responsabilidade : naõ negou que os Ministros de S. A. R. devessem responder por sua administração, e pelo decreto de 16 de Fevereiro, a pezar de lhe parecer, que podia o dicto decreto classificar entre àquelles, que hç licito ao Poder Executivo o fazer, para a execução do que se achava disposto, e que tal disposição naõ merecia tam grande censura, e concluí o propondo, que se dissesse a S. A. R., que as Cortes naõ podiam deixar de censurar as expressoens indiscretas e descomedidas, que elle lhes havia dirigido, e muito mais os termos indecorosos e descompassa, dos da Juncta de S. Paulo, do Bispo da mesma Província, do Vice-Presidente da Juncta de Minas-Geraes, e da Juncta de Pernambuco, que por esta vez lançava sobre tudo o véo do esquecimento, e deixavam a S. M. fazer por sua sabedoria e discrição, que S. A. R. e as authoridades, que lhe saõ subordinadas, voltem da resistencia, e conheçam quanto se tem desviado da verdadeira estrada constitucional, ficando igualmente á discrição de S. M. caso continuem as dietas authoridades na mesma marcha prohibida, fazendo contra ellas proceder na forma das leys. O Sr. F. Borges disse: Buscar dizer por outras palavras o que fora dicto antes de mim, e melhor do que eu soubera dizêllo, seria uma perda de tempo bem insensata. Taes saõ as expressoens do sábio Henrique Storck, no prefacio do seu exceilente curso de Economia Política. Fiel a esta uiaxinia, que tenho guardado, desde que tenho a honra de me assentar neste augusto recinto, somente delia me desviarei, quando para responder a alguns argumentos, que a uiinlia memória tenha podido guardar, ine for mister oppor-llie em resposta, o que por outrem fora dicto em exposição. Vamos ja á questão
Fig. 06 As frequentes viagens do Príncipe Dom Pedro tinham por cenário as vastas e ricas Terras do Vale do PARAIBA enre as províncias de São pailo. Minas Gerais e do Rio De Janeiro Este vale irá se tornar, ao longo do Império brasileiro, em suporte econômico e político do regime e onde os BARÕES do CAFÈ mantinham a hegemonia Apresentadas ante o Soberano Congresso a conrespondencia do Sr. D. Pedro dAlcantara, a representação da Juncta de S. Paulo, e a do Bispo daquella diocese, e todos os mais papeis, de que a Commissaõ dos negócios Políticos do Brazil fizera esta miúda e mui exacta resenha e analyze; e conhecendo-sc dcllas, sem poder admittir-se replica, uma contravenção fbimal ao Governo estabelecido, e jurado por todas as províncias, que compõem o que chamamos Reyno Unido de Portugal Brazil e Algarves, he a questão l que procedimento devem as Cortes ter com os authorcs de similliantes papeis? Naõ pelos papeis, senaõ pelos factos, que esses mesmos papeis denunciam ; pelos factos, que se reduzem á dilaceraçaõ da Monarchia Portugueza, e a amotinaçaõ de províncias contra o Governo, em que ellas mesmas tem jíiirte. Sobre a questão, he a opinião da Commissaõ, que o decretado, quanto á installaçaõ das Junctas, ••* cumpra, yu e se mande formar culpa aos membros da Juncta de S. Paulo, ao Bispo, e aos 4 que assignáram o discurso de Rio de Janeiro. Amnistia sobre todos os mais. Que se faça eílectiva a responsabilidade dos Secretários do Sr. D. Pedro, pelo Decreto de 16 de Janeiro, e mais actos «le sua administração
Fig. 07 - O Príncipe Dom Pedro, fez do Rio de Janeiro o centro de suas decisões. Para tanto teve de constituir uma corte de brasileiros natos em substituição dos agentes coloniais que vinham e retornavam a Lisboa, carregando o que podiam levar ao VELHO MUNDO. No contraditório ele mesmo era lusitano, regressou para Lisboa evando o que podia. E na 2." parte diz, que o Sr. 1). Pedro continue a ficar no Bra/.il, até a publicação do acto addicional, &c Pelo que respeita a primeira parte do parecir, eu la observância dos deveres de um Rey verdadeiramente constitucional, apagar an manchas, que tem enodoado o seu andamento incauto, e aparelhar-se a coadjuvar a causa da liberdade de um povo, que ha deadorállo se for bom, e punido se for mao. Resta dar resposta aoBs demais argumentos, que naõ ficam prevenidos na minha exposição: eu naõ posso fa« zéllo melhor, do que com a seguinte leitura, de uma exposição da Commissaõ, escripta, assignada e apresentada pelo illustre membro o Si. AntonioCarlos Ribeiro de Andrada. Eu naõ devo tirar-lhe a força, nem «erei arguido de desfigurado. Ei-lo aqui. " A Commissaõ deplora o tirano, cm que laboram os Brazileiros, c naõ concebe como se possam attribuir ao Congresso vistas contrarias aos sentimentos libcraes, que lhe deram nascimento, e que muito o animam. A Constituição falia por ai mesma, econvence n impostura dos que » abocanham: aos povos do Brasil nada se negou do que se concedeo aos de Portugal: igualdade de direitos, de «ommodos, c vantagens, tanto quanto o permittia a situação de ambos os paitcs, está sauenonada cm quanto se tem decretado. As mesmas leys devem reger em ambos os hemisphcrios, quando a prudência naõ aponte modificaçoena saudáveis e necesárias. Oa empiegos de proveito e confiança saõ dados ao merecimento, ou d'aquem ou d'além do Atlântico: o lugar natalicio naõ influe sobre a escolha. O Congresso levou mesmo a delicadeza a especificar a partilha na Deputaçaõ permanente, e no Conselho de Estado. Toda a via nem assim socegam os receios, a nobre declaração do Congresso, conteuda no artigo 21 das Bazes, em vez de ganhar-lhe os coraçoens dos Brazileiros, pelo respeito mostrado a seus direitos, he hoje o thema de seus gravames. O Congresso naõ legislou para o Brazil, senaõ por que elle adherio sem condiçocns ao que se decretava nas Cortes, nem se pode dizer, que naõ estando presente a maior parte dos representantes do Brazil, no Congresso, se faltava ao permittido, estendendo-se aquelle paiz leys, que naõ tinha approvado; porquanto se lhes resguardavam para o tempo do com pareci mento dos seus deputados as modificaçoens, que exigisse a peculiaridade das suas circumstancias. E demais seria absurdo que uma assemblea deliberante ficasse em inacçaõ, só porque algumas partes do Reyno se descuidavam do mais sagrado dos seus deveres, isto he, de auxiliar-nos e colaborar na regeneração geral da Naçaõ. Isto seria o mesmo que premiar a falta, que merecia antes reprehensaõ, e punir a actividade íestardando-lhe uma organização de que pendia a sua salvação. Donde está a culpa? Certamente da parte dos povos do Brazil, que, a pezar dos rogos e admoestaçoens, ainda naõ tem mandado os seus representantes, e que nem ao menos instrucçoens algumas deram aos Deputados eleitos por elles, que, residentes, ha muito tempo, fora das respectivas províncias, ignoram as suas necessidades. Se naõ tem pezo as queixas geraes contra a desigualdade, que naõ existe, menos contemplação merecem os gravames específicos, que se alegam c bem acrizolados repu tallos-haõ benefícios os Brazileiros quando, abrindo os olhos, que lhes cerra a desconfiança,
O constituintes lusitanos - apesar de manterem e se trabalharem em nome do rei, -para não serem acusados do “CRIME de LESA MAJESTADE” praticamente retiraram todo o poder do trono, da coroa e cetro Tirem as cousas como ellas saõ. O Rio-de-Janeiro, por effeito do desgoverno e dilapidaçoens de um ministério conrompido, está á borda de uma banca rota quasi infallivel; a estada ali de S. A. R., exigindo a mantença de uma Corte, impossibilita as economias precisas, e accelera a queda fatal daquella parte do império Portuguez. Demais he mister, que o herdeiro do throno resida em um paiz, que fax parte do systema da Europa, cujas negociaçoens tanto podem, principalmente nas circumstancias actuaes, influir na sorte do Reyno Unido. Estas consideraçoens necessitaram o seu chamamento, e nada tem de commum com a sua vinda a privação temida de um centro geral de governo no Reyno do Brazil, que a Constituição lhe naõ nega, e que o Congresso naõ terá ja mais a barbaridade de disputar à vontade reconhecida do Brazil. He porém pasmoso sobre maneira, que se queira a conservação de tribunaes, que tanto pezo fazem á Naçaõ, e que estaõ em perfeita contradicçaõ com o systema representativo por ella admittido. E elles eram precisos numa Monarchia absoluta, para que a vontade de um só, que he a ley em taes estados, reflectisse ao menos as luzes emprestadas pela sabedoria de muitos; mas i que prestimo poderão ter no actual sysema ? Uma representação formada da flor da naçaõ, e animada do espirito da mesma Naçaõ, naõ ha mister escovrar-se nas formulas decrépitas de corporaçoens permanentes, para quem o dia de hoje he como o de hontem. Similhantes estabelicimentos saõ o luxo da ordem social, que a política reforma todas as vezes, que na organização de uni povo ae olha para a utilidade e naõ para o vaõ aparato. He verdade que a abolição naõ sendo simultânea em ambos ot Reynos podia gerar suspeita; mas mnguem que foase sensato dividaria um «ó instante, que os tribunaes àouvetsem de ter aqui a final igual sorte aos do Brazil E que perdia o Reyno do Brazil com sua estincçaõ ? No mesmo decreto, que os extinguia, estava provido de remédio tudo o que expediam os dous tribunaes da Meza da Consciência e Desembargo do Paço; no contencioso, ja na Constituição está declarado, que as revistas seraõ concedidas mesmo no Brazil; e quanto ao expediente de certas graças, bem que por em quanto pudesse soffrer algum embaraço, naõ podia prever o Congresso, que um encornmodo temporário, e que certo seria remediado, quando se ultimasse o regime final do Brazil….
