domingo, 7 de junho de 2020

198 – NÃO FOI NO GRITO – JUNHO de 1820 e 2020

CONDIÇÕES de SOBERANIA de UMA NAÇÃO
Fig. 01 -  Vários países adotaram as figuras de bichos para o consumo popular simbólico de suas identidades nacionais   Esta prática simbólica busca na Natureza algumas características para constituírem um ideário coletivo e de fácil identificação de uma população menos afeita à abstrações e grandes projetos e programas governamentais. Vista objetivamente esta prática simbólica é meramente retorica vindo de dentro para fora de uma nação. Constitui-se numa falácia que subverte, a seu favor e do governo, realidades absurdas como do GALO DOMINANDO uma ÀGUIA, Este GALO é o símbolo de várias nações, enquanto a ÁGUIA está presente entre a mais antiga heráldicas com a ÁGUIA BICÉFALA BIZANTINA. 


CORREUO BRAZILIENSE VOL. XXIV N.° 144 4 M  JUNHO de 1820 627 - 634 Miscellanea.


“Repetidas vezes temos observado, que a forma de Governo de qualquer naçaõ he matéria mui diversa de sua politica exterior ; e se atteudermos ao que a historia ensina acharemos, que, quanto mais livres são as naçoens em suas instituiçoens domesticas, tanto mais tírnicas se^mostram com os outros povos, que lhes vem a ser sujeitos”  Miscellanea p.634
Na edição de junho de 1820 o editor do CORREIO BRAZILINSE examinava e calculava as possibilidades de o BRASIL se inserir nas circunstâncias das demais nações soberanas da época.
Era uma forma de cálculo das questões externas  a partir da questões internas do BRASIL. O seu MODO DE SER externo revela o seu ENTE interno.
Em junho de 2020 esta equação, na relação interna e externa, ainda não foi resolvida. Ao contrário, ainda crassa um exacerbado nacionalismo tacanho que só percebe vantagens unilaterais, de curto prazo e para favorecer governos transitórios.
O ESTADO BRASILEIRO - a serviço de sua NAÇÂO -é permanente e por tempo indeterminado. Pirem,  para cumprir estes serviço, necessita de profundos vínculos externos com abrangência planetária, ecológica, comerciais e  culturais mundiais em constantes mudanças e busca de frágeis equilíbrios homeostáticos,
Um PAIS, será soberano enquanto souber lidar, conjugar e orientar estas CONDIÇÕES INTERNAS e EXTERNAS  da SOBERANIA de uma NAÇÃO
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Reflexoens sobre as novidades deste mez.
REYNO UNIDO DE PORTUGAL BRAZIL, £ ALGARVES
Estado actual de Portugal.
Promettemos no nosso N.° passado, entrar neste a examinar as circumstancias de Portugal, que tem dado origem aos rumores de revolução naquelle Reyno ; e a p. 691 deixamos copiada uma carta do " Braziliano estabelecido em Londres," como a achamos publicada no jornal Times; que he novo motivo para entrarmos nesta matéria ; suscitada principalmente pelo folheto publicado em Paris, com o titulo de Pieces Politiques. 
Obra de Laurence Stephen Lowry  1887-1976  - pintura 1957 autoretrato

Fig. 02  O súdito britânico havia conquistado,  há muito tempo diteitos, omportamentos, hábitos muito diferentes de povos submetidos à escravidão e colonialismo    Estas conquistas infundia uma segurança pessoal que oermitia cultivar  a tradicinal fleuga britãnica em qualquer época e local público ou privado

Primeiramente quanto ao Direito. Saõ bem conhecidos os motivos, que obrigaram a Família Real a mudar-se para o Brazil. Naõ havia outro meio para salvar a Monarchia; e julgamos este ponto sem controvérsia; porque naõ sabemos, que se tenha produzido contra esta asserçaõ o menor argumento. Portanto naõ pôde também duvidar-se, que El Rey tivesse direito de dar um passo, de que dependia a salvação da Monarchia : mais, naquellas circumstancias, éra do seu dever fazêllo. Depois de estar a Corte no Rio-de-Janeiro, libertou-se Portugal do julgo estrangeiro que o dominara, mas também se puzéram em estado de insurrecçaõ as Colônias Hespanholas, que cercam o Brazil. He necessário convir, que este acontecimento he da mais ponderosa importância; e que seria uma negligencia imperdoável, naõ altender de perto a negócios de conseqüências tam sérias. Em tempos antigos se acham innuineraveis exemplos de haverem os Reys saldo de Portugal para attenderem ás guerras de África, e outros assumptos, e nunca ninguém avançou, que El Rey naõ tivesse o direito de assim obrar, quando o pedisse o bem da Monarchia; e seguramente nenhum dos exemplos, que oflerece a historia Portugueza, he acompanhado de circumstancias tam attendiveis, como as que apresenta o Brazil, cercado pela insurrecçaõ das antigas colônias de Hespanha. Outros Monarchas, que possuíram grandes Estados distantes uns dos outros, fixaram ou mudaram a sua residência em um delles, segundo a occasiaõ o requeria: e destes exemplos nenhum he mais conspicuo, que o do Imperador Carlos V[1].
João_da_Austria_apresentado ao_Imperador_Carlos_V_- em_Yuste – pintura  de Eduardo_Rosales

