terça-feira, 6 de agosto de 2019

186 – NÃO FOI NO GRITO – AGOSTO 1819- 2019

   GARANTIAS EUROPEIAS INÓCUAS ao BRASIL

Quanto ás potências Europeias, não tem o Brasil necessidade alguma de tal garantia: primeiro, porque lhe não tem dado, nem ha motivo algum de presumir que lhe dê, ocasião de hostilidades; assim, o pedir tal garantia, seria tão inútil como escusado.
CORREIO BRAZILIENSE  AGOSTO de 1819 . p,196

Em agosto de 1819 a iminente soberania brasileira significava um distanciamento dos interesses europeus e o aprofundamento de sua própria identidade. Identidade social, econômica e política brasileira completamente diferente dos seus tradicionais dominadores. Esta diferença continua profunda, em agosto de 2019, apesar dos atravessadores, dos mediadores e dos interesseiros não quererem perceber e esconder este abismo histórico, cultural e técnico entre a Europa e o Brasil. Nesta etapa o Brasil pretende ser apenas uma das 200 soberanias existentes. Não possui a pretensão de ser a primeira e nem se coloca como vítima ou como a última colocada. Assim, até prova em contrário, todas as garantias prometidas por estes  interesseiros, mediadores e atravessadores devem serem vistas como inócuas e perda de tempo e energias.
Fig. 01 As garantias que os europeus podem oferecer aos atuais brasileiros não diferem daquelas que puderam oferecer tanto no PERÍODO COLONIAL como aquelas  extra temporã e atrasadas da ERA INDUSTRIAL.  Evidente que os gestos galantes de dar água ao mandatário do executivo brasileiro, segue o protocolo, a galanteria e eventos festivos que os europeus sempre propiciaram ao bugre atrasado do Brasil

As garantias que a Europa pode oferecer ao Brasil, além de inócuas, só podiam acobertar interesses de potencias acostumados a usufruírem os benefícios coloniais e da escravidão. 
Fig. 02 No PERÍODO COLONIAL as culturas exóticas- incorporadas à cultura europeia - sempre pagaram o pedágio da subordinação, da dominação senão do ridículo grotesco.  As culturas europeias legitimavam o seu saque, a manutenção do regime escravocrata colonial e depois a apartheid por meio destes eventos festivos, protocolos e galanterias. Por trás destes cenários o saque econômico  do pau brasil, do açúcar e de ouro do Brasil corria solto.

Quando  parece esta superado o COLONIALISMO ibérico voltado para a EXPLORAÇÃO AGRÍCOLA PRIMARIA e PREDATÓRIA, aparecem, em bando, as demais  nações europeias. Nações que se lançam com formas renovadas de COLONIALISMO que busca garantir o abastecimento barato de matérias primas e mercados para os produtos caros as máquinas da ERA INDUSTRIAL

CORREIO BRAZILIENSE  AGOSTO de 1819 VOL. XXIII. N°. 135. Pp,196 - 200
Rcfiexoens sobre as novidades deste mez.
RETNO UNIDO DE PORTUGAL BRAZIL, E ALGARVEI.
Vinda d*El Rey para a Europa.
Tornou-se a suscitar de novo o rumor, já tantas vezes repetido, de que El Rey deixa o Rio-de-Janeiro, para vir residir em Lisboa; e desta vez se accrescenta, que Sua Majestade mandara declarar a sua intenção aos Aliados, exigindo porém destes a garantia do Brazil. Consideraremos primeiramente a improbabilidade desta ultima circumstancia. A garantia das Potências Alliadas a favor do Brazil, só podia ser com respeito ás potências Européas, ou tendo em vista aggressoens da parte dos novos Governos Americanos. 
Fig. 03 - O PERIGO para os REIS de PORTUGAL estava na EUROPA e NÂO na AMÈRICA  e cada vez mais evidente  a partir de agosto de 1819.  O perigo na Europa  onde as leis, a economia e tecnologia tomavam conta do poder e onde os tronos reais se tornavam cada vez maias acessórios dispensáveis e descartáveis

Quanto ás potências Européas, naõ tem o Brazil necessidade alguma de tal garantia : primeiro, porque lhe naõ tem dado, nem ha motivo algnm de presumir que lhe dê, occasiaõ de hostililidades; assim, o pedir tal garantia, seria tam inútil como escusado. Por outra parte, esta garantia a tem o Brazil, na sua posição geographica, e distancia, em que se acha da Europa; porque naõ ha Potência alguma Europea, que possa hoje em dia mandar uma expedição a conquistar o Brazil, nem ainda parte alguma delle, com a menor esperança de bom successo. A mesma Inglaterra, que possue mais meios marítimos, que todas as mais potências tomadas junctamente, acharia em similhante empreza taes difficuldades, que tal projecto se devia considerar uma perfeita quixotada. Seria logo um manifesto absurdo exigir tam desnecessária garantia. Pelo que respeita os novos Governos Americanos, elles estaõ por tal maneira occupados com a sua guerra contra Hespanha, que he impossível pensarem em uma irrupção ou acomettimento ao Brazil. Se este temor se entende dos seus princípios revolucianarios, nem todas quantas forças tem a Europa poderiam bastar para obstar a torrente da opinião; quando, por outra parte, a mera presença de Sua Majestade no Brazil, e um mediocre cuidado da parte de seus Ministros, em intruduzir ali algumas reformas úteis, bastarão para ter os povos contentes, e dar á opinião publica a direcçaõ conveniente. A auzencia de1' El Rey, nesta crise, e pelas consideraçoens presentes, levaria a tendência opposta, em vez de causar algum bem. 
Domingos_Siqueira,_  EPIGRAFE da Alegoria_às_virtudes_do_Príncipe_Regente_D._João_-_ 1810~
Fig. 04 -  Neste totem estava evidente a “FABRICAÇÂO da GLORIA e da FAMA dos REIS de PORTUGAL”.  Todos os lusitanos lutavam pela SOBERANIA de sua TERRA as custas de COLÔNIAS RENDOSAS e SUBMETUDAS a FERRO e ao FOGO do rosário de fortalezas que as cercavam Projeto de dominação mantido em segredo e  longe do olhar do populacho que “TINHA a LIBERDADE “ de    divertir com eventos festivos sem fim, procissões e por galanterias dirigidas e tributos  à CASA REINANTE,