As juntas de São Paulo e Minas Gerais tinham interesses e que se evidenciam dois seculos após os atos e fatos Em São Paulo os grandes beneficiados, ao menos em curto prazo, foram os Andrada, em especial José Bonifácio e Martim Francisco, que gozaram de grande poder até a demissão do Gabinete composto por eles, em julho de 1823. Oyenhausen, que recebeu de d. Pedro o título de visconde de Aracati, seria escolhido senador para tomar assento pela primeira bancada do Ceará, em 1826, enquanto José Feliciano Fernandes Pinheiro, elevado a visconde de São Leopoldo, viraria senador por São Paulo. Próximo dos Andrada, o santista Fernandes Pinheiro possuía família e negócios no litoral paulista, além de ter sido juiz e ouvidor da Alfândega de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, cargos estratégicos para as pretensões de d. Pedro na fronteira sul do Império, incluindo aí os portos de Montevidéu e Buenos Aires. JUNTAS GOVERNAMENTAIS da SÃO PAULO e MINAS em 1822 https://www.revista.ueg.br/index.php/revistahistoria/article/view/3974/3051 O REINO UNIDO PORTUGAL , BRASIL e ALGARVES deixou de existir com a CONSTITUIÇÃO que DEPUTADOS LUSITANOS estavam elaborando., Evidente que a dilaceração da Monarquia Portuguesa, e a amotinação de províncias contra o Governo eram obra de incapazes de entender, sentir e tomar o meios para manter o REINO UNIDO que eles acabaram de dilacerar e sepultar para sempre
Fig. 09 - O ORÇAMENTO SECRETO do BRASIL de JULHO de 2022 seria considerado como um verdadeiro CRIME de LESA MAJESTADE do CIDADÃO minimamente consciente das consequências das suas deleberações e decisõe Com o ORÇAMENTO SECRETO a NAÇÂO BRASILEIRA retorna ao estágio mais primitivo da ÈPOCA das TREVAS na qual tudo era decididade pelo arbítrio, sem defesa possivel e com as consequêncais as mais trágicas possíveis par o PODER ORIGINÀRIO Certamente os CONSTITUINTES e DEPUTADOS LUSITANOS de julho de 1822 ficariam perplexos e sem discurso algum diante daquilo que ocorre no PARLAMENTO do BRASIL em julho de 2022. Um ORÇAMENTO SECRETO seria pura obscenidade e retrocesso para o arbítrio real que não prestava contas a ninguém
Fig. 10 - A desqualificação do CIDADÃO para conhecer, agir e colaborar com um ORÇAMENTO SECRETO - proposto pelo executivo, acatado pelo parlamento do BRASIL em JULHO de 2022 ´constitui o retorno para a SERVIDÃO, à ESCRAVIDÃO e a COLONIALISMO INTERNO O ORÇAMENTO SECRETO avilta a NAÇÂO BRASILEIRA e afasta dela qualquer empresa seria, nação civilizada ou empreendedor ético e lúcido.
Fig. 12 - O ORÇAMENTO SECRETO, ou KAMIKASE, vindo do executivo, acatado pelo parlamento do BRASIL em JULHO de 2022 joga a NAÇÃO BRASILEIRA na SERVIDÃO, n ESCRAVIDÂO e no COLONIALISMO INTERNO Gerações inteiras irão pagar, a temerudade, a aud´sacia e falta de ética de alguns ORÇAMENTO SECRETO BRASILEIRO em JULHO de 2022 https://exame.com/brasil/orcamento-secreto-comissao-aprova-teto-de-r-162-bi-para-2022/ Um ORÇAMENTO SECRETO constitui um atentado contra o significado da REPÚBLICA e de uma “RES PUBLICA” o da COISA PÚBLICA e com tal de fato é um KAMIKASE ou HARAQUIRI consentido e desejado pelos amantes da GUERRA, do POPULISMO ESCRACHADO e da IGNORÂNCIA a mais imbecil possível Os danos de um ORÇAMENTO SECRETO. além de decretar o final da REPUBLICA abre, de par em par. as portas do arbítrio, para o mais forte, esperto e menos ético possível https://piaui.folha.uol.com.br/fraude-via-orcamento-secreto-avanca-mais-300-milhoes/?utm_source=pushnews&utm_medium=pushnotification Dilacerando o REINO UNIDO PORTUGAL. BRASIL ALGARVES https://stringfixer.com/pt/United_Kingdom_of_Portugal,_Brazil,_and_the_Algarves JUNTAS GOVERNAMENTAIS da SÃO PAULO e MINAS em 1822 https://www.revista.ueg.br/index.php/revistahistoria/article/view/3974 + https://www.revista.ueg.br/index.php/revistahistoria/article/view/3974/3051 O DIA do FICO 09 de janeiro de 1822  https://www.todamateria.com.br/dia-do-fico/ A construção da imaginaria da Independência do Brasil no Salão Paulista entre 1895 e 1922 https://www.scielo.br/j/anaismp/a/xcXf7XxGJYQTS9QtbtmQTGM/?lang=en A INDEPENDÊNCIA do BRASIL na PINTURA https://deniseludwig.blogspot.com/2013/09/arte-na-independencia-do-brasil-em.html As CORTES LUSITANAS em 1822 https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Portuguese_Cortes_1822.jpg CALÇADA de LORENA 1826 https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Oscar_Pereira_da_Silva_-_Cal%C3%A7ada_de_Lorena,_1826,_Acervo_do_Museu_Paulista_da_USP.jpg VALE do PARAIBA https://pt.wikipedia.org/wiki/Vale_do_Para%C3%ADba PROCLAMAÇÃO ad CONSTITUIÇÃO de 1822 de PORTUGAL https://pt.wikipedia.org/wiki/Constitui%C3%A7%C3%A3o_portuguesa_de_1822#:~:text=A%20Constitui%C3%A7%C3%A3o%20Portuguesa%20de%201822,em%20Portugal%20uma%20monarquia%20constitucional. ORÇAMENTO SECRETO https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/camara-aprova-texto-base-da-pec-kamikaze-em-primeiro-turno/ CAPITALISMO SELVAGEM "Nous-avons-vendu-un-mensonge-a-tout-le-monde" NOS VENDEMOS para TODOS uma MENTIRA. https://www.youtube.com/watch?v=tQjkeEpvN6M LEI UBER no BRASIL https://draflaviaortega.jusbrasil.com.br/noticias/561305476/lei-13640-2018-lei-do-uber-regulamenta-o-transporte-remunerado-privado-individual-de-passageiros

terça-feira, 7 de junho de 2022

223 - NÃO FOI NO GRITO - JUNHO de 1822

BRASIL com DUPLO GOVERNO em JUNHO de 1822 “”" Manda S. A. R. o Principe Regente, pela Secretaria dos Negócios do Reyno, prevenir o Desembargador do Paço e Chanceller Mor do Reyno, que de hoje em diante naõ deve fazer remessa, a repartição alguma, das leys, que forem vindo de Portngal, sem que ellas primeiramente sejam submettidas ao couhecimento do mesmo Augusto Senhor, que, achando-as análogas ás circumstancias deste Reyno do Brazil, ordenará entaõ a sua de vida execução. Palácio do Rio-de-Janeiro, em 21 de Fevereiro de 1822.—Jozé Bonifácio de Andrade e Silva." Correio Braziliense junho de 1822 p. 716 Misscelâne ” Em junho de 1822 os constituintes reunidos em LISBOA estavam legislando para PORTUGAL e só para PORTUGAL. Desconsideravam qualquer constituinte brasileiro que não se submete ao seu arbítrio, Certamente os deputados de PORTUGAL não conheciam os seus limites e competência quando se referiam ao Príncipe Real e perguntando , "que tal éra o rapazinho?" expondo toda a sua arrogância Tudo este clima adverso e belicoso fazia com que as províncias do Sul do Brasil mandassem tropas para o Rio de Janeiro para mandar de volta aquelas de Portugal. As províncias do Nordeste eram a esperança dos Deputados Portugueses. Ao menos as suas tropas não eram mandadas de volta para Lisboa como aquelas destinadas às províncias do Sul
• https://commons.wikimedia.org/wiki File:Parreiras_O_Primeiro_Passo_para_a_Independ%C3%AAncia_da_Bahia.png Fig, 01 – O expressivo apoio do PODER ORIGINÁRIO BRASILEIRO ergueu-se contra o eterno governo de LUSITANOS NATOS . Levantou-se contra proibição da indústria brasileira e eterno saque do seu solo e florestas Evidente que as narrativas das classes dominantes ao escreverem a História do Brasil continuam vigentes até os dias atuais Na imagem o povo da cidade de Cachoeira do Recôncavo baiano reuniu 17 cidades para resistir estas ordens extemporâneas do General MADEIRA a mando das CORTES de PORTUGA L. Medidas de Portugal sobre o Brazil. VOL. XXV1U. N. 160. pp 668 -418 - Miscellanea
