quarta-feira, 10 de novembro de 2021

215 – NÃO FOI NO GRITO – NOVEMBRO de 1821 de 2021

O DESGOVERNO no BRASIL de NOVEMBRO de 1821 e em 2021. Correio Braziliense VOL. XXVII. N*. 162 novembro de 1821 , pp, 435 - 455 . “Acabou-se o tempo das mágicas; e os homens, ainda que sejamos nós os tolos do Brasil, já não creem em bruxas: e antes que se peça dinheiro para suprir esse déficit de vinte milhões, é preciso que se saiba, em que se gastaram, e que sorte de contas dê o nome de quem administrava os dinheiros públicos” O governo unificado no passado próximo de PORTUGAL, BRASIL e ALGARVES estava com os seus dias contados, De outro lado esta lacuna do poder central apresentava uma nítida fratura e que irá consumar em setembro de 1822 com a separação definitiva e irreversível A contas do Brazil..
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-56857790 As montanhas e o terreno do Rio de Janeiro Fig, 01 – Pode-se perceber o retorno de Dom JOÂO VI e da sua corte - para Lisboa no dia 03 de julho de 1821 - como um espécie de vingança e um triunfo dos constituintes e revolucionário do Porto Vingança pelo abandono de Portugal à sua própria sorte ao longo de treze anos consecutivos. Triunfo pois o REI submeteu-se e assinou o texto constituinte no a qual ele se subordinando terminando o período monocrática, divino potencialmente totalitário Da parte e Dom JOÂO VI é possível atribuir-lhe a vitória pela conservação do seu trono, coroa e cetro além de deixar no Brasil a continuidade da CASA do BRAGANÇAS e a fidelidade da parte de sua corte a esta casa Pelo documento, que publicamos no principio deste N.° se ve a resolução das Cortes para que volte do Brazil S. A. R. o Principe Regente, e passe a viajar algumas das Capitães da Europa. Também se apresentou ás Cortes um officio do mesmo Principe Regente, em que S. A. R. representa a pouca authoridade, que exerce no Brazil, porque as províncias naõ contribuem para o Erário do Rio-de-Janeiro, e este se acha com déficit de vinte milhoens, que o mesmo Príncipe diz naõ sabe d'onde lhe haõ de vir. Este mesmo Principe Regente, ou seu Ministro, Conde dos Arcos, havia dado por justas e liquidadas as contas do Thesonreiro Mor, Targini, e passaporte para se por ao fresco. ¿ e as sentam esses Senhores, que tal modo de proceder he calculado a obter a confiança das províncias, e que estas lhe mandem o seu dinheiro, sem saber para que, como se ha de gastar, ou quem ha de ser responsável pelos extravios ? Acabou-se o tempo das mágicas; e os homens, ainda que sejamos nós os tolos do Brazil, ja naõ crem em bruxas : e antes que se peça dinheiro para supprir esse déficit de vinte milhoens, he preciso que se saiba, em que se gastaram, e que sorte de contas dèo, quem administrava os dinheiros públicos. Na Sessaõ 202 das Cortes, se apresentaram os Deputados pela cidade de Angra nas ilhas dos Açores ; mas da maior parte do Brazil, ainda andam retardados ; e snpposto vejamos esta re presentação do Principe Regente sobre o déficit, ainda nos naõ chegaram à noticia as suas providencias para accelerar a tam necessária e essencial eleição dos Deputados pelo Brazil e por outra parte se tem feito publico, o estudado desdém, com que o Ministro, Conde dos Arcos, em vez de presentação do Principe Regente, , quiz tractar por menor a importante provincia da Bahia.
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-56857790 As montanhas e o terreno do Rio de Janeiro Fig, 02 – A sorte estava lançada e os caminhos fechados para outros; Venceu o repertório, as competências e os limites mentais metropolitanos dos revolucionários do Porto do ano de 1820, Entre estas revolucionários, de primeira hora, não se conhece nenhum brasileiro. Assim as cortes não percebiam, ,ou não queriam perceber, nada além da terra continental de Portugal. O texto da Constituição resultante desta revolução pouco dizia para a para o repertório dos povos e os limites dos territórios coloniais ocupados militarmente pela Europa, O s constituintes deixavam o caminho escancarado para a INDEPENDÊNCIA do BRASIL Se a estada de S. A. R., no Brazil, tendesse a formar um centro commum de uniaõ, entre aquellas províncias e as de Portugal, a retirada que se ordena pelas Cortes seria para lamentar; mas pelo que se tem passado vemos, que para essa desejada uniaõ he preciso recorrer a outras medidas ; e assim a sua residência no Brazil vem, neste sentido, a ser perfeitamente inútil. Quando, manejado o negocio com prudência, havia necessariamente ser da mais decidida utilidade. Muitos preferem passar por cima da triste e malograda experiência do SUIÇOS no BRASIL. De um lado a experiência havias sido gestada e administrada pelo governo unificado no passado próximo de PORTUGAL, BRASIL e ALGARVES, De outro lado estava a triste experiência destes mesmos SUIÇOS na qual pereceu um quinto dos imigrantes ter um novo e diferente projeto após setembro de 1822 com a separação definitiva e irreversível de PORTUGAL e sendo assumida pelo incipiente IMPEDRIO Colônia dos Suissos no Brazil.
A origem do suiços Fig, 03– A controversa, mal preparada e a pior execução da migração dos suíços ao Brasil do ano de 1.819 é fruto do desgoverno no Brasil e da flagrante desinteresse de Portugal Esta imigração era uma ameaça real e objetivo ao florescente comércio de mão cativa na qual lucravam os europeus e senhores feudais brasileiros. Assim era contra toda esta mentalidade que se praticou esta migração.No presente é necessário conhecer esta mentalidade negacionista da economia da época e louvar a coragem e a determinação de quem sobreviveu e prosperou no Brasil Talvez em conseqüência do que dissemos a este respeito, n remetteo um nosso conrespondente, a carta (pie publicamos fim deste N.° copiada de um periódico Inglez. Inserimólb porque convém ouvir ambas as partes; e com tudo, delia se ^ que aconteceo a calamidade de uma epidemia, contrahida antes de chegar ao Brazil, e que delia morreram o quinto dos colonitas, ficando assim em pé o que perguntamos, se isto tinha piecedido das mas accommodaçoens a bordo dos navios. Também observamos, que, apezar da pintura agradável, que esta carta faz da situação dos colonistas, pelo que respeita o c ma, e favorável acolhimento no paiz, os nossos quesitos, soh os abusos commettidos no estabeledimento desta colônia no Brazil, ainda estaõ sem resposta; e por tanto insistimos ainda, que esta matéria he digna de miuda investigação, pela aulhoridade das Cortes. Emigração de SUÍÇOS ao BRASIL: “sempre se acharão alguns descontentes” NÃO FOI no GRITO nº181 https://naofoinogrito.blogspot.com/2019/04/179-nao-foi-no-grito.html . Os primeiros SUIÇOS no BRASIL https://novaescola.org.br/conteudo/2043/a-imigracao-suica-no-brasil Os SUIÇOS no BRASIL https://www.suicosdobrasil.org.br/na-bagagem O CONTEXTO dos primeiros SUIÇOS no BRASIL http://www.rodrigotrespach.com/2014/07/25/10-informacoes-importantes-sobre-a-imigracao-alema-no-brasil/ A ONDA DE IMIGRANTES http://brasil-alemanha.com/capitulo/19sec/Primeiros-imigrantes-alemaes-no-campo.php Os SUIÇOS https://g1.globo.com/rj/regiao-serrana/noticia/2018/08/01/veja-5-fatos-sobre-a-colonizacao-suica-no-brasil-e-chegada-a-terras-friburguenses-no-rj.ghtml NOVA FRIBURGO https://thewettingenpost.com/tag/nova-friburgo/
Debret as montanhas e o terreno do Rio de Janeiro https://www.suicosdobrasil.org.br/introducao Fig, 04 – Os migrantes suíços foram jogados para o interior do Brasil que ainda era um imenso oco com a população concentrada nas suas cidades litorâneas. Neste interior do Brasil foram destinados para uma fazenda falida e alojados numa senzala em ruinas Os suíços foram forçados a aprender a cultivar e refazer sozinhos todo o histórico de sua terra de origem e com escasso tempo e recursos nas montanhas do despejados Canta Galo no Rio de JANEIRO Nesta sua inciativa tiveram todos os percalços legais para receberam os seus lotes rurais e iniciar uma agricultura com plantas das quais pouca sabiam . O governo brasileiro não ajudou, não cumpriu o que havia contratado e só aguardava a sua falência para atrair e iludir outros emigrantes Os IMIGRANTES SUIÇOS no BRASIL e asu própria VOZ https://www.scielo.br/j/hcsm/a/YFx54hyLJqZDjSLpp4FnqNK/?lang=pt A retirado do governo unificado e central no passado próximo de PORTUGAL, BRASIL e ALGARVES estava trouxe como consequência a falência do PRIMEIRO BANCO do BRSIL. A corte na sue retirada deixou as dividas e levou os créditos desta experiência econômica. Banco do Brazil.
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Papelmoeda1810.jpg As montanhas e o terreno do Rio de Janeiro Fig, 05 – O primeiro BANCO DO BRASIL necessitou não só se constituir como se adaptar a sua ação brasileira com as melhores praticas da Europa Este BANCO era algo inédito e teve de reverter o o ESCAMBO ECONÔMICO de BENS e de SERVIÇPS característico a ÉPOCA COLONIAL Enquanto isto a ERA INDUSTRIAKL BRASILEIRA e a SUA ECONOMIA eram algo absolutamente inédito nesta terra onde ainda ressoava o Alvará de 05 de janeiro de 185 Dona MARIA I proibindo e punindo qualquer veleidade industrial . Alvará de 05 de janeiro de 1785. Dona MARIA I https://www.historia-brasil.com/bibliografia/alvara-1785.htm O Banco do Rio-de-Janeiro se acha de tal modo arruinado pelas manobras da passada Administração, que naõ pôde por isto deixar de aflectar mui seriamente o commercio daquella província e talvez a de outras do Brazil. O plano, que os Directores agora adoptáram, para os seus pagamentos, prova ou a sua falta de conhecimentos nessas matérias, ou a incapacidade do Banco de restabelecer o seu credito. As notas do Banco haõ de ser pagas nas seguintes proporçoens :— de reis: em papel: prata: cobre. 1:000.000 800.000 150.000 50.000 IOO.OOO 75.000 15.000 10.000 50.000 10.000 6.000 4.000 10.000 — — 10.000
Fig, 06 – O PRIMEIRO BANCO do BRASIL nasceu com a transferência do dinheiro de Dom João VI e dos seus cortesões ao Brasil e funcionou entre 1808 até 1821 . Com o retorno, desta corte para Lisboa, estes lastro econômico desapareceu. Sem reservas este banco teve se encerrar sias atividades e tratar de criar uma segunda experiência Ora nestes termos naõ pôde haver quem queira ter negócios com tal Banco. Queimaram-se 800:000.000 de papel, mas o descrédito continua, e a prata desapparece da circulação. Até o cobre tem um ágio. A prata tem o ágio de 7 a 8 por cento; e o ouro chega a ter o ágio de 28 por cento.