Mas ja que se fala na utilidade das garantias; naõ será mao perguntar, que he feito da garantia sobre a integridade dos Domínios de S. M. Fidelissima, em 1810 ¿e se Olivença[1] naõ éra comprehendida naquella garantia ? A garantia só servío de obrigar a El Rey a dar aos Franceses Cayenna, que éra uma conquista feita com os títulos mais legítimos, que ja mais se podem allegar para uma conquista; mas porque convinha aos arranjamentos de outras naçoens, que se restituisse Cayenna aos Francezes[2], a fim d*estes cederem outras cousas, pagou El Rey as favas; ficando sem Cayenna, e sem nenhuma compensação por ella.
As Potências Aluadas naõ tinham promettido nenhuma garantia á Hespanha, sobre a integridade de seu território; quando se mandou aquella celebre nota ao Gabinete do Rio-de-Janeiro, contra a invasão de Monte-Video[3]. Logo he escusado fallar na utilidade das garantias, quando naõ ha uma força adequada, para as fazer pôr em vigor, nem uma combinação atilada no Ministério, para fazer que isso seja do interesse das outras naçoens.



[1] OLIVENÇA
¿ OLIVENÇA ou OLIVENZA ? 121

[3] URUGUAI Província Cisplatina
O PROCESSO do BICENTENARIO da SOBERANIA do URUGUAI. - 014

A ESPANHA NÃO DEVOLVE OLIVENÇA:  o URUGUAI PAGA o PATO. 125

A GUERRA do RIO da PRATA em AGOSTO de 1816 140

¿ MAIS um  PASSO na SOBERANIA BRASILEIRA ? 141

ARTIGAS dirige-se para as MISSÕES em 1817147

O PENSAMENTO de ARTIGAS PERMANECE149

O URUGUAI: o NASCIMENTO de uma NAÇÃO SOBERANA 159 –

ACLAMAÇÃO de DOM JOO VI no BRASIL
Fig. 05 -  A evidente “FABRICAÇÃO da GLORIA re FAMA dos REIS de PORTUGAL estava, em agosto de 1819 ,  entregue à Missão Artística Francesas. Esta Missão reinventou o repertório icônico dos reis e imperadores franceses  Os europeias domiciliados ou refugiados no Brasil legitimavam, com estes eventos festivos, protocolos e galanterias.de culturas completamente estranhas em terras ainda entregues aos seus primitivos habitantes e movidas e sustentadas  por trabalho escravo legal

Ha alguns mezes, que annunciamos o projecto d'El Rey de convocar juncto a si uma deputaçaõ de Portugal, para de concerto com ella cuidar numa regular marcha de administração para os seus Estados Europeos. Escriptores injudiciosos clamaram que isto naõ bastava; e outros depois chegaram a dizer, que nem a mesma vinda d' El Rey para Lisboa remediaria os males, que afrligem a Naçaõ. Nós somos bem de opinião que taes clamores naõ deviam desviar El Rey de seu bom propósito: mas infelizmente, pouco basta para assustar Ministros, que tremem até ao cair das folhas secas das arvores: e naõ podemos deixar de lamentar, que pessoas mal entendidas em política levantem desconcertadas vozes, clamando por completas reformas de uma vez, quando se deviam dar por mui satisfeitos de ver algum principio. He assim que, pedindo tudo juncto, dao aos Ministros boa desculpa, para naõ concederem nada
- ALEXANDRE HUMBOLDT no seu escritório
Fig. 06 Em agosto de 1819 a cultura europeia estava abrindo as janelas em todas as direções. As grandes viagens estavam na moda, As viagens ao continente americano tinha especial interesse e eram caríssimas pois  antes desta data era uma propriedade da Espanha e de Portugal zelosa e hermeticamente fechada Humboldt havia percorrido vastas áreas destes continente. Apesar de lhe ser vedado entrar em território brasileiro, as suas ideias vieram através da Missão Artística Francesa desembarcada no Brasil no ano de 1816. Porém não faltaram cientistas de outras nações europeias que palmilhara, o território brasileiro em todas as direções e enviavam  para Europa os seis relatórios e as suas coletas