https://www.dn.pt/edicao-do-dia/24-ago-2020/a-primeira-declaracao-dos-direitos-humanos-e-a-constituicao-de-1822--12540655.html#media-1 Fig, 02 – Os DEPUTADOS LUSITANOS NATOS fizeram, dominara e aprovaram uma CONSTITUIÇÂO para PORTUGAL e só PORTUGAL EURPEO. As colônias permaneceram a margem oue os seus eventuais deputados foram ignorados ou francamente hostilizadosResrou ao PODER ORIGINÁRIO BRASILEIRO ergueu-se contra um governo que não só o marginalizava mas o explorava pelo saque do seu solo, suas florestas e pela proibição da indústria brasileira . O que de fato os DEPUTADOS LUSITANOS conseguiram ffoi proclamar a sua prípria independência da dominação do Brasil Quando se discutia nas Cortes o que se devia fazer á cerca do do ofício recebido do Governador das Armas da Bahia, resolveose suspender a discussão, ingerindo-se nisso o Presidente, comosendo a matéria além do que a ordem das sessoens permittiatractar; mas na verdade, como se colhe do que disseram muito Deputados, paia que os Deputados do Brazil naõ tivessem occasiaõ de dizer mais do que disseram ; por que éra preciso sustentar o Brigadeiro Madeira, na Bahia, pelo mesmo motivo quese apoiou e mandaram tropas ao Rego em Pernambuco, e se mandariam ao Demo, se o Demo tivesse uma patente de Governador das Armas no Brazil, pelo Governo de Lisboa ; e ultimamente para que o Ministério ficasse com as maõs desligadas para mandar tropas ao Brazil, sem o incommodo de ouvir o que os Deputados do Brazil podei iam mais expor na matéria. O Secretario das Cortes, o Deputado Freire, mostrou-se neste caso mui zeloso dos poderes do Executivo, a quem disse que pertencia, e naõ ás Cortes, o manter a segurança (alias sugeiçaõ) do Brazil. Mas se o Governo nomeou um Governador das Armas para a Bahia, o qual Governador esse Governo teve informaçoens de ser do partido anticonstitucional, e por outras causas impróprio do lugar, seguramente ás Cortes pertencia examinar efses factos. ¿ Naõ teia o Sr. Freire volado em outras occasioens, para que as Cortes se intrometiam no que pertence ao Executivo? Sem duvida ; mas dirão que este caso he diferente dos outros. Assim he : porque se tractava agora do Brazil ! Nessa mesma sessaõ se discutio outro ponto de summa importância ao Brazil, e foi o parecer da Commissaõ, sobre o negocio de Monte-Vedio; e verá o Leitor no extracto, que damos dos debates, que a Commissaõ recommendou, que se .retirassem as tropas, e se abandonasse Monte-Vedio, sendo isto fortemente apoiado pelos mais decididos inimigos da prosperidade do Brazil, como o Leitor facilmente conhecerá pelos nomes das pessoas que tomaram parte no debate, e pelos argumentos, que usaram.Que este plano de evacuar Monte-Vedio he uma medida dosnimio-os do Brazil, para o deixarem aberto e vulnerável por aquella parte, prova-se bem de que a Commissaõ, recomniendaiidu a evacuação, naõ diz uma só palavra a respeito dos limites para dentro dos quaes as tropas se deviam retirar no Brazil ; e os oradores, que defenderam o parecer da Commissaõ, só urgiam os direitos de Hespanha, e se esses se regulam pelas pretençoens da Corte de Madrid, metade, ou duas terças partes da Província do Rio-Grande deveria ser evacuada, assim como Monte-Vedio. Naô nos faremos cargo dos argumentos, que se produziram a favor do parecer da Commissaõ ; porque a elles responderam cabalmente vários Deputados do Brazil, e principalmente o Deputado Fernandes Pinheiro, que manejou a disputa com maõ de mestre. Alem disso naô vale ja a pena de arguir de novo a matéria ; porque o parecei da Commissaõ foi regeitado, pelo motivo, que depois diremos ; no entanto examinaremos um dos argumentos ; porque os regulamentos das Cortes naõ permittiamtalvez aos Membros do Brazil o respender-lhe como merece. Vimos, que a respeito da Bahia se acabava de decidir, que as Cortes naõ tomassem resolução sobre a ida as tropas para a Bahia, que pedia o Governador das Armas ; pelo argumento de que a segurança das províncias, e o modo de a obter éra das attribuiçoens do Executivo. Agora na mesma sessaõ sustentava-se, que as Cortes deviam decidir a retirada das tropas de Monte-Video, sem consultar sequei o Executivo, sobre a influencia, que essa medida teria na segurança do Brazil.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:As_Cortes_Constituintes_de_1821_(1921)_-_Veloso_Salgado.png Fig, 03 – Em junho de 1822 os DEPUTADOS LUSITANOS NATOS dominaram, aprovaram e publicaram uma constituiçao sem contribuição significativa do deputadss coloniasi. Estas COLÔNIAS continuaram sob o mesmo jugo das castas dominantes com a vigência da ESCRAVIDÃO LEGAL. Venham ca hypocritas, se c systema de subjugar o Brazil a força d'armas, ou de manter a sua uniaõ por medidas pacificas legislativas, pertence á decisão do Executivo, ¿ quanto mais naõ deveria depender delle o julgar se a estada das tropas em MonteVedio he ou naõ necessária para segurar a fronteira do Sul no Brazil? Pelo menos éra necessaiio saber, a quem se entregava aquele território e a quem competia demarcar nela linha divisória do Brazil, e aonde éra essa linha; o que tndo só o Executivo po.dia averiguai. Mas assim como no outro caso se usou do hermético argumento, de que ao Governo pertencia mandar ou naõ tropas para a Bahia ; quando todas as expediçoens, que até aqui se tem feito contra o Brazil, tem sido por ordem das Cortes; assim também pelo mesmo Marhiavelismo as Cortes, sem fallarem no Executivo, se dizia que podiam de plano mandar evacuar Monte-Vedio. Mas ex um dos argumentos produzidos com muita gravidade, pelo partido inimigo do Brazil:—A hcnra nacional pede, que respeitemos o direito das outras naçoens, e larguemos MonteVedio, que naõ he nosso. Senhores Machiaveis de Portugal, se Monte-Vedio naõ pertence ao Brazil? ¿ A quem o queiem entregai ? Dizem que he preciso respeitar o direito das outras naçoens ¿ e naõ será preciso respeitar o direito dos povos de Monte-Vedio, que declararam, que naõ queiram ser mais sugeitos á Hespanha, e depois declararam, quese uniam ao Brazil ? E faliam da honra nacional esses hypocritas ¿ tE seria honra nacional o abandonar esses povos, sem motivo algum, depois de elles se haveiem declarado parte integrante do Brazil, e isto por previa offerta e posterior aceitação do Rey do Reyno Unido de Portugal e Brazil ? Em fim foi preciso, que chegasse o systema constitucional, para que os inimigos do Brazil pudessem propor retalhallo, desmeinbrallo, arruiuallo, com a capa de justiça, d'honra nacional, e de conveniência. Se disso ainda alguém duvida, lêa-se o que cíisoe o Deputado Pereira do Carmo, nesta sessaõ, e do qual sem duvida naõ esperávamos que seguisse similhante opinião. Disse este Deputado, com a candura