Fig. 03  O vasto império de CARLOS V da Esanha mantinha sob o se controle vários nações  de lingua germãnica Estes  sentiram a rojeção da Espanha rofundamente enriquecida pelo ouro da Américas e os resultados de suas companhias comerciais da Africa e da ásia que rapidamente eviluiram para o Regime Colonial e Escavocrata, Nesta contexto a HOLANDA buscoua a sua soberania que projetou sbre v´parios pontos do planeta, inclusive do Brasil

Este Soberano governava á Hespanha, e os seus Estados de Alemanha, mas nem Madrid nem Vienna exigiram como de direito a sua residência naquellas cidades, quando o Imperador julgou conveniente fixar a sua Corte nos Paizes Baixos. ¿ Porque ley, portanto, pôde a cidade de Lisboa exigir d'El Rey, que ali resida, quando os interesses puUicos o induzem a demorarse no Rio-de-Janeiro ?
Entre a Hespanha e Alemanha mediava a França, com quem o Imperador Carlos V. andou muitas vezes em guerra. Entre Portugal e o Brazil, existe o oceano, livre para a communicaçaõ destes dous Estados; e assim menos inconveniente ha para ambos que o Soberano, vivendo naquelle, em que melhor convier ao momento, providenceie as necessidades de ambos, do que o éra no caso de Carlos V. Se a queixa he a falta de certas providencias necessárias, para o bom governo de Portugal: nisto convimos nós, e contra essa falta temos clamado muitas vezes : e acerescentamos, que muitas destas faltas padece também o Brazil. Porém a negligencia dos Ministros em attender a essas matérias, hede todo distineta do Jugar aonde reside El Rey, e he, portanto, um erro palpável atlribuii a essa residência d'El Rey no Brazil, efleitos, que provém de causas mui diversas. Entre aquelles, que mais tem insistido nesta queixa de residir El Rey no Brazil, ha alguns, que tem dicto, que a volta de Sua Majestade Fidelissima para Lisboa de nada serviria, se isso naõ trouxesse com sigo taes e taes medidas, que se desejam. Logo, deste mesmo argumento se deduz, que naõ he a residência d'El Rey no Rio-de-Janeiro o que se entende pela origem do mal, mas outras causas a que he preciso attender. Fundado nesta residência d'El Rey no Brazil, avançou o author do citado opusculo, Pieces Politiques, que Portugal se achava agora nas mesmas circumstancias de quando esteve sugeito a Castella: e, levando ainda mais adiante o parrallelo, quer, que a família de Cadaval esteja agora no mesmo predicamento, que o Duque de Bragança em 1640. Naquella epocha estava Portugal sugeito ao Rey de Hespanha, que o havia subjugado á força d'almas. Phillippe II. havia allegado outros títulos para sua usurpaçaõ ; mas os Portuguezes nunca se submetteram senaõ á força superior do Monaicha Hespanhol, e nunca cessaram de mostrar a sua repugnância naquella forçada obediência, como se prova até pelos continuados e terríveis castigos, que os Reys de Hespanha executaram em Portugal, pela constante opposiçaõ que pública ou occulltameiite se lhes fazia. 
FELIPE II e sua SOBRINHA ANA num baquete real  - Obra de Alonso Sánchez_Coello

Fig. 04  Se o SOL NÂO SE PUNHA NO IMPERIO DE FELIPE II, do outro lado, a sua CORTE PROMOVIA e PROVOCAVA ciclicas  BANCARROTAS FINANCEIRAS com a cinsequentes insatisfação e de soberanias emergentes, como a HOLANDESA, que  estendeu as suas ambições sobre a COLÔNIA BRASILEIRA   As liberdades e gastos suntuários da corte eram simétricas aos violentoss e implacáveis impostos jogados sobre os ombros das suas colônias que, por sua vez, reforçavam i REGIME da ESCRVIDÂO, ,Enquanto isto i tema era sucessão,,,

