quinta-feira, 4 de maio de 2017

151 - NÃO FOI NO GRITO

REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA
de 1817
“¿ Que tem sido os Brasileiros por espaço de 3 Séculos ?
¿ Senão colonos de Portugal ?”
CORREIO BRAZILIENSE - maio de 1817 Vol. XVIII. No. 108, p.283

Fig. 01 –  A sociedade civil da província de Pernambuco sentia todo o peso da dominação monocrática  lusitana.
Após ter suas terras devastadas na cata e, corte e simples apropriação do pau brasil as únicas empresas eram os
engenhos de cana de açúcar. Inteiramente nas mãos de sócios do reino explorava a terra, a mão de obra escrava e
remetiam para a metrópole todo o produto da pilhagem  . Sem instrução, saúde e a segurança apenas necessária
para perpetuar o colonialismo. Os mais instruídos como os clérigos não podiam mais silenciar em relação a este
sistema perverso e desumano. Assim se explica a presença de membros das ordens religiosos.
Os bispos eram funcionários nomeados pela corte e, portanto, nas mãos desta não
podiam se manifestar a não ser a favor da continuidade da exploração colonial


A angústia diante da mudança iminente e incontrolável sempre fez com que aqueles ameaçados de perder as suas mordomias, seus cargos e seu poder não vacilassem em recorrer a uma hermenêutica absurda. Em maio de 1817 defendiam  a “POSSE dos seus CARGOS” gerados e garantidos pelo sistema monocrático, centralista e inteiramente deslocada do seu TEMPO, seu LUGAR e de sua SOCIEDADE.

Pouco lhes importava a ORIGEM do SEU PODER. Acreditavam que o SEU PODER era de ORIGEM divina, eterna e inquestionável.

Esta era a norma da crua e singela dominação lusitana,  em 1817,  conforme é possível ler numa carta endereçada ao redator do

CORREIO BRAZILIENSE MAIO de 1817 VOL. XVIII. No. 108. Correspondencia - pp. 582-284

Carta ao Redactor, contra a revolução de Pernambuco.

Senhor Redactor do Correio Braziliense.

Naõ sei se valha a pena emportunallo, e aos seos Leitores sobre os Rebeldes, e Salteadores de Pernambuco; mas como cá na Europa sempre soam as cousas com estrondo pelos Trombetas dos gazeteiros, e se lhes dá differente sentido, dezejara me quizesse dar um piqueno lugar no seo Jornal para umas breves observaçoens sobre a matéria.

Tudo, que tem succedido em qualquer tempo, como sublevaçaõ, ou rebelião tem sido sempre conseqüência, e resultado da frouxidaõ dos governos, que deixam dar por paos, e por pedras os espirites turbulentos, e ambiciosos; e que sempre pretextam com uma, ou outra falta da parte do Governo. He um facto mais que escandalozo a frouxidam, que tem havido nos governos do Brazil, principalmente no de Pernambuco: aonde se cometiam impunemente os maiores ottentados, e aonde a mullatada a mais petulante do Brazil comettia assasinios, e dava facadas a toda a hora nas ruas publicas, sem d'isto se embaraçar, nem o Governador, nem o Ouvidor; um naõ cuidando que em jogar, e nada o podendo dezarraigar do Poqo da Panela I o outro que dar o exemplo desfollar os habitantes, e os Povos nas Correiçoens que fazia.
Fig. 02 –  CAETANO PINTO de MIRANDA  MONTENEGRO (1804-1817)[1] foi governador de Pernambuco
entre 1804 e 1817  certamente não era persona grata ao missivista do Correio Braziliense. 
No entanto este nobre permaneceu ao lado de Dom Pedro I e foi detentor de diversas pastas nos
primórdios do Império Brasileiro  O seu longo governo de Pernambuco certamente lhe deu uma um
visão claro de que lado deveria permanecer. Na essência tratava-se de estabelecer as
condições para a soberania brasileira.

 Todos que tem estado em Pernambuco conhecem estas e outras que lá se practicavam '. Assim mesmo porque os chamados amigos do Soberano nunca se attrevem a dizer-lhe a verdade com medo de receberem má Cara tem estado um Governador o mais incapaz de tal nome em um Governo, aonde se precizava um homem d'Energia, e de Talento; e portanto ninguém se deverá espantar do que se vê sueceder, eu naõ sou da oppiniaõ dos que aqui dizem que he ao Governador a quem se deveria dar um castigo exemplar por naõ ter feito o seo dever; porquanto s'elle tem estado na Capitania, ha mais de 15 annos, sem mostrar energia, e capacidade alguma para tal lugar; e assim mesmo se tem conservado! De quem he a culpa? d'elle? ou dos Ministros que se mettem em tudo, e fazem tudo ? o mesmo digo dos outros governos, e governadores, e com particularidade do  Rio Grande do Norte, para onde pela antiga tarifa de procurarem lugares para os homens, em lugar de procurarem homens para os lugares; naõ só encaixaram um rapaz sem estudos, nem experiência, mas se tem la conservado! porem asuim o querem! assim o tenham! o que he lastima, he ver á testa de tal Sublevaçaõ homens de similhante cabeça! ainda que d'a!gum modo he coherente e faz honra ao resto dos Brasileiros ser tal motim feito per tal gente!!
Fig. 03 –   A cidade de Recife era o resultado de um mundo de trocas comerciais e interações  de culturas .
Resultado de  trocas nas rotas entre Europa , África,  Ásia e  América e comandada por forte vigilância lusitana.
As diversas culturas indígenas, africanas, holandesas e lusitanas em encontrara ali pontes e formas para estabelecer
as bases da identidade brasileira