que lhe he tam natural,que o que se temia na Europa éra, que o Brazil viesse a ser um vasto Império, a b a m i r a d o pelos rios Amazonas e Prata. Basta ; por isso mesmo lie que o Brazil o deve desejar, e que osseus inimigos, os envejosos de sua grandeza, se dispõem a privallo das ininiensas vantagens dessas barreiras. Maí- o partido, que desejava aniquilar o Brazil por esta parte, naõ conseguio desta vez os seus fins ; porque as Cortes regeitaiam o parecer da Commissaõ. E succedeo assim. O Deputado Borges Carneiro, que obra muitas vezes de repente, sem consultar aquelles de seus collegas, com quem elle mesmo custuma ir de concerto, saio-se inesperadamente com o que chamou emenda ao parecer da Commissaõ, e que na realidadeéra regeitar o parecer in totó; porque a Commissaõ propunha, que se abandonasse Monte-Vedio, e Borges Carneiro propoz, que se conservassem as tropas ali ; porém em menos numero e com mais economia do que até aqui. Esta emenda, por que se chamou emenda, e naõ regeiçaõ do parecer da Commissaõ, tornou a muitos por sui preza, faltaram os Generaes da intriga á manobra, e foi seguida a chamada emenda, regeitando-se o parecer da Commissaõ, por 84 votos contra 28 ; e ordenando-se a Borges Carneiro, que trouxesse depois a sua indicação por escripto. No entanto, que assim meditava esse partido o deshonroso e impolitico abandono de Monte-Vedio, aquelle paiz elegia seu Deputado para as Cortes ; mas portava-se nisto com tal precaução, que mostra estar prevenido dos sentimentos, que influem o partido dominante em Portugal. Assim o Deputado, que nomearam para as Cortes, teve ordem de passar pelo Rio-de-Janeiro, e seguir o que S. A. R. o Piineipe Regente lhe dissesse ;e seguindo ali a vontade do Principe, Ia ficou, e naõ veio para a Europa. Ora quando se souber em Monte-Vedio, das disposiçoens, que tem mostrado as Cortes, de abandonar aquella provincia a seus oppressores, ou a seus rivaes ^coino naõ daiaõ parabéns a sua fortuna, per haverem resolvido unir seus destinos aos do Príncipe Regente ; e ao Brazil ? Voltemos, porém, aos negócios da Bahia. Na sessaõ das Cortes de 30 de Abril, se leo o officio do Governador das Armas da Bahia, em que descreve a seu modo os desastrosos suecessos daquella cidade, e que nós referimos no nosso N.° passado, segundo o que fez publico o Governo da Província, e mais noticias, que tivemos. ( ilegivel….). Governador, com o outro seu opponente. Mas ¿ que se podia esperar do plano das Cortes, que fizeram o Governador das Armas independente do Governo civil da Provincia? Se este se intromettesse a decidir quem devia governar as armas, certo queem Lisboa se gritaria logo contra a rebelliaõ, traição e sabe Deus o que mais dessa Juncta ; e o Ministério ein Lisboa, alé ueni julgou que éia civilidade necessária o informar aquella Juncta, de que o Brigadeiro Madeira fora nomeado Governador das Armas. Ora o tal Brigadeiro, seguindo o mesmo que tem feito as demais tropas Portuguezas no Biazil, recorreu á forçadas bayonetas, para pór em vigor o que elle chamava seus direitos; e na noite do dia 16 fez em sua casa um conciliabulo com os officiaes do seu partido, para obter o que, por culpa das Cortes, naõ lhe restava meio legal de alcançar. Isto consta do mesmo officio do Brigadeiro Madeira. A Juncta, que vio iminente a guei ia civil, e ao mesmo tempo que naõ tinha authoridade das Cortes, paia dar remédio algum a este mal, chamou a conselho as pessoas mais prineipaes da cidade, a ver se com a juncta opinião de todos podia persuadir a desenfreada tropa a portar-se menos violenta ; o Brigadeiro, referindo isto em seu officio, omitte uma circumstancia essencial; e he, que puzéra uma condição a sugeilar-se ao projecto, em que se concordara nesse ajunctameiito ; e a condição foi, que estaria pelo arranjainento, em quanto naõ visse motivos paia assumir o commando absoluto, isto por outias palavras éra declarar, que faria o que quizesse todas as vezes que lhe parecesse
nácio Luis MADEIRA de MELO https://pt.wikipedia.org/wiki/In%C3%A1cio_Lu%C3%ADs_Madeira_de_Melo Fig, 04 – As sucessivas missões disciplinadoras que as CORTRES LUSITANAS enviavamao BRASIL conseguiram o feito de acirrar ainda mais as aspirações e os ânimos INDEPENDISTAS desta colonia . O general MADEIRA encastelou-se em SALVADOR enquanto todo o Recôncavo baiano fervilha de independistas. No entanto o Brigadeiro Madeira teve logo nas Cones muitoselogiadores de seu comportamento ; a pezar de declararem alguns membros, que tinham feito saber aos Ministros de Estado, quam impróprio éra o Brigadeiro Madeira para aquelle Governo ; naõ só por sua falta de discernimento, sendo mui susceptível de que o enganassem homens mal intencionados; mas porque sempre se mostrou do partido a que chamam Corcuudas, e se oppoz rigidamente, e quanto pôde, á introducçaõ dosystema constitucional: por outra parte, que o Brigadeiro Manuel Pedro, que apparece a g o r a orno seu rival, éra o mais acerrimo defensor do systema constitucional, mui estimado na provincia, e de excellentes qualidades pessoaes. Naõ obstante estas informaçoens, Madeira foi nomeado pelo Governo, e he defendido agora nas Cortes ; tudo isto he coherente, e mostra as sinistras intençoens, que ha em Portugal, contra a liberdade do Brazil. Alguns dos Deputados nas Cortes failáram, no debate, que houve a este respeito, precisamente a mesma linguagem dos passados déspotas; e por encurtar razoens, e para que naõ succedesse o dizer algum Deputado do Brazil verdades, que aos outros convém oceultar ao publico, votou-se, que naõ continuasse a discussão. Depois de resolverem as Cortes, que naõ a ellas, mas ao executivo, pertencia mandar ou naô tropas para a Bahia, apparecêo a seguinte portaria .— " Manda El Rey, pela Secretaria d'Estado dos Negócios da Marinha, que a Juncta da Fazenda proceda a afretar os navios» que forem necessários, para transportar á cidade da Bahia um batalhão de 600 praças, admittindo-se á concurrencia os navios estrangeiros. Palácio de Queluz, em 18 de Maio de 1822.—Ignacio da Costa Quintella." O Deputado Lino Couttinho apresentou nas Cortes uma indicação, assignada por grande parte dos Deputados do Brazil, para que se dissesse ao Governo, que naõ mandasse essas tropas para a Bahia. A indicação de Lino foi debatida na sessaõ 374, e ficou a discussão adiada, e continuando na sessaõ 375 foi entaõ decidido 80 votos contra 43 , que se regeitasse a indicação ; isto he, que o Ministro pudesse mandar ao General Madeira na Bahia, mais um reforço de 600 homens, para continuar as desordens, que ali tem feito a tropa Europea. Nos debates, que houveram nessas duas sessoens, failáram energicamente os Deputados Andrada, Lima, Borges de Barros, Araújo Lima, Marcos, Vergueiro, Monis, e outros ; mas nada do que disseram apparecêo no Diário, senaõ alguns pedaços truncados (...)isso iiilíraiTios. que éra mais decoroso naõ referir nada de suas fallas, do que fazer-lhes a injustiça de publicar somente os mutilados fragmentos, que pudemos obter pelo Diário do Coverno.
