terça-feira, 1 de maio de 2018

165 – NÃO FOI NO GRITO

AZEITE e CORRUPÇÃO

Fig. 02 –  As sendas obscuras do contrabandista atravessava as fronteiras nas horas mortas e nos pontos na área rural mais desguarnecidos pelo Estado Nacional.  Enquanto isto a ERA INDUSTRIAL acumulava insumos e produtos da fabrica, o comércio e os bancos na área urbana..

Gerações de contrabandistas da fronteira entre Portugal e Espanha, especialmente da Galícia, criaram um verdadeiro folclore de despistes das alfândegas e dos seus agentes. Esta situação criava, em Portugal, uma desastrosa inflação elevando o preço deste produto essencial na culinária lusitana.

Fig. 03 –  As arriscadas travessias dos contrabandista nas montanhas em íngremes sendas,  num desenho de Gustave DORÈ (1832-1893). N contraditório a ERA INDUSTRIAK admirava e se apropriava deste empreendedorismo e o transformou num produto simbólico na forma de livros, imagens, romances e que repercutiram em diversas artes..

Na Colônia Brasileira o preço do azeite continuava como mercado cativo e onde os atravessadores. Estes estabeleciam o preço que queriam. Como nunca houve incentivo à esta cultura de oliveira o Brasil continua com mercado cativo deste produto lusitano.  Já a Espanha  produzia azeite porém as taxas eram bem mais altas e controladas. Este era o negócio dos “CHIBEIROS” e ATRAVESSADORES.

Fig. 04 –  O secular conflito entre PORTUGAL e ESPANHA repercutiu nas fronteiras do BRASIL COLONIAL com as COLÔNIAS ESPANHOLAS  do Rio da Prata. A  figura do contrabandista  - denominado de chibeiro – projetou sua sombra e ação no contrabando ao longo do período imperial e e mesmo republicano brasileiro

Este passado  - mitificado e romantizado de contrabandistas, atravessadores e chibeiros - renasce 200 anos depois. Renasce pelas sementes dos traficantes, milícias e corruptos de toda ordem.  A desconfiança da figura do político, do servidor e do Estado Nacional possui neste ponto uma das suas raízes. Raízes que se alimentam  na política sem ética, na economia concentrada e numa moral pública esmigalhada e nojenta..    

CORREIO BRAZILIENSE maio de 1818 VOL. XX. No. 120. Politica.


Pp.444 - 445
Edictal do Senado da Camara de Lisboa, sobre os atravessadores do azeite.

Ao Senado da Camara baixou a Regia Portaria do theor seguinte. Sendo presente a El Rey Nosso Senhor, em consulta do Senado da Camara, na dala de vinte e oito de Fevereiro proximo preterito, a necessidade de novas providencias, que evitem na maior parte os contrabandos, e travessias dos Azeites, em Villa Franca de Xira, e em Aldêa Gallega, e Moita, de que tem resultado e resulta maior escacez do dicto genero na casa do ver o pezo, estabelecida para a venda delle, e grande augmento no seu preço pela menor abundancia, que apparece naquelle mercado público: E querendo Sua Majestade obviar a estes inconvenientes; he servido que pela Intendencia Geral da Policia, se expecam as mais positivas Ordens aos Ministros do Riba-Téjo, para que hajam de assignar as Guias dos Azeites, quer estes venham destinados para a venda do ver o pezo quer para pessoa particular, recommendando-se-lhes todo o cuidado, e vigilancia em que se naô dupliquem as Guias pelos mesmos Azeites, nem consintam em que as Embarcaçoens que os conduzem a Villa Franca possam alli descarregallos, sem apresentarem Guia propria para aquelle Porto; porque naõ a apresentando, serem obrigados a sahir na primeira baixa mar, se o tempo o permitir.

Fig. 05 –  A típica figura do contrabandista português com seus potes de azeite prontas para ganhar terras espanholas e ser comercializada fora das leis.  O ESTADO NACIONAL tentava, por todos os meios, inibir a ação deste contrabandista. Entre estas medidas estava a análise da sanidade alimentar, procedência e pureza do produto  o que representava salvaguarda  dos interesses do consumir no qual as autoridades ganhavam um poderoso aliado 
Manda outro sim, que Azeite algum seja transportado em direitura a Paço d'Arcos, sem haver primeiramente dado entrada na Meza do Ver o Pezo[1], que poderá tirar a porcaô, quc lhe convier para consummo da Cidade, nem que em Villa Franca, ou outra alguma Villa, se passem Guias de Azeites, que vierem de passagem, ainda mesino os de Hespanha, ou da Provincia do AlemTéjo, que coslumaô embarcar naquelles Portos; porque á as devcram trazer das respectivas Alfandegas- ou Terras de onde saîram; e inenos que hajam grandes depositos de Azeite em Villa Franca, ou Paço d' Arcos; podendo o Senado da Camara mandar conduzir o que se achar nos dictos Lugares para a Casa do Ver o Pezo quando for indispensavel para provimento da Cidade • ficando toda a contravencaõ sujeita ås penas das Posturas sobre Travessias. O »Senado da Camara o tenha assim entendido, e o fa»ja executar pela parte que Ihe toca,

Palacio do Governo em 27 de Marco de 1818.