Que pretextos podiam e podem ter os Brazileiros para se fazerem rebeldes muito mais na época, em que estamos! Que tem sido os Brasileiros por apaço de 3 Séculos ? Senaõ colonos de Portugal ? E quando se vè que no espaço de tanto tempo e em tal situação nunca se sublevaram, antes respeitaram á risca as mesmas auctoridades secundarias; e agora que saõ eivados á Dignidude a que toda a Sociedade civilizada aspira, isto he, que saõ emancipados, e denominados no Mundo, e na Posteridade com o titulo de Naçaõ e Reyno, e que até tem a vantagem de terem o Soberano comsigo, que se collegirá? Se naõ, que as almas nascidas, e creadas na escravidão estranham a liberdade! e saõ indignas della! Naõ tiveraõ elles uma aberta de 60 annos até 1640 ? e se o Dominio Portuguez he tyrannico, e mao; porque suspiraram poreKe ? e tanto sacrifício fizeram tanto rasgo de valor, e heroicidade mostraram por sacudir o jugo Hollandez, que a pezar da sua constituiaçu republicana na Europa, se conduzi m no Brazil, como fazem todos os que saõ Democráticos por força!
Fig. 04 –  A posição de Recife era estratégica para um plano e um complô para libertar Napoleão Bonaparte da
ilha de Santa Helena. A cidade de Nova Orleans era residência de muitos franceses que permaneceram neste
lugar após as aquisições norte americanas das antigas colônias francesas.. Da parte do norte- americanos eles 
não alimentavam grandes estima pelos britânicos depois que as tropas inglesas queimara a cidade de Washington
em 1812..Além disto tinham ajudado na Revolução Francesa. Assim a presença de Napoleão em seu território
não era algo estranha muito menos inimiga

O preso na ilha de Santa Helena era o ponto no qual nem revolucionários e nem defensores do rei tocavam. Somente dois séculos depois surgiram luzes e índices das secretas démarches para libertar Napoleão Bonaparte de uma ilha ente o Brasil e a África. As rotas das navegações entre as possessões portuguesas passavam próximas da Ilha de Santa Helena. Pernambuco - e a sua capital Recife - seria o ponto ideal para o complô e o caminho natural para raptar Napoleão e leva-lo aos Estados Unidos, especialmente para Nova Orleans[1]


[1] Complô para libertar Napoleão da Ilha de Santa Helena http://blog.msmacom.com.br/um-complo-para-raptar-napoleao/

Fig. 05 –  O imperador Napoleão Bonaparte preso na Ilha de Santa Helena teve tempo e inteligência suficiente
para reescrever a sua biografia. Não se sabe seus os ecos da conspiração chegaram ao seu conhecimento.
E  se chegaram certamente ele avaliou corretamente o que uma aventura extemporânea,  deste porte, 
poderia significar para a sua biografia.
  .
Que pretextos podia ter tal gente para se mostrar rebelde! e isto em hnma época, em que o seu Soberano prefere a privação de todos os commodos que os seos Antepassados possuiaõ, e elle mesmo na Europa ao separar-se d'elles, vivendo muito embora em uma Barraca! pois que assim se pode chamar a habitação do Rio-de-Janeiro em comparação doa Palácios de Mafra; d'Ajuda; das Necessidades, de Villa Viçoza, &c. &c. O que deve custar mais a todo o Pernambucano digno do nome, e da honra dos seos antepassados he o considerarem, que se algum Povo no Brazil deveria ser orgulhoso em possuir o nome de fiel, e leal era o de Pernambuco: pois que para isto basta ler a historia de 1630 ate 1660 e vêr os factos assombrozos, que os Pernambucanos practicaram até conseguirem expulsar de todo os Hollandezes: he verdade que nesse mesmo tempo de maior lealdade, e heroicidade dos Pernambucanos apparecêo um outro Domingos Calabar!! porem em todo o tempo os houve I
Fig. 06 –  A bela e significativa bandeira do atual estado de  Pernambuco  possui a sua origem na Revolução de 1817 Porém sem imprensa e especialmente uma população analfabeta e anestesiada pelo colonialismo e sufocada pela escravidão legal não adiantavam os belos textos manuscritos e as imagens mais sugestivas. .

