segunda-feira, 9 de julho de 2018

168 – NÃO FOI NO GRITO - SUMÁRIO do 7º ANO



BLOGNÃO FOI NO GRITO:  7º ANO

SUMÁRIO do 1º ANO

SUMÁRIO do 2º ANO

SUMÁRIO do 3º ANO

SUMÁRIO do 4º ANO

SUMÁRIO do 5º ANO
SUMÁRIO do 6º ANO

SUMÁRIO do 7º ANO

A leitura das edições do Correio Braziliense -  entre os meses de julho de 1817 e julho de 1818 - reforça a convicçã0 de que a SOBERANIA BRASILEIRA NÂO FOI ALCANÇADA no GRITO.
Ao perscrutar o futuro imediato, a data de 2022 irá marcar os 200 anos em que esta SOBERANIA BRASILEIRA soberania ganhou os ares formais e legais. O período, de julho de 2017 e 2018, mostrou as imensas dificuldades para alimentar e solidificar esta SOBERANIA BRASILEIRA.
 A conexão postal entre Rio Pardo – Porto – São Paulo, por mais precária que tenha sido era melhor do que ver o BRASIL PELAS COSTAS de navio a vela. A partir de 1818 este trajeto terrestre era feito duas vezes por semana. Apesar de penoso e arriscado este caminho do correio foi reforçando e dando sentido para uma série de pequenos aldeamentos. Certamente foi este trajeto que trouxe à Capitania de São Pedro as noticias da SOBERANIA em 1822. ao  seguir
Os anos de 1817 e 1818 foram passos significativos para a conquista das soberanias da Argentina, Chile, Peru e Venezuela. Este caminho das soberanias de nações sul-americanas estava cheio de percalços, de tropeços, de revoltas e resultados que deveriam ser enfrentados e pagos  na linha de quem  deseja viver a condição de vida adulta.  O encontro dos lideres San Martin e Simón Bolívar, no dia 09 de outubro de 1820, foi longamente preparado e consolidou a impossibilidade de retrocesso deste processo independentista.
Estas ocasiões, que calçaram os caminhos para as soberanias dos seus vizinhos, foram pródigos em oferecer exemplos ao Brasil. Basta conferir, ler e repassar o que ficou registrado no Correio Brazilense de Hipólito José da Costa. Além de sua condição de jurista, com vivências em Portugal, Estados Unidos e Londres, era sul-rio-grandense. Pode-se se lhe atribuir o título de cronista do processo da conquista da SOBERANIA BRASILEIRA, apesar de ser contra a forma final adotada.
Nesta liberdade de pensar, de Hipólito José da Costa, é necessário considerar também o contraditório para o que não faltam em outras fontes. Nesta antítese os eventos dos anos de 1817 e 1818 foram destacados como simbólicos. O enorme fardo da COLONIZAÇÂO, da SERVIDÂO e os 300 anos de HETERONOMIA POLÍTICA continuaram a projetar a sua sombra sobre os anos de 2017 e 2018.
 Assim, no dia 07 de setembro de 2022, não bastam eventos, discursos inflamados e propaganda governamental. Caso não houver uma longa e objetiva preparação,  esta propaganda, retórica e eventos irão ser absorvidos pela amnésia nacional.  A amnésia nacional obscureceu e relativizou os episódios de 1817 da Revolução de Recife ou a trágica e injusta execução do general  GOMES FREIRE de ANDRADE no dai 18 de outubro de 1817 sem abrir um caminho mais livre e soberano para o BRASIL. Antes, ao contrário, a singela e pontual rememoração, só adensam as sombras dos 300 anos de HETERONOMIA POLÍTICA, da amoral SERVIDÃO VOLUNTÁRIA e reforçam os argumentos a favor da COLONIZAÇÃO externa e danosa.
Nos últimos duzentos anos os fálicos pelourinho lusitanos físicos se transfiguram em pelourinhos numéricos digitais. Estes pelourinhos virtuais continuam a impor, de uma forma subliminar, a HETERONOMIA POLÍTICA, a SERVIDÃO VOLUNTÁRIA amoral e reforçam os argumentos a favor da COLONIZAÇÃO. Em julho de 2018, basta abrir qualquer jornal do Brasil, para verificar este descalabro moral, político e econômico.
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155 – NÃO FOI NO GRITO em 1817 e  2017   06 de agosto de 2017
O PREÇO para MANTER-SE no PODER. 
Fig. 155 -  A retirada de  DOM JOÂO VI  da metrópole lusitana em 1808,  a criação do Reino Unido  de PORUGAL, BRASIL e ALGARVES  e sua efetiva consagração e coroação como  rei, no dia 06 de fevereiro de 1818, no Rio de Janeiro  foram estratégias mantiveram este monarca nos seu trono.  Nesta época poucos reis e imperadores conseguira este feito. No entanto toda mudança possui seu preço e cobra muito trabalho e atenção redobrada.