Com três Rubricasdos Senhores Governadores do Reyno.

Fig. 06 –  Na atualidade das aldeias das fronteiras entre Portugal e Espanha estã quase desertas.. O triunfo da ERA INDUSTRIAL e do acumulo da população em centros urbanos transformou as aldeias dos contrabandistas em espectros. Outros se referem ao oco do interior dos países ibéricos..

O CORREIO BRAZILIENSE de maio de 1818 tocava apenas num ponto do CONTRABANDO. Porém, em maio de 2018, o TRAFEGO de DROGAS constitui uma das atividades mais rendosas e de prestígio. Próspera com BARÕES da CONTRAVENÇÂO, de equipamentos sofisticados e de rios de dinheiro que desconhecem qualquer fronteira nacional. Arruínam tudo que encontra no interior de uma nação e sempre encontram receptores, atravessadores e consumidores do outro lado da fronteira.

Se o contrabandista representava uma das facetas SUBJETIVIDADE que se rebelava contra o coletivismo   que o ESTADO NACIONAL TENTAVA IMPOR CIMA para BAIXA esta pressão não e menor na ÉPOCA PÓS-INDUSTRIUAL. Os sinais estão por toda parte. Os contrabandistas das drogas, das armes pessoais sem falar do espaço da era numérica digital se norma legal ou contrato público formam um imenso mural e que atropela qualquer lógica governamental desmoraliza qualquer campanha e pulveriza qualquer ação que procure colocar fronteiras ou limites.

Fig. 07 –  O contrabandista com a sua carga não só corria perigo do lado da justiça do  Estado, Frequentemente era vítima de bandoleiros e sem lei refugiados nos ermos das montanas que tinha de atravessar

 É necessário admitir que a figura do contrabandista foi mitificado pela arte europeia corresponde à necessidade de uma subjetividade que a ERA INDUSTRIAL tentou enquadrar na sua lógica coletivista e que a ÈPOCA PÓS-INDUSTRIAL perdeu o controle e a dimensão

Fig. 08–  O pequeno volume dos entorpecentes e drogas e os seu alto custo no mercado consumidor dos dependentes sempre foi um rico ganho para traficantes e atravessadores em todos os tempos e lugares  Com a concorrência e sem contratos respeitáveis  surgiram verdadeiros impérios de criminosos e am justiça paralela ao ESTADO NACIONAL.



Em maio de 2018 o contrabando de informações alimenta uma enorme gama de pessoas, equipamentos que não conhecem fronteiras, pátria ou moral.

No entanto estes contrabandistas, traficantes ladrões de dados são amadores e primário diante das enormes volumes de fortunas ilícitas que migram para paraísos fiscais.

Entre maio de 2016 e maio de 2018 o fluxo de capitais ilícitos escancarou e debilitou economia no mundo todo. A própria Inglaterra está estudando formas de controlar entradas de capitais russos[1] que simplesmente estão comprando o que restou da moral financeira britânica.

Fig. 09–  Com a gradativa monetarização da economia o contrabandista concentrou  os seus esforços e meios para o tráfego monetário tanto físico com o virtual da ÉPOCA PÓS_INDUSTRIAL. Os paraísos fiscais e os estados nacionais[1] tornam-se  contrabandistas de fortunas acumuladas pelo ilícito.


O Brasil teve, entre maio de 2016 e maio de 2018 empresas, saqueadas, de alto a abaixo, por esta mesma corrupção endêmica, que ganhou dimensões incontroláveis, se refinou e que se alastrou dentro[2] e fora do território nacional.


Fig. 10 –  A LEI PRECEDE os FATOS. Se esta LEI resulta do escambo, do contrabando de influências e do tráfego de interesses incessáveis a SUBJETIVIDADE do cidadão dificilmente irá se rebelar. Irá tratar o ESTADO NACIONAL como algo perverso e irá buscar a sua parte no saque geral. Afinal Barão de Itararé, (Apparício Torelly) já sentenciava “A corrupção é um negócio para o qual eu não fui convidado



 FONTES NUMÉRICAS DIGITAIS

POLITICOS, NARCTRAFICANTES e CONTRABANDISTAS.



PACTO de GOVERNABILIDADE


NIVELA


MUSEU PARQUE


MONTANHAS GALEGAS



MÚSICA GALEGA


ROTAS


ROTA da MARONDA


TASCA de CONTRABANDISTAS


CANÇÂO do CONTRABANDISTA


CONTABANDISTA  dos PIRINEUS


LEGENDA dos CONTRABANDISTAS


DELACROIX:  o triunfo da SUBJETIVIDADE


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Imagens


Paul GAVARNI


TRAFICANTE


MAIO de 2018: TRAFICANTE


MÉXICO PARAISO FISCAL


PROBLEMAS da ECONOMIA


CAPITAIS RUSSOS



VER o PESO Belém do Pará


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domingo, 1 de abril de 2018

164 – NÃO FOI NO GRITO

O CORREIO entre SÃO PAULO e PORTO ALEGRE.
O número do CORREIO BRAZILIENSE de abril de 1818 nos faz entrever, 200 anos depois,  quem distribuía e de que a forma chegavam  os números deste periódico  aos seus eventuais assinantes de PORTO ALEGRE, de RIO PARDO e de RIO GRANDE.