http://sterlingnumismatic.blogspot.com/2017/07/bilhetes-e-notas-1-do-primeirobanco-do.html As montanhas e o terreno do Rio de Janeiro Fig, 07 – As primeiras transações bancarias dos primórdios do BANCO da BRASIL ocorreram num predo multiusos da RUA DIRETA, atua 1º de MARÇO, do Rio de Janeiro Gozando das garantias e proteção legal dos sucessivos governos angariou clientes e eventuais sócios que o sutemtaram durante os seu dois séculos completos de existência Se estas desgraças affectassem somente o Banco, grande como éra o mal, seria supportavel, por comprehender somente uma classe de pessoas; mas evidentemente a falta do numerário ai mina todo o paiz, e se as Cortes naõ derem sobre isto alguma providencia, as conseqüências podem ser da natureza a mais séria. , De outro lado esta lacuna do poder central apresentava uma nítida fratura e que irá consumar em setembro de 1822 com a separação definitiva e irreversível O que os súditos da corte e do governo PORTUGAL, BRASIL e ALGARVES sentiam e suportavam era as consequências deste DESGOVERNO. No entanto permaneceu a casa dos Bragança como permanecei a nobreza latifundiária fundada sobre a escravidão legal já não mais vigente em Portugal Este traço deste DESGOVERNO só aprofundou-se e se evidenciou apos setembro de 1822 e continua a se aprofundar-se em novembro de 2021 Não bastou a separação definitiva e irreversível do REINO UNIDO de PORTUGAL, BRASIL e ALGARVES. O estrago já estava firmemente consolidado no INCONSCIENTE COLETIVO BRASILEIRO. Os sucessivos bandos souberam aproveitar este estrago para os seus próprios interesses. Assim permanece num devir a SOBARANIA do PODER ORIGINÁRIO BRSILEIRO
A figura do pedinte Jaime Andrade de Almeida esmolando pelas ruas de SALVADOR BAHIA Fig, 08 – A disparidade econômica, as diversas formas de economia e rápida evolução tecnológica deixam cada vez mais cidadãos para trás e a pé O governo brasileiro não ajuda, não cumpre o que contrata e só aguarda retorno da apoios políticos populistas. Enquanto isto a POPULAÇÂO de RUA crescem, desaparecem SÒLIDOS EMPREOS com GARANTIAS LEGAIS, ECONÔMICAS BÀSICAS e linha de pobrezas aumenta se forma assultadora “O presidente Bolsonaro está disposto a entregar esse patrimônio bicentenário do povo brasileiro de mão beijada para o capital privado. Dependesse do ministro da Economia Paulo Guedes, o BB já teria sido privatizado. Ele disse isso abertamente naquela fatídica reunião que se tornou pública”. A dirigente se refere à reunião do dia 22 de maio último. Entre os impropérios proferidos por Bolsonaro e ministros, Guedes soltou o descompensado e grosseiro: “Tem que vender essa porra logo
Ameaças de BOLSONARO e a potencial intervenção o BANCO DO BRASIL https://www.bbc.com/portuguese/brasil-58479785 As montanhas e o terreno do Rio de Janeiro Fig, 09 – O POPULISMO em larga escala e sustentado por apoiadores interesseiros e fanatizados por aparatos numéricos digitais pouco favorece uma ms[lida, equilibradas e universal economia. Nesta situação os bancos vegetam ou são periodicamente esvaziados dos seus lastros e transferidos para a Suíça e outros paraísos fiscais O governo brasileiro não ajuda, não cumpre o que contrata e só aguarda a sua falência para iludir mais aventureiros econômicos que vivem destes embustes e assaltos.. DINHEIRO SECRETO PARA APOIADORES https://www.socialismocriativo.com.br/bolsonaro-liberou-orcamento-secreto-de-r-12-bi-as-vesperas-de-votacao-da-pec-dos-precatorios/ As AMEÇAS em 2021º e o primeiro BANCO de BRASIL https://www.bancarios-es.org.br/o-primeiro-banco-do-brasil-completa-212-anos/ O NEGACIONISMO como CRIME https://www.diarioconcepcion.cl/opinion/2021/11/06/derecho-a-la-verdad.html FESTIVAL de AMEAÇAS https://noticias.uol.com.br/colunas/leonardo-sakamoto/2020/05/28/focado-em-sobreviver-bolsonaro-ameaca-democracia-e-potencializa-a-pandemia.htm FESTIVAL DE BOBAGENS MUNDIAIS https://www.correiobraziliense.com.br/mundo/2021/11/4960895-ricos-sao-os-que-mais-contribuem-para-a-catastrofe-climatica.html Governo BOLSONARO gastou R$ 18.300.000,00 para DIVULGAR nota de R$ 200,00 https://www.redebrasilatual.com.br/politica/2021/11/governo-bolsonaro-gastou-mais-para-divulgar-nota-de-r-200-do-que-para-informar-sobre-prevencao-a-covid-19/?fbclid=IwAR1ZxeklSvkh817A0bKkCriXwfL6AlYem0Nn1frgzD2L2JHE1jZaznc3F3I COROA & CETRO https://www.thetimes.co.uk/article/crown-and-sceptre-by-tracy-borman-book-review-hrvr3tls5
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conciliar, quiz tractar por menor a importante provincia da Bahia.

sexta-feira, 8 de outubro de 2021

214 – NÃO FOI NO GRITO – OUTUBRO de 1821 de 2021

Os SUIÇOS na AUTONOMIA da FAVELA no BRASIL Correio Braziliense VOL. XXVII. N*. 161 outubro de 1821 , pp, 338 - 340 - Política. VOL. XXV11. No. 161. “Examine-se o modo porque o Negociador Português na Suíça empregou o dinheiro, destinado a fazer transportar os cólons, com toda a comodidade, e não apinhoados em navios, aonde adquiriram moléstias contagiosas, de que tantos morreram. Examine-se porque, havendo tantas terras devolutas no Brasil, se comprou por alto preço uma fazenda a um particular, para nela fundar a colônia.” Correio Braziliense VOL. XXVII. N*. 161 outubro de 1821 , p. 340
As montanhas e o terreno do Rio de Janeiro Fig, 01 – As terras da Suíça natal haviam sido conquistadas e cultivadas ao longo de séculos como uma espécie de refúgio contra as hordas de bárbaros que assolavam as melhores terras da Europa Porém os suíços foram forçados a refazer sozinhos e com escasso tempo e recursos todo o histórico de sua terra de origem nas montanhas do despejados Canta Galo no Rio de JANEIRO onde haviam fracassadas e se arruinaram as fazendas. O governo brasileiro não ajudou, não cumpriu o que havia contratado e só aguardava a sua falência par iludir mais emigrantes. Ao examinar e avaliar a crua sorte e desamparo a que foram condenados os COLONOS SUIÇOS no BRASIL não dá para descartar a comparação co, imagem da AUTONOMIA da FAVELA a que os POLÍTICOS condenam os que buscam a melhor SORTE no BRASIL Todos conhecem a penúria, a miséria e desamparo em que vive e vegeta qualquer FAVELA do BRASIL AUTONOMIA, Diante de tanta miséria, ninguém molestava os COLONOS SUIÇOS que emigraram ao no BRASIL 1818 Ao contrario todos os deixavam penar até o seu extermínio como havia acontecido com os infelizes que haviam atendido ao governo do Marques de Pombal no Forte do Amapá. Caso não fosse a cultura dos COLONOS SUIÇOS , a sua solidariedade reciproca e seu projeto coletivo eles teriam o destino de milhões de migrantes no Brasil que engrossariam os pontos altos das periferias das metrópoles Em outubro de 1821 como no Brasil em outubro de 2021 as JURAS e as PROMESSAS dos políticos do GOVERNO apenas dão instrumentos para as práticas mais odiosas de MEDIADORES, ATRVESSADORES e INTERESSEIROS para extraírem o último alento das crianças, mulheres e homens que se deixaram seduzir por seu discursos. Esta mesma praga odiosa de INTERESSEIROS ATRVESSADORES e de MEDIADORES levou ao extermínio e morte 600.000 brasileiros, em outubro de 2021 por meio de promessas falsas doses milagrosas poções magicas contra o COVID-19. Colônia de Suissos no Brazil.. He mui importante para o credito e honra do nome Poitugiiez, que as Cortes da Naçaõ saibam o que se passou em Londres, a respeito da Colônia de Suissos no Brazil ; e esperamos, que sobre esta matéria se ciem algumas providencias. Aos 27 de Septembro houve um ajunetamento dos Suissos, residentes em Londres, para deliberarem sobre o estado miserável de seus patrícios, que tinham ido estabelecer-se no Brazil, sobre a protecçaõ do Governo daquelle paiz. Leo-se o relatório da Commissaõ, nomeada em um ajunetamento anterior, para expor o estado daquella Colônia.
O CONTEXTO dos primeiros SUIÇOS no BRASIL http://www.rodrigotrespach.com/2014/07/25/10-informacoes-importantes-sobre-a-imigracao-alema-no-brasil/ Fig, 02 – O destino do suíços foi, em 1818, um latifúndio arruinado e abandonado de uma antiga fazenda e das suas senzalas . Par os novos emigrantes o clima, a vegetação e os modos de produção possíveis, os vegetais e os alimentos eram radicalmente diferentes de sua terra de origem Este relatório, que he demasiado longo para podermos inserillo por extenso; começa expondo os motivos desta associação caridoza, para soecorrer seus infelizes compatriotas no Brazil; cuja colônia foi visitada por Mr. Schmidlmeyer, a fim de poder correctamente informar esta associação, e ajunetava o relatório uma copia do tractado entre S. M. Fidelissima e o Cantaõ de Friburgo, para a formação desta colônia no Brazil. As pessoas emigradas montavauí a 2.000, homens, mulheres e crianças; iam debaixo da protecçaõ do Governo Portuguez, c sob condiçoens e regulamentos assás próprios. A Commissaõ naõ imputa ao Governo, o que os emigrados sofTréiam no decurso da viagem, nem a falta de preparativos paia os receber no Brazil: politicamente se attribue isto a causas accidenlaes, a naõ estarem os matos roçados, e as terras limpas para receberem os novos habitantes ; pelo que ainda na data das ultimas noticias se achavam muitas familias em estado de naõ poderem proenrar sua subsistência, e sem saberem que terras ou porçaõ de terra ihes cabia em sorte.
Os primeiros SUIÇOS no BRASIL https://novaescola.org.br/conteudo/2043/a-imigracao-suica-no-brasil Fig, 03 – A persistência e a impossibilidade do retorno para a Europa foram o diferencial nesta catástrofe previsível. Assim paisagem de Nova Friburgo em 1870 numa vista de Dom Pedro II mostra os resultados desta pertinácia e trabalho dos emigrantes do ano 1818 No entanto os suíços estiveram para entregar o pontos na no de 1821 quando os seus patrício em Londres resolveram denunciar todos os malfeitos nos últimos três anos e mostra-los ao mundo Alguns, depois de lerem Tocado e limpado terras, disséram-lhes que pertenciam a outnmje foram consequentemente obrigados a começar de novo os seus trabalhos em outra parte. 0 descuido e negligencia, neste ponto, he evidente, mas a Commissaõ, passando por isso sem fazer observação nlgnma,^só mente expressa a sua esperança de que S. M. Fidelissima fará com que seu Governo ponha em exeençaõ suas bcnrvolas inten çocnR, significadas no tractado; principalmente polo que respeita as terras concedidas á municipalidade da colônia, melhoramento das estradas publicas, e medição dos terrenos, assim como a clara verificação das datas aos diversos oecupantes.
Os SUIÇOS https://g1.globo.com/rj/regiao-serrana/noticia/2018/08/01/veja-5-fatos-sobre-a-colonizacao-suica-no-brasil-e-chegada-a-terras-friburguenses-no-rj.ghtml Fig, 04 – Em outubro de 1821 a memoria estava bem presente tanto para os emigrantes suíços como para os seus patrícios. Uma destas memórias era a forma como eles foram amontados nos portos europeus para receber transporte através do Atlântico rumo ao Brasil. De fato só conseguiram sair destes acampamentos no porto em navios cargueiros de transporte sem a mínima e necessária condição para acomodar crianças, mulheres e velhos A Commissaõ louva positivamente os esforços charitativos de muitos indivíduos no Brazil, a favor das viuvas e orfaõs de alguns desses colonistas, que tem morrido ; mas assevera, que esses soccorros naõ saõ sufficientes; e muitos dos colonistas teriam morrido de miséria e desesperaçaõ, se naõ fosse a firmeza e bom manejo do Clérigo, que acompanhou a Colônia, do Coramissario de Policia, e outras pessoas da mesma colônia, que confortam, animam e dirigem os colonistas. Conclue a Commissaõ propondo uma subscripçaõ, ou contribuição voluntária, para o auxilio da quelles colonistas no Brazil. O Ajunetamento approvou o relatório ; e que se participasse isto aos Suissos em Paris, e a um Committé de Suissos, que ja existe, para o mesmo fim, no Rio-de-Janeiro. E procedeo-se á collecta, que foi logo assas abundante, para dar esperanças de seu bom exito
J Os SUIÇOS no BRASIL https://www.suicosdobrasil.org.br/na-bagagem Fig, 05 – Se o passaporte valeu para sair da SUIÇA já não valia para nada depois do empobrecimento geral e da miséria geral na qual foram jogadas. Também nã valia mais para nada poiis não havia mais dinheiro para a viagem de retorno, De outra parte os países europeus exigiam, destes migrantes, a renuncia da cidadania de sua pátria de origem. Podiamos notar aqui, que, apezar da moderação com que neste Ajunetamento se fallou dos culpados nas desgraças daquelles emigrados Suissos, nós temos bastantes informaçoens particulares para dizer; que desde o sen alistamento na Suissa, ate o seu estabelicimento no Canta Gallo, houve uma continuada prevaricação da qual resultou toda a miséria dos colonistas. Pede pois a honra nacional, pede o interesse da população do Brazil, (1'onde as queixas daquelles infelizes Suissos, e a publicidade de seus soffrimentos deve afugentar os Europeos, que para ali quizessem emigrar ; o indagar-se seriamente esta matéria, e dar aos culpados tal castigo, que com elle se lave a honra da Naçaõ, e que por elle também veja a Europa, que ha verdadeira intenção de proteger os emigrados para o Brazil, contra as concussoens e prepotencias dos empregados públicos. Fxamine-se o modo porque o Negociador Portuguez na Suissa empregou o dinheiro, destinado a fazer transportar os colonistas, com toda a comraodidade, e naõ apinhoados em navios, aonde adquiriram moléstias contagiosas, de que tantos morreram.
Os SUIÇOS https://g1.globo.com/rj/regiao-serrana/noticia/2018/08/01/veja-5-fatos-sobre-a-colonizacao-suica-no-brasil-e-chegada-a-terras-friburguenses-no-rj.ghtml Fig, 07 – Dos 2.000 suíços, pereceram, 300 deles no mar vitimas das doenças em navios de carga. Sem assistência médica sem fiscalização sanitária., a longa e insegura viagem ao Brasil deixou um rastros e morto jogados ao mar, Os sobreviventes não tiverem melhor sorte do que os escravos no se desembarque dos escravos trazidos da África em condições semelhantes Examine-se porque, havendo tantas terras devolutas no Brazil, se comprou por alto preço uma fazenda a um particular, para nella fundar a colônia. Examine-se porque, quando os colonistas chegaram ao Brazil, naõ estavam prontos mantimentos para os sustentar; transportes para os conduzir ao lugar de seu destino, e accoromodaçoens convenientes ; assim como demarcação feita dos terrenos, que se deviam dar a cada família; e regulamentos arranjados para a distribuição das terras divididas em datas, e demarcadas. Se as Cortes deixarem passar sem exame um facto destes, tam conspicuo no Mundo, roa) pode a Naçaõ esperar lavar-se da nodoa, de ser cúmplice, cornos culpados nas desgraças daquelles colonistas : nem o Governo esperar, que haja alguma útil emigração para o Brazil, em quanto durar a lembrança de tam cruéis prevaricaçoens.