Os Duques de Bragança foram, durante todo o período da suggeiçaõ de Portugal a Castella, olhados por todos os Portuguezes, e pelos mais imparciaes publicistas da Europa, como os legítimos descendentes dos Reys de Portugal, e herdeiros da Coroa, segundo a estabelecida linha de successaõ; de maneira que a unanimidade, com que D. Joaõ IV. foi reconhecido Rey de Portugal, provou qual éra a geral opinião dos povos. A Casa de Cadaval tem a mesma varonia da Casa Real reynante, de quem se apartou em D. Álvaro, quarto tílho de D. Fernando L, do nome, e II. Duque de Bragauça : mas ainda ninguém disse, que a linha procedente do quarto filho entrasse em competência com a linha do primeiro fiiho, que he a da Casa reynante. Por conseqüência, nem a actual família, que occupa o throno, pôde ter o seu direito disputado pela familia de Cadaval, nem o titulo, que tem á coroa, reconhecido como foi e he por geral asseuso, se pôde comparar com o titulo, que allegavam em 1540 os reys de Hespanha. Para que se pudesse affirmar a possibilidade de preferir a linha de Cadaval á da familia reynante, sua superior, seria preciso que se mostrasse, que a Coroa de Portugal éra electiva e naõ hereditária, na ordem de primogenitura; proposição esta contraria a todos os factos históricos, e repugnantes a todos os princípios do Direito Publico Portuguez. Mas supponhamos que os fautores destas pretendidas inovaçoens avançam, que naõ tem que attender ao direito estabelecido, nem ás regras da successaõ á coroa, que o custume de seus antepassados firmaram pelo uso de muitos séculos, mas assentam, que devem instituir regra nova, segundo o que melhor convier á Naçaõ. Isto nos leva ao exame da segunda parte da questão; isto he, deixado o direito, indagar a conveniência da medida. Geralmente fallando, naõ ha ponto que seja mais capaz de produzir convulsoens nos Estados, do que a variedade e mudança na ordem de sueceder á coroa : a historia he boa testemunha desta verdade; mas llimitar-nos-lhemos a considerar unicamente o caso presente, ou as conseqüências de intentarem os Portuguezes formar para si qualquer governo, que prescinda da actual Familia reynante ; como parece propor o authordo Pieces Politiques, e ainda outros, que fomentam as mesmas ideas. Separando-se Portugal do Brazil, ou da Familia reynante ; ou os Portuguezes haõ de constituir-se em um Estado independente; ou haõ de unir-se á Hespanha, para se abrigar com o poder de seus vizinhos. No primeiro caso, a pequenhez do Reyno de Portugal, a decadência de sua agricultura e industria, e a sua falta total de recursos, devem ser obstáculos insuperáveis, para reunir forças bastantes, com que tal projecto se pudesse por em execução. E he evidente que, sem forças adequadas, nunca poderiam os Portuguezes conseguir o separar-se do Governo do Brazil; pois he absurdo suppor que seu Soberano olhasse com os braços encruzados, para uma sublevaçaõ desta natureza. Deve convir-se que, por mais mal administrados que sejam os recursos do Brazil, saõ elles superiores ao que Portugal, no seu estado presente, poderá manejar, por mais esforços que faça. A população do Brazil he maior que a de Portugal; os productos do terreno montam a maiores sommas ; o numerário he mais suficiente ; os mantimentos mais abundantes; os materiaes para a construcçaõ de vasos em maior abastança. Alem disto El Rey tem alliados de quem se pôde valer para o auxiliarem, o novo Governo independente de Portugal, teria ainda de formar essas allianças; e o exemplo das colônias Hespanholas independentes demonstra, que esses novos alliados naõ saõ fáceis de achar. Em fim a menor força naval, bloqueando os portos de Lisboa e Porto, e cortando a entrada dos mantimentos, poria todo o Portugal, em mui breve tempo, no ultimo estado de penúria e miséria. Mas supponhamos, o que naõ cremos que seja possível, que se venciam todos estes obstáculos, todas as difficuldades insuperáveis; c que chegava por ultimo a ser Portugal um Estado independente do Brazil, com seu rey á parte, ou sem nenhum rey* 
Fig. 05  A AUTO IMAGEM - EXPANDIDA para a SUA NAÇÃO -  gera um realidade interna NARCISISTA que busca meios para se concretizar no âmbito externo  e irreconcilável com a IMAGEM do outro e do diferente. Os espelhinhos portugueses fptram o primeiro instrumento de sedução dos selvpiculas brasileiros e sal postrerir dominação colonial   Estes espeljinhos, são em junho de 2020. Os celulares, as telas da televisão e dos computadires A subuda revelação da triste realidade colonial  que escindiam veio com a pandemia de 2020. Ceratemnte piucos ainda possuema competência de recodificador[1] estas auytpmigens enganosas


A pequenhez, a falta de recursos, a situação local, seriam as mesmas, e a Hespanha por terra, a lnglcterra por mar ; e outras potências ainda distantes, diclariam aos Portuguezes com tal efticacia, que elles, como naçaõ, nunca teriam vontade própria. Portugal com o Brazil he a antiga Monarchia Portugueza, naõ ja circumscripta á província do Minho, com a sua capital em Braga, como o foi em algum tempo ; naõ ja tendo os limites extendidos somente até o Algarve, coma capital em Lisboa, ou passado a alguns territórios de África, ou possuindo ruinosos feitorias de commercio na índia; mas sim a antiga Monarchia Portugueza, estendendo suas povoaçoens a grandes territórios no novo mundo, e conservando por isso seu nome e sua graduação entre as demais naçoens, e com multiplicados meios de se sustentar, quer a Corte resida em Almeirim, quer em Sancta Cruz, segundo as circumstancias dos tempos o exigirem. Do momento em que o Reyno de Portugal se separasse do resto da Monarchia, ficaria reduzido a naõ ter mais consideração ou influencia na Europa eno mundo todo, do que a província de Galliza, ou outra qualquer de Hespanha, pôde ter direito a esperar, se se erigir em Estado Independente.



[1] O VÍRUS RECODIFICADOR “a mutação do modo conjuntivo para o modo conectivo de comunicação”
Franco BERALDI, 




- Pastor Português no jornal “El PAIS” 19.04.2020

Fig. 06  A imagem de PORTUGAL de 2020 - captada e divulgada por um jornal espanhol - contrasta vivamente com o passado de fausto e glória do passado. De outra parte zaa figura do PASTOR SOLITÀRIO cuidando á distância o seu recanho pode ser asspciado as colônias ultramariba vivamente vigiadas pelo CÂO PASTOR das FORÇAS MILITARES em PERMANENTE ALERTA Estas conquistas infundia uma segurança pessoal que oermitia cultivar  a tradicinal fleuga britãnica em qualquer época e local público ou privado