http://www.multirio.rj.gov.br/historia/modulo02/tentativas.html Fig, 05 – Se os IRMÃOS ANDRADAS pouco conseguiram contribuir, como DEPUTADOS BRASILEIROS para as intenções dos DEPUTADOS LUSITANOS NATOS, retornaram ao BRASIL para orientar o PODER ORIGINÁRIO BRASILEIRO na busca de sua INDEPENDÊCIA de PORTUGAL Conselheiros constantes e atentos do Príncipe Dom Pedro e de sia esposa Dona Leopoldina souberam tecer o espaço legal, executivo e jurídico no qual nasceu o BRASILINDEPENDENTE Mas, ao mesmo tempo, que se supprimio o que disseram os Deputados do Brazil, a falia que fez o Deputado Moura contra elles, naõ só se publicou em resumo, no competente Diário do Governo, mas até se tornou a publicar por extenso, e com as correcçoens necessárias, n'outro Diário N.° 121. A este respeito, porém, somos obrigados a dizer, que se o Diário naõ quer publicar as fallas, que fazem os Deputados do Brazil, publiquem-nas elles em separado, e se nem isso se lhes permitttir, mandem-nas imprimir fora do Reyno ; mas he essencial, que seus constituintes no Brazil saibam, que os Deputados fazem o seu dever, como sem duvida nesta occasiaõ fizeram. O serem vencidos em votos, he desgraça ; mas pugnar pela justiça he dever ; e publicar que assim obram, he mostrar que conhecem o que he devido a seu character. Naõ he, porém, esta a única occasiaõ, em que se tem mostrado o systema de occultar e supprimir o que faz abem do Brazil ; as repetidas vezes, em que o mesmo tem acontecido, provam a continuação do plano. Publicáram-se os officios, que o Brigadeiro Madeira escreveoreferindo as desordens da Bahia, mas os da Juncta daquella Provincia, em que os suecessos se narravam de modo differente, nem se quer os deo o Diário em resumo, posto que fossem lidos na sessaõ 381. Na sessaõ de 28 de Maio, se lêo o officio doMinistroda Guerra no Rio-de-Janeiro, em que narrava os acontecimentos, que conduziram á expulsão da Divisão Auxiliadora, e de seu General Zuzarte : também estes officios se naõ mandaram imprimir no Diário. Ja vimos no N.° passado, que á chegada dos officios de Zuzarte, sem se ouvir o que S. A. R. o Principe Regente tinha a dizer sobre o assumpto, se vociferaram acclamaçoens de approvaçaõao General, que implicavam censura ao Príncipe; e mandáram-se publicar todos os officios de Zuzarte, com os documen tos annexos, no Diário do Governo. Na sessaõ das Cortes de 9 de Maio, lèram-se os officios do Principe Regente, que narravam os factos sobre o mesmo assumpto, mas naõ houve ninguém quepropuzesse, que esses ofJlcios se mandassem publicar no Diáriodo Governo. Ex aqui a imparcialidade das Cortes; manda-se imprimir e publicar tudo que podia affectar a opinião publica contra S. A.R. e seu Governo no Brazil; mas os seus officio?, era que se podia ver a sua justificação, ficam no escuro, até que a calumniatenha tempo de lavrar, e produzir seu effeito. Dahi ordena-se,para se fazer a injustiça mais odiosa e o contraste mais claro,que estes officios fossem impressos separadamente, e vendidosna loge do Diário das Cortes, a quem os quizesse comprar ; sabendo todo o mundo a pouca circulação que tem os Diários das Cortes, pela tardança com que apparecem, e a menos circulaçãoque ainda teria um papel separado, que por isso que naõ faz parte do Diário, se naõ entrega aos subscriptores delle, senaõ por ordem expressa : e assim, pelo que respeita o Brazil, primeiro ha de chegaria a noticia pelo Diário do Coverno, que taes oifícioss e imprimiram em Lisboa por separado, depois quem quizer ler esses officios no Brazil ha de mandar ordem a Lisboa para que lhos enviem; e dahi ha de esperar até que haja tempo que Ia lhe cheguem : no entanto os officios de Zuzarte vam viajando livres por toda a parte. Tal he a justiça das Cortes no que respeita o Brazil, em tudo quanto obram. Como quer que seja, havendo-se publicado as fallas dos membros inimigos do Brazil, nos interessantes debates, sobre o rnandárern-se tropas para a Bahia; temos nisso amplas liçoens, para o Brazil aprender o que lhe convém obrar, e se naõ seguir o caminho de sua salvação, naõ será por certo culpa nossa, que bem claro lhe exporemos o que nissso se passa. Ha tempos, que o Deputado Moura se tem desenvolvido contra o Brazil, de maneira, que naõ esperávamos. ; Tam difficil he conhecer os homens, antes da occasiaõ de os experimentar! Mas na falia, que fez, na sessaõ 375, sobre a indicação de Lino Couttinho, para que se naõ mandassem tropas paia a Bahia, excedeo-se aquelle Deputado a si mesmo, e deixou-nos cheios de admiração. Parece-nos da ultima evidencia, que no Brazil todos querem o systema constitucional ; mas isto naô he nem nunca foi querer a continuação dos abusos antigos, que ainda predominam em toda a parte ; e menos o quererem soffrer os insultos, que se proferem todos os dias nas Cortes, e em inumeráveis escriptos contra o Brazil; ao mesmo tempo que o Deputado Moura chama aos que disso se queixam escriplores venaes. Naõ faremos a injustiça de dizer, que este Deputado merece igual retorsaõ : porque nenhuma irritação nos obrigaria a escrever o contrario do que pensamos $ ademais, como Brazilienses, que somos, temos de nos mostrar agradecidos ao Deputado Moura, por haver tirado a mascara, e dizer-nos claramente quaes saõ as'vistas de seu partido político; e tanto mais, quanto ministra ao Brazil argumentos, que seraõ de bastante uso. Antes porém, de passar a diante tomaremos a liberdade de perguntar ao Deputado ¿ se, no caso de os escriptores, que defendem a causa do Brazil, irem errados; naõ se poderia explicar isso por outras causas que naõ fosse a venalidade ? Era Portugal até ja passa em provérbio a vaidade de Moura, o desbocamento de Borges Carneiro, a grossaria e philaucia de Fernandes Thomaz,&c. &c. e a ambição desmarcada de todos s e naõ poderia o Deputado Moura attribuir os erros dos escriptores, que defendem o Brazil a alguns desses defeitos veniaes, antes do que saltar logo á imputaçaõ de venalidade? E se esses escriptores saõ tam venaes, como os pinta o Deputado Moura ¿ que cousa he mais fácil, que comprallos? Teraô os do partido do Deputad oMoura feito tentativas para comprar algum ou alguns dessesescriptores, e achado com effeito que elles se offereciam a aceitara peita ? Se tal naõ experimentou, a sua aceusaçaõ, tam gené-rica, he pelo menos temerária. «• Se a uniaõ do Brazil, diz Moura, nos ha de custar o residir o Principe no Brazil, por tal preço attrevo-me a dizer á face da Naçaõ e do Mundo todo, NAÕ QUERO A UNIAÕ DOS DOUS REYNOS . Ora acabemos com isto : demos graças ao Deputado Moura por nos ter desenganado de uma vez. Naõ se quer a uniaõ dos dous Reynos ; quer-se a sugeiçaõ, naõ só do Brazil mas doPrincipe, que ha de residir aonde esse partido das Cortes determinar. Dizemos esse partido ; porque ao fazer o Deputado Moura aquella declaração vociferaram os outros, Apoiado! Apoiado! Notaremos aqui de passagem, que a razaõ porque o Deputado Moura, quer por força a Corte em Lisboa, he porque o nome Latino daquella cidade he Ulissipona; donde evidentemente se segue que Ulisses foi o seu fundador, e he igualmente claro, que por isso deve ali sempre residir o Rey e o Herdeiro da Coroa : e e também manifesto a todas as luzes da saS razaõ do Deputado Moura,que, como Ulisses éra descendente dos deoses, naõ podiam os reys antigos, sem impiedade ter a sua Corte em Guimaraens ou Braga. Donde, segundo este inefragavel argumento do Deputado Moura, todo o escriptor venal, que se attrever a dizer, que o Deputado Moura, ou outro qualquer homem que for, he capaz de crer em biuchas, quando crê na historia de Ulisses, heesse escriptor de certo naõ só venal mas inconstitucional; porquehe um raciocínio de um Estadista profundo, o que assevera que Uliopona he Ulisses, e isto tudo juncto faz indubitavel, que a Corte do Brazil he Lisboa, sêjani quaes forem os interesses daNaçaõ (porque disso naõ se fez cargo o Orador) tudo o mais he venalidade, libello, e alta traição anti constitucional. O Diáriodo Governo chamou a esta uma eloqüentíssima falia do illustre Deputado Moura. Mas a esse argumento podem responder no Brazil com outro igualmente ponderoso ; e he ; que havendo o gigante Nicteroy de Saturnea prole formado a bahia do Rio-deJaneiro, ali deve ser a Corte, e naõ na cidade, que fundou Ulisses em Lisboa, para ser a capital do Brazil, o que Ulisses de certo naõ profetizou. Diz mais o Deputado Moura, que tudo concederá ao Brazil, menos o naõ obedecerem : ora muito lhe devem ficar obrigados os povos do Brazil, por esta liberalidade ; e obedecendo a tudo quanto quizer o Deputado Moura ¿ que mais tem Moura a desejar? Nesse caso da cega obediência, se aproveitariam as Córnarem, com a sua maioridade de Deputados Europeos, tudo quanto quizessem, e de tal maneira aferrariam o jugo ao Brazil, que naõ poderia por séculos levantar cabeça. Diz Moura, que se o Principe Herdeiro tem de ficar no Brazil, por tal preço naõ quer a uniaõ : responderam os mais Deputados, Apoiado, Apoiado. A isto pôde e deve responder o Brazil, que ao preço de tornar a reduzir-se a colônia de Portugal depois de ter sido elevado á cathegoria de Reyno, naõ lhe faz conta comprar a uniaõ, e passará sem ella. Disse Moura, alem disto na sessaõ 375, que Portugal se podia levantar, como fez, contra o Governo antigo; mas que oBrazil se naõ pôde levantar contra o presente ; mas nos naõ vemos a razaõ de diferença : porque se a regra he que os povos se podem levantar contra um Governo máo, e Moura diz queo povo todo he disso o juiz ; a questão vem só a ser, se o povo do Brazil julga ou naõ máo esse Governo de Portugal; óra o mandarpara ali tropas a sugeitar o povo, está tam longe de provar, que o povo julga bom esse Governo, que essa mesma expedição deropas he argumento de que o povo naô está satisfeito coro elle. O Deputado Pessanha, em sua falia, ataca outro Deputado, que o éra pelo Brazil, por haver dicto, que arriscava sua cabeça se Pernambuco naõ ficasse em paz, depois da retirada de Rego, e do batalhão do Algarve, e diz Pessanha, com ar de grande triumpho ¿ que seria ágóra da cabeça desse Snr. Deputado, se lhe tomassem á risca a sua palavra? Nós respondemos, que a cabeça desse Deputado devia estar onde está; porque se cumpriu exactamente o que elle disse, Depois da retirada de Rego e do batalhão do Algarve, tem Pernambuco continuado em paz, salvo os effeitos das rixas entre Europeos e Americanos, que as atrocidades do batalhão do Algarve, os despotismos de Rego, e as erradas medidas das Cortes excitaram; e excitaram a ponto tam grande, que he impossível acalmarem, sem que o tempo faça de algum modo esqnecer aos parentes e amigos dos mortos, roubados e maltractados essas maldades praclicadas pelos Europeos em Pernambuco, desde o anno de 1817, com sanguinária fúria, e com implacável constância. E para que se naõ tornassem a abrir de novo essas chagas de antigos ódios, naõ quiz o Governo Provisório de Pernambuco receber as outras tropas, que lhe iam de Lisboa, acto de prudência, que manteve a continuação da paz na provincia ; mas quepor isso mesmo mereceo a reprovação dos incendiarios inimigo do Brazil em Lisboa.B. Carneiro entre outras expressoens dignas de acre censuradisse, fallando do Principe Real, "que tal éra o rapazinho?"