O intrigante não se lembra - ou não queria se lembrar - do vazio de poder que se seguiu à expulsão dos holandeses até que a coroa portuguesa reivindicasse o poder depois de todos os perigos cessassem. Este período (1666-1715) no qual - um século antes da Revolução de 1817 - foi necessário improvisar um governo e que Evaldo Cabral de Melo descreveu na sua obra A FRONDA dos MAZOMBOS: nobres contra os mascates 
Tomada do Palácio das Princesas pelos Revoltosos de 1817
Fig. 07 –  O populismo e os movimentos de massa não tinham alcance do que fato estava em jogo. Prestava-se para MAIS UM EVENTO dos muitos que se multiplicavam no Brasil ao longo do período colonial.. Contra esta massa desinformada, anestesiada e pobre bastava “mandar imediatamente um armamento, a Pernambuco, que em quanto a mim,  2 fragatas bem guarnecidas são mais que suficientes para castigar os rebeldes e pôr tudo na ordem” como sugere o final da carta o missivista do Correio Braziliense.

Se os pernambucanos tinham alguma razam de queixa: Se os mantimentos faltaram e se o Ministro do Ultramar naõ fazia o seo dever! tinhaõ ja por ventura elles tido recurso ao seo Soberano! Naõ tem os Brasileiros o previlegio e a vantagem que nenhuma outra Naçaõ tem na mesma Europa civilizada: que he fallar ao Soberano quazi todos os dias! Talvez por o Soberano se familiarizar muito, e ser melhor para cora muitos, do que merecem he que assim lhe pagam! Jamais Naçaõ se poderá lizonjear de ter um Soberano com as proporçoens e qualidades para se tirarem es maiores vantagens, e fazer-se tudo de grande: como os Portuguezes da Europa e da America podem; como todos sabem.
Julgamento do Padre Miguelinho
Fig. 08 –  Inútil argumentar quando os juízes e o  auditório querem outra coisa do que a verdade do colonialismo, da prepotência e da decisão já tomada de antemão contra a vitima solitária e sem advogado de defesa . Repete-se a cena e as circunstâncias do julgamento de Sócrates, Cristo e tanto outro mandados para a fogueira da Santa Inquisição.  


Entre os muitos factos, que comprovam esta verdade, he nm a Energia, e Determinação que teve o Soberano de Portugal, no meio da Degradação que impestava os outros Soberanos da Europa, de ser elle o que naõ quiz humiliar-se a Napoleaõ, e que preferio todos os incommodos á humiliaçaõ servil da Europa; sendo Elle, e só Elle o que se determinou a partir para os seos Estados do Brazil.- digo só elle , para tirar a duvida, em que V. M. ainda parece estar, se foram conselhos do Ministro d'estado ou naõ; como vi no seo jornal do mez passado. Outro facto he achar-se o Soberano de Portugal vivendo no Brazil sem la ter, nem fazer por ter os Grandes Estabelicimentos de commodidade, e luxo annexos á Soberania, que os seos Antepassados tinham feito na Europa. E isto só por querer cuidar nos Interesses dos seos vassallos, e do Estado sacrificando a elles os secs pessoaes.' Isto sãõ factos mais que extraordinários, e que nimguem se atreverá a disputar. No entanto depois de tudo isto; jamais Soberano foi mais infeliz: pois que com todas as proporçoens, e qualidades, que tem para fazer uma grande Naçaõ, e um grande Império; naõ tem tido a fortuna de achar um homem! naõ digo com isto que naõ haja gente em Portugal e no Brazil capaz: maõ sim que os naõ tem achado. Nunca Soberano no Mundo se vio em situação de precizar mais de conselheiros capazes, e honrados que na Época presente. A mudança da sede de um Governo estabelecido por 6 séculos em uma parte da Europa para o Sul d'America, e portanto as grandes consideraçoens a contemplar n'esta mudança, o paiz vizinho ás suas possessoens do sul todo sublevado e em revolução, as suas possessoens do Norte cheas de rebeldes. Tudo isto precisava gente capaz, que se despisse do egismo que tanto hoje domina, e por tanto elle dominar, he que accontece o que se esta vendo. Os Governadores da Bahia e do Rio ja noutro tempo sem outras instrucçoens, que as do seo dever, e da sua consciência mandaram expediçoens ás Costas de Pernambuco, com que as limparam de piratas Inglezes, e bateram os Hollandezes: os Governadores de Portugal a fazerem o seo dever, e altèndendo a distancia, em que está o Soberano, eá urgência do cazo deviam e devem mandar immediatamente um armamento, a Pernambuco, que em quanto a mim 2 fragatas bem guarnecidas saõ mais que sufficientes para castigar os rebeldes e pôr tudo na ordem,

. Sou seu mto. venr. e criado,
Julgamento de Frei Caneca – Pintura da Antônio Parreiras
Fig. 09 –  A vitima - sem advogado de defesa e cercada de guardas - enfrenta solitária um tribunal formado pelos defensores dos seus CARGOS . A sentença não poderia ser diferente como não tinha sido diferente a sentença de Tiradentes. Trinfava o colonialismo e no se bojo a escravidão sobre a qual se fundavam as fortunas dos juízos e acusadores. .