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156 – NÃO FOI NO GRITO ..........................................................06 de setembro de 2017
O EXERCÍCIO GRATUITO e APARATOSO da VIOLÊNCIA do ESTADO, em SETEMBRO de 1817 e em 2017. 
quantas mais pessoas forem presas, por causa daquela rebelião, tanto mais se inculca ao publico a sua importância
Correio Braziliense setembro de 1817 VOL. XIX. No. 112. Miscelânea p. 313.
Fig. 156 As sucessivas revoluções - que eclodiram em Recife - foram oportunidade para que os sócios do PODER MONÀRQUICO e MONOCRÀTICA tiveram ocasião para exibir as suas armas, dinheiro e coerção legal.   Especialmente os portugueses que foram atraídos para a colônia do Brasil com promessa de enriquecimento e um retorno para a “Terrinha”, sem serem incomodados, pois afinal eram os PACIFICOS DONOS do BRASIL Qualquer um, que contrariasse este projeto,  deveria ser afastado e, se possível, eliminado definitivamente  

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157 – NÃO FOI NO GRITO ....................................................................10 de outubro de 2017
O OURO e a MARCHA para o OESTE em OUTUBRO de 1817 e em 2017. 
Correio Braziliense outubro de 1817 VOL. XIX. No. 113. 3 B  pp 361 -368
COMMERCIO E ARTES.
COMPANHIA DE MINERAÇÃO NO CUIABÁ.
Fig. 157 – O ouro de Minas Gerais já se exaurira fazia muito tempo no ano de  1818. Porém os catadores encontraram ouro efêmero de GOIAS. Logo após MATO GROSSO também teve esta atividade da cata do ouro por volta de 1818. Em 2017 é veza  dos rios amazônicos As ruinas da igreja VILA BELA da TRINDADE do MATO GROSSO é testemunho da passagem dos catadores na sua corrida atrás de novos filões do precioso e útil metal.

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158 – NÃO FOI NO GRITO ................................................................02 de novembro de 2017
O JUDICIÁRIO e o SISTEMA de GOVERNO em NOVEMBRO de 1817 e em 2017. 

Reflexoens sobre as novidades deste mez.
REYNO UNIDO DE PORTUGAL BRAZIL E ALGARVES
Fig. 158 O espetáculo horripilante do enforcamento do general  GOMES FREIRE de ANDRADE no dai 18 de outubro de 1817, após um questionável julgamento e sentença capital, foi visto e registrado por um observador britânico. Esta sentença e execução capital pertencem ao ciclo daquelas em que pereceram Tiradentes e os Revoltos de Recife. No cerne das três condenações estava o crime da LESA MAGESTADE ao PODER MONOCRÁTICO REAL. Na verdade estas sentenças favoreciam o prolongamento das benesses dos SOCIOS deste PODER corroído pela raiz. Dom João VI tinha pouco poder contra esta onda que buscava um CULPADO de TUDO. Acharam-se vários culpados,  como ocorreu também na Revolução Francesa onde pereceram rei e rainha...

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159 – NÃO FOI NO GRITO ..............................................................02 de dezembro de 2017
O URUGUAI: o NASCIMENTO de uma NAÇÃO SOBERANA

Fig. 159 O jornalista Hipólito José da Coast havia nascido em Colônia do Sacramento e se educado em Rio Grande e Porto Alegre, antes de seguir para Coimbra.. Assim as notícias, relativas à sua terra de origem, ganham destaque no Correio Braziliense. O nascimento do ESTADO NACIONAL do URUGUAI e uma NAÇÂO que soube conquistar palmo a palmo e dia após dia a sua SOBERANIA. O URUGUAIS  concretizou este projeto no meio das mas duras provas diplomáticos e enfreamentos militares  mas especialmente pela geração de um PODERO ORIGINARIO presente e ativo em cada um dos seus cidadãs.

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160 – NÃO FOI NO GRITO ...................................................................07 de janeiro de 2018
 NAÇÃO - ESTADO - GOVERNO
Em janeiro de 1818 e de 2018
Fig. 160 -  A princesa Dona Leopoldina,  depois esposa de Dom Pedro I,  trouxe uma vasta experiência do da Áustria, Veio cercada de Missões de toda natureza e sobe dialogar com todas as forças vivas do BRASIL que levariam para a conquista da SOBERANIA NACIONAL.. Ela mediou questões delicadas e que exigiam diálogos continuados a medida que evoluíam. Contraponto das vontades explosivas do Imperador evidenciou e colocou em mãos habilidosas a criação de um ESTADO e um GOVERNO coerente com a TERRA de sua eleição, com TEMPO posterior ao Congresso de Viena e a SOCIEDADE repleta de contradições.

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161 – NÃO FOI NO GRITO....................................................................01 de fevereiro de 2018
 O GOVERNO e os seus SÓCIOS.
Fig. 161 As atividades, a serviço de uma corte monocrática,  deixavam pouco espaço para outras atividades produtivas que não fossem imantados e centralizados pela real  COROA.  Além dos altos impostos e o duro controle central os decretos e alvarás régios proibiam e reduziam ao mínimo qualquer perspectiva de uma indústria e fábricas em Portugal. Os grandes investimentos na industrial naval eram do remoto tempo das descobertas de 1500. Portugal era de fato e de direito,   no inicio do século XIX,  im  território e uma colônia militar e econômica britânica. Com os recursos econômicos exauridos os ingleses dominavam a praça com os seus produtos industriais  A presença e atividade de Hipólito José da Costa, em Londres, era apenas um da imensa colônia  lusitana.
    