As mortes por COVID-19 https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2021/01/08/senadores-lamentam-marca-de-200-mil-mortes-por-covid-19 Fig, 07 – A atroz visão de outubro de 2021 da devastação da COVID-19 relembra que nada mudou na política brasileira desde outubro de 1821 A mesma improvisação, as mesmas falsas promessas, os mesmos gananciosos po lucros com as catástrofes alheias. Certamente a sorte de 2.000 suíços em outubro de 1821 esta distante do extermínio e morte 600.000 brasileiros, em outubro de 2021. Porém na essência são as mesmas promessas falsas para seduzir as vitimas, espolia-las e de tudo e da própria vida. Se em 1821 era a miragem da AMERICA, Em 2021 é a promessa da cura diante d COVID. 19- A mesma praga odiosa de INTERESSEIROS ATRVESSADORES e de MEDIADORES não cumpriu as suas promessas, lucrou com os infelizes e saiu se vangloriando dos seus mal0feitos.
Emigração de SUÍÇOS ao BRASIL: “sempre se acharão alguns descontentes” NÃO FOI no GRITO nº181 https://naofoinogrito.blogspot.com/2019/04/179-nao-foi-no-grito.html . Os primeiros SUIÇOS no BRASIL https://novaescola.org.br/conteudo/2043/a-imigracao-suica-no-brasil Os SUIÇOS no BRASIL https://www.suicosdobrasil.org.br/na-bagagem O CONTEXTO dos primeiros SUIÇOS no BRASIL http://www.rodrigotrespach.com/2014/07/25/10-informacoes-importantes-sobre-a-imigracao-alema-no-brasil/ A ONDA DE IMIGRANTES http://brasil-alemanha.com/capitulo/19sec/Primeiros-imigrantes-alemaes-no-campo.php Os SUIÇOS https://g1.globo.com/rj/regiao-serrana/noticia/2018/08/01/veja-5-fatos-sobre-a-colonizacao-suica-no-brasil-e-chegada-a-terras-friburguenses-no-rj.ghtml NOVA FRIBURGO https://thewettingenpost.com/tag/nova-friburgo/ As mortes por COVID-19 https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2021/01/08/senadores-lamentam-marca-de-200-mil-mortes-por-covid-19 Em outubro de 2021 BRASIL atinge 600,000 mortes por COVID 19 https://noticias.r7.com/saude/vacinas-freiam-mortes-mas-brasil-perde-600-mil-vidas-para-a-covid-19-08102021?utm_source=pushnews&utm_medium=pushnotification
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sábado, 4 de setembro de 2021

213 – NÃO FOI NO GRITO – SETEMBRO de 1821 de 2021

213 – PALAVRAS ao VENTO, PROMESSAS e JURAS de POLÍTICOS. Correio Braziliense VOL. XXVII. N*. 160 setembro de 1821 , pp, 186 - 191 - Política. “Brasileiros! Nossos destinos são ligados; vossos irmãos não se reputarão livres, sem que vós o sejais também: vivei certos disso; e convencei-vos de que os seus Deputados, como representantes de toda a nação, estão prontos a sacrificar até a sua própria existência, para que ela seja tão livre e tão feliz, quanto o pôde e o merece ser”.,
Jose Maria VELOSO SALGADO (1864-1945) “AS CORTES CONSTITUINTES de 1821” pintura 1921-1923 https://www.parlamento.pt/Parlamento/Paginas/As-Cortes-Constituintes.aspx Fig, 01 – As CORTES CONSTITUINTES de 1821 eram novidade pela sua amplitude e pelo fato de COLOCAREM um TEXTO LEGAL ACIMA do TRONO REAL. No entanto as suas evidente fragilidades consistiam no REPERTÒRIO PESSOAL de cada CINSTITUINTE sem experiência ADMINISTRATIVA por uma ELITE FALANTE com VOZ e VEZ. e sem a VOZ e VEZ do PODER ORIGINARIO da NAÇÂO PORTUGUESA. NAÇÂOI IMAGINADA sem as MULHERES,, dos ESCRAVOS LEGAIS das COLONIAS espalhadas pelo mundo e muito menos de POVOS ORIGINARIOS das colônias lusitanas A tradicional verborreia escondia a certeza dos POLÍTICOS com a POSSE dos CARGOS tanto em Portugal em setembro de 1824 como no Brasil em setembro de 2021 Manejando e criando leis e situações constrangedoras e ridículas para a NAÇÂO e o GOVERNO, com PALAVRAS ao VENTO, PROMESSAS e JURAS que os APOIADORES devem FAZER como BEDEIS Estes mesmos políticos - protegidos pela posse de cargos com de LEIS especiais - que desfaiam a HARMONIA de PODERES e dividem a nação em FECÇOES inteiramente artificiais com grande perigo de romper os CONTRATOS mais elementares do BEM COMUM. A noticia da CHEGADA de DOM JOÂO VI de volta à LISBOA em 03 de 1ulho de 1821 reforçou a sensação e a esperança da POSSE dos CARGOS daqueles que se ergueram como CORTES CONSTITUINTES de Portugal, No entanto foi um golpe de morte nas relações colônias lusitanas e brasileiras. Correio Braziliense VOL. XXVII. N*. 160 setembro de 1821 , pp, 186 - 191 - Política. REYNO UNIDO DK PORTUGAL BRAZIL E ALGARVES ProolamaçaS das Cortes aos habitantes do Brazil. A heróica rosoluçaõ, que haveis tomado, de seguir a causa da pátria, e correr a sorte de seus valorosos filhos, acabou de consolidar para sempre o majestoso edifício da liberdade da independência nacional. Promettendo adoptar a Constituição Política, que fizerem as Cortes Geraes » Extraordinárias, vós contrahistes a obrigação de adoptar também as Bazes, que ei Ias ja decretaram, e que a naçaõ tem abraçado, c jurado, como preliminares de sua venturosa regeneração.
Fig, 02 – As CORTES CONSTITUINTES de 1821 colocaram acima dos seus membros individuais um CONTRATO PÚBLICO expresso num REGIMENTO INTERNO . A PUBLICIDADE, deste REGIMENTO deu-se por meio da IMPRENSA NACIONAL. De outra parte, um jornalismo vigilante e diversificado acompanhava cada sessão e fazia circular estas informações para um PUBLICO RESTRITO de LEITORES e DETERNTORES, EM GERAL, da ECONOMIA LUSITANA ,Em contrapartida\a este JORNALISMO cobrança uma LIBERDADE de IMPRENSA, notadamente COOREIO BRAZILIENSE. Nellas vereis lançados com maõ segura e acautelada os traços fundamentaes desse mara vilhoso monumento, que vai ser levantado pelo sublime esforço da constância e da virtude, sobre as ruínas do des potismo e da arbitrariedade. Nellas vereis o mais segu ro apoio da felicidade dos Portuguezes; porque éllas en cerram a declaração authentica dos direitos do homem, a salvaguarda das suas franquezas, e o resumo de suas rela çoens sociaes, intimameute ligados com sua existência política. Uma Religião sancta, professada e sustentada com o fundamento da moral publica ecomo fonte perene da geral prosperidade. Um Monarcha Constitucional, como primeiro magistrado, e chefe da naçaõ, que o esco lheo. Direito da successaõ ao throno para evitar as com moçoens dos interregnos. Poderes soberanos em fimdis tinctos e separados, mas deveres e obrigaçoens mutuas do Rey para com o Povo, e do Povo para com o Rey, saõ outros tantos principios sanccionados nas Bazes, que affi ánçam a felicidade da naçaõ, elevanda-a ao eminente lu gar, que ella deve occupar entre as grandes naçoens, e fixando para toda a duração dos séculos a epocha mais brilhante e mais gloriosa de seus fastos, e aconteeciinentos políticos. Brazileiros ! O Congresso naõ duvidava dos vossos sentimentos patriocos e liberaes, mas elle respeitava o direito, que só a vós pertencia de manifestar com petentemente vossos desejos. Decretou por isso, que vós farieis parte da grande família Portugueza, logo que tivesses declarado vossa adhesaõ ao novo pacto social, que ella acabava de fazer. Assim, quando vós repetistes com tanto enthusiasmo o grito, que resoou do Douro ao Tejo, quando vós fizestes conhecer tam solemne e espontanea mente a vossa vontade, vós prendestes maravilhosamente em laços indissolúveis um a outro hemisfério, e pela mais depurada e solida política vos unistes em um só interesse os interesses de tantos habitantes, por centenares e cen tenares de léguas. He preciso, com tudo, que vossos de putados venham completar o quadro da representação nacional, para auxiliar as Cortes em suas laboriosas tarefas, e tornar nas deliberaçoens a parteque devem ter. O Con gresso irá entretanto continuando a marcha augusta, fir me e regular, com que tem principiado a reforma dos abusos, que oppiimem a naçaõ. A liberdade da impren sa, esta irmaã gêmea da liberdade civil e política, esta filha querida dos Governos representativos, he hoje o pri meiro e mais apreciável direito do cidadão Portuguez. A Inquisição e a Inconfidência, verdadeiros monstros na ordem social, e horrível invento dos déspotas e dos ty rannos, ja naõ existem.
Fig, 03 – Os DETERNTORES DO ECONIMA LUSITANA tiveram oportunidade para verem e serem vistos pelas CORTES CONSTITUINTES de 1821. Esta presença era reforçada pelas INFIRMAÇÕES de CADA SESSÃO que CIRCULAVAM para um PUBLICO RESTRITO DE LEITORES.. Figuras que buscavam prestígio publico sem terem VOZ e VEZ. No entanto esta ELITE LETRADA e FALANTE alimentava um circulo de elogios recíprocos A humanidade e a razaõ tem recobrado seus foros. Os differentes ramos da pubtica administração vam tomando uma nova face: a marcha dos negócios ja he outra. Uma severa economia preside â despeza da fazenda nacional, que naõ será mais consu mida em desperdícios, ou indiscretas mercês, e naõ me recidas tenças. O thesouro publico entregue a maõs fieis e vigilantes naõ será mais a preza de ambiciosos áulicos, nem de perversos conselheiros. Uma judiciosa fiscalização dá ja esperanças de que a naçaõ poderá pa gar em poucos annos a divida, que tem reconhecido, sem augmentar mais tributos, e sem faltar ás urgências diárias. Uma caixa de amortização com fundos próprios, appli cados a este objecto, segura os credores do Estado, e res tabelece o credito do Governo. Tracta-se da reforma e reducçaõ do exercito até ao ponto em que seja bastante para fazer a vossa e a nossa segurança, e cuida-se da ma rinha de guerra, a tal ponto arruinada, que só se conhece agora pelos dispendiosos e quasi inúteis estabelicimentos que delia nos restam. Hoje he demonstrada a necessi dade de levar ao mais perfeito estado, que possível for, esta parte da força publica. Naõ ha com effeito outro meio de restabelecer nosso commercio, conservar o se nhorio de nossos mares, defender as suas costas, e fazer respeitar nossa bandeira: mas as Cortes tem projectado diminuir, neste ramo, o apparato, augmentando a reali dade. Os Ministros e empregados públicos saõ vigiados em sua conducta, e a sua responsabilidade he ja effecti va. Muitos tem sido demittidos, por indignos, dos luga res que occupavam. Fiscalizam-se os salários: e os or denados saõ postos na proporção, que devem ter em um systema constitucional. Naõ haverão mais officios cre ados só para empregar homens, e esses quasi sempre in dignos de qualquer emprego. Tem-se adoptado outras muitas medidas sobre diversos ramos de publico e univer sal interesse. A agricultura, o commercio, a industria, como fontes da riqueza nacional, tem merecido ao Congresso um particular cuidado e vigilância.
Jose Maria VELOSO SALGADO (1864-1945) Retrato do Arcebispo da BAHIA Frei VICENTE da SOLEDADE DUAS DE CASTRO 1920 Pintura Teça sobre madeira 49,5 x 26 cm Museu da Assembleia de Republica Lisboa https://pt.wikipedia.org/wiki/Vicente_da_Soledade_e_Castro Fig, 04 – O CLERO não era nomeado na presente noticias, No entanto ele continuava como parte integrante do poder monárquico constitucional de PORTUAL como do BRASIL IMPERIAL. A fidelidade deste alto funcionário do clero de do Regime Português certamente fez com que a capitania da Bahia retardasse a sua adesão à SOBERANIA RASILEIRA para o dia 02 de julho de 1823 os a mesma origem, e a lembrança atê de que tem pezado sobre nós as mesmas deBgraças, nos persuade de que devemos ter também to dos a mesma-fortuna. E na verdade, que outra cousa he mais conforme a nossos mútuos interesses? Habitando o paiz mais feitil e mais rico dos que se conhecem, nós naõ precisamos para sermos venturosos senaõ de boas leys, e executadas por um Governo bem organizado, e que saiba tirar todo o partido, que offerece nossa vanta josa situação. Este governo existe ja. Cada dia se vai melhorando o systema administrativo: cada dia augmen ta a força da opinião, que reconhece a necessidade de manter a nova ordem das cousas; porque ella dá ja em resultado verdadeiros bens; de que naõ itinham gozado nuuca. Esta he hoje a convicção de todos os Portugue zes: os que a naõ adquiriram ainda perderam esse nome. Ei Rey acaba de chegar a este Reyno, e a sua entrada em Lisboa deo nova oçcasiaõ aos habitantes e ao Con gresso, de manifestarem o amor, que consagram á sua pessoa, e a veneração, que tem por suas virtudes. Naõ faltou demonstração alguma publica de respeito, que lhe he devido; e, no meio da maior ordem e tranquilli dade, foi geral a satisfacçaõ e alegria da capital ao tornar e ver seu Monarcha Constitucional. O juramento solem ne, que S. M. deo na presença das Cortes, promettendo observar e fazer observar as Bazes da Constituição, poz o ultimo sello â confiança publica, e acabou de socegar aquelles, que se lembravam de duvidar dos seus senti mentos, só porque elle chegara cercado desses homens muos, que tam grande parte tiveram nas desgraças da patria.