Contra isto tem allegado alguns sequazes dessa independência os heróicos feitos dos Portuguezes em tempos passados. Naõ èra Portugal, dizem elles, maior do que hoje he, quando fez na África conquistas importantes : naõ tinha entaõ mais recursos qnando foi á Índia dictar leys commerciaes, e plantar fortalezas no território de poderosos Príncipes. Estas lembranças de i Mus três feitos podem servir para lisongear o amor próprio nacional, e excitar assim projectos gigantescos ; mas naõ iludiraõ por certo aos que reflecüreni com madureza nas causas e conseqüências dos grandes acontecimentos políticos.
Quando Portugal começou suas conquistas em África, naõ achava obstáculo mas sim apoio nas potências Europeas, que olhavam para aquella como uma guerra de religião; e os Estados da África, divididos em mui pequenos principados, naõ eram capazes de fazer opposiçaõ efficaz aos projectos de conquistas parciaes dos Portuguezes, como he possível aconteça agora da parte das grandes confederaçoens Europeas, se ellas acharem ser do seu interesse dictar por meio da força, qual deva ser a conducta Politica de Portugal. As victorias da índia fazem summa honra ao character militar Portuguez daquelles heroes ; mas a guerra da índia pagava-se a si mesma ;e no tempo presente naõ há ciicumstancia, que justifique o parrellelo das duas epocbas, taõ essencialmente differentes. ¿ Aonde acharão agora os Portuguezes outra índia desocupada, em que empreguem o seu valor ? Do momento em que dirigissem vistas ambiciosas para qualquer canto da terra, naçoens poderosas, forças Europeas e Americanas insuperáveis annihilariam em um momento emprezas de similhante gênero. Os Portuguezes, logo, se veriam reduzidos meramente a seus recursos internos: como naçaõ independente, e em sua nullidade politica, talvez fossem obrigados a pagar, bem caro a protecçaõ de alguma potência de consideração, que advogasse seus interesses, ante as grandes combinaçoens políticas da Europa. Consideremos por fim a ultima supposiçaõ destas hypotheses phantasticas, que he aquella em que os Portuguezes se tornem, como ja algum delles lhes chamou, Luso-Hespan/ioes-Conslitucionaes. A esdruxolaria deste nome, indica de si mesma a extravagância do projecto , e nada he menos conforme aos sentimentos dos Portuguezes, nada mais opposto aos prejuízos nacionaes, do que a sugeiçaõ a Castella; tudo lhes seria prefeiivel a tal plano; seria preciso mudar até os provérbios da naçaõ, para pôr em practica similhante arranjamento. Mas se os sentimentos do povo naõ permittem que delle se espere concordai em tal idea, o raciocínio das pessoas sensatas deve necessariamente levallos pelo mesmo caminho. A experiência da passada sugeiçaõ a Hespanha, he bastante guia para desviar os prudentes Portuguezes de uma linha de conducta, que destruiria toda a sua consideração ; mas accresce a isto, que o haverem-se os Portuguezes escapado uma vez das ganas de Castella, fará com que, se outra vez os apanhar debaixo de sua jurisdicçaõ, bom cuidado terá de que lhe naõ torne a sueceder o mesmo, O engodo que se oflerece, para desvanecer estes temores, lie o das Cortes em Hespanha : mas repetidas vezes temos observado, que a forma de Governo de qualquer naçaõ he matéria mui diversa de sua politica exterior ; e se atteudermos ao que a historia ensina acharemos, que, quanto mais livres saõ as naçoens em suas instituiçoens domesticas, tanto mais tyrannicas semostiam com os outros povos, que lhes vem a ser sugeitos. 
Fig. 07  O imesnsa fortuna acunmuldada por nações resultaram do colinialismo, da escravidão e do comércio de ganhos uinlaterais imposto pela força das armas e dos exércitos. Nações com uma imensa liberdade interna e que externamente demonstram extamente o contrário ao submeter as demais nações  ao jugo da servidão, do arbítrio e do saque sustemático   Qualquer pretexto serve para avassalar naçoes, estados e ggovernos incapazes de gerar e manter a sua SOBERANIA INTERNA e EXTERNA



O jugo de Roma livre foi sempre intolerável ás naçoens, que lhes foram submettidas: as colônias da Hollanda Republicana éram as que soifriam o mais despotico e absoluto Governo. Assim nnõ he a instituição de Cortes na Hespanha a que deve fazer suave o seu Governo a Portugal, caso este lhe venha a ser sugeito, se consideraçoens de outra natureza induzirem os Hespanhoes a practicar com os Portuguezes a mesma politica de Phillippe II[1]: o que he tanto mais provável, quanto aos ódios passados aceresce o escarmento, de se haverem os Portuguezes ja uma vez libertado do jugo Castelhano.

Um PAIS, será soberano enquanto souber lidar, conjugar e orientar estas CONDIÇÕES INTERNAS e EXTERNAS  da SOBERANIA de sua NAÇÃO
Em junho de 2020 esta equação ainda não foi resolvida parai BRASIL. Ao contrário, ainda crassa um exacerbado nacionalismo tacanho. Nacionalismo que só percebe vantagens unilaterais, de curto prazo e para favorecer facções e governos transitórios submetidos ao CANTO das SEREIAS de governos que prometem e não cumprem.
Fig. 08  Ignorando qualquer outro credo ou reliilgião alheia - como a muçulmana, a budista ou animista -  o presidente do Esaados Unidos exibe a BIBLIA. Esta exibiçaõa, para fins domésticos, ilustra perfeota,emte o a reflexão dio CORREIO BRASILILIENSE de junho de 1820 “quanto mais livres são as naçoens em suas instituiçoens domesticas, tanto mais tírnicas se^mostram com os outros povos, que lhes vem a ser sujeitos”  Esta exibição para a midia  enfrenta nações, povos e culturas que sabidamente são dependentes desta potência com sobejam demonstrações que esta BIBLIA esconde um arsenal nuclera, exercitos de dissuação e uma temida presença no cenário mudial que esteriliza qualquer inicitaiva destes povos colonizados