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162 – NÃO FOI NO GRITO ..............................................................22 de fevereiro de 2018

 ABOLIÇÃO como uma das ESTRATÉGIAS IMPERIAIS.
Maio de 1888
Fig. 162 – No final do Império brasileiro foi montada uma espetacular operação para conceder a LIBERTAÇÂO OFICIAL da ESCRAVIDÂO BRASILEIRA quando em Portugal esta libertação já ocorrera no reinado de DOM JOSÈ I e sob a iniciativa do Marquês de Pombal e outras nações haviam feito o mesmo.. De fato  este mesmo regime do Império brasileiro havia sido um longo período de transição para os donos do poder colonial, econômico e jurídico do BRASIL se adaptarem ao regime republicano.   
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163 – NÃO FOI NO GRITO ............................................................................06 de março de 2018
 O COMÉRCIO ILÍCITO de ESCRAVOS.
“Artigo IV. Não poderão ser detidos, debaixo do pretexto algum, os navios Portugueses mercantes, ou empregados no comércio de Negros, que forem encontrados em qualquer paragem que seja, quer perto da terra quer no mar largo, ao Sul do Equador, a menos que não seja em consequência de se lhes haver começado a dar caça ao Norte do Equador”.
Artigo III  do Regulamento para as Comissões Mistas, que devem residir na Costa de África, no Brasil, e em Londres.  In CORREIO BRAZILIENSE março de 1818 p. 237
Fig. 163 -  Sob o olhar dos britânicos o regime servil da escravidão humana era um impedimento para consolidação das suas fábricas e da produção das suas máquinas. No entanto,  muitos navios ingleses eram fretados em Londres para realizarem o comércio de escravos sob bandeira alheia. As razões humanitárias eram lágrimas de crocodilo para ocultar as intenções de industriais e comerciantes ingleses. Enquanto isto os DONOS DE ESCRAVOS continuavam a usufruir os “BENEFÌCIOS de SUAS PEÇAS” e manter uma firme e nutrida representação no parlamento brasileiro que impedia avanço legal de qualquer medida a favor da libertação dos cativo.
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164 – NÃO FOI NO GRITO ............................................................................01 de abril de 2018
 O CORREIO entre SÃO PAULO e PORTO ALEGRE.
Fig. 164 – O  trajeto terrestre entre Rio Pardo – Porto – São Paulo era feito, a   partir de 1818, pela conexão postal regular duas vezes por semana. Este caminho, do correio regular, apesar de penoso e arriscado, reforçou e deu sentido para uma série de pequenos aldeamentos  do interior. O BRASIL DEIXOU de SER VISTO PELAS COSTAS a partir dos navios a vela. Esta concessão, dada a particulares, não deixou de apresentar corrupções e distorções econômicas. Nesta questão, as descobertas das fraudes em licitações públicas, continuam em julho de 2018.

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165 – NÃO FOI NO GRITO ...........................................................................01 de maio de 2018
 AZEITE e CORRUPÇÃO.
Fig. 165 – As fronteiras entre ESTADOS NACIONAIS se expressava pelo controle, impostos e tratados econômicos. Na sombra destes contratos entre ESTADOS NACIONAIS proliferou o contrabandista que não pagava impostos nem para um e nem para ESTADO NACIONAL.. Em suas mãos os produtos chegavam ao preço de custos da produção e da sua mediação obscura. Esta atividade foi praticada entre as fronteiras de Portugal com a Espanha. Na província da Galícia. Esta prática  continua, em julho de 2018 no BRASIL, com os ESTADOS NACIONAIS fronteiriços. Disto são testemunhas calçadas invadidas por este comércio de ocasião e em detrimento da NAÇÂO

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166 – NÃO FOI NO GRITO .............................................................................02 de junho de 2018
CULPA e PERDÃO.
Fig. 166 - Uma MONARQUIA AUTOCRÁTICA não pode admitir a mínima ameaça á sua legitimidade e funcionamento. Como o ATAQUE  é a melhor arma, não custa ATACAR despejando um balaio de TÌTULOS NOBLIÁRQUICOS, de  FAMA e  de PERDÕES mesmo para aqueles que não pediram esta regalias. A bandeira do atual estado de Pernambuco é um dos símbolos desta resistência aos projetos coloniais vindos do seu exterior e dos interesses contrários ao PODER ORIGINÁRIO das suas instituições republicanas.


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167 – NÃO FOI NO GRITO ..............................................................................01 de junho de 2018
O CAMINHO das SOBERANIAS SUL AMERICANAS em JULHO de 1818.

A SOBERANIA BRASILEIRA foi precedida pelas SOBERANIAS dos  PAÍSES de origem HISPÂNICA da AMERICA SUL
Fig. 167-  O estrategista José SAN MARTINA partiu de Buenos Aires, atravessou a Cordilheira dos Andes para ajudar, ao Chile, conquistar a sua soberania. E a partir deste ponto ajudar, por mar, a libertação do Vice Reinado do Peru. O seu  encontro com Simón Bolívar, no dia 09 de outubro de 1820, fechou uma corrente libertária que abraçou, de norte ao sul, o gigantesco BRASIL e gerou motivações para continuar o caminho para a SOBERANIA NACIONAL BRASILEIRA  



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Fig. 198 Dom Pedro era da casa de Bragança pelo lado paterno e da Casa Bourbon pelo lado materno. Ele desembarcou no Brasil com 10 de idade. Sua juventude, adolescência e maioridade formaram-se no Rio de Janeiro. Muitos dos seus traços pessoais e culturais estão distantes das rígidas normas da  monarquia absolutista. No entanto nunca conseguiu assimilar, por inteiro,  a mudança que seu pai – Dom João VI - foi forçado  aceitar ao jurar uma CONSTITUIÇÂO
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domingo, 1 de julho de 2018

167 – NÃO FOI NO GRITO


O CAMINHO das SOBERANIAS SUL AMERICANAS em JULHO de 1818.