A insurreição republicana de Recife de 1817 foi mais um passo em direção à soberania brasileira. Este movimento nordestino confere certeza que a independência não se resumiu no GRITO do IPIRANÇA, nem numa pessoa, num único local ou nem numa data. Isto reforça a certeza que foi obra de um PODER ORIGINARIO BRASILEIRO cansado de ver e ouvir o grunhido raivoso entre os dentes das elites afirmando  “¿ Que tem sido os Brasileiros por espaço de 3 Séculos ? ¿ Senão colonos de Portugal ?”
Fig. 10 –  O PODER ORIGINÀRIO COLONIAL era constantemente bombardeado de deturpado por eventos, intrigas e castigos exemplares para dissuadi-lo de qualquer conquista de identidade  e forças próprias. Assim os eventos de cunho festivo, as procissões e celebrações religiosas e os macabros desfiles e execuções publicas eram ferramentas amplamente usadas par inculcar o poder real, a superioridade  e a “GENEROSIDADE” das elites. O missivista de maio de 1917 do Correio Brasiliense  elevava e exaltava os ACRIFICIOS  de um REI EXILADO e sem os recursos aos seus instrumentos do PODER multissecular dos seus antepassados e ficaram na Europa.


 A insurreição republicana de Recife de 1817 foi um alento para os patriotas uruguaios.  Assim puderam respirar sem o peso das tropas brasileiras cuja atenção, gente e recursos logísticos se voltaram para o Norte e não sobre os fantasmas dos sublevados por Artigas.

Porém o que não se alterou foi o sistema colonialista, e centralista dos mecanismos subliminares de sua reprodução sem fim.

Esta continua sendo a norma  conforme é possível acompanhar pelas enxurradas de notícias da mídia brasileira do mês de maio de 2017.  Enxurradas de notícias que evidenciam que as elites brasileiras ainda não se distanciaram destes pressupostos. Desqualificam, ameaçam com o fim do mundo e se retiram sem que o PODER ORIGINÁRIO tenha qualquer acesso ao seu refúgio comprado e equipado com dinheiro do erário público.

Este fato evidencia que o problema não se encontra em quem ataca e quem defende. O problema está em outra parte.

A nobreza monocrática defendia a “POSSE de seus CARGOS” pois queriam fazer crer origem divina do seu rei e dos seus sócios. No entanto não, percebiam a emergência da ERA INDUSTRIAL em toda parte e que se erguia sobre os escombros da ERA AGRÌCOLA coerente com os ciclos implacáveis da NATUREZA. As elites brasileiras, em maio de 2017, são originárias da ERA INDUSTRIAL em cujos escombros se escondem, desqualificam e atiram conta as multidões movidas pela lógica e infraestrutura da ÈPOCA PÓS-INDUSTRIAL.

No entanto não percebem, ou fingem não perceber, a corja de corruptos, aproveitadores e malfeitores que saltam dos gigantes industriais, das empreiteiras, dos bancos e das ideologias da ERA INDUSTRIAL. Na prática em maio de 2017 a soberania brasileira já perdeu o BRASIL já PERDEU o CONTROLE da sua soberania na AMAZÔNIA[1]. Cegos a esta crua realidade a  única meta da elite brasileiras é se aferrar à “POSSE de seus CARGOS” constituídos, construídos e controlados por meio da esmagadora propaganda e o velho e gasto marketing industrial.

 Se sempre foi assim ¿por que não pode continuar perpetuamente?.


[1] EM MAIO de 2017 o BRASIL já havia perdido novamente  o CONTROLE da soberania da AMAZÔNIA


Fig. 11 –  O pensamento dos revolucionários pernambucanos de 1817 frutificou,  ainda que tardia e errada   para as vitimas. O vitral do Palácio do Governo de Pernambuco  mitifica e narra a epopeia desta REVOLUÇÃO. Desta forma os novos DONOS do PODER e dos novos CARGOS IMPERIAIS e REPUBLICANOS  se apropriavam dos sofrimentos, das angustias daqueles que sacrificavam suas vidas, fortunas  e a sua própria memória  .