O que se deseja ressaltar aqui são as CONDIÇÕES de SOBERANIA ESTADO BRASILEIRO  a SERVIÇO  permanente e por tempo indeterminado de sua NAÇÃO. Este SERVIÇO não termina nas suas fronteiras geográficas. Para o bem estar interno da NAÇÃO BRASILEIRA existem, profundos vínculos planetários ecológicos, comerciais e  culturais mundiais.
O que muitas vezes não é ressaltado que -  TANTO A CONSTRUÇÃO INTERNA das CONDIÇÕES de SOBERANIA ESTADO BRASILEIRO como as EXTERNAS – foram obras silenciosas, perigosas e que tem pouco a ver com  a construção ideológica  do “GRITO do IPIRANGA” MITIFICADO e OPORTUNISTA.

NÃO FOI NO GRITO
RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS do BRASIL em  MAIO de 1820 e em 2020
Postahem nº 197 –
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terça-feira, 5 de maio de 2020

197 – NÃO FOI NO GRITO – MAIO de 1820 e 2020

RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS do BRASIL em  MAIO de 1820 e em 2020 
Fig. 01 A extensa rede mundial de ocupações lusitanas cobria territórios dos quatro continentes. . Esta rede estava para se romper na medida em que as nações industrializadas começaram a buscar fontes de matérias primas para as suas fábricas e impor um mercado cativo para os produtos de suas máquinas


Hipólito José de Costa sempre manteve o sonho de que o mundo lusitano pudesse convergir  para unidade que fosse superior à eventuais soberanias de frágeis estados nacionais isolados. Ainda não a havia nascido o COMONWELDT, mas a direção já havia sido dada pela Grã Bretanha.
 Olhando o BRASIL, do presente para o passado,  o conceito dele diante das nações soberanas nunca esteve em tamanha baixa como em  MAIO de 2020.

 Vão longe os tempos de Oswaldo ARANHA como presidente da ONU, ou de Barão de RIO GRANCO uma unanimidade nacional e internacional. Ou então um Alexandre GISMÂO brandindo o bordão do “UTI POSSIDETIS - ITA POSSEDETIS” para incorporar as MISSÔ[ÕES ao BRASIL
O que se pode ler nas entrelinhas, do texto de maio de 1810 do Correio Braziliense, é que Hipólito José da COSTA é que ele já percebe e trata o BRASIL  como nação soberana.  Apesar disto ele não abdicava da concepção que este pedaço da América pudesse integrar o MUNDO LUSITANO. Porém falaram mais alto as estreitas, imediatistas e obtusas mentalidades interesseiras. Estas rasgaram e tornaram em migalhas impotentes o que antes era uma unidade e fartos lucros para todos.
Esta visão unitária, apesar de todas as diferenças, também foi mantida pelo Rio Grande do Sul. Ele sempre lutou contra o centralismo com o objetivo de ser um Estado dentro do Brasil. Hipólito José estava propondo algo que muitas nações estão buscando, no presente, ou seja se aproximar de outras nações soberanas para se fortalecerem reciprocamente.
*


Fig. 02 A situação da região na qual se situa atualmente o URUGUIA era muito confusa, em maio de 1820.  O pior ainda estava para vir (veja gráfico acima) e só dois séculos depois baixou um pouco a poeira e cessaram alguns ânimos belicosos e interesseiros  Estes conflitos abertos e declarados tinham por objetivo de  Portugal  a acesso e se possível domínio militar da Bacia do Rio da Prata


CORREIO BRAZILIENSE de MAIO de 1820
VOL . XXIV. Nº 144. Miscellanea pp.524-528. 
Fig. 03  Em 1820  a cidade de BUENOS AIRES existia a partir dos primeiros anos da dominação colônia  espanhola da América, Era a garantia para o acesso de uma extensa área regada por rios navegáveis e afluentes do Rio da Prata. Nestes rios afluentes estava a cidade de Assunção. A partir dela  is espanhóis buscavam caminho das minas de prata e a conexão com o Vice reinado do Peru Buenos Aires  acumulava os fritos do seu desenvolvimento a partir do seu porto;. Este porto sofreu 12 ataques sucessivos dos britânicos quando a Espanha se enfraqueceu e a Inglaterra buscavam fontes de matérias primas para as suas fábricas e  um mercado cativo para os produtos de suas máquinas   


Refiexoens sobre as novidades deste mez.
REYNO UNIDO DE PORTUGAL BRAZIL E ALGARVES.
Relaçoens do Brazil com a America Hespanhola.
Pelas noticias do Rio-da-Prata, e pelos documentos, que publicamos a p. 403, se sabe, que houve em Buenos-Ayres uma total mudança nas pessoas da Governança, do que se espera outra mudança ainda mais considerável no systema político daquelle paiz; e, como principio dessas novas medidas, apparece ja uma confederação das provincias de Buenos-Ayres, Sancta-Fé, e Entre-Rios. A importância destes acontecimentos, a respeito do Brazil. nos parece mui evidente ; e por isso naõ podemos deixar de repetir aqui as nossas observaçoens, sebre o que se tem deixado de fazer, e o que se pudera ter feito, para assegurar ao Brazil a necessária tranquillidade, e precaver a influencia desfavorável, que naquelle paiz pudessem ter os acontecimentos políticos da America Hespanhola. 
Fig. 04  O porto tranquilo da cidade de BUENOS AIRES era a garantia da posse das PROVINCIAS CISPLATINAS.. Esta posse foi permanentemente questionada e posta a prova pelas aspirações  lusitanas,

Estas aspirações significavam a posse e o possível controle do Rio da Prata. Para tanto criou, em 1680, o forte e a cidade de Colônia do Sacramento.