A SOBERANIA BRASILEIRA foi precedida pelas SOBERANIAS dos  PAÍSES de origem HISPÂNICA da AMERICA SUL


Fig. 01 - No dia 05 de julho de 1811 a JUNTA GOVERNAMENTAL da  VENEZULELA leu, aprovou e registrou a ATA da INEPENDÊNCIA. Este foi mais um passo jurídico no  longo e penoso processo das SOBERANIAS das NACÕES da AMÈRICA do SUL. Estes passos se projetam até o presente. A cada passo, deste caminho, antepunham-se   pedras, dúvidas e consequências inesperadas.   Dúvidas que cercam as circunstâncias de um MÍTICO GRITO EXTREMO de  “INDEPENDÊNCIA ou MORTE”. Evidente que estavam aberto outros caminhos e  alternativas possíveis. Entre elas estava se constituindo os  ESTADOS NACIONAIS sob a inspiração teórica e égide da ERA INDUSTRIAL. Porém nenhum estado sul-americano tinha atingido este patamar e infraestrutura. Com esta lógica os países industrializados passaram as matrizes coloniais.   

Em julho de 1818 o Brasil não tinha pressa para proclamar a sua soberania. O Rio de Janeiro era a metrópole lusitana temporária do REINO UNIDO PORTUGAL, BRASIL e ALGARVES. De outro lado este tempo  permitiu ao Brasil assistir esta emergência e o  espocar das SOBERANIAS dos  PAISES de origem HISPÂNICA da AMÉRICA SUL  e aprender com eventuais acertos  e erros.
O jornalista Hipólito José da Costa[1] era contrário a estas apressadas soberanias e com rupturas irreversíveis. Ele estava sediado em Londres e  se acostumando com aquilo que, adiante, seria denominado de COMMONWEALTH[2] britânico. Apesar deste conhecimento não expunha as suas ideias pessoais e não ponderava a efetiva vantagem que esta união poderia propiciar.  Em consequência o seu texto é  o  registro dos eventos e dos fatos concretos que estavam ocorrendo, em 1818,  na América do Sul e  que chegavam ao seu conhecimento. Não adiantava juízos ou teses sobre os fatos. A política mundial tomaria outro rumo caso os países da AMÉRICA SUL tivessem evoluído para união ibérica. Nestas circunstâncias, numa visão do ano de 2018, formariam  um império político e econômico monolítico juntos com as suas metrópoles.
Fray PEDRO SUBERCASEAUX ERRAZURIZ 1880-1956 http://www.artistasvisualeschilenos.cl/658/w3-article-39902.html
Fig. 02  Quem de fato liderou, financiou e usufruiu dos resultados do  longo e penoso processo das SOBERANIAS das NACÔES da AMÈRICA do SUL foram as elites já enriquecidas no período colonial. Os hábitos, a cultura e as  leis,  destas elites,  já estavam viciados e sob a forte dependência da lógica da ERA INDUSTRIAL.  Os amplos e suntuosos trajes eram o resultado dos teares ingleses enquanto os livros impressos eram da indústria gráfica francesa..   

Esta divisão em regiões geográficas facilmente domináveis economicamente interessava a Inglaterra. Sem um projeto continental e mundial  os eventuais e pontuais chefetes, coronéis  e lideres  seriam  dobráveis e colocados sob a égide do novo colonialismo industrial britânico emergente. Pequenos tiranos, ditadores e lideres - se já não possuíam algum acerto e dívidas com os ingleses -  podiam ser induzidos  a ter estes laços de heteronômica britânica independente da política personalista, diversionista e fuga das matrizes ibéricas. Era suficiente que estivessem fragilizados por tremendas divisões internas e carentes de uma visão de conjunto da política econômica mundial como estavam os ingleses no caminho do COMMONWEALTH.
Neste contexto de divisões e intrigas surpreende a unidade nacional brasileira na medida que se aproximava a sua soberania. No contraditório é possível perceber nesta unidade nacional brasileira as manobras britânicas na medida dos longos e danosos contratos lusitanos com LONDRES. Ali estava domiciliada uma forte colônia lusitana na qual se incluía o próprio Hipólito José da Costa. Os ingleses eram suficientemente atentos para as grandes fortunas que esta colônia lusitana lhes propiciava como aconteceu com o ouro vindo de Minas Gerais e lhes permitiu a arrancada industrial.


Correio Braziliense – Julho de 1818 VOL. XXI. No. 122. N 98 Miscellanea. https://digital.bbm.usp.br/handle/bbm/6892

VENEZUELA.

Boletim do Exercito Libertador de Venezuela - 28 de Março
RETRATO do General Antônio ANZOÁTEGUI  por  MARTIN TOVAR Y TOVAR
Fig. 03  - As lideranças militares haviam aprendido muito com as campanhas napoleônicas. O que aconteceu no longo e penoso processo das SOBERANIAS das NACÕES da AMÉRICA ESPANHOLA pode ser examinado com desdobramentos, aprendizagens e decepções havidas nas incursões das tropas napoleônicas em território da Espanha.   Incursões militares portadores das armas, da logística e das táticas da ERA INDUSTRIAL.  Estas foram exportados para a Colônia americana, sobretudo as concepções cuja matriz era a Revolução Francesa, os contratos sócias derivados do Iluminismo,  enciclopedismo e as novas bases de uma outra sociedade, economia e justiça.