Ninguém mais do que nós deseja uma boa reforma no Brazil; e sobre tudo, que se tire o arbítrio dos que exercitam alguma parte do poder delegado do Soberano, e que se ponham as rendas publicas, ao abrigo necessário, contra as espoliaçoens daquelles que as administram. Indignamo-nos de ver, que isto se naõ começa, mas julgamos que he obstar ao principio o pedir demasiado; e a isto sem duvida attribuimos o naõ ter ido a diante a idea de convocar uma deputaçaõ de Portugal. A p. 134 deste N°., publicamos uma noticia do commercio, entre o porto de Trieste, e os domínios de Sua Majestade FideIissima. Por aquella noticia se verá, que as exportaçoens de Lisboa e do Porto, para Trieste, constaram meramente de producçoens do Brazil, e alguma cousa da índia, ¿ Accaso he culpa do Brazil, que Portugal naõ tenha productos seus, que exportar para Trieste ? 
- REVOLUÇÃO FRANCESA Três Estados
Fig. 07 -  Um sistema montado sobre os pressupostos da ORIGEM DIVINA dos REIS permitia às castas da dominantes de uma porção mínima da população a perpetuação da exploração  evidente nos privilégios montados sobre a exploração de um máximo de sevos privados de todo usufruto do seu trabalho   Este sistema era mantido por meio de eventos festivos, protocolos e galanterias com as quais as culturas europeias imaginavam e legitimavam a apropriação e a posse de culturas que ainda não tinham aderido a estes “PRIVILÉGIOS”. O colonialismo de todo século XIX  baseia-se nestes pressupostos de nações que se julgavam superiores, fora da lei e da ordem que não fosse estabelecido por elas

A queixa portanto que alguns injudiciosos Portuguezes fazem contra o Brazil, he em todos os respeitos injusta ; e a causa do mal, que os afflige, se deve achar em sua passada injustiça a respeito desse mesmo Brazil. Antes da mudança da Corte para o Rio-de-Janeiro, naõ podia o Brazil negociar com mais ninguém do que com Portugal: os Brazilienses deviam trabalhar, para que os Portuguezes se aproveitassem exclusivamente do fructo de sua industria. Contentes os Portuguezes com o que se pôde literalmente chamar, viver do suor alheio, desprezaram a sua agricultura, e todos os ramos de sua industria.
O abismo existente no Brasil de agosto de 1819 entre uma corte multissecular e todo seu aparato de intimidação a qualquer estranho contratava com a condição da população distante deste aparato como também desprovido de qualquer tecnologia da ERA INDUSTRIAL
Modesto BROCOS Y GÓMEZ 1852-1936 - Engenho de mandioca 1892 MNBA
Fig. 08 -  A  base de poder é constituído pelo numero de dominados. Este número é evidente nos rústicos e primitivos meios de produção manual no qual era mantida a mão de obra brasileira condenada ao TRABALHO ESCRAVO,  Sofre tanto o oprimido como o opressor. Prejudica o opressor que se acostuma  ao mando só se imagina plenamente realizado quando assume o controle de numerosa e operosa mão de obra sujeita aos seus desígnios e deliberações. Prejudica o oprimido forçado a integrar esta massa de mão de obra ociosa e disponível para servidão não deixando qualquer alternativa de deliberação e decisão a seu favor

Aberto o commercio do Brazil a todas as Potências, gritam em Portugal que morrem de fome. Portugal he um paiz bem rico, e favorecido pela natureza : tem grande variedade e abundância de producçoens ; mas todos estes bens seraõ perdidos, se quizerem unicamente sustentar-se, como até aqui faziam, do trabalho de seus escravos no Brazil. A sua Inquisição afugenta de seu paiz as riquezas de muitos, que as empregariam em fazer produzir a terra novas riquezas: os actos de arbitrariedade dos que governam, previnem que a industria se procure abrigar e recolher n' um paiz, tam próprio para ella. ¿ Que culpa tem de tudo isto o Brazil ? ¿ Que outra partilha tem até aqui tocado aos Brazilienses, senaõ a sorte de obedecer ?
Adrien TAUNAY 1803-1828
Fig. 09  A exploração do potencial do interior brasileiro eram caríssimas e arriscadas para o europeus acostumados ao conforto, regalias e meios de comunicação evoluídos  Adrian TAUNAY, um dos filhos dos membros da MISSÃO ARTÍSTICA FRANCESA de 1816,  sacrificou a sua jovem vida numa destas explorações do imenso território brasileiro três vezes maior do que o território do Império Romano no seu apogeu

 A ley contra as Sociedades Secretas, que tanto tem, desacreditado na Europa o Governo do Brazil, he obra de um Ministro Europeo, criado e educado em Portugal. Os Brazilienses nisso naõ tem outra parte mais do que ser victimas dessas absurdas ideas, transplantadas de Lisboa para o Rio-de-Janeiro. Europeos saõ aquelles escriptores e declamadores, que se tem opposto ao projecto de uma Deputaçaõ, que pudera ser um canal legitimo para se fazerem representaçoens a El Rey; e assim se tem obstado a uma lembrança de sua Majestade, que pudera ser productora de muitos bens. Voltando, porém, á noticia da vinda de Soberano para a Europa, deo-se a isto tal credito, que alguns de nossos Conrespondentes fios mandaram perguntar de Lisboa, se éra certo o que naquella cidade corria, de que se preparava em Inglaterra uma esquadra, para acompanhar a El Rey, na sua viagem para a Europa. 
- CRUIKDHANK George --1792-1878   PIRÂMIDE do PODER
 Fig. 10 -  O  REINO IMAGINADO de CIMA para BAIXO de uma MONARQUIA de ORIGEM DIVINA mantinha. em agosto de 1819. a população de  PORTUGAL na esperança do RETORNO do seu REI  Os atravessadores, mediadores e interesseiros mantinham viva a mesma esperança do retorno do  REI DOM SEBASTIÃO, repetida agora como farsa.