Fonte bibliográfica

MELLO, Evaldo CABRAL  de (1936 -.  A FRONDA dos MAZOMBOS: nobres contra os mascates Pernambuco  1666-1715 São Paulo: Companhia das Letras 1995 530 p.  ISBN 85-7164-503-5



Fontes numéricas digitais

CORREIO BRAZILIENSE maio de 1817 Vol. XVIII. No. 108


CRONOLOGIA de MAIO de 1817


REVOLUÇÃO de PERNAMBUCO de 1817








CORRUPÇÂO ENDÊMICA no BRASIL

Video

OUTRA INDEPENDÊNCIA, Evaldo CABRAL  de MELLO


Complô para libertar Napoleão da Ilha de Santa Helena


EM MAIO de 2017 o BRASIL PERDEU o CONTROLE da AMAZÔNIA


VULGARIZAÇÂO da POLITICA para  PERMANECER no CARGO
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sexta-feira, 7 de abril de 2017

150 - NÃO FOI NO GRITO


COMPETÊNCIAS e LIMITES dos GOVERNOS em ABRIL de 1817 e 2017
A memória humana é flexível e se adapta rapidamente a qualquer sistema.

Para esta sobrevida ela esquece rapidamente todos os males e perigos pelos quais ela passa relegando-os aos recantos obscuros do mundo do esquecimento. Enquanto isto põe em primeiro plano e ilumina o que considera bom, favorável e útil.
Fig. 01 –  No plano ideal das concepções de uma civilização o exercício da violência é um atributo que o cidadão delega ao seu Estado. Delegação pela qual este cidadão abdica do exercício da violência pelas suas próprias mãos e meios. O estado cerca-se de todo um aparato legal e institucional para exercer esta violência que o cidadão lhe delega. Na atualidade  a regulação desta violência está sob o aparato do legislativo que permite contratos entre cidadãos e com o seu Estado. O exercício desta violência passa pelo crivo, deliberação e decisão do poder judiciário. Este entrega ao exercício físico desta violência ao executivo.. No regime autocrático e personalizado estas três instâncias e respectivas funções estavam concentradas no trono monocrático. A vinda da corte ao  BRASIL dividiu em dois estas instâncias  do violência estatal. Esta divisão certamente foi um prenúncio da soberania do Estado Brasileiro também no exercício da violência pelo Estado
O Brasil possui, também, os seus recantos obscuros, contrastando com os seus pontos luminosos. Trata de esquecer rapidamente os recantos obscuros enquanto expõe, em plena evidência, o que considera louvável, meritório e exemplar.


Neste contexto vale o aviso de Maquiavel  (O PRINCIPE [1]  Capítulo VIII,  p. 37)

 As ofensas devem ser feitas todas de uma só vez, a fim de que, pouco degustadas, ofendam menos, ao passo que os benefícios devem ser feitos aos poucos, para que sejam melhor apreciados”. MAQUIAVEL -


http://asinvasoesfrancesas.blogspot.com.br/2011/04/caricatura-sobre-as-opinioes-nacionais.html
Fig. 02 –  O século XIX foi o século das observações da índoles dos povos diante de eventos. A caricatura britânica do início do século XIX registra as reações das diversas índoles diante do Estado francês dominado por Napoleão Bonaparte O lusitano declara “EU ESTOU FORA !”  ou “I’m off. Se um lado é um mecanismo de fuga do povo de outro lado não deixava de moldar e flexibilizar  o seu pensamento e a sua ação pelo da sua corte refugiada na América. .

[Clique sobe a imagem para poder ler as expressões de cada povo]


 O Correio Braziliense evidencia - no seu número de abril de 1817 -a luta legal para extirpar a Inquisição no Brasil. A lei precede sempre os fatos na medida em que um governo ou um Estado são construções artificiais. Uma vez que uma lei adere e se entranha nesta construção é quase impossível separa esta lei do governo ou Estado. Isto aconteceu com a Escravidão legal como com a legalidade da Inquisição
Correio Braziliense - Miscellanea. BRAZIL.  Reflexoens sobre as Novidades deste Mez. Abril de 1816 pp. 384 até 388

Abolição da Inquisição.

Apenas tivemos lugar no nosso N°. passado, para mencionarmos a enérgica ordem da Corte do Rio-de-Janeiro; pela qual so prohibio ao Ministro de S. A. R. em Roma, o entrar em negociação alguma sobre o re-estabelicimento dos Jezuitas aos dominios Portuguezes. Agora temos de mencionar, além desta circumstancias outras duas noticias, que, na nossa opinião, lhe saÕ relativas : uma he, que Sua Sanctidade mandara abolir o uso da tortura na Inquisição ; fazendo intimar esta sua determinação aos ministros de Hespanhã e Portugal—outra, que a Corte do Brazil requererá ao Papa a abolição da Inquisição: Por mais virtuoso, que seja um homem, ou uma corporação de homens, sempre a calumnia acha aberta para suas falsas accusaçoens; e por tanto convém applicar em similhantes casos as regras da critica, para averiguar o fundamento, que tem as accusaçoens, que se trazem perante o publico, seja contra indivíduos, seja contra corporaçoens. Conduzidos por estas reflexoens temos examinado, com naõ pequeno cuidado, aquella parte da historia ecclesiastica; em que se acham os factos relativos á usurpaçaÕ, que a Igreja tem feito de poderes temporaes, e quanto mais profundamos a matéria, mais convencidos ficamos, de que esta usurpaçaÕ, por uma parte, tem sido uma das prncipaes causas, que tem provocado tanto ódio contra a Religião Catholica ; e por outra parte dá o mais justificado motivo, para que os Soberanos; no exercicio de seus direitos, e no preenchimento de seus deveres, naõ deixem passar occasiaõ nenhuma favorável de revincidar o que os Papas lhes tem usurpado ; porque nunca pôde haver prescripçaó contra os direitos Majestaticos.
Fig. 03 –  Os dados numéricos relativos a INQUISIÇÂO no BRASIL não são precisos. Entre as estimativas houve 1.076 pessoas acusadas no tribunal de Lisboa, sendo 778 homens e 298 mulheres. Destes 29 foram condenadas à fogueira sendo queimadas vivas, ou depois de estranguladas ou em imagem.  A acusação da HERESIA era fatal. O  JUDAISMO era o mas recorrente. Havia outros tribunais da inquisição em outras cidades de Portugal
[Clique sobe a imagem para poder ler]