Tendo-se o exercito ajunctado no Quartel General em Rastro, depois da nossa retirada de Sêmen, ordenou S. Ex". a marcha para Calabozo, que se executou na manhaã de 20. O gen. Anzoategui foi encarregado da defeza interior da cidade e o gen. Zaraza da interior; e o Supremo Chefe partio para Guardatinagas, somente com o seu estado-maior. Aos 21 passou revista ás divisoens dos generaes Codeno e Paez, deo ordem que continuassem a sua marcha para o desliladeiro de Rastro, e á noite voltou para Calabozo.
Fig. 04  As cartas lançadas na VENEZULELA no dia 05 de julho de 1811 a JUNTA GOVERNAMENTAL continuavam, em 1818, a serem conduzidas e jogadas, com grande maestra por Simón Bolívar[1].  As resistências, os desencontros entre líderes e o inaudito dos novos feitos, eram expressões das resistências alimentadas por hábitos, pela cultura e pelas  leis multisseculares da dominação e domesticação espanhola.

Aos 22 o informou o gen. Paez[2] dé que o inimigo linha avançado até os desfiladeiros de Caiman. S. Exa. ordenou ás divisoens de infanreria e cavallaria, que estavam na cidade, que marchassem para Rastro, junctamente com a brigada de artilheria. Pela tarde o gen. Cedeno reconheceo o inimigo, e o achou ja acampado em Banco, duas léguas de Rastro. As divisoens, tiveram ordem de accelerar a sua marcha, porém naõ se lhe puderam unir antes de ser manha;!, e o inimigo se aproveitou da noite para se retirar, o que fez com tal precipitação, que um corpo de cavallaria, que se mandou de propósito para incommodar a sua retaguarda, naõ a pôde alcançar senaõ depois de terem chegado a Ortiz. O exercito continuou a sua marcha; e, na manhaã de 26, achou o inimigo postado nas alturas de Ortiz, em numero de 1.000 infantes. Naõ obstante será sua posição mais vantajosa, por causa da perpendicularidade e aspereza da subida, foi o inimigo atacado pela nossa infanteria, occupadas todas as suas posiçoens, e posto em fuga, depois de pelejar desde as 11 da manhaã até quasi á noite. Os outeiros ficaram cubertos de corpos mortos e teria este corpo do inimigo sido completamente destruído, se a nossa cavallaria pudesse fazer um movimento: mas os impedimentos do terreno, e a chegada da noite favoreceram a sua fugida. No lugar de Ortiz deixou o inimigo um armazém de biscoito, e quantidade de armas, muniçoens, &c. , e, sem parar nos lugares de Parapara e S. Joaõ de los Moros, se passou a Villa de Cura. A pequena vantagem, ganhada em Sêmen, levou o inimigo a pensar, que nós tínhamos retrocedido por outros motivos, que naõ eram os verdadeiros, e teve a temeridade de marchar para as planícies



[1] SIMÓN BOLIVAR (1783-1830)   https://pt.wikipedia.org/wiki/Simón_Bolívar

[2] Gen José Antônio PAEZ 1790-1873    https://es.wikipedia.org/wiki/José_Antonio_Páez

Fig. 05   Especula-se, até o presente, em relação ao conteúdo do encontro entre Simão BOLIVAR e o General José SAN MARTIN no dia 09 de outubro de 1820. Na verdade o PODER é SILIENCIOSO e DISCRETO. Não foi diferente no longo e penoso processo das SOBERANIAS das NACÔES da AMÉRICA do SUL. Segredos que, na prática, foram evidentemente favoráveis às elites enriquecidas no período colonial que queriam manter os seus privilégios multisseculares. Se era  forte a aspiração aos produtos da lógica da ERA INDUSTRIAL, no contraditório a mentalidade, os hábitos e as  leis,  destas elites,  estavam viciadas, corrompidas  e sobressaltadas com a MÌNIMA MUDANÇA POSSÍVEL Assim, aquilo que não podia ser dito, devia ser calado e silenciado..   

Com tudo está agora limitado a Valencia, e aos vales de Aragua, depois de ter perdido, nas acçoens de Sêmen c Ortiz, mais de 1.000 homens de suas melhores tropas, S. Carlos e todo o Occidente fica descuberto, e atacado pela poderosa divisão do coronel Rangel, que completou a libertação da capital e província de Varinas. O exercito principal continuará amanhaã as suas operaçoens, combinado com as forças do Coronel Rangel, e breve o inimigo, apertado de todos os lados, será obrigado fechar-se em Puerto Cavello. Na acçaõ de Ortiz, o valente coronel Vasquez recebeo três feridas, e morreo aos 27. A perca de tam digno official foi profundamente sentida por todo o exercito. O coronel Vasquez desde que se levantou o grito da independência, foi o primeiro que se levantou em Venezuela, desembainhou a espada, e foi formidável aos Hespanhoes em muitas batalhas, em que o seu valor, subordinação e constância foram sempre distinctos. O capitão Francisco Medina, dos caçadores de Barlavento, foi também morto: e tivemos 30 homens mortos e feridos.
(Assignado.) C. SOUBLETTE, Chefe do Estado Maior.
Quartel-General de Ortiz, &c,
Batalha de CARABOBO obra de MARTIN TOVAR Y TOVAR fotograma do Vídeo https://www.youtube.com/watch?v=CWPo52RQ3Zc
Fig. 06 - Os dez anos, que mediaram entre  a leitura, aprovação e registro da ATA da INEPENDÊNCIA da VENEZULELA  em 05 de julho de 1811 e a BATALHA de CARABOBO[1] travada no dia 24 de junho de 1821, testemunharam o longo e penoso processo das SOBERANIAS das NACÕES da AMÉRICA do SUL. De fato estavam se constituindo os  ESTADOS NACIONAIS sob a égide da ERA INDUSTRIAL pois a logística das armas, munição uniformes eram produtos industriais dos países adiantados . Porém nenhum estado sul-americano tinha atingido este patamar de fabricação de suas próprias  armas e equipamentos militares. As ruinosas dívidas mantiveram estes estados sob a tutela de novos senhores colônias industrializadas.