 O Rio de Janeiro e Brasil tiveram o privilégio de assistir a METAMORFOSE do rei monocrático e da sua corte  para uma corte e um rei sob um regime constitucional. Na França, e antes na Inglaterra esta METAMORFOSE POLÍTICA havia custado a CABEÇA COROADA dos seus REIS MONOCRÁTICOS e DIVINOS.
No momento actual, a estada do Soberano no Brazil lhe dá a maior preponderância nos negócios da America. O Governo de1 El Rey, indisputável meu te legitimo, he reconhecido por todas as potências estrangeiras. O casamento do Príncipe Real com uma Archiduqueza de Áustria, forma importantes ligaçoens, com uma das mais consideráveis Cortes da Europa. O commercio Europeo está introduzido no Brazil, até por tractados, que naõ poderiam agora ser abrogados, quanto á estipulaçaõ primordial de negociar no Brazil, e que aquelle Governo naõ poderia negar ás demais potências, conservando-o á Inglaterra, como he forçoso que o faça, vistos os tractados. Logo a vinda d' El Rey para Portugal naõ mudaria as circumstancias deste paiz, porque naõ affectaria o commercio estrangeiro no Brazil. Ao mesmo tempo que consideramos o Governo de Sua Majestade tam bem consolidado no Brazil, pelas ponderaçoens, que acabamos de expor; vemos que os novos Governos, que cercam seus Estados, na America Hespanhola, acabando agora de nascer, mal formados ainda; apenas cóm a sufriciente authoridade sobre seus subditos ; sugeitos a mudanças , que necessariamente devem soffrer, antes que adquiram uma forma estável; naõ reconhecidos por alguma potência estrangeira; devem pela natureza das cousas muito depender do ja firme e reconhecido Governo vizinho do Brazil, e El Rey perderia toda a influencia, que lhe provém destas circumstancias, se, em taes conjuncturas, passasse a sua Corte para Lisboa.
Agora ¿ qual seria a garantia, que havia de segurar a El Rey em Lisboa estas vantagens, que lhe resultam da sua residência no Rio-de-Janeiro ? Naõ queremos dizer, que El Rey tenha tirado disso todo o partido que pudera. Talvez uma mal entendida moderação, para naõ parecer ambicioso; talvez uma contemplação demasiada para com a Corte de Hespanha, o tenham impedido de tirar um partido das circumstancias, que outros monarchas postos em seu lugar naõ teriam hesitado approveitar. Mas, quer o Governo do Brazil tenha feito quanto pudera quer naõ, o desamparar aquelle posto seria dar toda a vantagem a seus rivaes ; e estamos bem certos, que naõ faltariam naçoens estrangeiras, que soubessem adiantar seus interesses, com a execução de tam errada medida.

As formas renovadas de colonialismo industrial foram soberanas e determinantes para desde as guerras napoleônicas até a Segunda Guerra Mundial. A condição que os ESTADOS UNIDOS à INGLATERRA[1] para entrassem no conflito global impuseram foi o final  destas formas renovadas de colonialismo industrial.
Em agosto de 1819 a iminente soberania brasileira significava um distanciamento dos interesses europeus
Evidente que as   GARANTIAS que os EUROPEUS podiam e podem  oferecer BRASIL eram e  são  INÓCUAS na medida que estas garantias escondiam interesses, meias verdades  e diferenças abismais entre projetos, realidades físicas, culturais, técnicas e políticas.



[1] ENCONTRO no ATLÂNTICO e a DESCOLONIZAÇÂO BRITÂNUCA
Modificações territoriais só com aprovação dos povos
O tratado representou também uma mudança na estrutura das alianças internacionais. Isso desagradou sobretudo aos Estados Unidos, que viam ameaçada a futura ordem global de paz sob liderança sua e do Reino Unido, como era almejada pelo presidente americano Franklin D. Roosevelt.
O chefe de Estado americano convidou Churchill para um encontro secreto, sem a participação soviética, em alto-mar, diante da costa canadense de Terranova – desprezando de forma demonstrativa a ameaça à navegação marítima por parte dos submarinos alemães.
Após quatro dias de negociações, os dois estadistas divulgaram em 14 de agosto uma declaração final sobre os princípios "para um futuro melhor do mundo", conforme afirmava textualmente a chamada Carta Atlântica.


EMERGÊNCIA CAPILAR – Ministro francês  JEAN-YVES le DRIAN
Fig.11  Em agosto de 2019 da desculpa inócua da  “EMERGÊNCIA CAPILAR do PRESIDENTE DO BRASIL” evidencia os mais antigos ranços que se podem esperar  das GARANTIAS INÓCUAS EUROPEIAS ao BRASIL Em POLITICA  como nas ARTES e no  ESPORTE não existe espaço e oportunidade para PEDIDOS de DESCULPAS pelo MAL FEITO ou ERROS COMETIDOSi