Gregorio VII. foi o primeiro, no principio do Século XI., que se mostrou, nao só independente, mas superior aos Soberanos; e sempre que acharam os Papas conjuncturas favoráveis, naÕ escrupulizáram em fazer usurpaçoens de toda a sorte, ate o ponto de assumir o direito de pôr e depor Soberanos, em estados  independentes; do que achamos na historia um longo cathalogo de exemplos. f E naõ saÕ estes procedimentos muito bastantes, para que Os Soberanos protejam as suas respectivas coroas e os seus Estados, contra estas funestas causas de tantos males. O argumento da que essas cousas passaram em tempos de ignorância, e naõ tornarão a acontecer, naõ deve illudir ninguém. 0 Governo de Roma soube sempre accommodar-se ás circumstancias; naõ apertar as suas pretençoens, se aconjunctura nao éra favorável, e revivêllas logo que tinha a esperança de bom successo. He por isso, que explicamos assim, a circumstancía de se conservar no Corpo de Direito Canonico, o cap. Grandi, De Suppl. Negl. Prael. em que os Papas assumem o direito de depor os Soberanos: naõ fazendo pouco ao caso, que foi em Portugal, aonde aconteceo a deposição do Monarcha, que se cita naquelle capitulo. Se estas manifestas usurpaçoens fossem somente effeito da ignorância dos tempos, sem duvida os Papas teriam agora feito riscar similhante disposição da collecçaõ das suas leys ecclesiasticas ; mas nisso ninguém falia.
Fig. 04 –  No plano prático - das concepções de uma civilização - as acusações julgamentos, sentenças e execuções da SANTA INQUISIÇÂO  transformam-se em espetáculos públicos de horror, medo e dor. Era o exercício do poder pelo poder de um ESTADO MONOCRÁTICO e sem apelações superiores de clemência. De outra parte este governo contava com a  memória humana que esquece rapidamente todos os males e perigos, pelos quais ela passa relegando-os aos recantos obscuros do mundo do esquecimento. Enquanto isto o governo organizava, eventos, cortejos e espetáculos para anestesiar os seu PODER ORIGINÁRIO em relação aos males que lhe infligia de forma arbitrária para manter o exercício intacto o seu PODER MONOCRÁTICO.  


Porém nos vemos este pretenso direito dos Papas exercitado em nossos dias, pelo Papa Pio VII., agora reynante, em sua bula do anno de 1801; pela qual nao só confirmou a dethronizaçao da Família Real dos Bourbons em França, mas obrigou os Bispos a que prestassem juramento de nao entrar em nenhum plano contra o governo de Bonaparte. A bula ainda que artificiosamente arranjada, quanto às palavras, monta a uma deposição da antiga Família, e reconhecimento de Bonaparte; este sem duvida requereo a bula, e a obteve em consequencia dos ajustes feitos com os legados do Papa, que foram o Arcebispo de Corintho, e o Cardeal Gonzalvi, que no Congresso de Vienna representou agora differente papel. Mas o ter Bonaparte requerido a bula, naÕ prova nada sobre o que nos dizemos, da perniciosa ingerência da Corte de Roma; porque em todos os casos, em que os Papas se tem intromettido a estas questoens civis, sempre he a favor de um partido contra outro ; como aconteceo em Portugal, no caso d'El Rey D. Sancho, e de seu irmão o Conde de Boulonha.
Fig. 05 –  A burocracia de MESA da CONSCIÊNCIA e das ORDENS” produziu no Brasil  um repartição publica que primava pelo formalismo. Formalismo que chamou a atenção de Jean Baptiste DEBRET  