Fig. 01 –  A imagem da Villa de São Paulo na época da Independência do Brasil ainda ostenta os vestígios de antigos muros. Esta povoação tinha comunicações mais frequentes e já regulamentadas com a corte do Rio de Janeiro através do rico vale do Rio Paraíba que estava recebendo as primeiras fazendas de café. Outra era pelos portos acoplados de Santos, São Vicente e  Bertioga de onde partiram os fundadores de São Paulo de Piratininga


A COMUNICAÇÃO INTERNA do BRASIL NÃO FOI ESTABELECIDA no GRITO e deixada aos CUIDADOS de QUALQUER AVENTUREIRO. A intervenção governamental nas COMUNICAÇÕES INTERNAS na em 1818 continuava a política do Brasil Colonial rigidamente controlada por LISBOA. Com a mudança da corte ao Rio de Janeiro  este serviço foi terceirizado. Porém permanecia como  concessão e com severo controle governamental. Ao mesmo era índice múltiplo entre eles a densidade populacional, o número das pessoas alfabetizadas, as trocas de informações, a circulação de bens materiais e do grau de monetarização da economia substituindo o primitivo escambo.
Fig. 02 –  A extensa rede de caminhos dos incas era percorrida regularmente pelos CHASQUES que levavam as comunicações da administração central como traziam as últimas notícias dos pontos mais longínquos deste império. Isto não acontecia com as tribos  dos indígenas do lado do litoral do Atlântico Sul. Esta regularidade de correios entre São Paulo e Porto Alegre só veio a se efetivar a partir de 1817  

Todos os grandes impérios da antiguidade haviam praticado esta política. Roma controlava a sua província Lusitana por meio dos serviços de comunicações que circulavam em vias cuidadosamente construídas, mantidas e protegidas. O Império INCA abriu e manteve  uma notável rede de comunicações[1] na costa do Pacifico da América do Sul onde circulavam os CHASQUES[2] transportando mensagens nos QUIPOS[3].   Estas comunicações regulares e regulamentadas lhes permitiram a expansão e a garantia do controle de um vasto império andino.
Fig. 03 –  A comunicação inca estava mais confiada na boa memória dos seus chasques. Como  mnemotécnica usam leves cordões (QUIPOS) cujo código completo ainda não decodificado completamente. Existem algumas hipóteses sobre o seu sistema numérico como da figura acima.

Do lado do Atlântico da América do Sul as primitivas tribos tinham as suas sendas. Porém a diversidade de etnias, línguas e culturas não contava com este elemento unificador.

Fig. 04 –  A imagem da Villa de Porto Alegre  a quem de Jean Batista  Debret atribuiu equivocadamente o nome de Paranaguá. Acredita-se que esta imagem foi criada  a partir de algum apontamento que Manuel Araújo Porto-Alegre  ofereceu ao seus mestre que a elaborou no seu retorno para a França depois de 1831. Seria vista que o estafeta do correio teria se viesse de Gravataí e se aproximasse pelo caminho que ladeava o Guaíba no atual Bairro Navegantes

[clique sobre a imagem para ler as indicações]


De outra parte este serviço de correios permitiu que a notícia da proclamação da independência chegasse rapidamente aos extremos do território brasileiro. Dom Pedro I percorreu, em 1826[1], os caminhos já consolidados e mantidos para o serviço do CORREIO.

Fig. 05 –  Em 1809 a Capitania de Rio Grande de São Pedro do Sul era dividida em quatro grandes municípios. As Missões só foram incorporadas efetivamente ao Brasil em 1810 e, portanto, carecendo de comunicações via CORREIO. Os CORREIOS - planejados e colocados em prática a partir de 1817 - conectam as sedes de município com a corte do Rio de Janeiro via São Paulo. Havia a tarefa da distribuição interna nestes Municípios. As condições das estradas podem ser avaliadas em três relato de sucessivas viagens[1]. A primeira é de Sant-Hilaire em 1820-1, a 2ª a Viagem de Dom Pedro I em 1826 e a 3ª Arsèse Isabelle  no ano de 1834. Este levou 45 dias numa viagem de São Borja até Rio Pardo


CORREIO BRAZILIENSE  DE ABRIL, 1818, VOL. XX. No. 119 pp.329 – 337

POLITICA.

REINO UNIDO DE PORTUGAL, BRAZIL, E ALGARVES.

Decreto para o estabelecimento de correios na capitania de S. Paulo ø Rio-Grande do Sul.


Tendo determinado pelas cartas Regias da data deste, dirigidas aos Governadores e Capitaens Generaes de S. Pedro do Rio-Grande, e de S. Paulo, o estabelecimento de um correio regular entre estas duas provincias, sou servido nomear para Administrador Geral do mesmo Correio a Jozé Pedro Cesar, por tempo de dez annos, e o mais que decorrer, em quanto eu naõ mandar o contrario. E pelo referido tempo esta administraçaõ comprehenderá os dous districtos desde o Rio-Pardo até a cidade de S. Paulo; findos os quaes ficaraô sendo duas diversas administracoens, cada uma no districto da Provincia respectiva. E o mesmo Jozé Pedro Cesar fará o sobredicto estabelecimento á sua custa; para o que, pelo dicto tempo, Ihe pertencerå o rendimento das passagens; que não estaõ contracladas, na forma, que houve por bem determinar nas mesmas cartas Regias: e observara o Regulamento Provisional, que com ellas baixa, assignado por Joaõ Paulo Bezerra, do meu Conselho, Minîstro e Secretario de Estado dos Negocios da Fazenda, Presidente do meu Real Erario, e nelle meu Lugar Tenente. O Conselho da Fazenda o tenha assim entendido, para o executar pela parte que Ihe toca.