CHILI.
Frei  PEDRO SUBERCASEAUX ERRAZURIZ 1880-1956 http://www.artistasvisualeschilenos.cl/658/w3-article-39902.html
Fig. 07  Os eventos, as festas e o feriados era uma forma de manter o povo distraído e distante do SILENCIOSO  PODER COLONIAL ibérico. Os lideres do  processo das SOBERANIAS das NACÕES da AMÉRICA do SUL usaram estes hábitos, cultura e aglomeração popular para sinalizar a troca de comando. No entanto as  leis, as elites e eventuais caudilhos transformaram, estes eventos ruidosos,  em populismo, marketing dos seus nomes e propaganda das suas ideias. Os amplos e suntuosos trajes eram de fato  o resultado do comércio britânico ingleses enquanto as ideias impressas vinham de Paris.

Officio do Commandante em Chefe D. Joseph de San Martin ao Governo de Buenos-Ayres.
Acabo de ganhar um completo triumpho sobre o audaz Osório, e seus sequazes, nas planícies de Maipo. A batalha dourou desde a uma até as seis da tarde; batalha, que, sem risco, posso aventurar-me a dizer, assegurou a liberdade da America. O general de infanteria D. Antônio Conzales Balcarce; os chefes das divisoens da esquerda e direita, D. Joaõ Gregorio de Ias Heras, e D. Rudesindo Alvarado, o da reserva D. Hilariaõ de Ia Quintana ; e, n'uma palavra, os commandantes de todos os corpos se portaram com inimitável destreza e valor.
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Fig. 08  José SAN MARTIN (1776-1850)[1] atravessou os ANDES sob o alto patrocínio da JUNTA GOVERNAMENTAL de BUENOS AIRES. Como estrategista tinha larga experiência militar nas GUERRAS NAPOLEÔNICAS. No CHILE reuniu-se estrategicamente com Bernardo O’OGGGINS e obtendo a SOBERANIA do CHILE. Juntando-se com elites chilenas, enriquecidas no período colonial continuou o  longo e penoso processo das SOBERANIAS das NACÔES da AMÈRICA do SUL dirigindo-se, por mar ,para o PERU  núcleo do poder colonial espanhol.   


O inimigo foi totalmente derrotado; toda a sua artilheira e bagagem está em nosso poder. Os prisioneiros, que se tomaram excedem 1.500, ha entre elles mais de 50 officiaes: neste numero entram o general Ordonez, e o chefe de seu estado-maior, Primo de Rivera. Naõ temos ainda podido calcular os mortos : a nessa valente cavallaria está ainda perseguindo e cortando os fugitivos.
Batalha de Maipu Frei  Pedro Subercaseaux Erraziriz -  detalhe jpg
El MERCURIO CHILE Valparaiso- ano190 nº.65.609 caderno de   09.09.2017
Fig. 09 -  A Batalha de MAIPU (05.04.1818)[1] marcou um ponto de inflexão no  longo e penoso processo das SOBERANIAS das NACÔES da AMÈRICA do SUL Animou todo um processos libertário e que foi muito além dos números de vidas, valentias pessoais e espólios de guerra. Foi travada e ganha de um inimigo visível e determinado a manter estas nações sob o seu poder multissecular. No entanto permaneceram - e ate reforçou  - os hábitos, a cultura e as  leis,  das antigas elites,  já estavam viciados e sob a forte dependência da lógica da ERA INDUSTRIAL. Este inimigo -  dissimulado e silencioso -  cobrou altos tributos dos dois chefes vitoriosos em Maipu. Impiedosamente  transformou os  lideres, José SAN MARTIN e Bernardo O’HIGGINS RIQUELME,  em “DOIS VALENTES CULPADOS de TUDO”.

A nossa perda foi comparativamente pequena, e tudo tem contribuído para coroar a victoria deste momoravel dia. As circumstancias particulares desta gloriosa acçaõ seraõ transmiltidas a V. Exa em efficio meu, logo que tiver cessado a pressa do momento. Presentemente só posso dar os parabéns a V Ex». e por seu meio a todos os habitantes do Estado.— Deus guarde a V- E . Campo da batalha, nas planícies de Maipo, em 5 de Abril de 1818 ; 6 horas da tarde.
(Assignado) JOSEPH DE SAN MARTIN,
Tenho a honra de transmittir a copia acima a V. Exa. para sua satisfacçaõ, &c, Santiago de Chili, 5 de Abril, 1818.
(Assignado) BERNANDO 0'HIGGINS.
Fig. 10  -  Bernardo O’HIGGINS RIQUELME (1778-1842)[1]  liderou a libertação do CHILE e foi um mediador incontornável no processo da desmontagem do CENTRO do  PODER COLONIAL ESPANHOL sediado no VICE REINADO do PERU. No comando inicial do processo da SOBERANIA CHILENA, em 1823 teve de se exilar em Lima onde faleceu  Os hábitos, a cultura e as  leis das elites viciadas e sob a forte dependência da lógica COLONIAL cobrava os seus tributos.  Neste mesma época e de forma semelhante  José Gervasio ARTIGAS (1764-1850)[2] também se exilara no PARAGUAI,  onde veio a falecer sem retornar ao URUGUAI cujo processo de soberania havia iniciado,  deflagrado e liderado.