He pois neste ponto de vista, que consideramos mui illegal, a ingerência do Papa ; em mandar abolir a tortura na Inquisiçaõ de Portugal; e mui desnecessário o passo de pedir a Corte do Rio-de-Janeiro alguma venia ao Papa, para abolir aquelle tribunal em seus dominios. A Inquisição he hum tribunal civil, e denominado Regio em Portugal. O seu regimento só tem força de ley; porque o Soberano lhe deo aquelle character. Os castigos e processos criminaes da Inquisição, só podem ter lugar pela authoridade d*El Rey ;—Logo a Corte do Rio-de-Jaueiro deve regeitar, in limine, como fez a respeito dos Jezuitas, toda a tentativa do Papa em ingerir-se nas leys criminaes do Estado, as quaes manifestamente saÕ só da competência civil. Nem obsta o argumento de que a abolição do tormento, seja saudável, e justo regulamento; porque, por mais justa que seja uma ley, ninguém tem o direito de a fazer, senaõ o Soberano de cada paiz. Foi sempre com estes pretextos da utilidade de introduzir boas máximas, e saudáveis regulamentos, que os Papas usurparam jurisdicçoens em tantas matérias puramente civis, como saÕ os testamentos, matrimônios, &c. Também naÕ podemos admittir, que seja escrúpulo de consciencia, quem obrigasse os Políticos da Corte do Rio-de-Janeiro a julgar que éra necessário recorrer ao Papa, para ter permissão de abolir a Inquisição; porque vemos que elles, sem tal beneplácito, se obrigaram, em um tractado com a Inglaterra, a nao admittir a Inquisição no Brazil. Nós ainda lhe naÕ perdoamos o peccado de fazer desta matéria objecto de estipulaçaÕ com uma naçaõ estrangeira; mas deixando esta questão de parte, o facto de prometter naÕ admittir a Inquisição no Brazil, sem permissão do Papa, prova, que elles naÕ olharam para isto como objecto de consciência, mas sim como regulamento do Estado, e portanto dentro de sua alçada. He por esta face, que olhamos a generosidade de S. S. mandando abolir os tormentas nas Inquisiçoens de Hespanhã, e de Portugal; únicos paizes aonde este ferrete da humanidade ainda existe
IMAGEM: NATIONAL OPINIOS off BONAMPARTE detalhe
http://asinvasoesfrancesas.blogspot.com.br/2011/04/caricatura-sobre-as-opinioes-nacionais.html

Fig. 06 –  O lusitano sempre andou com a corda no pescoço. Assim ameaçado  ganhava tempo nos seus mecanismos de fuga e expedientes com os quais driblava os formalismo do Estado As diversas origens, falares, h[abitos mesmo no interio lusitano nunca encontrara um pacto nacional único, linear e consequente. Esta divisão era um ponto favorável ao Estado Monocrático que se impunha pela exibição da violência para impor as suas deliberações e edecisões fossem elas quais que fossem. Assim tanto a presença francesas ou britânica  fora desmoralizadas pela sua capacidade de intgteragir com todo o PODE ORIGINÁRIO português.

Quanto Hespanhã, como o seu Soberano tornou outra vez a ailoptar os tormentos nos crimes de Estado, deixamos á sua paternal clemência a consideração dos tormentos em suas Inquisiçoens. Mas pelo que respeita a Portugal, tínhamos direito a esperar, que a Corte de Roma nos julgasse um pouco mais adiantados, a pezar dos muitos despropozitos que ainda cummetteraos, principalmente por culpa dos nossos mandoens; mas ainda assim S. S. se devia lembrar, que ja no anno de 1774, o Soberano de Portugal, " de seu metu próprio, certa sciencia, poder Rpal, pleno e supremo," tinha abolido os tormentos na Inquisição, excepto no caso dos Hercsiarchas; e que teve a bondade de fazer isto, sem consultar a vontade de S. S.; e que pelo mesmo direito com que o Soberano abolio os tormentos em uns casos, os podia abolir em todos. Assim S. S. velo com a sua liberalidade era pouco tarde, segundo nosso entender.
Lucas CRANAC (1472-1553) – Queima dos livros de Jan HUS
Fig. 07 –  A queima de livros era um dos espetáculo públicos, eventos, cortejos e espetáculos para anestesiar os seu PODER ORIGINÁRIO organizados  pelo PODER MONOCRÁTICO.  Inicialmente os preciosos incunábulos, com também os códices dos maias e dos astecas de exemplares únicos e insubstituíveis. 
Depois da imprensa o controle passou ao “NIHIL OBSTAT’ dos bispos. Bispos  nomeados pelo PODER MONOCRÁTICO e remunerados como funcionários públicos. Livros impressos em tipografias autorizadas e controlados pela polícia. A posse de livros sem o  ao “NIHIL OBSTAT’ dos bispos era índice e avante para as acusações de heresia e insubordinação como aconteceu com os Inconfidentes Mineiros..