Estudo de figuras humanas (José Ferreira de Moura, Agostinho José Freire, Manuel Borges Carneiro)_-_ para a tela “Cortes Constituintes de 1821” de VELOSO SALGADO Fig, 05 – Os nomes dos personagens e as individuações CONSTITUINTES da CORTES de 1821 eram coerentes com a ascensão da burguesia que aos poucos ocupavam os lugares e os títulos da nobreza decadente No entanto esta burguesia, em ascensão, permanecia o REPERTÒRIO PESSOAL nos seus hábitos, nomes e origem familiar As Cortes manifestaram a necessidade de os seps rar para longe de uma cidade, á qual tanto escandal tem dado. Com isso conseguiram elles também escapa a outras demonstraçoens do desprezo publico, que o acompanhará, toda a via, em qualquer parte era que 81 acharem. Tal he, habitantes do Brazil, nossa politia situação; e â vista delia, que mais podemos nós desejar: He mantida a nossa liberdade; protegida a nossa segu rança; e respeitada a nossa propriedade: que maiores oi que mais sólidas vantagens offereeerá por tanto qualquei outra forma do governo. Acaso poderemos nós illudir nos ainda com essa idea chimerica de uma liberdade pou co menos que illimitada? Acaso seria possível conse gui Ua, sem commoçoens, sem violências e sem desgra ças? E, conseguida ella, de que nos serviria? Seria mos nós por ventura mais felizes ? As luzes do século regeilam hoje tam arriscados como indiscretos desejos; e uma desgraçada experiência tem convencido os homens de que devem viver livres, mas que deve também ser ex ercitada de modo, que se prevlnam as revoluçoens vio lentas, e se mantenha a maior harmonia entre a legisla ção e os conhecimentos úteis á humanidade, e necessá rios á felicidade dos povos. He preciso respeitar o voto geral das naçoens. Lançai os olhos pela historia, e ve reis qual tem sido o resultado da luta dos partidos e das facçoens. O estrago, a assolaçaõ e a morte, companhe iras inseparáveis da anarchia, e da guerra civil, foi sem pre e está sendo ainda hoje a sorte dos paizes, em que as paixoens fometáram a desunião e a discórdia entre os seus concidadãos. Habitantes do Brazil!
http://phsocialclub.blogspot.com/2013/09/historias-pitorescas-da-viuva.html Fig, 06 – A figura e o nome do presidente das CORTES CONSTITUINTES de 1821 era uma espécie de “CULPADO DE TUDO” e que não tinha menor recurso ao crime de “LESA MAJESTADE” para se defender . Assim fazia sentido o soneto de BOCAGE contra presidente das CORTES CONSTITUINTES de 1821JOSE JOAQUIM FERREIRA DE MOURA e contra cujos versos esta autoridade nada podia fazer, Esta liberdade abriu um enorme espaço para a critica, a caricatura e charges contra edestas AUTORIDADE de PLANTÂOe CULPADO de TUDO Continuai a imitar a moderação, que nesta epocha memorável tem manifestado vossos irmaõs. He só no socego, ena uniaõ dos sentimentos patrióticos, que se formam custumes, e se adquirem esses hábitos, essencialmente necessários para a mudança que fazemos. Naõ he de outro modo que se fortalece um espirito publico, e um character na cional» esta virtude, verdadeira origem de todas as ou tras virtudes sociaes e cívicas, que distingue e enobrece os povos civilizados, e de que os Portuguezes naõ saõ menos capazes, nem precisam menos. Brazileiros! Nos sos destinos saõ ligados ; vossos irmaõs naõ se reputarão livres, sem que vós o sejais também: vivei certos disso; e convencei-vos de que os seus Deputados, como repre sentantes de toda a naçaõ, estaõ promptos a sacrificar até a sua própria existência, para que ella seja tam livre e tam feliz, quanto o pôde e o merece ser. Paço das Cortes 13 de Julho de 1821. JOZE JOAQUIM FERREIRA DE MOURA. Presidente. JOAÕ BAPTISTA FELGUEIRAS. Dep. Secr. AGOSTINHO JOZE FREIRE. Dep. Secr.
Fig, 07 – No dia 01 de outubro de 1822 Doma JOÂO VI subscrevei CONSTITUIÇÂO de PORTUGAL. Nesta data o filho dele Dom Pedro II já havia aderido e formalizado o a SOBERANIA na qual a CONSTITUIÇÂO assinada pelo seu pai não fazia mais semtido. Com certeza a proclamação da Soberania Brasileira deve ter surpreendido estas inúteis PALAVRAS ao VENTO, PROMESSAS e JURAS de POLITICOS dos deslumbrados com suas estreitas visões e concepções metropolitanas. Com as suas inúteis PALAVRAS ao VENTO, PROMESSAS e JURAS de POLITICOS jogavam no lixo qualquer projeto mais ousados de dar um novo sentido para o imenso universo lusitano reunido com tanto trabalho e empenho dos seus antepassados. Estavam distantes de aprenderem com os políticos britânicos depois da perda, em 1776, de sua mais rica colônia. A proclamação da Soberania Brasileira, longa e arduamente construída muito antes e depois do dia 07 de setembro de 1822, fez com que a tradicional verborreia daqueles que se evidenciavam na imprensa, comunicados contrato e juras não tivessem mais o menor sentido para o Brasil. Encantados com a sua voz e poses de senhores recém saídos do anonimato apenas escondiam - nas suas JURAS POLITICAS, PROMESSAS e PALAVRAS ao VENTO, - o essencial e a natureza do processo em andamento.
CORREIO BRAZILIENSE 10.08.2021 O Governo brasileiro - sem mascaras escondidasi atrás e entre militares Fig, 08 – POLÍTICOS com a POSSE dos CARGOS no Brasil de 2021 criam situações constrangedoras e ridículas para a NAÇÂO e o GOVERNO, com PALAVRAS ao VENTO, PROMESSAS e JURAS que os APOIDORES devem FAZER com BEDEIS, Políticos - protegidos pela posse de cargos com de LEIS especiais - que desfaiam a HARMONIA de PODERES e dividem a nação em FECÇOES inteiramente artificiais com grande perigo de romper os CONTRATOS mais elementares do BEM COMUM. Ao examinar, dois séculos depois, em setembro de 2021, a cena politica, administrativa e econômica do Brasil, os acontecimentos das CORTES LUITANAS , de setembro de 1821, em nada perdem a atualidade e contradições, Como em 1821 os acontecimentos políticos brasileiros de 2021, as PALAVRAS ao VENTO, PROMESSAS e JURAS continuam a esconder o essencial e a natureza do processo em andamento. Apenas mudou a lâmpada eletrônica piscando e girando palavras e imagens que apenas interessam a POLITICOS encantados com a sua própria voz e as suas poses de grandes senhores. Em setembro de 2021 lâmpada eletrônica piscando continuam a fazer o papel dos espelhinhos distribuídos aos bugres pelo primeiros colonizadores em troca de terras, riquezas e na submissão servil. Jose Maria VELOSO SALGADO (1864-1945) https://pt.wikipedia.org/wiki/Veloso_Salgado https://sigarra.up.pt/up/pt/web_base.gera_pagina?p_pagina=edifício%20da%20reitoria:%20 josé%20maria%20veloso%20salgado Etudos de Jose Maria VELOSO SALGADO para os CONSTITUINTES e 1821 https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Estudo_de_figuras_humanas_par JOZE JOAQUIM FERREIRA DE MOURA (1776 1829) https://www.parlamento.pt/Parlamento/Paginas/Jose-ferreira-moura.aspx BRIGA ENTRE MAÇONS http://phsocialclub.blogspot.com/2013/09/historias-pitorescas-da-viuva.html O INÚTIL CLAMOR pela UNIÂO. NÃO FOI NO GRITO – julho de 1821 de 2021- Postagem nº 211 – https://naofoinogrito.blogspot.com/2021/07/211-nao-foi-no-grito-julho-de-1821-de.html NOTICIA de setembro de 2021 no Brasil: NUNCA TANTOS CRIMES como no ÚLTIMO ANO “tarefa histórica de colocar os demônios de volta na caixa de Pandora” https://brasil.elpais.com/brasil/2021-08-28/randolfe-rodrigues-nunca-se-cometeram-tanto-crimescomo-nos-ultimos-anos-de-jair-bolsonaro.html PALAVRAS de MINiSTRO da ECONOMIA BRASILEIRA em 2021 https://www.bloomberglinea.com.br/2021/08/04/exclusivo-guedes-diz-que-oposicao-tem-que-pegarsenha-e-esperar-a-proximaeleicao/?utm_source=taboola&utm_medium=referral&tblci=GiBpPBZvZC8tywXHJgJhgiirxpgtz7OrZOZ0u6Rxm1-QiCFylUohLecm53aypQh#tblciGiBpPBZvZC8tywXHJgJhgiirxpgtz7OrZOZ0u6Rxm1-QiCFylUohLecm53aypQh POLITICOS FEDERAIS e PAULISTAS entram em GUERA devido ao MUSEU IPIIRANGA https://www.correiodopovo.com.br/arteagenda/frias-sobe-o-tom-e-ameaça-doria-caso-governadorreinaugure-museu-em-são-paulo-1.684023 AMEAÇA: mas NÂO é capaz de FAZER https://tijolaco.net/o-ultimato-do-jair-vai-fazer-o-que-machao/ ARTE e momento político brasileiro de 2021 https://elastica.abril.com.br/especiais/34-bienal-sao-paulo-diversidadearte/?utm_source=pushnews&utm_medium=pushnotification&utm_campaign=base_vejasp Setembro de 2021 DESCULPAS PELOS FRACASSOS https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2021/09/4947618-salles-diz-que-pesquisadores-saobando-de-comunista-que-faz-pesquisa-sobre-nada.html NIRTE AMERICANOS LONGE de BOLSONARO https://blogs.correiobraziliense.com.br/vicente/embaixada-dos-eua-pede-que-cidadaos-americanosfiquem-longe-de-manifestacoes-a-favor-de-bolsonaro/ PARA MILITAT BRASILEIRO BOLSONARO é LOBO MAU https://blogs.correiobraziliense.com.br/vicente/e-preciso-parar-de-alimentar-o-lobo-mau-diz-general/
Este material possui uso restrito ao apoio do processo continuado de ensino-aprendizagem Não há pretensão de lucro ou de apoio financeiro nem ao autor e nem aos seus eventuais usuários Este material é editado e divulgado em língua nacional brasileira e respeita a formação histórica deste idioma. http://creativecommons.org/licenses/by/3.0/ ASSISTÊNCIA TÉCNICA e DIGITAL de CÌRIO JOSÉ SIMON https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10205784875074212&set=a.1709833538793.209103 1.1026728341&type=1&theater Referências para Círio SIMON E-MAIL prof.cirio.simon@gmail.com SITE desde 2008 http://www.ciriosimon.pro.br/default.html DISSERTAÇÃO: A Prática Democrática http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/1445 TESE: Origens do Instituto de Artes da UFRGS http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/2632 FACE- BOOK https://www.facebook.com/cirios2 BLOG de ARTE http://profciriosimon.blogspot.com.br/ BLOG de FAMÌLIA http://mathiassimon1829.blogspot.com.br/ BLOG CORREIO BRAZILENSE 1808-1822 http://naofoinogrito.blogspot.com.br/ BLOG PODER ORIGINÁRIO 01 http://poder-originario.webnode.com/ BLOG PODER ORIGINÁRIO 02 ARQUIVO http://prof-cirio-simon.webnode.com/ VÌDEO http://www.youtube.com/watch?v=qdqXEg7ugxA

terça-feira, 10 de agosto de 2021

212 – NÃO FOI NO GRITO – AGOSTO de 1821 de 2021

212 – A MUDANÇA da e na CORTE “Nem nos faz duvida, que um plano dessa natureza pudesse inspirar interesses no Brasil opostos aos de Portugal; porque a prosperidade do Brasil será sempre de reciproco proveito a Portugal, e se isto desse origem a uma subdivisão de patriotismo, nem assim o julgaríamos desacertado. É preciso evitar as rixas de uma província com outra, que levam aos feudos e oposições; mas pôde bem deixar-se obrar o espirito de rivalidade, que sendo conduzido por um Governo sábio excita o patriotismo, e incentiva a indústria”. Correio Braziliense VOL. XXVII. N*. 159 agosto de 1821 pp, 156 até 162 Miscellanea
Fig, 01 – O retorno de DOM JOÂO VI a LISBOA iniciou no dia 26 de abril de 1821 com o embarque na GOLEOTA que leva o seu nome condizia a maior parte der sua CORTE. Esta corte e Dom JOÂO VI Levando consigo os tesouros do BRASIL Em PORTUGAL, encontraram uma nação que os via como reliquis de um passado cujas bases haviam ruído. Com certeza foi do mais alto nível o tratamento dado à noticia do retorno de Dom João Vi para Portugal foi realizado dentro das normas mais estritas da imprensa. A matéria dos 68 dias da navegação entre EMBARQUE no RIO DE HANEIRO 26 de abril de 1821 e a DATA da CHEGADA de DOM JOÂO VI de volta à LISBOA, no dia 03 de julho de 1821 não foram objeto desta noticia. O que fato tinha importância era o sentido desta transferência. O jornalista não se deixou levar pelas frequentes especulações deste potencial retorno do rei e da sua corte. nem adiantou qualquer prognóstico sobre o futuro ou que advir deste fato No entanto não permaneceu neutro ou tomou partido de uma das correntes politicas em confrontos continuados. Os seus juízos pairam acima destes torvelinhos passageiros de especulações e ideias oportunistas. Correio Braziliense VOL. XXVII. N*. 159 agosto de 1821 pp, 156 até 162 Miscellanea Rejiexoens sobre as novidades deste mez. REYNO UNIDO DE POKTUGAL BBAZIL E ALCAKVES, Mudança de S. M. do Rio-de-Janeiro para Lisboa.