 Para superar estes abismos não basta o simples voluntarismo ou projetos sem pé nem cabeça.
Há necessidade de admitir que tanto o individue, como uma coletividade ou mesmo uma nação não conseguem superar e esquecer as cicatrizes da escravidão e do colonialismo. No contraditório a superação do tabu e a sua transformação em totem é tarefa, responsabilidade e rito de passagem exclusiva de quem empreende esta metamorfose. Porém os sofrimentos da escravidão são perpetuas e inesquecíveis. Os israelitas comemoram, todos os anos, a sua Páscoa ou a passagem da escravidão para a liberdade da Terra Prometida. 
Ariadne DECKER - Tribo atual das Missões Jesuíticas do Brasil –
Fig.12  Os primitivos indígenas foram forçados a retornar as sua práticas ancestrais de nomadismo, Foram forçados a tomar esta marchas pois foram espoliados pelas promessas dos europeus  que estavam cegos e surdos ás vozes indígenas.  Os primitivos indígenas aprenderam a duras pebas e com sacríficos inauditos que as GARANTIAS EUROPEIAS eram INÓCUAS senão prejudiciais e espoliativas de suas terras, costumes e crenças

No Brasil as tribos dos seus primeiros habitantes vagueiam pelo território nacional na busca da “TERRA SEM MALES” que certamente os europeus não lhes puderam dar muito menos garantir  a continuidade por tempo indeterminado.
Sob esta ótica o Brasil reafirma a busca de sua soberania  nacional apenas como uma das 200 soberanias existentes no âmbito deste estatuto legal. Assim, até prova em contrário, todas as garantias prometidas por estes interesseiros, mediadores e atravessadores devem ser vistas como inócuas, de perda de tempo e de energias.
Enquanto isto os urubus pousam sobre as casas grandes em ruinas e as corujas agorentas aninhadas nas torres das igrejas vazias continuam a meditar:
 - COMO ERA BOM O TEMPO COLONIAL e IMPERIAL com a sua magnifica  ESCRAVIDÃO LEGAL !

FONTES NUMÉRICAS DIGITAIS

CAIEANA
Do OIAPOQUE ao CHUI078
DEVOLUÇÃO da GUIANA FRANCESA110
A POSSE da FOZ INTEIRA do RIO AMAZONAS. 122
UMA PONTE LONGE DEMAIS128
.
OLIVENÇA
¿ OLIVENÇA ou OLIVENZA ? 121

URUGUAI Província Cisplatina
O PROCESSO do BICENTENARIO da SOBERANIA do URUGUAI. - 014

A ESPANHA NÃO DEVOLVE OLIVENÇA:  o URUGUAI PAGA o PATO. 125

A GUERRA do RIO da PRATA em AGOSTO de 1816 140

¿ MAIS um  PASSO na SOBERANIA BRASILEIRA ? 141

ARTIGAS dirige-se para as MISSÕES em 1817147

O PENSAMENTO de ARTIGAS PERMANECE149

O URUGUAI: o NASCIMENTO de uma NAÇÃO SOBERANA 159 –





BOLSONARO NÂO RECEBE e ATACA  MINISTRO FRANCÊS
+ LE MONDE

FRANÇA DANDO ÀGUA AO BRASIL

 LEITRAS DE CLASES “se falta pão comam brioches”

GUERRA de EGOS

ENCONTRO SECRETO CHURCHIL E ROOSEVELD


ENCONTRO no ATLÂNTICO e a DESCOLONIZAÇÂO BRITÂNUCA
Modificações territoriais só com aprovação dos povos
O tratado representou também uma mudança na estrutura das alianças internacionais. Isso desagradou sobretudo aos Estados Unidos, que viam ameaçada a futura ordem global de paz sob liderança sua e do Reino Unido, como era almejada pelo presidente americano Franklin D. Roosevelt.
O chefe de Estado americano convidou Churchill para um encontro secreto, sem a participação soviética, em alto-mar, diante da costa canadense de Terra Nova – desprezando de forma demonstrativa a ameaça à navegação marítima por parte dos submarinos alemães.
Após quatro dias de negociações, os dois estadistas divulgaram em 14 de agosto uma declaração final sobre os princípios "para um futuro melhor do mundo", conforme afirmava textualmente a chamada Carta Atlântica.


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terça-feira, 9 de julho de 2019

185 – NÃO FOI NO GRITO - SUMÁRIO do 8º ANO



BLOGNÃO FOI NO GRITO:  8º ANO

SUMÁRIO do 1º ANO

SUMÁRIO do 2º ANO

SUMÁRIO do 3º ANO

SUMÁRIO do 4º ANO

SUMÁRIO do 5º ANO
SUMÁRIO do 6º ANO

SUMÁRIO do 7º ANO

SUMÁRIO do 8º ANO.