Outro officio do Commandante D. Joseph de San Martin ao Supremo Governo de Buenos-Ayres.
A variedade de scenas, em que as armas da America estaõ empenhadas, servem de precussoras á nossa liberdade. V. Exa. estará ja informado de que uma surpreza inesperada, e naõ o valor do inimigo nem a timidez de nossas tropas offereceo aquelle os meios de ganhar uma victoria temporária, juncto a Lircay, quando uma parte de nosso exercito foi disperso pela obscuridade da noite.— Hoje, porém, triumpharam completamente a honra e constância dos defensores de sua pátria.
Fig. 11  Os lideres Bernardo O’HIGGINS e José SAN MARIN eram inspirados pelos mesmos ideais libertários da Revolução Americana e Francesa e  apoiados pelos estados industriais emergentes.   O seu encontro tornou-se histórico, após a vitória em MAIPU  na medida em que articulou e reuniu forças e  abriu alternativas para prosseguir rumo ao coração do poder espanhol entrincheirado no VICE REINADO do PERÚ

O inimigo, que tinha adquirido confiança, e estava mui inchado com uma porçaõ de orgulho proporcional á ridícula altivez de seu character, teye a arrogância de se aproximar até ás vizinhanças de S.Thiago, para onde as nossas tropas se tinham retirado. Ha três dias que o inimigo cruzou o rio Maipo. Os seus movimentos auspeitosos indicaram, que procurava a cuberto da noite repetir as scenas de 19 do mez passado-, porém os nossos valorosos descarregaram sobre elle pela uma hora da tarde, naõ lhe sendo ja estranhos; e atacaram á bayoneta calada naõ obstante que elle estava plenamente preparado para resistir, e occupava uma posição superior nas alturas. Foi completamente derrotado ; estaõ em nosso poder mais de 1.500 prisioneiros, com toda a sua artilheria e bagagem. Até aqui ainda naõ pudemos calcular o numero dos mortos. A sua dispersão foi completa, e a nossa cavallaria ainda vai em seu seguimento, entre o numero de officiaes, que fizemos prisioneiros, se acha o general Ordonez, e o chefe de seu estado-maior. Primo de Rivera. Recommendo a V. Exa. e a toda a America o brilhante comportamento do brigadeiro-general D. Antônio Gonzales Balcarce, e os chefes das divisoens da direita e esquerda o coronel D. Joaõ Gregorio de Ias Heras, e tenente-coronel D. Rudesindo Alvarado, e da reserva D. Hilariaõ de Ia Quintana, assim como todos os officiaes, e tropas. Os nossos mortos foram bem poucos. Estes, Senhor, naõ saõ momentos de entrar em particularidades, porém prometto de as remetter era breve a V. Exa. Deus guarde a V. Exa. muitos annos, Campo de batalha Planícies de Maipo, juncto a Santiago de Chili ; 5 Abril de 1818. 6 da tarde.
(Assignado) JOSEPH DE SAN MARTIN.
Fig. 12 -   A JUNTA GOVERNAMENTAL de  BUENOS AIRES fracassou em diversas ocasiões na invasão do VICE REINADO do PERU por terra e pelo planaltos andinos. José SAN MARTIN, Bernardo O’OGGINS e o Lord britânico  Thomas Alexandre COCHRANE[1] (1775-1850)  acertaram a invasão por mar  do VICE REINADO do PERU e tendo por base e subsídios do CHILE. Tornava-se evidente o apoio e o interesse britânico nestes novos mercados para os insumos e os produtos da sua ERA INDUSTRIAL.  De outro lado favoreciam e estimulavam os donos do poder local oferecendo-lhes novas oportunidades de negócios e acúmulo de capital que normalmente convergia para os bancos ingleses.

Na mesma data e por outro expresso acabo de receber o seguinte officio; Nada resta do exercito do inimigo; o que naõ foi morto está prisioneiro. Artilheira, 160 officiaes, todos os seus generaes, excepto Osório, estaõ em nosso poder, e este ultimo espero que me seja trazido hoje. A accaõ de 19 tem sido repaga com usura. Em uma palavra ja naõ temos inimigos em Chili, Deus guarde a V- Exa. muitos annos.
(Asssignado) JOSEPH DE SAN MARTIN.
Quartel General, no campo de Maipo, Abril de 1818.
Fig. 13   O  longo e penoso processo da independência do Vice-reino do Peru iniciou em 1810. No entanto só atingiu sua SOBERANIA PLENA no dia 28 de julho de 1821. Apesar da forte presença de militares,  predominou a via diplomática sobre as batalhas, sangue e lágrimas. Um ano depois será o caminho seguido pelo Brasil. Neste contexto o mítico GRITO do IPIRANGA foi mais uma criação imperial brasileiro posterior quando o trono já estava vacilando. No entanto este mesmo o mítico GRITO do IPIRANGA teve o dom de mascarar o longo, o penoso e silencioso esforço do PODER ORIGINÁRIO BRASILEIRO no caminho da SOBERANIA NACIONAL. Este velamento da realidade ocorreu, também,  nas demais nações SUL-AMERICANAS com outros expedientes e representações simbólicas não comprometedoras. Jamais teve a sua raiz e expressão de num autêntico contrato social, econômico e jurídico proveniente de uma identidade legível, unívoca e consentida pelo PODER ORIGINÁRIO NACIONAL. 