Fig, 02 – Dom João VI passou 68 dias no mar. Era o regresso de 13 anos de permanência no BRASIL Neste meio tempo garantiu a continuidade dos BRAGANÇAS no PODER tão bem como da nobreza lusitana recompensada pela posse, no Brasil, dos seus escravos No nosso N.° passado haviamos ja dado em resumo a noticia da chegada d'El Rey a Lisboa, agora apresentamos a nossos Leitores os documentos officiaes de maior importância, a este res peito, sendo incompatível com nossos limites o publicar todos, posto que tudo nos parece relevante, em matéria de tam tiausceudente interesse na historia Portugueza. Deliberado S. M. a voltar para a Europa instituio uina Regência na pessoa de S. A. o Principe Real, como se vê do decreto, e instrucçoens, que publicamos a p. 69.: plano este, que, mos trando aos Portuguezes da America a anxiedadc de S. M. pelo bem dos habitatantes daquelle continente, éra a mais acertada medida para assegurar a uniaõ da Monarchia, nesta importante crise. Mas em hora má se permittio, que acompanhassem a El Rey na mesma esquadra certos Duendes políticos, que por suas tra vessuras tinham irritado contra si a opinião publica. Foi logo preciso, que as Cortes atalhassem o mal, que daqui se poderia seguir, se em uma occasiaõde tanto júbilo, como éra a recepção do Monarcha, o povo visse ainda juncto do Rey, pessoas, que lhe érain tara dasagradaveis: assim foi logo resolvido, que as taes pessoas naõ desembarcassem, e ao depois se lhes ordenou que se retirassem para algum lugar distante de Lisboa naõ me nos de vinte léguas, e da costa do mar dez. Pequena demons tração de desagrado da parte das Cortes, que motivaram esta re solução unicamente no desejo de poupar a esses indivíduos os insultos, que o povo irritado lhes poderia offerecer. Mas como os Doendes nunca se acquietam por sua natureza, julgamos que seria mais conducente á publica tranquillidade mandar essa gente travessa para lugares mais distantes lauto da Euiopa como da America, e aonde naõ pudessem machinar cousa aiguina, porque precaução e caldo de galinha, diz o íifaõ, naõ fazem mal a doente. Quem essas pessoas sejam verá o Leitor nos procedimentos da sessaõ 123, (p. 118) e figura em primeiro lugar o III.mo e Ex.™0 Snr. Conde de Palmella. Deixemos pois de parte esses indivíduos, que as Cortes tem posto em socego, se elles quizerem ficar socegados, para con tinuarmos com outros factos importantes. Houve alguma hesitação sobre o desembarque d'El Rey, por ter S. M. entrado no porto demasiado tarde, para que pudesse ser recebido como as Cortes desejavam, assim fez o desembarque no seguinte dia, foi logo á Se, aonde «e cantou Te Deutn, e dahi dirígio-se ás Cortes, aonde sentado no throno, e com seu manto Real, ouvio a oraçaõ que lhe fez o Presidente, e que dei xamos copiada a p. 93. El Rey. achando-se fatigado, retirou-se a outro quarto, e mandou que o seu Ministro, Silvestre Pinhei ro, fosse lêr nas Cortes a falia de S. M. em resposta á do Presi dente ; o que assim se fez, e nós a copiamos a p. 07. As Cortes, continuando em sessaõ, quizéram que El Rey no measse os seus Ministros, pois pela sua chegada se acabava o Governo da Regência, éra preciào saber quem eram os Ministros responsáveis.
Fig, 03 –A preservação da autoridade de Dom João VI recaia sobre o PRINCIPE REGENTE Dom PEDRO de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon que permanece no BRASIL Este Príncipe foi devidamente instruído e municiados por leis que garantiam a continuidade dos BRAGANÇAS no PODER El Rey satisfez a isto pelo decreto, que copiamos a p. 102. Logo depois se apresentou a El Rey a lista dos Conselheiros de Estado, d'onde S. M. devia escolher oito, o que elle fez, pelo officio que copiamos a p. 103. O grande regosijo, que causou a solemnidade d'EI Rey pres tar o seu juramento em Cortes, e cujas particularidades o Leitor achará no resumo das sessoens 123 e 124 ; naõ impedia, que ao outro diase naõ escrutinizassem as expressoens da falia de S. M. como se vê dos debates das seguintes sessoens, até que resultou dahi a explicação, que copiamos a p. 100 e 101, pela qual fi caram as Cortes satisfeitas, devendo attiibuir-se o que se notou de menos conforme aos princípios constitucionaes, ao breve tem po em que a falia devia ser arranjada, e á difliculdade de conhe cer bem asfonniilas mais adaptadas ao presente systema. Naõ pudemos dispensai-nos de copiar aqui o que disse sobre a falia de Sua Majestade e reparos das Cortes, o Times, uma gazeta Ingleza da mais reconhecida intelligencia, neste tempo. Depois de fazer a recapitulaçaõ da falia, e do reparo das Cortes em alguma passagem, sobre que pediram explicaçoeus ao Ministro, diz assim :— " Nós desde o principio expressamos a nossa convicção, de que a porçaõ de authoridade, que se concedia á Coroa Hespanbola, naõ se acharia, no êxito, conresponder aos fins de uma monarchia unida; mas nisto deve-se fazer uma dlstincçaõ; quando ha grosseiros abusos qne destruir, he necessário amarrar as maõs daquelles mais interessados em mantêlios. Quando he preciso tirar ao Rey, á Igreja, e aos Grandes, privilégios, prerogativas, patrocínio e influencia, que elles por longo tempo empregavam em detrimento publico, naõ se pode em um momento de revolução confiar-lhes com segurança sequer aquelle gráo de força, que ao diante haverá necessidade de fazer, para ser exercitada em vantagem da naçaõ. A crise de uma total mudan ça no Governo, mesmo aonde o objecto esssencial daquella mu dança he uma distribuição mais ampla do poder político, pede a concentração temporária daquelle poder, nas maõs daquelles, a quem a naçaõ o pôde mais prudentemente confiar. A destrui ção de um Governo vicioso requer, que se estabeleça um Dicta torato, até que o vicio se destrua de todo; e he no ponto de vis ta deste necessário, mas breve dictatorato, que consideramos os poderes, alias extravagantes, que se tem depositado nas Cortes Hespanholas, e seus imitadores. Grandes como saõ estes po deres, achamos que elles naõ tem sido mais do que sufficentes, para interromper a série de conspiraçoens creadas pelo interesse individual, que os antigos monopolistas do despotismo Hespa nhol tem dirigido contra a nascente constituição. Quando aquella Constituição tiver adquirido mais força, e os seus inimigos tiverem perdido alguma porçaõ considerável de seus presentes meios de a perturbar, o corpo legislativo, em contemplação do bem commum, e das justas preten çoens de uma monarchia limitada, e da diminuição dos moti vos de ciúme e de apprehensaõ no povo, pode dirigir-se, e sem duvida se dirigiiá, de boa fé, á tarefa qne lhe he presciípta pelas leys existentes ; isto he, rever a Constituição em todos os seus ramos, e snpprir ou cortar os deffeitos ou superfluidades. A Constituição de Portugal, qne he construída quasi sobre os mesmos princípios, admitte que se raciocine sobre ella no mesmo sentido; porque em toda a probabilidade humana (se naõ presu mimos demasiado em tam remota especulação) terá de andar si milhante carreira. As relaçoens entre estas metrópoles e suas outrora colônias, parece ser a parte de maior embaraço na sua situação ; mas he este nm embaraço a que as mesmas colônias poderão, talvez, offerecer naõ mui distante nem mui ceremonio 80 remédio," Passado sste primeiro acto, apresentaram as Cortes a El Rey ama lista de 24 pessoas, das quaes S. M. devia escolher 8 para Conselheiros de Estado, o qne El Rey fez, annunciando os seus nomes pelo Decreto de p. 103. Mas o Bispo de Vizeu se escusou de servir, pelo que as Cortes apresentaram a El Rey uma lista de três nomes, para delles S. M. escolher um, que substituísse o Bispo. Findou ultimamente a entrada d'El Rey no Governo Constitucional, com a publicação da ley, em que se estabelece o formulário para a expedição dos decretos, ordens, &c. e deixamos co piada a p. 103. As circumstancias da chegada d'El Rey pareceram todas tam interessantes ás Cortes, que se mandou, qne as Commissoens, que foram cumprimentar El Rey fizessem um relatório authen tico do que se havia passado, além do que constava pelas actas das mesmas Cortes; eeste relatório he o que copiamos a p. a p. 145, a que remettemos o Leitor.
Imagem em 3D https://commons.wikimedia.org/wiki/File:D._Pedro_I_-_Reconstrução_facial_forense.jpg Fig, 04 – A casa dos Bragança e Bourbon tentava se reproduzir no BRASIL por meio da permanência fixa e pessoal do jovem príncipe Dom PEDRO Assim livrava o poder central brasileiro do REGIME REPUBLICANO no qual os seus países vizinhos . Esta permanência garantiu para a casa Bragança aos nobres e escravidão legal uma sobrevida de 67 anos ate a proclamação do Regime Republicano O retorno de DOM JOÂO VI - e de sua corte para LISBOA - quebrou o primeiro BANCO do BRASIL Despojado do erário publico qualquer veleidade de independência do BRASIL deveria ser reconstruído pela base econômica. Na politica a permanecia de uma forte presença da CASA de BRAGANÇA era amparada por decretos e a laços com a nobreza Ao mesmo tempo a nobreza nativa passou para os postos que antes só competiam aos nascidos em Portugal . Porém o atrativo estava na base econômica com o regime da escravidão garantida legalmente e diferente de Portugal onde havia sido abolida na época do Marquês de POMBAL Governo do Brazil. Dissemos acima, que S. M. deixara a S. A. o Principe Real, Regente de todo o Reyno do Brazil, o que fez dando-lhe os mais amplos poderes. El Rey antes de sair do Rio-de-Janeiro expedio vários decretos, providenciando a eleição de deputados para as Cortes; e na véspera de sua partida duas affectuosiis- proclamaçoeus uma ao povo, e outra á tropa. Com tudo o espirito publico naõ estava tranquillo no Rio-de Janeiro, nem de todo conforme com as ideas d'El Rey na Bahia. No Rio os eleitores, convocados para escolher seus representantes nas Cortes, metteram-se em outro negocio, que foi pedir uni Governo Provisório, differente do que El Rey pensara ; e como se empregasse tropa para dissolver o ajunctamento, naõ se fez isto sem decidida violência e effusaõ de sangue; conse qüência funesta da falta de confiança no Governo, que a má ad ministração passada tinha necessariamente infundido no povo. Na Bahia a intenção geral do povo e do Governo Provisório he naõ continuar em sujeição ao Governo do Rio-de-Janeiro, co mo se vè por suas lepresentaçoens ás Cortes, eao que estas jul garam próprio annuir na sessaõ 136. O Principe Regente, logo que entrou no Governo, expedio uma enérgica proclamaçaõ aos povos, considerando-se, como se devia considerar pelo Decreto d'El Rey, Regentede todo o Bra zil. Depois entrou em sérias indagaçoens sobre os abusos nas diflerentes repartiçoens, e mostrou grande desejo de que se fi zessem reformas. Continuou porém o espirito de opposiçaõ a este arranjamento da Regência, como se manifestara já antes da partida de S. M., parecendo a muitos, que se devia formar uma Juncta Provisória de Governo. Aos 5 de Junho houve uma commoçaõ popular no Rio-de-Ja neiro, em que foi preciso intervir a tropa; e em conclusão foi demittido o Conde dos Arcos, do emprego de Ministro de Esta do, e nomeado em seu lugar o Desembargador Pedro Alvares De nis; formando-se um Governo Provisório de nove indivíduos, três ecclesiasticos, dous militares, dous desembargadores, edous cidadãos ; e se determinou, que se naõ expedisse decreto ou or dem alguma de importância, sem a concurrencia desta juncta, que seiia responsável ás Cortes. Os indivíduos que formam o Governo Provisório saõ os se guintes:—O Bispo Capelão Mor, Presidente; Jozé de Oliveira Batho/a ; Jo/i' Caetano Ferreira d'Aguiar ; Sebastião Luiz Tinoco da Silva ; Joaquim Jozé Ferreira de Faro; Francisco Jozé Fernandes Barboza; Joaquim de Oliveira Alvares; e Mariano Jozé Pereira da Fonceca, Secretario. Esta Juncta expedio uma proclamaçaõ aos 16 de Jnnho, em que declarou a sua resolução de manter a uniaõ com Portugal, e estar pelo qne determinassem as Cortes, d'onde se vê, que os re ceios de qne se se rompesse a integridade da Monarchia, foram os principaes motivos daquella nova instituição de Governo Pro visório. Até aqui parece, que a direcçaõ da revolução he continuar a integridade da Monarchia Portugueza, e qne com essas vistas he que se desejava antes uma Jnncta de Governo Provisório, do que a Regência do Principe, com os poderes illimitados, que El Rey lhe concedeo. Nós naõ possuímos ainda sufficientes informaço ens das molas occultas, que operaram esta mudança, para po dermos ajuizar de sua tendência. Com tudo a decisão das Cor tes sobre a independência da Bahia dá occasiaõ a reflexoens de conseqüências mui extensas. A distancia em que o Brazil se acha da Europa, faz mui difi cultoso, que aquellas províncias se possam governar, exaclamente com a mesma forma de administração das de Portugal; mas o ciúme de umas províncias a respeito de outras he a verdadeira causa porque a Bahia quer antes estar sugeita a Lisboa do que ao Rio-de-Janeiro. He preciso governar os homens, segundo a sua natureza, Mahomet nunca houvera sido tam bem obedecido, se em vez de dar as suas ordens como vindas do Ceo, disesse qne emanavam delle mesmo, porque o orgulho de seus capitaens os faria julgar, que tam bons eram elles como Mahomet para fazer leys, mas vindo ellas do Céo ja o ciúme dos homens naõ acha que he humiiiaçaõ o obedecer naõ ao seu similhante mas ao Céo: assim um Governo em Portugal inspirará mais respeito em qual quer província do Brazil, do que o Governo estabelecido n'outra qualquer província do mesmo Brazil. Mas se he que o Brazil tem de ter um Governo geral, a cidade do Rio-de-Janeiro he mui imprópria sede para tal Governo. O Rio-de-Janeiro está quasi em uma extremidade do Brazil, e he absurdo fazer ir um recurso do Pará ao Rio, ou uma ordem do Rio ao Pará, navegando contra vento e maré, quando a Communicaçaõ com Lisboa he tanto mais fácil. Nós quasi desesperamos de ver as nossas ideas neste ponto adoptadas pelas Cortes ; porque ha ainda prejuízos tara fortes a este respeito, que até temos pejo de os indicar, e com tudo nem por isso deixaremos de dizer o que entendemos. Se o Brazil deve ter um Governo Geral, e naõ duvidamos que elle seria de grandíssima utilidade ao melhoramento daquelle paiz, deveria esse Governo existir em um ponto centra], fosse ou naõ em lugar habitado presentemente; porque a sede do Governo, a abertura das estradas desse lugar para os principaes portos de mar, &c. em breve fariam populoso esse território.