O blog “NÃO FOI NO GRITO”, ao COMPLETAR 8 ANOS de EXISTÈNCIA continua a se dedicar à LEITURA e COMENTÁRIO   do  Correio Braziliense Estes textos do Correio Braziliense (1808-1822)  constituem aulas mensais de JORNALISMO do que foi  POSSÍVEL nesta época as suas circunstâncias.  O seu editor  HIPÓLITO JOSÉ da COSTA segue um projeto único e um caminho coerente com a massa de informações que ele vinha acumulando e veiculando há onze anos e que continuou até a INDEPENDÊNCIA do BRASIL.
Nesta época do  Correio Braziliense estavam em confronto ideologias irreconciliáveis. Como sempre ALGUÉM PRECISAVA ser a VITIMA e quem morre é o inocente. Nos anos de 1818 e 1819  Portugal estava abandonado à sua sorte e  entrou em convulsão com a corte estabelecida no Rio de Janeiro. O Correio Braziliense registrava e tentava entender as vitimas fatais do choque entre as ideias liberais e aquelas que sustentavam o velho sistema feudal. Este sistema repercutia no CORREIO BAZILIENSE AGOSTO de 1818 - VOL. XXI. No. 123 que registrava as difíceis  decisões dos cidadãos domiciliados no Brasil em ir buscar outras terras e ares do descanso do espírito
,” no Brasil, basta simplesmente a ideia da possibilidade para que os homens deem a preferencia aos Estados Unidos; sujeitando se antes aos rigores de um mu clima, com o descanso do espirito, sem temor de arbitrariedades, do que viver no delicioso pais do Brasil, com o tormento interno de temer continuadamente, que um delator secreto faça passar o homem mais inocente, do seio da sua família para uma prisão solitária”
Em POLÍTICA, em ESPORTE ou em ARTE NÃO EXISTE PERDÃO. No máximo é possível a CLEMÊNCIA para iniciar OUTRA carreira, OUTRA partida ou criar OUTRA obra de arte.
Para garantir a segurança do REI, da CORTE e dos ABONADOS o decreto que  distingue o EXÉRCITO de PORTUGAL e o EXÉRCITO do BRASIL é discreto mas firme e convicto. Este decreto abre uma imensa porta pelo qual poderá fluir o processo da SOBERANIA BRASILEIRA e ser amparada por um exército nacional brasileiro.


O que mantinha o aventureiro no Brasil era o SONHO do OURO continuava ativo e vigoroso,  em dezembro de 1818, CONTRA TODAS as PROVAS em CONTRÁRIO. Neste SONHO do OURO os ESCRAVOS (PEÇAS) começaram a ser tornar anti-produtivos. Estas “PEÇAS” tornava-se caras, obsoletas, e, portanto, dispensáveis diante de uma emergente e prometida ERA INDUSTRIAL
Porém o imaginário do burocrata não quer abrir, em hipótese alguma,  a janela para não se contaminar com a realidade. Realidade na qual predomina e continua a imperar o hábito de ganhos fáceis e incessantes, especialmente para os DONOS do PODER. Não lhes importa quem é sacrificado, descartado e aniquilado. Tanto no início do século XIX,  com no XXI, importa gerar a acumular FORTUNAS. Gerar e acumular FORTUNAS seja por uma descoberta fortuita de algo que se imaginava esgotado  ou por novas tecnologias que permitam continuar a alimentar o SONHO do OURO e de FORTUNAS
“somente ha um remédio, que é receber o mesmo valor em mercadorias, que importam os produtos exportados, e se estes forem em valor maior que as importações crescerá o dinheiro em circulação. Todas as leis, que se não fundarem nestes claros princípios de Economia Politica, ou tenderão á ruína do país, ou serão meras palavras sem efeito”.
As POTÊNCIAS que se tornaram hegemônicas, ao longo do século XIX, legitimavam os seus avanços e espoliações de outras CULTURAS, GENTE e TERRAS em NOME de uma IDEALIZADA e SUBLIME CIVILIZAÇÃO. INFELIZES os POVOS e as CULTURAS que não fossem  CONVICTAS, ORGANIZADAS ou aquelas que oferecessem a mínima brecha nas suas defesas a este ASSALTO MASSIVO destas POTENCIAS em VIAS de INDUSTRIALIZAÇÃO.
A ORDEM e o PROGRESSO materializavam esta CIVILIZAÇÃO IDEALIZADA e SUBLIME. Nos porões destas POTÊNCIAS rugiam as máquinas da ERA INDUSTRIAL dando e fornecendo as ENERGIAS para ESTE PROGRESSO. As POTÊNCIAS que tornaram hegemônicas  o faziam “EM NOME HIPOTÉTICO do SEU SOBERANO e do ACÚMULO de BENS MATERIAIS”, em vez do lema “POR DEUS e por EL-REI” dos conquistadores ibéricos. DEUS mostrava a sua APROVAÇÃO das suas conquistas por meio do SEU ACÚMULO de BENS MATERIAIS na concepção destas POTENCIAS COLONIALISTAS em VIAS de INDUSTRIALIZAÇÃO..
Neste em JULHO de 2019 não só repercutem as decisões tomadas em julho de 1819, mas existem evidencias de os problemas básicos não foram resolvidos e por isto a NAÇÃO BRASILEIRA CAMINHA em CÍRCULOS, Basta abrir, conferir e ler as postagens que seguem:

169 – NÃO FOI NO GRITO
A FORMAÇÃO do BRASIL e os IMIGRANTES.
INDIOS 1816 - Maximiliano WIED NEUWIED

Fig. 01 Diante das profundezas da origem espécie humana, no continente africano,  a sua migração  ao atual território brasileira é muito recente.  Nos primórdios desta migração ingressaram diversas etnias. O europeu as denominou genericamente de  “ÌNDIOS”, por acreditar que estivesse chegado até as costas orientais da Ásia.  Grupos de coletadores vagavam no continente americano ao sabor daquilo que encontraram sem reivindicar posse. Já os grupos de caçadores delimitavam  campos e florestas como suas, mas nem noção o de posse individual do território

170 – NÃO FOI NO GRITO
OS  IMIGRANTES com NADA a PERDER
Tarsila do  AMARAL   - 1886 - 1973  operários 1933