Palacio do Rio-de-Janeiro em 24 de Septembro de 1817.

Com a Rubrica de Sua Majestade.



[1] TRES VIAGENS ao RIO GRANDE do SUL:
VIAGEM de SAINT HILAIRE ao RIO GRANDE do SUL  em 1820 e 1821

ROTEIRO de DOM PEDRO I no RS em 1826

VIAGEM de ARSENE ISABELLE  em 1834 entre Buenos Aires e Porto Alegre
Fig. 06 –  Em 1709 a Capitania de São Paulo ocupava quase a metade do território da Colônia Brasileira . Esta situação perdurou até 12.09,1720 quando a Capitania Minas Gerais recebia a autônoma administrativa de São Paulo.   A gradativa  efetiva ocupação da  Capitania do Rio Grande do Sul por Portugal ainda não tinha recebido  a sua primeira capital e que só acontecerá em 1737 De outra parte a cidade de Colônia do Sacramento fundado pelos portugueses em 1680 anunciava esta pretensão lusitana de estender este território até o Rio da Prata. Com a falta de comunicação regular por terra frustrava esta intenção. Isto viria a acontecer em 1817 quando Portugal já trocara, em 1750[1],  a Colônia do Sacramento pelas território das Missões

Carta Regia.

Conde de Palma, Governador e Capitaõ Geral da Capitania de S. Paulo: Amigo: Eu EI Rey vos envio muito saudar, como aquelle que amo. Sendo muito conveniente o estabelicimento de um correio regular, entre ésta Côrte e a villa de Porto Alegre, a fim de se facilitarem « reciprocas communicaõens e relaçoens de umas com outras terras ; e verificando-se, na minha Real presenca, a possibilidade deste estabelicimento, pelos exames e observacoens, que a este respeito fez Jozé Pedro Cesar, seguindo o correio ao longo da costa: sou servido ordenar que sem perda de tempo se haja de proceder a este estabelecimento, entre a cidade de S. Paulo e a Villa de Porto Allegre.

Fig. 07 –  O detalhado mapa do Brasil que Jean Baptiste publicou nos seus apontamentos da sus viagem ao Brasil  possui problemas na indicação da localização e hierarquia de importância das cidades Assim a vista de Porto Alegre é assinalada no litoral norte do Espírito Santo e o seu verdadeiro lugar no mapa é ocupado por VIAMÂO De outra parte o títulos das vilas e cidades de suas ilustrações não correspondem aos seus lugares de origem. É o caso da confusão entre a vista de Porro Alegre confundida com a vista de Paranaguá

[clique sobre a imagem para ler os nomes das localidades]

E porque me foi presente o offericimento, quc fez o dicto Jozé Pedro Cesar. de estabelecer á sua custa este correio, partindo duas vezes em cada um mez das villas do Rio-Pardo, Porto-Alegre, e Rio Grande, sendo-lhe concedidos por tempo de dez annos os rendimentos de todas as passagens dos rios, e enseadas, quese comprehenderem nos districtos, por onde passar o mesmo Correio, desde a villa do Rio-Pardo até os Cubatoens de Sanctos; ficando porem obrigado a entregar nas respectivas Junctas da Fazenda, a importancia das passagens, que presentemente estiverem arrematadas. pelas mesmas Junctas, a fornecellas de boas canôas, e barcas, e a entregar no fim dos dez annos, naô sô as mesmas passagens, como tambem todo o estabelicimento do correio, da maneira que elle deve ficar. Por esperar do seu zêlo e actividade o bom desempenho desta commissaô, fui servido, por decreto da data desta, nomeállo Administrador Geral do Correio, entre a Cidade de S. Paulo e a Villa de Porto Allegre, pelo tempo dos dictos dez annos, e o mais que decorrer, em quanto eu naô mandar o contrario : e pelos referidos dez annos lhe ficará pentencendo o rendimento de todas as passagens dos rios e enseadas, que se encontrarem no caminho do dicto correio, á excepçaõ da passagem de Sanctos aos Cubatoens, e das que se acham contractadas; porém, findos os contractos, lhe ficaraô pertencendo os rendimentos, que taes passagens produzîrem além dos contractos actuaes; com os quaes precos elle ficará entrando nas respectivas Junctas de Fazenda; peios sobredictos dez annos, com reserva somente da passagem de Sanctos aos Cubatoens, que em nenhum caso lhe pertencerá, ainda depois de íindar o actual contracto, e sendo feita á sua custa toda a despeza com os conductores das malas do correio, e com as canoas e barcas, que forem necessarias; devendo tudo entregar no fim dos dez annos para a minha Real Fazenda, se eu naõ for servido renovar-lhe ésta graça, em tudo ou em parte, em attençaõ ao bom serviço, que elle me tiver feito, e ao exacto cumprimento do Regulamento Provisional, que vai assignado por Joaõ Paulo Bezerra, do meu Conselho, Ministro e Secretario d' Estado dos Negocios da Fazenda, Presidente do meu Real Erario, e nlle meu Lugar Tenente.
Fig. 08   O Conde de Palma, Governador e Capitão Geral da Capitania de S. Paulo recebeu a incumbência de prolongar o Correio já existia entre o Rio de Janeiro e São Paulo e estendê-lo até a Capitania de Rio Grande de São Pedro do Sul . Os CORREIOS - planejados e colocados em prática a partir de 1817 - conectam as sedes dos municípios da capitania do Sul com a corte do Rio de Janeiro via São Paulo. Havia a tarefa da distribuição interna nos distritos destes Municípios.