Naõ pôde duvidar-se que houve tempo, em que o Governo de Buenos-Ayres se achou o mais bem disposto, que éra possível, para com a Corte do Rio-de-Janeiro. Entaõ éra o tempo de se estabelecerem negociaçoens, que produzissem o desejado effeito a favor do Brazil. Mudaram porém as cousas, e agora se torna mui problemático, se a nova Administração de Buenos-Ayres terá as mesmas disposiçoens favoráveis para com o Brazil; e, no caso que as tenha, se as outras províncias confederadas permittiraõ que se obre nesse sentido. Para o passado ja naõ ha remédio; por tanto nada diremos da negligencia dos Ministros, no Brazil, em naõ se terem aproveitado das oceasioens favoráveis ; vejamos, pois, o que ainda he possível para o futuro, e o que, em nossa opinião, parece necessário, para evitar mais desastres daqui em diante. He evidente qae as consideraçoens da politica Europea tem privado o Brazil de tirar o partido que devia do estado actual da America Hespanhola: primeiro, por uma contemplação mui entendida a respeito da Hespanha; e segundo, pelo receio de dar o fie nsa ás Potências Aliadas da Europa, que se quizéram em certo modo mostrar affectas aos interesses da Hespanha.
Fig. 05 A diplomacia lusitana estava centrada, em maio de 1820, na coorte do Rio de Janeiro que administrava o REINO UNIDO de PORTUGAL. BRASIL e ALGARVES uma extensa rede mundial lusitana dos quatro continentes. . Com as mudanças impostas pelo CONRESSO de VIENA esta diplomacia portuguesa devia responder as questões externas que as nações vitoriosas determinavam, No lado interno o questionamento da monocracia - que ainda caracterizavam a política de Don João VI – devia ser administrada  e contemporizada  

A salvação do Estado deve sempre ser a ley suprema, a qae devem submetter-se todas as outras consideraçoens; e ninguém pôde duvidar, que he da mais vital importância para a prosperidade e tranquillídade do Brazil, o conservar-se em boa harmonia com os seus vizinhos da America Hespanhola. Das funestas conseqüências, que se devem seguir á interrupção dessa bôa harmonia, nem a Hespanha, nem as Potências Aliadas da Europa poderão livrar o Brazil. Logo o Governo daquelle paiz deve despir-se das consideraçoens da politica Europeu, que lhe naõ pôde valer, e cuidar dos interesses de seu paiz, e de conservar a amizade de seus vizinhos, sem o que naõ pôde o Brazil estar tranquillo. Que o Governo passado da Hespanha naõ merecia a menor contemplação, provam os successos actuaes; porque naõ ha Hespanhol algum, desde El Rey até o menor vassallo, que naõ declare péssimas as máximas de Administração, que o Governo Hespanhol tinha até aqui seguido. Ninguém dirá, logo, que convinha ao Brazil amoldar suas medidas ao que poderia convir, ou houvesse desejado a politica de similhante Governo. Dir-se-ha, porém, que havendo mudado o Governo da Hespanha, a contemplação, que d'antes se naõ devia ter com elle, convém que se tenha agora. Dizemos que naõ; porque a mudança no Governo de Hespanha nada influirá na marcha das cousas na America Hespanhola. A Hespanha, seja qual for a forma de Governo que adopte, naõ poderá jamais recobrar o domínio dos paizes, que se tem declarado independentes; quando muito poderá conservar por mais alguns annos as colônias, que lhe restam ainda sugeitas; logo he um sacrifício inútil á Hespanha, e prejudicialissirao ao Brazil, o restringir-se a Corte do Rio-de-Janeiro em suas medidas, a respeito da America Hespanhola, meramente pela contemplação de que a Hespanha meditara ainda o plano impraeiicavel de reconquistar suas colônias ja independentes. Pelo que respeita as Potências Alliadas, nada seria mais injusto do que impedirem ellas que o Brazil cuidasse de seus interesses, por um respeito imaginário á Hespanha; ao mesmo tempo que essas mesmas poitncias, nem fazem cousa alguma a favor da Hespanha, nesta guerra civil com as colônias, nem offerecem ao Brazil a menor garantia contra os males, que necessariamente se lhe haõ de seguir, de naõ cultivar a amizade da America Hespanhola independente. 

Fig. 06 O busto de Artigas em Porto Alegre é um marco da evolução das relações do Uruguai oom o Brasil e em particular com o Rio Grande do Sul Este líder-  com belos ideais libertários- encontrou um povo debilidade dividido pelo longo e severo domínio colonial. .Misturavam-se índios  missioneiros, escravos fugidos do Brasil, aventureiros avulsos de tidas as nações e peões de estanciais. Para o Rio Grande do Sul o Uruguai sempre foi refúgio de pessoas, de economias e de ideais não tolerados no Brasil   