Fig, 05 –O retorno de Dom João VI a Lisboa em 03 de 1ulho de 1821 certamente não foi um clamoroso triunfo mas também uma derrota para a casa dos Bragança e Bourbon A carga da esperança deste retorno ao menos garantia o saque do Banco do Brasil dos títulos nobiliárquicos intactos. Os integrantes da Cas BOURBON como Carlota Joaquina não aceitaram a Constituição e não a assinaram. Isto levou a um tenebroso governo de Portugal logo após a morte de Dom João VII Nem nos faz duvida, que um plano dessa natureza pudesse inspirar interesses no Brazil oppostos aos de Portugal; porque a prosperidade do Brazil será sempre de reciproco proveito a Portugal, e se isto desse origem a uma subdivisão de patriotismo, nem assim o j ulgariamos desacertado. He preciso evitar as rixas de uma província com outra, que levam aos feudos e opposiçoens; mas pôde bem deixar-se obrar o espirito de rivalidade, que sen do conduzido por um Governo sábio excita o patriotismo, e esporêa a industria. Dom João Vi no seu retorno para Portugal encontrou una grande diferença o seu governo que agora era uma CONSTITUIÇÂO Esta CONSTITUIÇÂO pairava soberana sobre o seu trino algo que ele e os seus antepassados não conheciam e muito menos respeitavam. A resistência a esta mudança aconteceu na própria casa de Dom João VI. A sua esposa, Dona Carlota Joaquina recusou-se a reconhecer, jurar e assinar esta Constituição O herdeiro Dom Miguel simplesmente a ignorou e o seu negacionismo teve de ser contido militarmente pelo seu irmão D, Pedro I do Brasil ou Don Pedro IV de Portugal. Em represália Dom Miguel foi destituído. não só do trono com perdeu todos seus títulos de nobreza
https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2021/08/4942202-em-sc-bolsonaro-baixa-o-nivel-e-chama-barroso-de-filho-da-puta.html Fig, 06 – Se a INDEPENDÊNCIA do BRASIL NÂO FOI NO GRITO muito menos será o GRITO de alguém atacando a CONSTITUIÇÂIO BRASILEIRA pelo qual o pais encontrará a sua soberania,. O BRASIL representa para os demais nações – que possuem as suas constituições consolidadas - um papel ridículo em especial por sua incapacidade de celebrar e cumpri r contratos consigo mesmo muito menos para i restante do mundo A noção da soberania constitucional encontra no BRASIL, de 2021, um executivo que ainda a ignore e que ameaça comprar o LEGILATIVO e invadir o JUDICIÁRIO O mandatário executivo do BRASIL, de 2021, reforçou a ameaça avisando que "o momento de sair das quatro linhas da Constituição está chegando" e atribuiu ao JUDICIÁRIO de ditatorial. Ao menos Dom JOÂI VI soube manter a dignidade e uma linha governamental firme e resoluta entre dois extremos. Num dos extremos as forças constituintes liberais. queriam um governo no qual ele seria mera figura decorativa na sala de visitas do Reino. No contrário sopravam os ventos provenientes das mais puras e frias tendências do antigo regime no qual ele seria divino, monocrático sem a sombra de qualquer poder legislativo ou judiciário CAUSAS do RETORNO de JOÂ VI a PORTUGAL https://bndigital.bn.gov.br/exposicoes/dom-joao-vi-e-a-biblioteca-nacional-o-papel-de-um-legado/a-volta-de-d-joao/ CRONOGRAMA do RETORNO de JOÂ VI a PORTUGAl EMBARQUE no RIO DE HANEIRO 26 de abril de 1821 https://www.bbc.com/portuguese/brasil-56857790 DATA da CHEGADFA de DOM JOÂO VI de VOLTA PARA LISBOA DEMBARQUE em LISBOA 03 de julho de 1821 https://pt.wikipedia.org/wiki/João_VI_de_Portugal DOM PEDRO I na INDUSTRIA CULTURAL BRASILEIRA https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/cinema/noticia/2020/09/de-tarcisio-meira-a-caua-reyomond-seis-atores-que-ja-interpretaram-dom-pedro-i-ckeq02b8u00160137bkhekwfi.html Dom PEDRO I
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domingo, 11 de julho de 2021

211 – NÃO FOI NO GRITO – julho de 1821 de 2021

211 – O INÚTIL CLAMOR pela UNIÂO. Correio Braziliense VOL. XXVI. N°. 162. 3 L 435 até- 447 Julho de 1821 Miscelânea:. “Foi por muitos anos nossa tarefa, escrever, para prevenir a revolução, mostrando, que os males do Estado eram tão grandes que ao Governo não é dar o remédio, a revolução lhe daria. Não conseguimos o nosso fim, o Governo não nos ouviu, e seus partidários acusaram-nos de chamar por essa revolução, que nós só pedíamos, que se prevenisse. Agora, temos razão para crer, que será nosso dever clamar pela união de Portugal com o Brasil: e desejávamos ter uma voz de trovoa para inculcar a utilidade desta medida, para persuadir a importância desta união, e declamar contra todas as medidas, que tiverem oposta tendência: esperamos a mesma sorte, de que nos acusem de promover essa desunião’ (p,445)
Fig, 01 – As CORTES CONTITIONTES da PORTUGAL, como reformadores do mundo, sublimaram, idealizaram e divinizaram as suas funções. Nesta sua visão mística, aquilo que se passava além das fronteiras europeias era o reino do caos, da desordem e um perigo Assim as suas seculares colônias foram vistas mais como um peso e um lugar de domínio militar e despótico sobre a barbárie, a escravidão e lugar de serviços penosos e perigosos.. Após, cumpridas estas ordens e serviços coloniais, o retorno para Portugal divinizado, idealizado e sublimado, devia ser o mais rápido possível As CORTES CONSTITUINTES, saídas da REVOLUÇÂO do PORTO, estavam assumindo, em julho de 1821, o protagonismo também no EXECUTIVO e não JUDICIÁRIO LUSTANO. Habilmente elas contornavam a corte de Dom JOÂO VI, a longa data refugiada no Rio de Janeiro. A habilidade, destas CORTES CONSTITUINTES consistia em constranger e manipular as figuras consagradas da corte. Estas perdiam, de um lado, a influência direta sobre o soberano. De outro lado recebiam um poder inesperado do LIBERALISMO ECONÔMICO. O problema destas CORTES CONSTITUINTES é que os DONOS do PODER ECONÔMICO estavam talhando e impondo uma CONSTITUIÇÂO nas pequenas dimensões de PORTUGAL EUROPEU. O mundo lusitano ultramarino permanecia com as mesmas - ou piores - condições COLONIAIS, SERVIS da mais absoluta e cega fidelidade ao poder central Os protagonistas e o PODER ORIGINÁRIO do BRASIL que se manifestou na REVOLUÇÂO de PERNAMBUCO de 1817 foram tratados com os mais rígidos critério coloniais da absoluta e cega fidelidade ao poder central Os seu CRIME era de “LESA MAJESTADE”, Enquanto isto a REVOLUÇÂO do PORTO de 1820, tão ou mais culpada pela mesma infidelidade e a CRIME era de “LESA MAJESTADE”, apropriou-se dos mecanismos do poder central e passou a legislar, executar e julgar apenas a seu favor
Esta contradição insolúvel acendeu todos os sinais da falácia do REINO UNIDO PORTUGAL, ALGARVES e BRASIL aceito a contragosto de Lisboa do CONGRESSO de VIENA. As CORTES CONSTITUINTES, saídas da REVOLUÇÂO do PORTO estava contornando e ignorando esta resolução do CONGRESSO de VIENA. , A leitura do número de julho de 1821 do CORREIO BRAZILEINSE deixa evidente esta desilusão e ao mesmo tempo o sonho de Hipólito José da COSTA de um caminho de um potencial o COMMONWEALTH LUSITANO que os ingleses estavam abrindo.
PALACIO do CONDE dos ARCOS http://odiarioimperial.blogspot.com/2017/05/palacio-do-conde-dos-arcos.html Fig, 03-O palacete do Conde dos Arcos no Rio de Janeiro foi ocupado por quando o rei de PORTUGAL veio ao Brasil em 1808 é ocupou o palácio do último Vice-Rei do Brasil. Este trve outros diferentes cargos na Bahia e na corte enquanto as CUTES CONSTITUIINTES devam andamento aos desdobramentos da da REVOLUÇÃO do PORTO.. Brazil. Pelo documento, que publicamos no principio deste N.° se ve a resolução das Cortes para que volte do Brazil S. A. R. o Principe Regente, e passe a viajar algumas das Capitães da Europa. Também se apresentou ás Coites um officio do mesmo Principe Regente, em que S. A. R. representa a pouca authoridade, que exerce no Brazil, porque as províncias naõ contribuem para o Erário do Rio-de-Janeiro, e este se acha com déficit de vinte milhoens, que o mesmo Príncipe diz naõ sabe d'onde lhe haõ de vir. Este mesmo Principe Regente, ou seu Ministro, Conde dos Arcos, havia dado por justas e liquidadas as contas do Thesonreiro Mor, Targini, e passaporte para se por ao fresco. ^ e as sentam esses Senhores, que tal modo de proceder he calculado a obter a confiança das províncias, e que estas lhe mandem o seu dinheiro, sem saber para que, como se ha de gastar, ou quem ha de ser responsável pelos extravios ? Acabou-se o tempo das mágicas; e os homens, ainda que se jamos nós os tolos do Brazil, ja naõ crem em bruxas : e antes que se peça dinheiro para supprir esse déficit de vinte milhoens, he preciso que se saiba, em que se gastaram, e que sorte de contas dèo, quem administrava os dinheiros públicos. Na Sessaõ 202 das Cortes, se apresentaram os Deputados pela cidade de Angra nas ilhas dos Açores ; mas da maior parte do Brazil, ainda andam retardados ; e snpposto vejamos esta re presentação do Principe Regente sobre o déficit, ainda nos naõ chegaram à noticia as suas providencias para accelerar a tam necessária e essencial eleição dos Deputados pelo Brazil e por outra parte se tem feito publico, o estudado desdém, com que o Ministro, Conde dos Arcos, em vez de conciliar, quiz tractar por menor a importante provincia da Bahia. Se a estada de S. A. R., no Brazil, tendesse a formar um centro commum de uniaõ, entre aquellas províncias e as de Portugal, a retirada que se ordena pelas Cortes seria para lamentar; mas pelo que se tem passado vemos, que para essa desejada uniaõ he preciso recorrer a outras medidas ; e assim a sua residência no Brazil vem, neste sentido, a ser perfeitamente inútil. Quando, manejado o negocio com prudência, havia necessariamente ser da mais decidida utilidade.
Fig, 04 – A bandeira da REVULUÇAO de PERNANUCO de 1817 que foi violente e cruelmente reprimida como crime de “LESA_MAJESTADE” Enquanto a REVOLUÇÃO do PORTO incorreu nos mesmos atos e feitos, prosperou sem a menor reação oficial. Ao contrário, os personagens do mundo oficial lusitano da época, passara-se para o lado das teses e das praticas das CORTES CONSTITUINTES.. O CORREIO BRAZILIENSE de JULHO de 1821 aponta esta contradição e o ato de permacerem nas suas funções e cargos sendo usados pelas. . Pernambuco. No extracto, que fizemos dos procedimentos das Cortes, na sessaõ 209, verá o Leitor, que se resolveo a final o mandar aigumas tropas contra Pernambuco, sendo contrários a essa opini ão todos os deputados daquella província. Para se mandarem as tropas alegava-se o estado inquieto, e descontente daquella parte do Brazil. Para se naõ mandarem argumentava-se, que as tropas augmentariam o descontentamento, o qual provinha das tropas Europeas (o batalhão do Algarve) que lá se acha; e du character do Governador Rego.