E no fim dos sobredictos dez annos, ficarao sendo duas administracoens, uma pelo que pertencer ao limite da provincia de S. Pedro do Rio-Grande, e outra para o districto da provincia de S. Paulo; assim como as passagens ficaraõ pertencendo as respectivas provincias. O que me pareceo participar-vos, para que no Vosso districto, e na Juncta da Fazenda dessa provincia, assim se fique entendendo, e o fareis executar ; prestando-se todo o auxilio, que for necessario, e dando-se os despachos eordens necessarias para se effectuar este util estabelecimento.



 Escripta no Palacio do Rio-de-Janeiro, em 24 de Septembro, 1817.

REY.

Fig. 09 –  MARQUES do ALEGRETE ou LUIS TELES da SILVA TELLES CAMINHA e MENESES (1775-1828) estava dirigindo a Capitania de Rio Grande de São Pedro do Sul, quando, a partir de 1817, se terceirizou a comunicações e o  serviço regular via CORREIO com São Paulo e desta capitania para a Corte do Rio de Janeiro .  Evidente que ja existia este serviço antes desta data, porém era do Estado, entregue aos militares e que funcionava conforme as urgências do exército. A CAPITANIA era comandada por um militar de carreira, um capitão general ou alguém que assumia o governo junto com comando militar junto com os demais serviços públicos desta organização estatal;



Para o Conde de Palma.

(A carta Regia, para o Marquez d'Alegrete, Governador e Capitaõ General do Rio-Grande éra de similhante forma e têor.)

Regulamento Provisional, para o estabelimento do correio, entre a cidade de S. Paulo e a villa de Porto Alegre da Capitania de S. Pedro do Rio Grande do Sul.

 1°. As Junctas de Fazenda das Capitanias de S. Pedro do Rio-grande do Sul, e a do Governo de Sancla Catherina,daraô todas as providencias, que forem necessarias para o prompto estabelicimento do correio entre a cidade de S. Paulo e a villa de Porto Alegre, de accordo com José Pedro Cesar, que se acha nomeado Administrador Geral deste correio.

2. Marcar-se-haô e se faraõ publicos por editaes, os dias da chegada e partida do correio entre S. Paulo e Porto Alegre, com escala por Sancta Catherina, e se combinaraõ as marchas de modo, que a chegada do correio de S. Paulo seja, ao mais tardar, no dia antecedente ao da partida do correio, que ja se acha estabelecido, entre S. Paulo e esta Corte do Rio-de-Janeiro, para que sîgam por elle as cartas, sem a menor demôra em S. Paulo, sendo para isto necessario, que haja de partir de Porto Alegre de dez em dez dias um correio, para chegar a S. Paulo na antevespera, ou, ao mais tardar, na vespera da partida do correio para esta Côrte, gastando 20 dias no caminho desde Porto Alegre até S. Paulo, e viceversa de S. Paulo para Porto Alegre.

Fig. 10 – São Paulo de Piratininga era um nó que recebia e distribuía as riquezas que vinham dos mais variados pontos do Sul Brasil e as remetia para todo interior do Brasil ou as encaminhava para porto de  Santos de onde eram remetidos  por via marítima para o Norte do Brasil ou os mais variados portos dos demais continentes.  Os CORREIOS formava a arte leve e ágil deste sistema conectando as sedes de município com a corte do Rio de Janeiro via São Paulo.



3. Para a conrespondencia das povoaçoens mais notaveis, e que ficam fôra do caminho do correio, escolhido pelo Administrador Geral, como saõ as villas de Sanctos, Iguapé, Cananea, Paranagua, Rio-Grande, e Rio-Pardo, o Administrador Geral serã obrigado a fazer transportar em dias assignalados as cartas da conrespondencia destas povoaçoens, em malas separadas, para serem entregues ao conductor da mala do correio principal, nos lugares mais proximos por onde passar.