Fig. 02 Diante da constatação do CORREIO BRAZILIENSE de agosto de 1818 da espantosa explosão numérica  da espécie humana de que “muitas regiões de Europa sofrem de um excesso de povoação: daí nasce uma variedade de males, que nenhum governo tem o poder de afastar, e que leva após si um séquito horroroso de crimes e atentados contra a natureza.  A solução singela de exportar estes rejeitos, das máquinas industriais europeias e de ficar apenas com aquilo que lhes  é útil,,  gerou favelados, miseráveis e aproveitadores que foram praticar alhures o mesmo  “séquito horroroso de crimes e atentados contra a natureza que praticavam na sua terra de origem superpovoada
171 – NÃO FOI NO GRITO
http://naofoinogrito.blogspot.com/2018/08/171-nao-foi-no-grito.html
OS MÚLTIPLOS DEVERES de um ESTADO SOBERANO
Fig. 03 O  CORREIO BRAZILIENSE de agosto de 1818 registrava espantosa explosão numérica  da espécie humana de que em “muitas regiões de Europa sofrem de um excesso de povoação: daí nasce uma variedade de males, que nenhum governo tem o poder de afastar, e que leva após si um séquito horroroso de crimes e atentados contra a natureza.  No Brasil a nobreza controla do alto de sua situação econômica, social e política os escravos de uma fazenda de café nos morros do Rio de Janeiro  entregues em 2018 para as favelas. Estas cenas afastavam qualquer europeu da veleidade  de imigração definitiva para ambientes desta natureza.


172 – NÃO FOI NO GRITO
CONDENADOS POR UM CRIME SEM PROVAS MATERIAIS

Fig. 04 Memorial no lugar em que o  General GOMES FREIRE de ANDRADE foi enforcado, esquartejado, queimado e suas cinzas jogadas ao mar no dia 28 de outubro de 1817.   A espetacular e humilhante  punição produziu o efeito de um verdadeiro culto popular e combustível para as ideias liberais, Por efeito destas ideias Dom  João VI teve de retornar para Lisboa e jurar a CONSTITUIÇÂO, terminando uma longa tradição dos reis monocráticos e acima e origem de contratos e leis.

173 – NÃO FOI NO GRITO
CLEMÊNCIA ou PERDÃO 

Fig. 05 Imagem da revista das tropas francesas na PRAÇA das PARADAS MILITARES de LISBOA logo após a entrada dos franceses na capital de Portugal no dia 30 de novembro de 1807 numa imagem da autoria de Luís Antônio XAVIER[1] .   Esta presença das tropas francesas  teve numerosos apoiadores e colaboradores lusitanos. Com a retirada e a queda de Napoleão este contingente de colaborares e apoiadores portugueses foram tratados com traidores. Dom João VI os tratou com clemência, porém examinando caso a caso

0-   174 – NÃO FOI no GRITO,

MAIS um PASSO para a SOBERANIA BRASILEIRA



[1]-Gravura de Luis Antônio XAVIER  http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/9406.pdf


Fig. 06 Uma das primeiras ações militares das armas brasileiras foi  tomada da  cidade da Caiena em 1809. Esta ação tinha com objetivo colocar sob o protetorado  a Guiana Francesa impedir o desembarque de tropas francesas sob as ordens de capital Napoleão Bonaparte  Os motivos dste protetorado sessaram  com a queda de Napoleão e as Guianas foram devolvidas para a França no âmbito das resoluções do Congresso de Viena

175 – NÃO FOI no GRITO 

Entre a NATUREZA e a CIVILIZAÇÃO em NOVEMBRO de 1818 e 2018.

Fg. 07 - O Rio Pardo nasce em Minas Gerais atravessando  o estado da Bahia depois de percorres 565 Km  atinge o mar na cidade de Canavieiras.  Este fértil vale foi o destino da expedição de João GONÇALVES da COSTA três séculos após a chegada dos portugueses num ponto próximo no dito Monte Cabrália. O espanto é o triunfo da NATUREZA sobre a CIVILIZAÇÂO  quando esta CULTURA HUMANA  não encontra referencias seguros de sua existência e objetivos defensáveis por tempo indeterminado

176– NÃO FOI no GRITO
Magistrados e  Juízes corrompidos e corruptos, em dezembro de 1818 e em 2018

Encenação julgamento Padre Miguelinho
Fig. 08 – As CAPITANIAS do BRASIL COLONIAL eram  comandado por CAPITÃES até o momento de sua soberania Nacional. Estes CAPITÃES concentravam  nas suas mãos, o LEGISLATIVO, o EXECUTIVO e também o JUDICIÁRIO. Neste sistema, que reproduzia o papel do monarca, autocrático e centralista do rei, Os MAGISTRADOS e JUIZES existiam formal e burocraticamente, no entanto subalternos e, muitas vezes,  corrompidos e corruptos. Os revolucionários de 1817 enfrentaram um tribunal de da Capitania de Pernambuco, sendo vários deles condenados à pena capital.

177 – NÃO FOI no GRITO

BRASIL aos BRASILEIROS e PORTUGAL para os PORTUGUESES  JANEIRO de 1819 e 2019.