Francisco Bento Maria TARGINI e Dom JOÃO VI https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Bento_Maria_Targini Fig, 05 – Francisco Bento Maria TARGINI assumiu o controle econômico de PORTUGAL. Vinha exercendo estas funções como subalterno de um rei SOBERANO ABSOLUTO. Evidente esta ciecunstânvia esta na mira das CORTES CONSTIRUINTES e dos princípios liberais da REVOLUÇÃO do PORTO. Que existem em Pernambuco partidos e descontentamentos he evidente, as suas causas, e o meio de as remediar, he a ques tão, que muito convém indagar e resolver; e por isso exporemos os factos, que nos induziram a formar uma opinião sobre este assumpto. Queixa-se do Governador Rego muita gente, outros faliam a seu favor :'por tanto deve applicar-se a critica, para dis tinguir qual dos testemunhos he mais crivei. A favor do Gover tnador existem: 1." os elogios que lhe fazem as gazetas de Pernambuco ; 2.° as diversas representaçoens em seu louvor, publicadas nessas mesmas gazetas, e dirigidas ao Governador, prin cipalmente na oceasiaõ dos tiros, que lhe atiraram: 3.° um memorial apresentado ás Cortes na sessaõ 204, assignado por 214 habitantes de Pernambuco, expiimindo-se decididamente a favor do General Rego: 4.° finalmente, uma carta, que nós mesmos publicamos no fim deste numero, em que se refuta uma das calumnias inventadas contra o Governador. Quanto ao 1.° está tam longe de ser em cousa alguma a favor de Luiz do Rego, os elogios, que lhe fazem as gazetas de Pernambuco, que he isso prova de sua impudencia ; porque he claro, que nem o Governador nem os seus Censores, permittiriam, em tam despotica administração, que alguma gazeta se attrevesse a dizer a menor cousa contra o seu Bachd. Logo esses panegiricos naõ podem ter mais pezo do que os elogios forçados, de quem naõ tem faculdade de fallar de outro modo ; e he prova da falta total de modéstia (para usar do termo mais brando possível) em o Governor sanecionar nessas gazetas, que se devem chamar suas, os seus próprios elogios. Pelo que respeita o 2." he evidente o pouco pezo, que taes me moiiaes devem ler, em characterizat o comportamento do Governador ; porque mui lerdo seria elle, se governando tam despoti camente, que manda a seu bel prazer prender, encarcerar, de gradar, e arruinar, a quem lhe parece, naõ tivesse meio de ob ter algumas poucas assignaturas, em qualquer papel ou certidão a seu favor. Apenas haveria indivíduo, que naõ julgasse do seu dever comprar o seu socego e o de sua família, a troco de assignar um papel, que lhe pedissem, a favor de um Bachá, que com um mero aceno podia reduzir a cinzas a quem recuzasse essa assignatura. 0 3° argumento, que he a representação ás Cortes assignada por 214 habitantes, labora no mesmo defeito, para merecer cre dito; mas além disso, um desses que aassignou (Veja-se a sessaõ 207.) representou ás Cortes, que tal papel assignara porque fo ra para isso seduzido; e os deputados de Pernambuco assevera ram, que a maior parte dos que assignáram aquelle papel eram homens, que juraram falso na devassa sobre o motim de 1817: taes pessoas naõ podem ser dignas do credito. Ultimamente a carta, que inserimos na Conrespondencia, allivía o Governador de uma das accusaçoens ; desejamos que disto tire todo o proveito, que se lhe pôde dahi seguir ; e por isso mesmo a inserimos; porque ainda aos homens de quem fazemos e peior idéa, se lhe deve fazer justiça ; e, como diz o rifaò, naõ se deve pintar o demônio mais regro do que elle he.
Luís do REGO BARRETO https://pt.wikipedia.org/wiki/Luís_do_Rego_Barreto Fig, 05 – Luís REGO BARRETO procedu com verdadeira carraso e com as ações mais arbitrariedade com a população de Pernambuco Isto após justiçar, ao se modo e arbítrio, os mentores da Revolução de 1817. Esta ação acendeu o descontentamento, da capitania da corte e das CORTES CONSTUINTES Mas olhe-se para o character; que o escriptor dessa carta dá ás tropas, que se mandaram a Pernambuco; considere-se que esse escriptor he um elogiador de Rego (e até nos dizem, parti cularmente, que vivia em sua casa) considere-se o mesmo facto de que o Governador foi accusado, de que essa carta o justifica, e que se prova ser commettido por um official dessa tropa; e decida o Leitor imparcial, se lhe pôde ficar alguma duvida da razaõ com que os Pernambucanos se tem em vaõ queixado da existência daquella tropa em Pernambuco. Diz-se, que existe naquella Província um partido, que deseja a indepeudencia : deste desejo se faz um crime, que o Governador Rego passa logo a castigar, com prizaõ e desterro; tendo mandado uns para África, outros para vários presídios, e finalmente uma carregação delles para a Europa. Para isto fretou um navio, que outro sim trouxe boa quantitade de páõ Brazil o qual, um Deputado na sessaõ 209 requereo, que a Fazend; Real tomasse como seu ; querendo a fortuna, que até para isti precissasse o Executivo, que as Cortes lhe fizessem nma leimbranca. Esta accusaçaõ contra os Pernambucanos, sobre desejos de independência ; funda-se na continuação da idea que tem Rego e os do seu partido, sobre o motim de 1817; e por isso volveremos aquelles factos, para mostrarmos quam errado he o caminho,que alguns querem que se signa, nestas importantes e critica circumstancias, e que se acha o Reyno Unido. Que o Governo do Reyno-Unido éra máo prova a Revoluçai actual; e aquelles que o derribáram em Portugal, sendo por isso denominados os heroes da Pátria, naõ sabemos como podem characterizar de criminosos os esforços dos Pernambucanos, por tentarem fazer isso mesmo em 1817. Mas entaõ esses fallaram er independência: ¿ mas de quem queriam que se mostrassem de pendentes ? ¿ da Regência de Lisboa, que os regeneradores de Portugal tem declarado como péssima e incorrigivel ? Si naõ havia nenhum Governo no Reyno-Unido, que merecesse obediência, nada restava aos Pernambucanos, senaõ erigir para si um Governo á parte; pois naõ tinham outra alternativa. Naõ tentamos desculpar os erros, precipitação, e incoherencia da quella revolução; se a presente de Portugal se chama uma acçaõ heróica, naõ sabemos como se possam taxar de criminosos oi motivos da outra.
Fig, 07 – O Conde dos ARCOS independente do seu caráter. era ruim, injusto e inadequado ao PODER ORIGINÀRIO devido ao SISTEMA no qual tinha de se conduzir. As mais desastradas reações foram sufocadas por este sistema com vontade própria e impedia ao súdito defende-se de qualquer acusação. Foi aquella revolução, por isso que era mal conduzida, sope tada pelo Governo: o Conde dos Arcos, que requer agora justiça e processos, nas maõs dos constitucionaes, mandou qui lhes atirassem, como quem atira a lobos. A Corte do HRo de-Janeiro, mandou ali uma alçada, que por annos consecutivos vexou os Pernambucanos com indiziveis supplicios, envolven do cúmplices e innocentes, roubando a todos, e dessolando o paiz. Para gram apoiador desta alta justiça se mandou o Governador Rego, assistido pela mais immorale indisciplinada tropa, como a characteriza até o mesmo escriptor da carta a favor de Rego, que publicamos neste numero. No meio desta perseguição, deste systema de atroz rigor, ainda que Rego fosse o melhor homem do mundo, bastava ser o gram executor desses castigos, para ser odiado naquella Capitania. Mas naõ para aqui; declara-se a Bahia pelo systema Constitucional, e Rego naõ se communica com a Bahia,- exabi novas causas de desafeiçaõ a um tal Governador. Mais ainda, trama se, no Rio-de-Janeiro, uma e depois outra conspiração, para derribar o systema constitucional, depois mesmo d'El Rey o ter abraçado: diz-se abertamente em toda a parte, que Rego entrava nesses planos, e que para isso fora Maciel a Pernambuco : e depois disto ¿ como éra possível, que os amigos da liberdade em Pernambuco, pudessem soffrer tal General ? Prevalece em fim o systema constitucional; e Rego o despotico Rego, o mesmo Rego gram executor d'alta justiça pelo antigo despotismo, quer apparecer no mundo como constitucional: que fenômeno ! Assumindo este character, ja naõ podia perseguir os Pernambucanos, pelo pretexto de serem amigos da liberdade ; mas para continuar o vexame, vai desenterrar o grito vago de independência (de 1817) e persegue os liberaes como reos de independência. Com esta trama se conseguiam dous fins: um dar cabo de seus opponentes; outro o fazer serviços ao systema aclual, para apagar seus despotismos antigos, pre tendendo que vigora o systema constitucional, perseguindo os Pernambucamos, que desejam ser independentes de Portugal. Quer o Governador Rego, que no dia 8 de Julho houvesse de arrebentar em Pernambuco uma revolução, ao tempo que se cantava um Te Deum : diz Rego que sabia isto, mas tal naõ succedeo no tal dia 8 ; e no dia 9 foi que elle mandou fazer as prizoens dos accusados. Diz, que ha muito linha noticia, que o queriam matar; mas naõ diz que tomasse precaução alguma, para sua cautella, antes passeava de noite pela cidade, sem guardas; depois que lhe atiraram um tiro entaõ manda cercar de soldados sua casa, fortificar-se de artilheria, &c. para se I vrar do perigo que ja tinha passado. Está claro, que em taes circumstancias, estas accusaçoei de Rego naõ merecem o menor credito; mas se he verdade que existem em Pernambuco, em algum gráo considerave essas ideas de independência. ; seria meio de conciliar ¿ Pernambucanos, o conservar ali até agora, como se tem conservado esse Governador Rego, odiado como he (seja com razaõ ou sem ella) e a tropa desenfreada, que obriga os Pernanbucamos a se lembrarem da independência, ou de qualquer dei atino, antes do que soffrer tal vexame ? Mas todos estes males se remediariam ainda, talvez ; posto que as Cortes ainda se lembrassem de mandar, e mandaram tropas para Pernambuco, sem mandar novo Governador, queh muito está nomeado. A medida de uma Juncta Provisória, do Governo, que as Cortes decretaram, muito remediaria também ma acaba de succeder um facto, que supposto ja esteja remediado quanto á matéria, nos parece de assas importância, quanto a modo, pelas conseqüências, que pode ainda ter, e por isso no alargaremos com elle. Rego, em conseqüência de seu systema de se mostrar constitucional, agora, que naõ tem outro remédio, depois de outra muitas prizoens e desterros, prendeo ultimamente 42 pessoas a torto e a direito, e remetteo-as a Lisboa, com a accusaçaõ naõ de serem amigas da liberdade (disso se livraria elle hoje eu dia) mas como amigas da independência. Até aqui isso vai coherentecom Rego, e naõ podia causar mai damno ao publico bem, do que suas passadas prisoens e exter minios. Mas chegam os prezos a Lisboa ; e as Cortes, como si tudo isto fosse um procedimento mui ordinário e regular, mandam que os prezos se processem e sentenceem. 0 Ministro di Justiça, em conseqüência, ordena ao Corregedor de Belém, qui conduza os prezos ao Castello, e ao Regedor das Justiças, qui os processasse immediatamente. O Corregedor pede auxilio das tropas, para esta diligencia, e com uma escolta de cavallaria e infanteria, tambor batente, e mais pompa de justiça, leva esses prezos em procissão pelas ruas de Lisboa, até o Castello, com o apparato de um triumpho ; recusa a alguns, que tinham meios, o serem conduzidos em seges; a alfândega impede que tivessem sua roupa, até que o Ministro de Justiça ordenou, que se revistassem seus bahus sem demora. Antes de passar a diante, diremos aqui, que no Astro da Luzitania appareceo uma grande diatribe contra estes factos, que se diz produzirem o maior desgosto no povo de Lisboa, que tal presenciou; e estes mesmos sentimentos annunciaram alguns deputados em Cortes: o Diário do Governo, defendeo o| Ministro de Justiça; impugnando o Astro da Luzitania; e he contra o modo dessa defeza, que mais temos a dizer, pela ponderosa circumstancia de se acharem no Diário do Governo as expressoens perigosas, e das mais serias conseqüências, que vamos a notar. Quanto ao Ministro de Justiça, que he o único accusado no Astro da Luzilania, he justamente aquelle, quehe o mais innocente em tudo isto; por que só fez o que mandaram as Cortes, e fello do melhor modo possível; porque mandou desembarcar os prezos para o Castello, ordenando que se lhes dessem as melhores accommodaçoens, que houvesse naquella cadea : ao Regedor ordenou, naõ só que fizesse processar os réos, mas que o fizesse com toda a brevidade, e até abrindo para isso Relação extraordinária : aos prezos, que necessitassem, mandon-lhes dar uma ajuda de custo para se manterem, que alguns aceitaram ; á alfândega deo ordens para que se despachassem immediatamente os bahus e falo dos prezos. Mais naõ cabia, segundo nos parece, em sua alçada, e por tanto as imputaçoens do Astro da Luzitania contra o Ministro, por si mesmas se destróem. Quanto ao apparato da procissão, que fez o Corregedor de Belém, isso he manha velha dos que governam em Portugal, e ti rem as inquiriçoens ao tal Corregedor; e o acharão um completo satélite do Despotismo; porque ainda que o Diário do Governo queira disculpar essa pompa do acompanhamento de tropa de cavallaria e infantaria, tambor batente, &c. como guarda de honra, quem