Fig. 11 –  Viajantes da Capitania de Rio Grande de São Pedro do Sul se encontravam com tropeiros, índios nômades ocasionalmente, A partir de1817 podiam acompanhar ou cruzar com  os estafetas dos CORREIOS ou ultrapassavam a velha carreta, de duas rodas, do tempos dos romanos ou destacamentos militares. Estava distante ainda o serviço regular de diligências


4. Nestas povoaçoens em Sancta Catharina, e Porlo Alegre, deveraõ haver administradores, nomeados pelas Junctas de Fazenda, pagos á custa da Real Fazenda, para receberem as malas do correio, distribuirem as cartas, cobrarem os portes, segundo a tabela que lhe for dada, e entregarem as malas com as cartas que houverem aos conductores estabelecidos, e pagos á custa do Administrador Geral; fazendo-se todo este expediente com a maior regularidade e exactidad, sem que por modo algum se demore a entrega da mala, na prefixa hora marcada pelo Admistrador Geral.

5. A forma das malas, e sua qualidade seraõ da escolha do Administrador Geral, a quem competirå tambem fazer ésta despeza, sendo as malas seguras com cadeados, cujas chaves estejam nas maôs dos administradores do correio, nos lugares, a que saõ dirigidas.

6. Os concertos dos caminhos por terra, que o Administrador Geral exigir, serao promptamente feitos á custa da Real Fazenda do respectivo districto; e bem assim será promptamente feita a estrada de S. Paulo para a Conceicaõ, que passa por Sancto Amaro, para se evitar a grande volta do correio por Sanctos.

7. Os Governadores respectivos daraô as mais terminantes ordens para o concerto dos caminhos, de modo que possam ser transitaveis de dia e de noite, sem risco ou embaraço algum, e para que, no caso de algum incidente imprevisto e que naô possa ser remediado pelo Administrador Geral, ou seus delegados, naô haja de parar a conduçaõ das malas: sendo estas enviadas pelos commandantes dos districtos ao lugar dos seus destinos, e pagando o Administrador Geral a despeza, que se fizer nesta interina conducçaô.
Fig. 12 –  Os rios da região tinham de serem vencidos em canoas ou simples pelotas de couro de boi. Com a intensificação do fluxo de viajantes começara a aparecer os serviços de balsas nos pontos estratégicos destes primitivos caminhos  O desenho de Debret mostra uma PELOAT sendo arrastada por um escravo com uma corda entre os dentes puxando este primitivo meio de transpor os largos cursos de águas, restingas e lagos

8. As canoas e barcas para as passagens dos rios, bahias e enseadas, seraõ feitas e mantidas å custa do Administrador Geral, a quem será livre o dar passagem aos que lha requererem, naô sendo pessoas suspeitas por falta dos competentes passaportes; exigindo pela passagem o preco em que se convencionarem, podendo e te ser fixado pela Juncta respectiva, no caso de abuso da parte do Administrador Geral, ou de seus delegados, em prejuizo do commercio, e da facilidade das communicacoens. Pelo que pertence porém ás canoas, e barcas de passagem de rios e enseadas, que se acham ja estabelecidas, e arrematadas, ou administradas pela Real Fazenda, continuará a exigir-se o preco, que está estabelecido, sem alteracaô alguma, ainda depois de findar o tempo dos contractos, que estiverem feitos, e tomar dellas entrega o Administrador Geral.

Fig. 13 –  As lentas e sólidas carretas de duas rodas já usadas pelos romanos chegaram no Brasil até os primórdios do século XX. m 1809 a Capitania de Rio Grande de São Pedro do Sul. Era o transporte pesado e diferente das comunicações via CORREIO. Os produtos de exportação e importação se valiam destes veículos paedra se deslocar até os rios, canais e portos  como de Rio Pardo, Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande.  


 9. Os conductores das malas do correio, teraô prompta e livre passagem, nas canoas e barcas, que actualmente estiverem arrematadas, sem que por motivo algum sêjam demorados, e dellas tomarå posse o administrador geral, logo que findar o tempo dos actuaes contractos; devendo de entaô por diante entrar no lugar dos contractadores, que acabarem, para Ihe pertencer o seu rendimento, ficando obrigado sômente a entrar no cofre das respectivas Junctas de Fazenda, com a quantia das antecedentes arrematacoens, bem como faziam os arrematantes antecedentes, até findar o tempo desta a Administraçaõ.

10. No fim de dez annos, concedidos ao Administrador Geral, receberá a Real Fazenda este estabelicimento no pé em que se achar, sem se exigir indemnizaçaõ alguma pelas canôas e barcas, e quaesquer obras, que lhe forem relativas, no caso de naô ter sido prorogado o tempo da presente Administracaõ Geral.

 11. Os portes das cartas seraõ arrecadados pelos Administradores, nomeados pelas Junctas de Fazenda respectivas: por uma carta de quatro oitavas de pezo entre S. Paulo e Sancta Catharina cobrar-se-ha cento e cincoenta reis: por uma de seis oitavas de pezo cobrar-se-ha duzentos e vinte e cincoreis; e assim por diante, augmentando-se settenta e cinco reis por cada duas oitavas, que crescer em pezo, e fazendo-se a conta conrespondente aos pezos intermedios. Pelas cartas porém entre Sancta-Catharina e Porto-AIegre cobrar-se-ha o mesmo que actualmente se cobra pelas cartas entre ésta Côrte e a cidade de S. Paulo, que vem a ser cem reis por cada carta de quatro oitavas de pezo,augmentando-se cincoenta reis em cada duas oitavas que de mais tiver; por consequencia entre esta Corte e Porto Alegre, pagar-se-ha por cada carta, que tiver de pezo quatro oitavas, trezentos e cincoenta reis; por uma de seis oitavas de pezo quinhentos e vinte e cinco reis, crescendo cento e setlenta e cinco reis por cada duas oitavas, que crcscer no pezo.