Fig. 09 – Em janeiro de 1819 a vida e as tradições portuguesas estavam muito mais voltas para Europa do que para o Brasil Estavam muito mais voltadas para a FRANÇA com os seu produtos intelectuais e culturais Estavam voltados para  INGLATERRA e sua indústria, comércio e economia. Portugal comprava livros franceses, em janeiro de 1819  que se pagava com libras esterlinas inglesas.
178– NÃO FOI no GRITO

A MÁQUINA SUBSTITUI o ESCRAVO e o ROBÔ,  o OPERADOR da MÁQUINA

Fig. 10 – O estafante trabalho manual da lavagem e da cata do OURO de ALUVIÂO além de perigoso permita os mais variados estratagemas de sonegação do “QUNTO REAL” do PRODUTO FINAL DESTINADO à LISBOA Insaciável E PERDULÀRIA.   Portugal devia até a calças para  INGLATERRA por efeito do tratado de METHUEN[1] .
Esta aproveitava esta fortuna do OURO do BRASIL para financiar as suas fábricas e para a invenção e produção de novas  máquinas

179– NÃO FOI no GRITO
NEGOCIAR a SOBERANIA de OUTROS ESTADOS 
Fig.11 – A INSACIÁVEL apropriação dos PRODUTOS BRASILEIROS -   DESTINADOS à LISBOA-  não se limitavam ao PERDULÁRIO  PORTUGAL.  Com a abertura dos portos para as “NAÇÕES AMIGAS”  a frágil e dependente economia brasileira passou a ser uma presa perfeita para as nações industrializadas. Buscavam no Brasil matérias primas baratas e usavam o seu vasto território como mercado dos produtos superfaturados de suas máquinas  Assim ao brasileiro cabia um mísero pais espoliado e um mercado cativo de “NAÇÕES AMIGAS”   De outra parte Dom João VI devia, a estas potências, a preservação do seu trono, linhagem e cargos dos seus sócios.  


180– NÃO FOI no GRITO

MANDAR SEMPRE e NUNCA OBEDECER. 
Fig. 12 – No BRASIL COLONIAL a unidade GOVERNAMENTAL era garantida pelo REI SOBERANO, MONOCRÁTICO e HEREDEDITÁRIO Neste sistema, os MAGISTRADOS e JUIZES existiam formal e burocraticamente, no entanto subalternos e, muitas vezes corrompidos e corruptores. Bastava-lhes cumprir o ritual do BEIJAMÂO MATINAL no PALÀCIO REAL para que o seu MANDONISMO fosse garantido e reforçado com benção e aprovação régia.


179– NÃO FOI no GRITO
Emigração de SUÍÇOS ao BRASIL: 
sempre se acharão alguns descontentes” .

Fig. 13 – Cena da despedida dos imigrantes suíços ao atravessar rios, lagos como o Neueburgerrsee[1],  estradas da Alemanha e em direção da Holanda para ai embarcarem  num veleiro rumo ao BRASIL Para a maioria era a última vez que viam a sua terra natal pois era viagem sem volta.
180 – NÃO FOI no GRITO 


Como a ECONOMIA conduzia a POLÍTICA do BRASIL, com a CORDA no PESCOÇO, em  maio de 1819.
 Gravura pintada por “François Auguste Biard” – Rio de Janeiro 1858.[1]

Fig.14 – A ECONOMIA BRASILEIRA de MAIO de 1819 girava ao redor ds.o trabalho e da economia servil.  A CORDA no PESCOÇO da POLÍTICA que desejava ver-se livre da ESCRAVIDÃO, mas tinha de assistir, indefesa e   muda, ao LEILÃO de ESCRAVOS e ainda fazer o devido registro cartorial deste ato comandado pela ECONOMIA SERVIL BRASILEIRA.    O leilão de escravos era um negócio lícito e com devido registro de propriedade em cartório oficial. Os donos desta ECONOMIA SERVIL aderiram à independência do Brasil pois o IMPÉRIO não ameaçava intervir neste estatuto enquanto em Portugal a escravidão estava proibida deste a época do Marquês de Pombal

0-183 – NÃO FOI no GRITO 


INTRIGAS PALACIANAS e o INIMIGO EXTERNO no BRASIL de JUNHO de 1819

El Rey não é nem pôde ser sujeito a tribunal algum que o julgue””

CORREIO BRAZILIENSE – JUNHO de 1819  VOL. XXII. N°. 133. 4 M  . Miscellanea.Pp.603- 643
VOL. XXII. N°. 133. 4 M  642 Miscellanea
Vicror GILLAM – Aploogies to Kipling

Fig.15 –A INGLATERRA como o ESTADOS UNIDOS estavam, em junho de 1819, recolhendo os espólios coloniais das nações ibéricas como aqueles da França. Realizavam esta tarefa em nome da uma CIVILIZAÇÂO IMAGINADA e FAVORÁVEL ao seu propósito de ACUMULO.  Estava iniciando a ERA INDUSTRIAL exigido para manter em estágio crítico e produtivo de suas máquinas da recém

184 – NÃO FOI no GRITO 


 REVOLUÇÃO ou RESISTÊNCIA em JULHO de 1819 e 2019
“O povo escolhe, melhor governo, adaptado a seus melhores costumes; mas se a explosão não é mais do que um movimento momentâneo contra o tirano, destruído este, aparece logo outro em seu lugar”. Correio Braziliense, julho de 1819
Fig.16. – A AMÉRICA LATINA consumia e era território para o qual ERA INDUSTRIAL mandava os seus produtos e importava os insumos.. Isto aconteceu com a imprensa que mandava para a AMERICA LATINA os tipos, as tintas industriais e as primitivas maquinas impressoras . De contrabando e imperceptível vinhas as ideias,  novos modos de fazer política, cultura e comércio. O CORREIO do ORINOCO imprimia os seus jornais com esta maquina importada da Europa e difundias as ideias dos ESTADOS NACIONAIS coerentes com esta ERA INDUSTRIAL
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