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Emperor_Dom_Pedro_I_1822.png Fig, 06 – O Principe Dom Pedro, visto e tratado co “RAPAZINHO” pelos DEPUTADOS LUSITANOS NATOS seguiu os conselhos daqueles que o rodeavam no Rio de Janeiro como daqueles das CAPITANIAS que o apoiavam e o municiaram com tropas de BRASILEIROS NATOS .Com o decidido apoio do PODER ORIGINÁRIO BRASILEIRO ergueu-se contra o eterno governo de Portugal Evidente que são necessárias as ressalvas nas narrativas das classes dominantes que ao escrever a História do Brasil o colocaram como protagonista único e central de um GRITO do IPIRANGA. Em um systema constitucional, em que se admitte a Monarchia, he essencial promover o respeito ao Governo, mostrando acatamento ao Rey, e á família Real, e quem assim naõ obra dá bem a conhecer o pouco que entende os elementos do Governo, que se propõem sustentar. Quanto ás tropas para a Bahia, sustentou,que naõ deviam ir somente os 600 homens, que o Governo intentava mandar, mas que deviam ir, pelo menos, 2.600. Com effeito ja se diz, que no Conselho de Estado, que houve aos 31 de Maio, foi resolvido mandarem-se até 8000, segundo as circumstancias forem permittindo. Mas aqui cabe o perguntar ¿ para que vai esse flagéllo de tropas á Bahia ? No Rio-de-Janeiro he que foram expulsas as tropas Europeas, o Principe dali he quem tem fustigado esses inimigo do Brazil em Lisboa £ porque naô mandam contra elle as tropas? t Porque as naõ mandam a S. Paulo, de cujo Governo provisório tantas queixas se feito nas Cortes? Mas naõ ; a Bahia, que he a que mais humilde se tem mostrado, he a que vai apagar as favas ; depois diremos porque. Divididos como estaõ os ânimos em Portugal, sobre a pouca observância dos princípios constitucionaes pelo partido dominante, foi geral, em Lisboa, a approvaçaõ da medida de se mandarem tropas contra a Bahia. Os negociantes Portuguezes, esperando ainda recobrar seu monopólio do commercio do Brazil,(que lhes tomará somente com seu rey D. Sebastião,) levaram vantagem ás outras classes em recomendar medidas de força contra o Brazil; e o Governo naõ foi capaz de reflectir, em que as instigaçoens dessa mesma classe de negociantes, e pelo mesma motivo, foram as que fizeram com qne a Inglaterra perdessse as colônias, que saõ agora os Estados-Unidos; e causaram o idêntico mal á Hespanha, engodado seu Govemocom as offertas de alguns milhares de pezos duros, que lhe offéieceiain os monopolistas de Cadiz. Mas naõ obstante todos esses desejos, e eiithusiaunos, que levanta esse partido, as cousas vam bem differentes do que elles se pintam, e as tropas, quando se deseinbainhar a espada no Brazil, acharão uma tarefa de alguma difliculdade ; posto que tenham o apoio, que se lhes prepara na Bahia, e que as extorsoens, que ali sem duvida 1'araõ, as possam sustentar e pagar por algum tempo. Para se preparar a expedição de tropas, que foi para o Rio de Janeiro, e que se malogrou por que as mandaram sair outra vez pela barra fora ; foi preciso pedir o dinheiro emprestado, e para o embolçar ao que o deo, se sacaram letras sobre o Rio-de Janeiro; esse empréstimo perdido vai a quém o deo; porque lá naõ saõ tam desasizudos que paguem as custas havendo vencido a demanda. He claro que o uiutuante dessa somma em Lisboa, fica sem ella, e quando muito entrará na classe dos mais famintos credores do exhausto Erário: e visto isso ¿ quem lia de emprestar o dinheiro para a nova expedição ? As expediçoens de mar todos sabem que saõ muito mais dispendiosas, que as de terra ; e quando o Brazil se determinará defeza, pelejam no seu tereno, aonde teraõ a vantagem. Mas he, sem duvida, preciso, que se resolvam a isso, o que até aqui nunca meditaram: os factos presentes lhe faraó conhecer o que lhes convém ; porque vistas as declaraçoens, que se manifestam góia.ju naõ poderão duvidar, que das Cortes de Portugal nada tem a esperar. Os Deputados do Brazil de nada servem senaõ de testemunhar os insultos feitos a seu paiz ; por que o seu psqueno numero os deixa sem influencia, e só por accaao apparece alguma cousa, em que a justiça do Brazil seja contemplada. As Cortes, tomando melhor conselho, posto que tardio, declararam aos 29 de Abril uma amnistia, para os prezos, que tinham vindo da Bahia: depois, como consta de uma portaria do Ministro de Justiça de 7 de Maio, declararam comprehendidos nesta amnistia os três rapazes, que vieram prezos do Pará, como chefes de uma revolução. Mas isto se fez, quando foi promovido pela indicação de um Deputado Europeo, todas as medidas, que a este respeito propuzéram os Deputados do Brazil, foram regeitadas. Também, na sessaõ 375, a pezar dos esforços do partido antiBrazilico, se ordenou que a felicitação do General Avilez naõ fosse mencionada na acta, ser recebida com agrado: mas, naõ obstante a insoleucia com que aquelle general tractou o Principe Real, naõ obstante conhecer-se claramente, que elle capitaneou as tropas em sua icbeldia ; naõ obstante asseverar o Principe em seu officio, que esse General e sua Divisão, se embarcaram como mansos cordeiros, para serem expulsos do Rio, naõ por princípios d'honra, mas por medo; naõ obstante tudo isso, o mais que se pôde conseguir nas Cortes, nesta occasiaõ, foi que se naõ declarasse na Acta, que as suas congratulaçoens eram recebidas com agrado; mas isto só suspensivamente. O Deputado Andrada disse, na sessaõ de 31 de Maio, que recebera um officio da Juncta Provisória do Governo de S. Paulo, em que pedem a seus Deputados representem ás Cortee, a necessidade de revogar os Decretos por que se mandava regressar o Principe para a Europa, crear as Junctas Governativas das Provincias, e extinguir os Tribunaes Superiores no Brazil. Também disto se naõ fez caso. A Câmara da Bahia, em sua representação ás Cortes, culpa o Brigadeiro Madeira das desordens, que ali houve, e pede, que se lhe naõ mandem mais tropas : mas em Lisboa tracta-se Madeira, sem mais investigação, como benemérito do Governo; ordena-se, que vam mais tropas, e Borges Carneiro diz, que se deve mandar um caõ de fila ao Brazil, isto he, um General de talch aractei, que leve tudo a fogo e ferro. Quanto aos arranjos commerciaes claro está que, segundo os actuaes projectos tudo vai em perda do Brazil. Adiamos no Diário do Governo N." 1(12. uma dispensa das Cóitev, concedida a favor do negociante Manuel Teixeira basto, para que possa navegai paia a l u d i a um navio, que tinha, de construcçaõ estrangeira. Supponhamos, que um negociante do Brazil, se achava nas mesmas circumstancias desse de Lisboa, e merecia igualmente a mesma dispensa, teria de vir do Brazil a Lisboa requerer o indulto, quando o outro de sua casa o obteve. Deve logo confessar-se, que a supposta igualdade de commercio dos dous reynos, uma vez que esteja sugeita a restricçoetis, e essas resticçoens dispensáveis em Lisboa, devem sempre pezarcontra o Brazil. Procedimentos no Brazil a respeito de Portugal. Ja annunciamos, no nosso N.° passado, que as tropas da Divisão (a que lá chamarammal-dita) Auxiliadora, tinha sido mandada sair do Rio-de-Janeiro, tendo S. A . R. o Principe Regente a bondade, naõ somente de lhe naõ dar castigo algum pelas desordens, que fizeram, nem pela falta de subordinação, que mostraram, porém de mais a mais fornecendo-lhes transportes, viveres, e accommodaçoens para regressarem a Portugal. Com effeito aos 11 de Maio chegou a Lisboa o primeiro transporte, que éra a galera Sarda, Verdadeiros Amigos, trazendo a seu bordo 180 daquelles soldados, e 20 mulheres ; e logo aos 14, o Tn. Coronel de ártilheria seu commandante Jozé da Silva Reys foi interrompei a sessaõ das Cortes com suas congratulações, sendo recebido com as honras do custume. Nesse mesmo dia 14 chegou a Lisboa outro dos transportes, Duarte Pacheco, com 166 praças c 42 pessoas de família debaixo do commando do Tn. Coronel de Infanteria Jozé Maria da Costa. Aos 17 de Maio chegou a Lisboa a galera Poitugueza Constitucional, com mais 152 praças do regimento de Infante.iaN.