Numa visão retrospectiva, deste período,  impõe-se ultrapassar as capas de diversos nacionalismos retóricos que se depositaram sobre os feitos de julho de 1818. A coragem, os feitos reais e a realidade são muito maiores e transcendentes do que os pobres discursos - eivados das mais contraditórias ideologias e discursos de ocasião – proferidos por aqueles que se apropriaram deste patrimônio da humanidade, da cultura e da civilização.
Fig. 14  - A mitificação de um PODER ORIGINÀRIO IMAGINADO e MITIFICADO - na obtenção das SOBERANIAS das NACÕES da AMÉRICA do SUL - foram corrompidas por um POPULISMO INÓCUO e de FOLHETIM. Os velhos DONOS do PODER se valeram da propaganda e do marketing de uma FALSA ERA INDUSTRIAL para manter  hábitos, a cultura e as  leis o mais favorável possível dos interesses  destas elites, 

O Brasil de julho de 2018 continua assistir e viver passivamente esta emergência das diversas capas de nacionalismos retóricos[1] que se depositaram sobre os feitos de julho de 1818. Romper com estas capas e  aprender = com eventuais acertos  e erros próprios e dos outros - destas origens mitificadas constitui um esforço hercúleo, continuado  e longe de atingir o mínimo de um contrato unívoco, linear e consentido por todo o PODER ORIGINÁRIO BRASILEIRO.  
O mesmo acontece com o ideologia que sustentou o Regime Imperial Brasileiro. Este mesmo Regime foi capaz, já na sua agonia,   de construir o MUSEU do IPIRANGA, encomendar, exibir na Europa e instalar a cena do “GRITO do IPIRANGA”.
O presente  blog se rebela  e, busca demonstrar a MITIFICAÇÂO do “GRITO”. Busca, no seu consistório, evidenciar, em documentos da época, o imenso e continuado esforço silencioso empreendido pelo PODER ORIGINÁRIO BRASILEIRO para atingir o ESTATUTO de NAÇÂO SOBERANA
Mesmo na atualidade o governo central do Brasil coniina a cultivar mitos e  hábitos monárquicos sob o pretexto centralista de acumular, o maior poder possível, na sua capital nacional. Para entender a continuidade dos hábitos do período imperial é possível demonstrar a concessão perpétua e hereditária do poder central  como uma concessão às classes abonadas, aos seus descendentes e aos seus sócios. Estes apenas foram erguidos no altar dos títulos nobiliárquicos que os republicanos conferiram aos seus dóceis cachorros. O próprio regime republicano, entre 1889 e 1930. foi troca singela de etiquetas imperais das classes abonadas para aquelas que se diziam, no papel, com sendo  republicanas. O mesmo pode ser dito dos partidos políticos de Brasil que, em 2018, são feudos das classes abonadas ou aspirando a este estatuto hereditário e perpétuo.
Na “TRANSIÇÃO LENTA e SEGURA”  os militares do Golpe de 1964 imitaram o discurso monárquico do General San Martin. Este,  ao proclamar a independência do Peru, percebeu que  as classes abonadas locais não seriam contrários à soberania enquanto permaneciam no papel se DONOS do PODER REAL e LOCAL. Isto era possível no regime monárquico e não no regime republicano. No Brasil esta transição - entre os dois regimes - levou um século para ser assimilado. Transição e assimilação que estão ainda muito distantes, em julho de 2018, de um autêntico regime republicano.

FONTES NUMÉRICAS DIGITAIS
AÇÃO LIBERTADORA da AMÉRICA ESPANHOLA:
SAN MARTIN (1776-1850)
José SAN MARTIN atravessa os ANDES
 Bernardo O’HIGGINS RIQUELME (1778-1842)
SIMÓN BOLIVAR (1783-1830)
Hipólito José da Costa (1774-1823)
BATALHA de MAIPU  (05  de abril de 1818)
O ABRAÇO de MAIPU
INDEPENDÊNCIA do PERU - Imagem
Batalha de CARABOBO obra de MARTIN TOVAR Y TOVAR (1828-1902)[2]
RETRATOS de VENEZUELANOS por  MARTIN TOVAR Y TOVAR
+
ROTA da LIBERTAÇÂO de SIMON BOLIVAR Batalha de PAYA y PASO
General  José Antônio PAEZ 1790-1873
BATALHA DE CARABOBO de 24.06.1821
Frei PEDRO SUBERCASEAUX ERRAZURIZ 1880-1956
ASSINATURA da ATA da LIBERTAÇÃO do PERU
SIMÂO BOLIVAR e JOSÉ SAN MARTIN se ENCONTRAM no PERU no dia 09 de outubro de 1820
FRAGATA ESMERALDA e Lord Thomas COCHRANE
MUSEU MARÍTIMO de VALPARAISO
NACIONALISMO RETÓRICO dos ANOS  70 no  BRASIL “O MILAGRE BRASILEIRO”
O PIOR POBRE É AQUELE QUE JÁ FOI RICO


[1] NACIONALISMO RETÓRICO dos ANOS  70 no  BRASIL “O MILAGRE BRASILEIRO”
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