Olhando portanto para a abolição da Inquisição, como mero acto da authoridade Real, nao podemos deixar de sentir desprazer, vendo nas gazetas a noticia, de que a Corte do Brazil estava requerendo ao Papa esta abolição; porque tal passo he tendente a conservar noçoens erradas da parte do povo, e pretençoens injustas da parte dos ecclesiasticos, que as faraó reviver sempre que possam.
Fig. 08 –  A queima das bandeiras dos estados Brasileiros[1] significava o final da soberania  Estados Regionais proclamada pelo Decreto nº 1  que instituía  o Regime Republicano no Brasil [2] e era uma violência contra estados e municípios e um gigantesco centralismo monocrático na mão de um ditador. Esta queima física e estas proibições constituía um ato simbólico da Era Industrial. A linha de montagem unívoca  era mascarada por espetáculos públicos, eventos, e cortejos  para anestesiar os seu PODER ORIGINÁRIO organizados  pelo PODER MONOCRÁTICO TOTALITÁRIO sob  controle das ideologias que se apropriavam do mecanismos deste Estado e da imprensa.

Se o Soberano de Portugal, immitando a Henrique VIII. de Inglaterra, se intromettesse a determinar quantos devem ser os sacramentos, ou cousa similhante, nós o arguiriamos de se intrometter com as consciências de seus subditos, para o que naõ tem direito algum ; porém, se elle dá passos tendentes a submetter a Igreja direitos que só pertencem á Coroa, julgamos que os seus Conselheiros saõ igualmente culpados, e responsáveis á sua pátria por estes males.
Fig. 09 –  A queima de livros continuou em plena Era Industrial a se constituir num dos espetáculo públicos, eventos, e cortejos  para anestesiar os seu PODER ORIGINÁRIO organizados  pelo PODER MONOCRÁTICO TOTALITÁRIO.  Não se tratava mais  dos preciosos incunábulos de exemplares únicos e insubstituíveis, mas fora e contra o controle das ideologias que se apropriavam do mecanismos destes Estado e da imprensa.


A religião so he motivo de leys temporaes, em quanto a destrucçaõ da moral, que ella ensina, pôde fazer mal ao Estado. Esta he a regra primordial do Legislador, que só uma perversaõ maligna, ou ignorância crassa pode torcer para outros fins. A abolição, porém, da Inquisição, requer a revogação das leys, promulgadas em conseqüência daquelle estabelecimento; para reduzir as cousas ao estado em que estavam antes, e conforme á antiga disciplina da Igreja, em que os Bispos pronunciavam nas matérias de fé; e o Soberano depois tractava os delinqüentes segundo convinha aos interesses do Estado. Aqui entra a consideração do que se deve obrar quanto aos Judeos, cuja expulsão de Portugal foi taõ injusta, quanto a sua perda foi prejudicial ao Reyno. Este ponto consideraremos nós no N*. seguinte.

Fig. 09 –  O PODER MONOCRÁTICO TOTALITÁRIO transvestiu-se, na ÉPOCA PÓS-INDUSTRIAL, em espetáculos públicos, eventos, e cortejos  para anestesiar os seu PODER ORIGINÁRIO  dos ESTADOS com interesses hegemônicos e globais ao estilo das primitivas nações colonizadoras europeias surgidas no final da Idade Média.  A ERA ESPACIAL, as redes mundiais numéricas digitais e as centrais de informações fariam inveja a qualquer inquisidor destes estados europeus colonizadores, escravistas e controladoras do poder e da economia. 


A lei precede sempre os fatos na medida em que um governo ou um Estado são construções artificiais. A independência separou, certamente, o Brasil da antiga construção artificial do governo e do Estado lusitano. Por esta razão a memória brasileira sepultou a Inquisição nos arcanos da escuridão, do medo e terror,

No entanto século XXI conseguiu superar amplamente, na prática, no terror, em prisões e em mortes violentas os piores períodos taxados de época das trevas, obscurantistas e arbitrárias. Num contagem de mortes, de prisões e de métodos, consta-se, em abril de 2017, que o terror, as execuções sumárias e a ocultação de interesses inconfessáveis contrariados continuam a fazer as suas vítimas fatais piores do que da Inquisição histórica. Vítimas em escala e metodologias que jamais poderiam ser  imaginados ou praticados pela antiga “SANTA INQUISIÇÃO”. As vítimas, destes atuais arbítrios,  chegam as cifras dos milhões.

Expõem-se à execração pública as metodologias, práticas e mentalidades de GOVERNOS MONOCRÁTICOS do passado. Esta  execração pública possui o objetivo de ocultar o terror, os interesses inconfessáveis e as metodologias praticadas fluentemente na ÉPOCA PÓS-INDUSTRIAL.  Esta  execração pública é apenas mais um detalhe do livre trânsito das acusações preventivas e arrasadoras da mente, coração e vontade humana praticadas no século XXI.

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HIERONYMUS BOSCH

MESA de CONSCIÊNCIA e das ORDENS

NAS MALHAS d MESA da CONSCIENCIA e das ORDENS


INQUISIÇÂO no BRASIL






INQUISIÇÃO nos ESTADOS UNIDOS:  NSA



CAMPOS de CONCENTRAÇÃO 2017

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