° 11. e 200 do regimento N.° 15. Aos 24 entrou a Galera Despiqta, com o conimaiidaiite do 3." batalhão de Caçadores, Antaõ Gairrz Pinto, e 196 praças. Aos 25 entrou a Galei* Industria, com mais 14!) praças. As tropas da Divisão Auxiliadora tinham ja todas saido do Ro-de-Janeiro, quando ali chegou o chefe de Divisão, Francisco Mxiuiiliano de Souza, com uma pequena frota, em que levava novos reforços de tropa; mas tiveram ordem para fundear abaixo da fortaleza de Villagalhon. e permittio-se aos officiaes somente, que desembarcassem, para que as tropas naõ fossem continuar as desordens, que haviam começado as que ha pouco tinham sido expulsas. Os commandantes, logo que desembarcaram, fizeram este protesto :— " Nos abaixo assignados protestamos de obedecer em tudo ás ordens, que nos forem dirigidas por S. A. R. ; pois tal he o nosso dever: assim como de nada nos embaraçarmos, nem tomarmos parte nas disposiçoeus do Governo, salvo sendo-nos ordenado pelo mesmo Augusto Senhor. Paço do Rio-de-Janeiro, em 9 de Março de 1822.—Francisco Maximiliaiio de Souza, Chefe deDivisão e Commandante da Esquadra.—Antônio Rozado, Coronel do Regimento Provisório " Ora o Principe Regente tinha-se preparado para esta visita, nundando buscar tropas das provincias vizinhas, e foi elle mesmo accelerar a sua marcha, viajando, desde 22 até 25 de Fevereiro, mais de 54 léguas, passando além do Rio Paraíba. Aos26 de Janeiro chegaram a S. Christovaõ 7C0 homens de S. Paulo, com 30 ou 40 milicianos, que se lhes quizéram addir, debaixo do commando do Ceneral Lázaro Gonçalves, que he um dos membros da Juncta Governativa daquella Provincia; fazendo estes com outros corpos a sonuna de mil homens, promptificados em S. Paulo dentro em 15 dias. Munido assim o Príncipe Regente, naõ só com a expressão da vontade das províncias do Rio-de-Janeiro, S. Paulo, Minas, Rio-Grande, Monte-Video e Sancta Catherina, que também mandaram suas deputaçoens a agradecer a S. A.. R. a sua determinação de ficar no Brazil, mas além disso fortificado o Principe com estes essenciaes auxílios de tropas Brazilienses, ordenou á tal expedição, que tornasse a sair, e deixasse o paiz em paz como estava : a expedição com effeito tornou a sair pela barra fora, e no entanto ficou no Rio-de-Janeiro uma fragata das que formavam a expedição, e cousa de 600 ou 700 homens, que preferiram viver no paiz. Em fim aos 28 de Maio entrou a náo Joaô VT. em que voltava do Rio-de-Janeiro o chefe de expedição, que ali naõ fora recebida, Francisco Maximiano de Souza : vindo também nella os ex-Ministros de Estado no Brazil Carlos Frederico Bernardo de Caula, e Francisco Joze Vieira, e família do Vice AlmiranteLuiz da Moita Feio. O Chefe foi mandado metter em Conselho de Guerra, por ter deixado a fragata, trabalho de que o livraria S. A. R. se também ordenasse ficar no Rio a náo capitanea. No mesmo dia entrou da Bahia a galera S. Gualter, em que vinha prezo o Brigadeiro Manuel Pedro de Freitas Guimaraens. Duas companhias, que vinham do Rio-de-Janeiro na galera S. José Americano, pertencentes á expedicaçaõ, que naõ fora recebida pelo Principe Regente desembarcaram na Bahia porordem do General para reforçarem as tropas Europeas. As Provincias do Sul do Brazil tem ja conhecido claramente, que de Portugal nenhum bem tem de esperar; mas parece-nos, que ainda naõ estaõ convencidas dos males, que tem a temer; e que o Governo de Lisboa vai a representar no Brazil as mesmas scenas, que Madrid exhibio na America Hespanhola; e por sso colligiinos neste numero as noticias, que levam cora sigo o desengano; até para que as provincias do Norte conheçam a sorte que também as espera. A Juncta de Governo da Bahia, mandou tiiar devassa pelo Juiz do Crime, em portaria de 25 de Fevereiro, para saber quem originara as primeiias desordens, na disputa do Brigadeiro Madeira, com o seu predecessor; afim deter documentos authenticos, que communicasse ás Cortes. Aos 23 de Fevereiro tinha a mesma Juncta ja ordenado, que o desembargador Ouvidor do Crime, juncto com o Desembargador Francisco José de Freitas tirassem uma devassa das mortes, arrombaroentos, violação de clausuras, roubos, e outros crimes commettidos pelas tropas Europeas, na mesma occasiaõ : mas as Cortes, sem esperar por nenhuma dessas informaçoens. déram-se logo por mui satisfeitas com o comportamento do Brigadeiro Madeira; porque éra o seu Governador das Armas, e porque obrava contra o Brazil : este será sempre o mérito. O Deputado Lino Couttinho appellou para o mundo inteiro, que servisse de Juiz dos motivos que tem o Brazil, para se queixar das Cortes. Borges de Barros disse, que daquelle dia em diante voltaria sim ás Cortes por obediência passiva, mas naõ porque se considerasse como Deputado efectivo pelo Brazil. Todos os Deputados Brazilienses votaram contra irem tropas para a Bahia excepto três, que foram o Bispo do Para ; Beckman, do Maranhão ; e Soares Brandão, do Rio-de-Janeiro. Ora isto posto, ¿ para que he conservar Deputados do Brazil nessas Cortes, quando todos os seus esforços se reduzem a nullidade pela decidida e combinada maioridade dos Deputados Europeos ? A Câmara do Rio-de-Janeiro escreveo uma carta a seus Deputados, datada de 17 de Fevereiro, em que lhes remette o manifesto do povo, e declara, que quer a uniaõ com Portugal, mas pelos vínculos de ura pacto social, e em condiçoens em tudoguaes, que fazendo o bem geral da Naçaõ, faça também o daquelle Reyno do Brazil. Depois das declaraçoens, que se tem presenciado em Lisboa, claro está que he vaõ entreter taes esperanças. O principe Regente, porém, conhecendo ja que de Lisboa lhe naõ pode icousa boa, como diz o rifaõ, expedio a seguinte ordem. " Manda S. A. R. o Principe Regente, pela Secretaria dos Negócios do Reyno, prevenir o Desembargador do Paço e Chanceller Mor do Reyno, que de hoje em diante naõ deve fazer remessa, a repartição alguma, das leys, que forem vindo de Portngal, sem que ellas primeiramente sejam submettidas ao couhecimento do mesmo Augusto Senhor, que, achando-as análogas ás circumstancias deste Reyno do Brazil, ordenará entaõ a sua de vida execução. Palácio do Rio-de-Janeiro, em 21 de Fevereiro de 1822.—Jozé Bonifácio de Andrade e Silva." Esta ordem do S. A. R. para que <• Chanceller Mor do Brazil naô promulgue as leys, que lhe forem de Lisboa, sem sua permissão, prova bem, que só a força o obrigará a dobrar o collo, pois as leys ja naõ seraõ executadas sem a sua sancçiiõ. Lst o he o que naõ pôde fazer El Rey em Lisboa. Mas sendo assim, he necessário preparar-se para o resultado. No entanto, ainda estaõ construindo navios de guerra no Brazil para mandar para Lisboa; ainda se manda para o Eraiio o páo-brazil ; e esses recursos se estaõ empregando em expediçoens, para irem acabrunhar o mesmo Brazil, causaria desordens, e reduzillo outra vez a colônia. Aqui bem cabe a reera, quem seu inimigo poupa, nas maõs lhe morre. Esta falta de desengano, e de uma resolução final; esta contemplação e esperança, em que ainda estaõ algumas pessoas, de que he possível levar as Cortes por bem, apparece mui notavelmente em Pernambuco; aonde a Juncta de Governo recusou mandarão Rio-de-Janeiro os Deputados, que S. A. R. o Principe Regente exigia, por seu decreto de 10 de Fevereiro. Apenas julgamos possível, que na conducta do Presidente da Juncta de Pernambuco influísse de modo algum o desejo de querer contemporizar com o Governo de Portugal, por outros motivos, que naõ fossem de suppôr ser isso o mais útil ao Brazil ; mas nós julgamos de outro modo, e com fundadas razoens. A maneira obseqniosa com que o Presidente da Juncta de Pernambuco se tem portado para com as Cortes e Governo de Lisboa, está tam longe de haver conciliado ao Presidente a boa vontade dos inimigos do Brazil em Portugal, que os agradecimentos, que a isso daõ, he chamar-lhe a hypncrisia do Gervasio. Donde se vé claramente, que logo que tenham a força, assim como tem o desejo, quaesquer que sejam os cumprimentos, qne agora façam a Pernambuco, em quanto parece recuarem se preparam para dar o salto, e se puderem colher ás maõs a Gervasio, fallo-haõ pagar bem caro o arrojo de ter expulso o batalhão do Algarve, e naõ ter recebido os novos algozes que para lá lhe mandaram. Pouca previdência he preciso para conhecer isto, Miscellanea. 