12. As Junctas de Fazenda respectivas regularao os portes quedevem pagar ascartas das villas e povoaeoens dos districtos da sua Jurisdiccaô, segundo as distancias em que se acharem, participando-se reciprocamente aos Administradores dos correios estabelecidos pelas Junctas, esses regulamentos, para sua devida observancia; daraô o methodo claro e seguro para ésta escripturacaõ, de modo que conste qual tenha sido o rendimento de cada uma das Administracoens.

Fig. 14 –  A ilha de Santa Catarina foi ponto de chegada de trilhas indígenas que atravessavam o contente sul americano Assim há vestígios de guaranis no Chile e as costas do Oceano Pacífico. Nos primórdios da colonização Cabeça de Vaca a partir desta ilha chegou a pé ao Paraguai e Assunção. Vitor Meireles retrata a sua cidade na vista da antiga cidade do DESTERRO. 

13. O producto dos portes das cartas, que se arrecadarem pelas Junctas da Fazenda das Capitanias de S. Paulo e S. Pedro do Rio-Grande do Sul e da Ilha de Sancta Catharina, será destinado ao pagamento das despezas que a Real Fazenda fizer com este estabelecimento; e que se acham declaradas, supprindo-se no caso de falta com quaesquer outros rendimentos das respectivas capitanias; e no caso de sobra pertencerå ésta ao Administrador Geral do Correio, durante o tempo da sua Administracaô: bem entendido, que sômente terá direito a requerer o que sobrar da totalidade do rendimento dos portes de cartas, que se arrecada sem nas capitanias de S. Paulo, e S. Pedro do Rio-Grande do Sul, e no districto do Governo da Ilha de Sancta Catharina, depois de feitas todas as despezas incumbidas á Real Fazenda, supprindo-se reciprocamente os cofres do rendimento do correio destas tres capitanias, e sendo comprehendida nesta despeza a que actualmente faz a Juncta da Fazenda da Capitania de S. Paulo com o correio para esta côrte, que se deve reputar fazendo parte deste estabelecimento.

Fig. 15 –  A primeira capital da Capitania de Rio Grande de São Pedro do Sul foi cidade de Rio Grande erigida em 1737. É o único porto oceânico do estado e sede de um dos quatro grandes municípios do Rio Grande do Sul. Assim era ponto de confluência da navegação interna como de caminhos que levam ao Rio Grande profundo e as antigas Missões e ponto de chegada e expedição de comunicações via CORREIO para corte. Hipólito José das Costa (1774-1823) redator do CORREIO BRAZILIENSE, havia se deslocado para a cidade de Rio Grande após o seu nascimento na Colônia do Sacramento antes de ir a Porto Alegre e dali para estudar Direito em Coimbra.

14. Depois do estabelicimento deste correio naô será permittido o mandar cartas sern ser pela mala do correio, com a pena do pagamento do dobro do porte estabelecido pela primeira vez; pela segunda, com a pena do quadruplo do porte; e assim por diante: aquelles porém que quizerem conduzir cartas, o poderao fazer, pagando em qualquer das Administraçoens o porte estabelecido, pondose verba deste pagamento na mesma carta, para naô ser apprehendida.



O artigo 15 repete o 2 e esclarece que o  sistema de correios e comunicação entre o Rio de Janeiro e São Paulo[1] funcionava regularmente nas mãos de outro concessionário.



 15. Achando-se actualmente arrematada pela Juncta da Fazenda da Capitania de S. Paulo a conducçaõ da mala do Correio entre S. Paulo e ésta Côrte, logo que findar o tempo deste contracto, deverå preferir o Administrador Geral querendo tomar a si ésta incumbencia ; por ser conveniente que a marcha dos conductores das malas do correio entre Porto Alegre e esta Côrte seja a mais exacta e regular, e por se dever esperar, que isto se consiga, sendo toda ella dirigida pelo Administrador Geral.



Palacio do Rio-de-Janeiro em 24 de Septembro, 1817.

JOAÔ PAULO BEZERRA.

No sentido político este sistema de comunicações significava uma delegação de poderes e uma gradativo o aumento de confiança  depositado nas mentes e nas mãos dos súditos.

No entanto esta abertura  foi amplamente aproveitada pelos mediadores , atravessadores e concessionários do poder político que cobravam propina. Assim a administração do REINO UNIDO PORTUGAL BRASSIL E ALGARVES do ano1818 é estranhamente semelhante com a administração da REPÚBLICA FEDERATIVA do BRASIL do ano de 2018. Em ambos os casos as “CAIXINHAS” das autoridades de plantão são abundantemente providas pelos arrematadores dos SERVIÇOS GPVERNAMENTAIS. Se em 1818 não há menor notícia de uma CONCORRÊNCIA PÚBLICA, para arrematar o serviço, em 2018 sabe-se de conluios entre os concorrentes formações de carteis, com gordas propinas, para arrematar por preço superfaturado os serviços a serem terceirizados.