Só o nome de um chefe de partidas da America Hespanhola, Artigas, tem bastado para encher os mares de corsários, que annihilam os restos do commercio marítimo Braziliense; Que seria se algum dos Governos ja estabelecidos na America Hespanhola declarasse a guerra ao Brazil ? j¿Que tem leito as Potências Aliadas, para impedir os desastres, que os corsários com o nome de Artigas causam ao commercio do Brazil ? Nada, ¿ Que fariam essas Potências a favor do Brazil, se Buenos-Ayres ou outra qual quer parte da America Hespanhola lhe declarasse a guerra ? Cousa nenhuma. Logo he absurdo o negligenciar o Brazil seus interesses, nem em contemplação da Hespanha, a quem naõ pôde fazer bem algum com essa negligencia; nem em consideração das Potências Aluadas, que naõ abrigarão o Brazil contra as más conseqüências desse systema de contemplaçoens. 
Fig. 07  - A fundação, pelos lusitanos, do forte e da cidade de COLONIA do Sacramento frente a cidade de BUENOS AIRES, em 1680, tencionou ao máximo a disputa pelo RIO da PRATA. . Portugal pretendia a posse da foz do Rio Amazonas, somada com aquela da Rio da Prata, Para a Espanha o domínio da foz do RIO da PRATA significava o controle de vasto território e i caminho até o Ocenia Pacifico. Assim areação espanhola foi imediata e com suciavas tomadas militares do forte e da cidade de CILÔNIA.


As provincias de Buenos-Ayres, de Sancta-Fé e de EntreRios, principalmente esta ultima, tem sempre olhado com o maior ciúme a extençaõ dos limites do Brazil até o Rio-da Prata. Em quanto aquellas provincias se achavam desunidas, seria muito mais fácil o convênio para determinar os limites do Brazil naquella parte, do que o pôde ser agora qae essas províncias se acham confederadas.
Fig. 08 O mapa de Montevidéu, em 1820, mostra uma cidade amuralhada, com o traçado quadriculado filipino.  A tomada lusitana desta cidadela, em 20 de janeiro de 1817[1] não significava a posse e administração do interior sob o controle de diversas facções políticas, econômicas e étnicas, De outra parte Montevidéu permaneceu fiel a  Portugal  e teve de ser tomada pela esquadra brasileira após a independência do Brasil


 Considerando estas circumstaneras, e olhando para as palavras do artigo 3.º da Convenção que publicamos a p. 403, naõ temos a menor duvida de que se faraõ esforços sérios para desalojar de Monte-Vedio as tropas Brazihenses, e quando isso succeda será inevitável a guerra com Buenos-Ayres ; e dahi todas as suas funestas conseqüências. Por terra seraõ as hostilidades de igual detrimento uo Brazil, e ás provincias unidas de La-Plata, se as forças se acharem ignaes de ambas as partes contendentes; mas por mar toda a perda será para o Brazil, porque este tem commercio e navios mercantis que perder, e Buenos-Ayres só faz o seu commercio por meio de vasos estrangeiros, e assim naõ perderá cousa alguma na guerra marítima com o Brazil, Nestes termos he claro, que a Corte do Brazil naõ deve perder um só momento em negociar com as Provincias Unidas de La-Plata, um tractado de limites, com que assegure a definição de suas fronteiras, e a continuação de uma paz naõ interrompida. O único obstáculo para esta negociação seria o Chefe Artigas ; mas este, (naõ só pela derrota, que ultimamente soffreo, como ao depois veremos ; mas também, porque naõ entrou a principio na convenção das três Provincias, como se vê pelo artigo 10; a p. 495;) será de pouca monta em sua opposiçaõ; se a Corte do Brazil se resolver a levar o seu ponto adiante : e de tam ponderosa importância julgamos ser éstaimmediata negociação para firmar os limites do Brazil, que a julgamos superior a todas as outras consideraçoens, e merecedora de quaesquer sacrifícios, que sejam necessários, para alcançar tam útil objecto.
Fig. 09 A esquadra lusitana era inteiramente desproporcional e ineficiente para a extensa rede mundial de ocupações do REINO UNIDO da PORTUGAL BRASIL e ALGARVES. Os marujos eram escravos em grande parte, e os grumetes eram tratados com um rigor bárbaro e que que irá se arrastar através do Império até a Revolta da Armada já no Regime Republicano. A falta de logística marítima própria e autoral para unir i Imenso REINO LUSITANO  é uma das razões de sua estagnação e posterior  esgarçamento.


Guerra do Rio-da-Prata.
A p. 513 publicamos o extracto da Gazeta Extraordinaria do Rio-de-Janeiro de 29 de Fevereiro passado, em que se referem as particularidades de uma acçaõ importante, que houve com Artigas. Este chefe de bandoleiros fez um grande esforço para invadir as fronteiras do Brazil por parte das Missoens, ajunetando para isto gente em numero de 2.500 homens. Houveram primeiro varias escaramuças entre as partidas oppostas, em diversos pontos, e por fim veio o grosso das tropas a contacto.
Fig. 10 O Forte de Santa Teresa pertence atualmente ao Uruguai  Era um dos fortes militares que integrava ao extenso rosário de fortificações que protegiam a cista da colônia brasileira. A construção, a manutenção e ocupaçãi desta rede mundial de ocupações lusitanas que cobria as costa marítimas dos  territórios dos quatro continentes. . Esta rede consumia os parcos recursos contínuos que Portugal usufruía destas terras além dos eventuais ciclos do ouro, do pau brasil e do açúcar brasileiro