417 ieflectiiido-si: na linguagem, que sempre se expressou nas Cortes a respeito das desordens em tempo de Rego, 110 que disseram os periódicos do partido do Governo em Lisboa, a este assumpto, e das opinioens que ainda hoje mesmo propalam. Nem se engane Pernambuco com as apparencias de que as expediçoens se dirigem para a Bahia. Esta cidade he a que menos rancor tem attrahiúo a si do partido inimigo do Brazil em Lisboa ; porque os Bahianos saõ os que mais submissos se tem mostrado ás Cortes. Logo o fim dessas expediçoens á Bahia naõ he senaõ o formar ali um ponto de apoio, donde saiam depois aa tacar os lugares, que se suppoem mais obnoxios á dominação de Lisboa ; e podem estar seguros os Pernambucanos, que ellesnaõ deixam de lembrar na cabeceira do rol. Está claro, que os Geneiaes Portuguezes recrutarão na Bahia, e a gente, que os patriotas naõ empregam em defesa de seu paiz, será distribuída pelos regimentos Europeos, e obrigada a ir degolar seus patiiciose irmaõs: nisto viraõ a cair as conteraplaçoens presentes, quando medidas decisivas agora remediariam cabalmente esse mal para o futuro. Naõ agradando 11» Pernambuco o Decreto de S. A. R. seria melhor seguir outra vereda do que a practicada por aquella juncta Governativa. O Decreto mandava convocar Deputados de todas as provincias do Brazil. Mas o Presidente da Juncta de Pernambuco objectou, e parece-nos que com razaõ, que esses Deputados só teriam, segundo a letra do Decreto, voto consultivo e naõ deliberativo : desagradou por tanto o modo, porque o Decreto estava annunciado ; mas o remédio éra dar a esses Deputados as instrucçoens necessárias, sobre o modo porque haviam de proceder, e caso naõ cumprissem com isso, ou caso não fossem attendidos, mandallos retirar ; porque isso certo que esta claramente providenciado no dicto Decreto. O maior mal que dahi se podia seguir, éra tentai o Principe introduzir um Governo despotico, mas isto poderiam os Deputados das Provincias remediar a todo o tempo ; quando que a falta de ligação de Pernambuco com o Rio-de-Janeiro, dá espaço para que os inimigos do Btazil concentrem suas forças na Bahia, e dahi ataquem Pernambuco primeiro, e depois alguma das províncias do Sul, com os mesmos recursos, que tirarem de Pernambuco. O resultado final naõ he duvidoso ; porque naõ entre na cabeça de ninguém, que 8.000 homens, ainda quando isso se realize, sejam bastantes para conquistar, guarnecer e conservar todas as cidades maiitimas do Brazil: mas no entanto se isso se previnisse agora, o que fácil seria com a uniaõ de Pernambnco e Riode-Janeiro, poupar-se-hiam muitas mortes, muitos encommodos, e muito atrazo, que teraõ os negócios do Brazil; e ainda que o resultado de tudo isso venha a ser a ruína total de Portugal, e sua final sugeiçaõ á Hespanha, todo esse mal de Portugal naõ he consolação, para o que houver de soffrer o Brazil. Quanto ás duas ultimas províncias do Norte ; aos 11 de Março tomou posse a Juncta Governativa da provincia do Pará eleita segundo a recente ley das Cortes. Foi nomeado Presidente o Doutor Lacerda, e Secretario Joaõ Lopes da Cunha: os vogaes saõ o Ten. Coronel Manuel Gomes Pinto ; oConego Joaquim Pedro ; o Capitão de Fragata Jozé Joaquim da Silva; e Jozé Rodrigues de Azevedo. O Maranhão conserva-se, bem como o Pará, obediente ás Cortes; mas essas provincias devem, mais dia menos dia, seguir o impulso das outras ; principalmente quando Pernambuco se desenganar de que lhe convém unir-se ao Rio-de-Janeiro, e mui principalmente se para isto se naõ usar da menor coacçaõ; mas sim da persuaçaõ ; para naõ cair nos mesmoserros das Cottes, e naõ ficar exposto ás mesmas conseqüências.
defesa da soberania do Brasil. Porém foram estes que garantiram apoio, trabalho e sacrificios que permitiram o passo decisivo da SOBRERANIA BRASILEIRA A narrativa acima era do que chegava a Londres, no mês de junho de 1821, relativo à esfera oficial e legal do governo lusitano encastelado na elite dos seus constituintes. Constituintes que estavam desconsiderando qualquer nativo de suas colônias. Nestas a ESCRAVIDÃO CONTINUAVA legal e praticada para beneficio dos que se dobravam ao arbítrio dos constituintes nascidos em Portugal. No entanto, no mês de junho de 2022, este encastelamento continua em plena vigência no LEGISLATIVO do CONGRESSO NACIONAL e que continua a tentar manobrar o EXECUTIVO me busca todas as ocasiões para desqualificar o JUDICIÁRIO do Brasil
Fig, 08 – Em JUNHO de 2022 o LEGISLATIVO do BRASIL CONTINUA a TRADIÇÃO dos CONSTITUINTES de PORTUGAL de JUNHO de 1812, Fecham-se sobre si mesmo Nesta sua SOBERANIA busca manobrar o EXECUTIVO, hostilizam o JUDICIÁRIO e mantém-se distantes e inacessíveis ao PODER ORIGINÁRIO. Este faz as suas próprias LEIS, arma milicias,e as municia para fazer a JUSTIÇA com as próprias mãos e meios. O CONGRESSO NACIONAL BRASILEIRO é constituído, em JUNHO de 2022 por meio de um voto obrigatório do povo. No entanto , estes congressistas, uma vez de POSSE do CARGO, não possuem o menor compromisso com aqueles que, de fato e direito, os constituíram como votantes compulsórios Na busca da reeleição de POSSE do CARGO o Brasil assiste, em junho de 2.022, a mais uma intensa temporada do orçamento secreto. Para manter o público distante de suas maracutaias das suas vantagens pessoas. estes constituídos aglomeram-se em bando para hostilizar aqueles que não se dobram aos seus desígnios obscenos. Desígnios obscenos com os quais investem contra o EXECUTIVO que tentam dominar e em franco confronto com o JUDICIÁRIO
Fig, 09 – Enquanto isto , em junho de 2022, as MILICIAS estão fazendo as suas PRÓPRIAS LEIS, JULGAM e EXECUTAM aqueles qu não se dobram aos seus interesses obscenos e criminosos. Estas cenas são o combustível do noticiário e da mídia diária que mantêm a população em permanente sobressalto. Ao mesmo tempo espantam qualquer capital nacional e estrangeiro capaz de promver e traze empregos, salários dignos e cuidar de MEIO AMBIENTE. Em junho de 2022, o PODER ORIGINÁRIO BRASILEIRO está do lado de fora do CONGRESSO NACIONAL e entregue ao arbítrio e as LEIS das MILICIAS Sem educação, saúde e moradia as sua opção é se armar e seguir o cortejo do CRIME. Inácio Luis MADEIRA de MELO https://pt.wikipedia.org/wiki/In%C3%A1cio_Lu%C3%ADs_Madeira_de_Melo A cidade de CACHOEIRA reúne 17 cidade para fazer frente ao General MADEIRA http://www.bvconsueloponde.ba.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=140 Antônio PARREIRAS https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Parreiras_O_Primeiro_Passo_para_a_Independ%C3%AAncia_da_Bahia.png José Maria VELOSO SALGADO (1864-1945) https://pt.wikipedia.org/wiki/Veloso_Salgado MILÍCIA FAZENDO suas PRÓPRIAS LEIS https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/professora-se-nega-a-retirar-cameras-de-casa-e-e-morta-junto-com-o-cachorro/ ORÇAMENTO OBSCENO https://piaui.folha.uol.com.br/segredos-do-orcamento?utm_source=pushnews&utm_medium=pushnotification
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