andava a pé dirigido á prizaõ, no meio dessas honradas guardas, naõ podia deixar de sentir-se mui humilhado, considerar-se uma victima sacrificada ao Governador de Pernambuci e esta procissão como um triumpho de Rego. Mas se isto í estupidez ou maldade do Corregedor, com isso nada tem o Mnistrode Justiça, que só ordenou, como as Cortes quizéram que o tal Corregedor levasse os prezos ao Castello. Vamos ás Cortes. O character de Rego, e as oppressoens que tem soffrido o povo de Pernambuco desde 1817, dá bastante razaõ para presumir, que a opposiçaõ e ódio dos Pernambucanos contra Rego, se originam em motivos bem diflerentes di que as ideas de independência, de que se arguiam aquelles 4í prezos; assim uma arguiçaõ procedente de via tam suspeita naõ merecia ser tractada como um caso ordinário, mandando este prezos a sentenciar á Rellaçaõ de Lisboa, por crimes que s dizem ser commeltidos em Pernambuco, em taes circumstaucias quando com inimigos poderosos do systema constitucional,se ter mostrado a mais ampla indulgência. Mas damos por concedido, que as Cortes deviam accredita nas accusaçoens de Rego como no Evangelho: que na Provincia; de Pernambuco ha essas combinaçoens para a independência, que os 42 prezos érara os mais influentes authores delia, que Rego julgou importante remover, para o socego da Província, &c. ke Se isto assim he entaõ o caso de Pernambuco, ja naõ he um di justiça ordinária, para castigar um ou uns poucos de criminosos he uma medida de Política, sobre os meios de apaziguar uma província; e por isso, como caso extiaordinario, e das mais sérias consequeucias, pertencia ás Cortes o seu conhecimento e naõ a um tribunal ordinário de justiça, para onde foram man dados. Quaes fossem as medidas políticas, que as Cortes deverían adoptar, pode ser matéria de discussão, e diversas opinioens; maõ fazer de um caso desta magnitude, como saõ 42 prezos manda dados por um Governador odiosisimo em sua provincia, peli accusaçaõ de independência, um mero caso ordinário dos tribu naes de Justiça : he o que as Cortes, que aliás se ingerem eim tantos outros negócios menos importantes, nunca deviam lei feito. Quanto si medidas políticas,.que se deviam adoptar em tal caso he, como dizemos, matéria de opinião; a nossa seria, que, ainda sendo verdade tudo quanto diz esse Rego, se tractasse de bagatella, para naõ dar ás outras províncias do Brazil, aonde possa haver alguns partidistas da independência, a idea de que achariam em Pernambuco grande apoio : este systema, a remoção de Rego, e do batalhão do Algarve, &c: tenderia a destruir tal partido, mostrando-se-lhe assim que naõ tinham tal supposto apoio em Pernambuco. Vamos em fim ao Diário do Governo, que se propoz a justificar o Ministro de Justiça, que de tal justificação naõ precisava, contra o Astro da Luzitania. Diz esse Diário do Governo (N.«255) em um paragrapho, o seguinte:— " Esta imaginação vagabunda e exaltada, que nos pinta alguns milhoens de indivíduos, sacrificando os seus verdadeiros interesses por quarenta e dous ; e que nos faz antever no futuro as pragas do Egypto caindo sobre nós, assim como a prosperidade agrícola e commercial amanhecerja no matto entre os Robicudos ; esta imaginação he digna do século de Dante ou de Ariosto- Para nós, que sabemos, que o Brazil tem excellentes gênios, que sabem o que fazem, e o que lhes convém fazer, naõ nos assustamos de que um mal fundado capricho dè lugar a tam intempestivo successo ; e quando elle vier a acontecer, ainda assim naõ desmaiaremos, em quanto naõ soubermos, pela differença das importaçoens, quanto perdeoa Inglaterra, quando os Estados Uuidos se separaram da sua tutella ; e entaõ teremos occasiaõ de desmentir ou vereficar os escriptores, que lhe daõ um augmento de lucros nuca até ali pensado." , Temos, pois, que o Diário do Governo suppóem, que, seja qualquer que for a injustiça com que sejam tractados 42 cidadãos de Pernambuco, sejam quaes quer que forem os insultos, que se lhes façam, o resto dos Pernambucanos he demasiado sizudo para preferir o ficar socegado, soffrendo o Governador Kego, e o Batalhão do Algarve ; porque essas victímas naõ saõ stnaõ. 42. Naõ se lembra o Diário de Governo, que pela afronta de ut só Lucrecia, foram de Roma expulsos os Reys ? ¿ Naõ se lembra Diário do Governo, que esses 42 prezos saõ somente uma ai dicçaõ ao numero muito maior, que aquelle Governador tinli dantes perseguido : ; Naõ se lembra o Diário do Goveruo, qi cada um dos perseguidos tem um irmaõ, um parente, um amigo i Como se pode pois argumentar, que, se este successo he ui facto oppresivo, ou ao menos olhado como tal pelos Pcrnambucanos, deixe de augmentar o descontentamento da província pelo motivo de que se estes prezos saõ agora só em numero d 42? Mas vamos á peior parte deste paragrapho: consiste ella o exemplo, que traz dos Estados Unidos e da Inglaterra. Naõ é lembrança mais infeliz, nem peior annunciada; porque falia paragrapho comosedisses.se:" Naõ ha receio de que a gente do Brazil se resinta de injurias, e quando o faça, ganharemo com isso, como tem ganho o commercio da Inglaterra com a in dependência dos Estados Unidos." Lembrar ao povo do Brazil que façam, nesta epocha, similhante comparação, dando a entender o desprezo com que Portugal deve olhar os recursos, qu tira do Brazil, he uma liçaõ que mal podíamos esperar achar o Diário do Governo de Lisboa ; he a linguagem mais alheia d conciliação, que se podia imaginar; e he lançar as sementes duma divisão, de que os inimigos da causa publica lançarão maõ com avidez. Por isso desejaríamos lançar um véo sobre este quadro escuro deixando de dizer o muito, a que um tal paragiapho provocaval. Esperamos que as Cortes remedeiem este mal; e com o remedio provem ao Brazil, que naõ authorizam os procedimentos actuaei de Rego; e menos os do Governo passado, que deo motivo á< motim de 1817. Esperamos isto das Cortes; e imploramos a sua séria attençaõ ás conseqüências de um paragrapho como es te, publicado uo Diário do Governo, e naõ em qualquer gazelta paitictdai. Nem se escuieta a sua importância com dizei, que só os artigos marcados officiaes saõ por authoridade. O Diário do Governo será sempre tido por orgaõ das opinioens do Governo e nisto consiste o mais pernicioso de similhante artigo. Pelo que respeita os taes 42 prezos; em conseqüência das promptas e mui louváveis ordens do Ministro de Justiça, foram elles logo processados, e soltos por sentença da Relação de 27 de Outubro. Mas naõ temos em vista nestas observaçoens uni camente os indivíduos, consideramos tambem, e mui principal mente, as conseqüências políticas, que se podem seguir de erros da natureza destes que apontamos: sobre isto he que insistimos para que se naõ comettam para o futuro, O detestado Governador de Pernambuco, Rego, estabeleceo uma cousa, a que chama Conselho Consultativo (veja-se a sessaõ 213 das Cortes p. 148) e porque a Comarca de Guianna naõ reconhece tal Governo he accusada de rebelde. Ora esse Governo nem foi nomeado por El Rey, nem determinado pelas Cortes, nem escolhido pelo povo, he uma mera invenção do atroz Rego, para obrar seus despotismos, com apparenle sancçaõ de uns poucos d'homens, que se diz terem voto consultivo: isto lie que votem como votarem o Governador fará o que quizer. E por que o povo de Guianna naõ quer sugeitar se a tal Governo, que naõ tem o menor pretexto de legitimidade, mandam-se tropas a provar com as baionetas, que Rego deve ser obedecido, ainda que seja um diabo encarnado. Foi por muitos annos nossa tarefa, escrever, para prevenir a revolução, mostrando, que os males do Estado eram tam grandes que ao Governo naõ lhe dar o remédio, a revolução lho daria.
Domingos SIQUEIRA (1768-1835) Sopa_dos_Pobres_em_Arroios_(1813)_Gravura 42 x 78 cm Fig, 08 Portugal vinha enfrentando uma tremenda a carestia de vida. Antônio SIQUEIROS registrou, numa gravura uma pálida amostra destas necessidade básica da população de LISBOA Esta carestia não impedia numerosas, caras e marmadas forças militares fossem reprimir potencias levantes nas colônias como o Brasil Naõ conseguimos o nosso fim, o Governo naõ nos ouvio, e seus partidistas accusáram-nos de chamar por essa revolução, que nós só pedíamos, que se prevenisse. Agora, temos razaõ para crer, que será nosso dever clamar pela uniaõ de Portugal com o Brazil: e desejávamos ter uma voz de trovaõ para inculcar a utilidade desta medida, para persuadir a importância desta uniaõ, e declamar contra todas as medidas, que tiverem opposta tendência: esperamos a mesma sorte, de que nos accusem de promover essa desunião. Mas se as Cortes naõ tomarem as mais decisivas medidas para calmarem o descontentamento no Brazil, em qualquer côr que appareça, brc\i será o espaço de tempo, que ha de passar, antes de se verificai o mal que receamos. As Cortes se resolveram mandar de Lisboa 400 homens, que ja chegaram a Pernambuco, para manter, como se disse, a policia do paiz. Como força conquistadora ou dominante, quatro centos homens he nada para reduzir os Pernambucanos : come auxilio de policia, he esse reforço desnecessário, por que tal numero de gente facilmente se levantava em Pernambuco ; come motivo de zelos e de ciúme, pois que saõ tropas idas de Portugal he isso mais que bastante, para perpetuar o ódios, e para for tificar prejuízos» ¿ A que propósito, pois, se mandam quatroscentos homens de Lisboa para Pernambuco? Em Portugal derribou-se o systema antigo, e os grandes empregados do Governo, saõ, com toda a razaõ, tidos por suspeitos, tanto pelos povos, como pelas mesmas Cortes : faça-se pois justiça ao Brazil, e admitta-se, que, pelo mesmo motivo, os Governadores do Pará, Maranhão Ceaiá, Pernambuco, &c, de vem ser desagradáveis aquelles povos. Permittir a sua conservação, he irritar as paixoens daquella gente, e attribuir essa irritação a desejos de independência, he presumir um facto naõ provado, e lembrar aquillo, que he da boa política das Cortes deixar na escuridão. O melhor homem do mundo, como Governador do Brazil, deve ser odiado pelo povo ; por isso que éra um homem, que exercitava um poder despotico : conservar tal homem, he estimular as paixoens que se devem suffocar, e cada indivíduo do Brazil que se soffre ser sacrificado ao resentimento do Governa dor he mais um elemento que se ajuncta ao systema de desuniam, que infelizmente tantos imprudentes amam fomentar. Daremos mais sobre isso uma leve intimaçaõ ás Cortes ; e he que essa divisão naõ só he agradável a alguém no Brazil; ha no exterior, quem a fomente, e se regosige com ella. Neste ponto naõ queremos ser mais extensos, mas as Cortes, partindo deste principio, devtam crer, que temos muita razaõ de gritar Ibes uniaõ conciliação: outra vez uniaõ, conciliação : ou tudo vai perdido.
Fig, 09 – Capa da CONSTITUIÇÃO de 1822; Ele terminava com privilégio de um rei de PORTUGAL como SOBERANO ABSOLUTO. Esta CONSTITUIÇÂO decorria dp ideário da REVOLUÇÃO do PORTO, Feita sob mediada para Portugal europeu pouco se importou com as colônias lusitanas,, com a escravidão nelas reinantes além de perceber nelas uma fonte infinita de recusos. A CONSTITUIÇAO proveniente destas CORTES - aprovada e promulgada em outubro de 1822 – não correspondeu aa tamanho e aos hábitos seculares do IMPERIO LUSITANO . Para o mal geral o retorno de Rei pouco ajudou nesta mudança. Nem mesmo o juramento desta CARTA MAGNA, por Dom João VI, consegui ampliar os horizontes de Portugal e fazê-lo retornar às suas glorias passadas registrada e mortas no Arquivo da TORRE do TOMBO Neste estreitamente de horizontes lusitanos não é exagero afirmar que PORTUGAL tornou- se INDEPENDENTE do BRASIL pela REVOLUÇÃO de 24 de agosto de 1820 no PORTO. Estreitamente consumado por uma CONSTITUIÇAO que ignorava a vastidão e as potencialidades conquistadas com árduos trabalhos, sacrifícios sem conta e vidas sacrificadas CONDE DOS ARCOS http://mapa.an.gov.br/index.php/publicacoes/70-assuntos/producao/publicacoes-2/biografias/443-marcos-de-noronha-e-brito-conde-dos-arcos PALACIO do CONDE dos ARCOS http://odiarioimperial.blogspot.com/2017/05/palacio-do-conde-dos-arcos.html Luís do REGO BARRETO https://pt.wikipedia.org/wiki/Luís_do_Rego_Barreto Francisco Bento Maria TARGINI e Dom JOÃO VI https://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Bento_Maria_Targini REVOLUÇÃO em PERNAMBUCO: O EXERCÍCIO GRATUITO e APARATOSO da VIOLÊNCIA do ESTADO, em SETEMBRO de 1817 e em 2017 NÃO FOI NO GRITO156 – http://naofoinogrito.blogspot.com.br/2017/09/156-nao-foi-no-grito.html REVOLUÇÃO em PERNAMBUCO NÃO FOI NO GRITO Nº 152 - http://naofoinogrito.blogspot.com.br/2017/06/152-nao-foi-no-grito.html . REVOLUÇÃO do PORTO de 24 de agosto de 1820 NÃO FOI NO GRITO, Nº 202 – https://naofoinogrito.blogspot.com/2020/09/202-nao-foi-no-grito.html PORTUGAL tornou- se INDEPENDENTE do BRASIL pela REVOLUÇÃO de 24 de agosto de 1820 no PORTO= Blog NÃO FOI NO GRITO nº202 https://naofoinogrito.blogspot.com/2020/09/202-nao-foi-no-grito.html COMMONWEALTH https://pt.wikipedia.org/wiki/Commonwealth
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