E, ambos os casos, se o serviço chega a funcionar, a sua prestação é tão precária  que dá margem  para surgir negócios tão escusos cobertos de marketing e propaganda paga duplamente pelo cidadão e pelo MESMO SERVIÇO.

Fig. 16 –   O essencial de qualquer sistema de comunicação é a sua confiabilidade. O telégrafo estava muito longe de se constituir num sistema confiável, conforme a notícia do dia 28 de março de 1918. Isto apesar de ser uma forma elétrica  para acompanhar e avaliar as COMUNICAÇÔES um século após o estabelecimento de comunicações físicas, via CORREIO,  entre  Capitania de Rio Grande de São Pedro do Sul para a cidade de São PAULO. Hipólito José das Costa (1774-1823) redator do CORREIO BRAZILIENSE, antes de ir a Porto Alegre havia se deslocado fisicamente pelas precárias estradas físicas entre a cidade de Rio Grande e a Colônia do Sacramento onde nascera e depois, por mar, para estudar Direito em Coimbra.  
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 As promessas de melhoria deste serviço de comunicação continuam a frustrar os usuários brasileiros e abrir espaço para aventureiros e exploradores das carências das comunicações. A entrada tardia do Brasil na ERA INDUSTRIAL foi precedida por um péssimo e caro serviço de telégrafo.

Fig. 17 –  O Rio Grande do Sul continua, em 2018, como mero usuário dos meios impostos por atravessadores e mediadores nas comunicações eletrônicas. Isto apesar dos “QUIPOS” da comunicação se tornarem numéricos digitais porém sujeitos à rápida obsolescência programada e por isto geram gastos e lixo sem limites. Se Hipólito José das Costa (1774-1823) teve de procurar as condições políticas e técnicas britânicas para editar o CORREIO BRAZILIENSE o Rio Grande do Sul continua a depender de equipamentos e técnicas fornecidos por países adiantados. Equipamentos ao modelo  da fibra-ótica oferecida como sucata e técnicas de criação de soft-ware  obsoletas e sem vínculo com a cultura local e atual. Afinal ”O MEIO é a MENSAGEM” na lição de Marshall  McLUHAN (1911-1989)


A COMUNICAÇÃO INTERNA do BRASIL na ÉPOCA PÓS-INDUSTRIAL acusa a falta de satélites próprios, e lançados por brasileiros, o que torna as comunicações precárias e caras, além de excluir uma imensa população nacional devido a carência de uma rede de retransmissores e de conexões eletrônicas.

 Apesar das frequentes anúncios da  intervenção governamental nas COMUNICAÇÕES INTERNAS continua vigente a política do Brasil Colonial rigidamente controlada por cima e por fora a partir de BRASÍLIA porém entregue, confiada e deixada aos CUIDADOS de QUALQUER AVENTUREIRO nacional ou internacional do qual o governante possa extorquir favores pessoais e dos seus sócios. Esta terceirização[1] chega indicar, apenas e tão somente, um FORMALISMO BUROCRÁTICO.  Este FORMALISMO BUROCRÁTICO apenas indica o grau e o número das pessoas alfabetizadas, a multiplicidade e a densidade populacional, as trocas de informações, a circulação de bens materiais e do grau de monetarização da economia substituindo o primitivo escambo. No entanto esta COMUNICAÇÂO PRECÀRIA continua sendo cara, inacessível e inteiramente disfuncional para a cultura do povo brasileiro, sua política e sua economia.

FONTE BIBLIOGRÁFICA

ISABELLE, Arsène (1807-1888) Viagem ao Rio da Prata e ao Rio Grande do Sul.- Tradução e nota sobre o autor de Teodomiro Tostes – Introdução de Augusto Meyer [2ª reimpressão] Brasília: Senado Federal 2010 XXXI pp. + 3014 pp. (edição Senado Federal, volume 61



FONTES NUMÉRICAS DIGITAIS

HISTÓRIA da CIDADE de SÂO PAULO





CISÃO São PAULO - MINAS GERAIS em 12.09.1720




CONDE da PALMA: Francisco de ASSIS MASCARENHAS (1779-18431





 MARQUES de ALEGRETE - LUIS TELES da SILVA TELLES CAMINHA e MENESES 1775-1828

https://www.geni.com/people/Luis-Teles-da-Silva-Caminha-e-Menezes-5-º-marquês-de-Alegrete/6000000024465970026



Casa TELES e MENESES no BRASIL






 CORRUPÇÂO na CORTE de DOM JOÃO VI  quando o funcionário cobrava para sua caixinha o valor de 17% por concessão




TRATADO de MADRID




VIAGEM de SAINT HILAIRE ao RIO GRANDE do SUL  em 1820 e 1821




ROTEIRO de DOM PEDRO I no RS em 1826




VIAGEM de ARSENE ISABELLE  em 1834 entre Buenos Aires e Porto Alegre




Concorrência e formações de carteis




Maiores carteis no Brasil recente




O GOVERNO do BRASIL se DESFAZ, 2018,  do SEU PATRIMÔNIO







 A INTENET RUIM e CARA no BRASIL de 2018



O BRASIL tem  a 2ª INTERNET MAIS CARA do MUNDO

84 milhões de BRASILEIROS  SEM INTERNET

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