 O Conde da Figueira[1], Governador e Capitão General do Rio Grande, chegou ao passo de S. Francisco de Borja aos 10 de Janeiro, aonde o exercito do Brazil se tinha acampado, juncto ao rio Sancta Maria : c, sabendo que o inimigo marchava de Cunha, na direcçaõ de Taquarimbo, partio o General aos 11 com 1.200 homens para o passo de Armadia; e preparou-se para dar batalha, o que succedeo aos 22, como consta do mesmo ofhcio publicado a p. 513. Esta derrota de Artigas, em Lunarejo, juncto ao Taquarembo, aos 22 de Janeiro, obrigou os povos do Districto de S. Jozé a submetterem-se a Monte-Vedio, como se vè pela convenção, que publicamos a p. 49G ; e a conseqüência desta importante victoria foi a pacificação de toda a Banda Oriental do Rio-daPrata. Os Commissarios do Cabildo de Monte-Vedio, se ajunctaram, no 1. de Fevereiro, em S. Jozé, com os Deputados deste districto; e negociaram a covençaõ, que publicamos a p. 496, e que foi ratificada pelo General das tropas do Brazil, que estaõ de posse de Banda Oriental. Esta uniaõ he por conseqüência temporária; pois tem por baze unicamente a capitulação de Monte-Vedio. Medidas de mais permanente natureza saõ só as que podem assegurar esta tranquülidade momentânea, que por óra só se estriba na boa fortuna da força armada, com que nenhum político deve contar com certeza, quando naõ tem outro apoio.
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[1] CONDE da FIGUEIRA governador do Rio Grande do Sul de 1818-1820  https://pt.wikipedia.org/wiki/José_Maria_Rita_de_Castelo_Branco
Fig. 11 O Arsenal da MARINHA no RIO de JANEIRO reparava embarcações antigas e avariadas e eventualmente construía novas. Porem era insuficiente para suprir a   extensa rede mundial de ocupações lusitanas dos quatro continentes.  Sem escolas técnicas, cursos de engenharia naval, e com ferramentas rudimentares estava nuito distante para concorrer com arsenais e estaleiros em constante renovação. Esta falta de apoio marítimo era um dos grandes problemas, não só do Brasil, mas das demais nações e faze de libertação na América Latina


A Província CISPLATINA permaneceu fiel à Lisboa após o dia 07 de setembro de 1822. Assim, depois de 60 dias da Proclamação da Independia foi necessário mandar uma esquadra para que esta província se integrasse ao Brasil.
Esta situação perdurou até a Batalha de Sarandi[1] no 12 de outubro de 1825 quando o Uruguai conseguiu formar um governo e escrever uma constituição sendo reconhecido pela demais nações soberanas tendo a Argentina, o Brasil  e os Estado Unidos dado apoio e respaldo a esta soberania.
Este fato só foi possível após ó TRATADO do Rio De Janeiro do dia 28 de agosto de 1828[2].
A questão arrastou-se séculos anteriores a soberania destes países e continua presente após séculos da independência. Para guarnecer - estas áreas de fricções políticas, econômicas e sociais - um rosário de quarteis militares continua a guarnecer a fronteiras do território do Rio Grande de Sul
BOLSONAROM aposta em ACRI  e os dois perdem

Fig. 12 – Depois de sucessivas guerras - pelo domínio do Rio da Prata e de fricções continuadas de fronteiras -  o apoio explícito e nominal do presidente em exercício do Brasil em 2020 a um candidato à eleição da Argentina, certamente está fora e distante das recomendações do CORREIO BRAZILINSE de maio de 1820.  Este apoio nominal e escancarado pode ser visto comi uma interferência direta e explícita nas boas e sadias relações do Brasil com os seus vizinhos próximos e compromete economia, política e cultura


Em maio de 2020, as antigas e sepultadas intrigas, interesses e questiúnculas estão tomando forma em variadas e confusas expressões de uma diplomacia que desacredita deste passado.
De outra parte se no passado a falta de apoio marítimo era um dos grandes problemas das relações diplomáticas sadias, não só do Brasil, mas das demais nações e faze de libertação na América Latina, atualmente este problema reside no atraso na pesquisa espacial, pela dependência logística de INFORMÀTICA PROPRIETÀRIA e as deficiências nas pesquisas biológicas e conhecimentos autorias em relação ao CÓDIGO GENÉTICO.
   O Correio Braziliense é enfático para apontara que estes problemas decorrem do desconhecimento e o precário equilíbrio diplomático conseguido com tantos trabalhos, sacrifícios inclusive vidas humanas quando afirma para o Brasil da época:
“ninguém pôde duvidar, que he da mais vital importância para a prosperidade e tranquillídade do Brazil, o conservar-se em boa harmonia com os seus vizinhos da America Hespanhola”
No entanto o que valia para o Brasil da época também vale para a atualidade e para todos os vizinhos que gizam dois séculos de sustentação de sua soberania nacional
“A salvação do Estado deve sempre ser a ley suprema, a qae devem submetter-se todas as outras consideraçoens”
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FONTES NUMÉRICAS DIGITAIS

CONDE da FIGUEIRA governador do Rio Grande do Sul de 1818-1820
+

“UTI POSSIDETIS - ITA POSSEDETIS”

O CANDIDATO a REI de BUENOS AIRES
BUENOS AIRES em 1820

UM INGLES DECREVE BUDENOS AIRES em 1820

GUERRA contra ARTIGAS 1816-1820


DOCUMENTOS do ITAMARATY até 1822
Relação das embracações  que por ordem do Vice-Rei vão para Montevideu


 O grito do Ipiranga produziu ecos em quase todo o território brasileiro, mas nas Províncias do Norte, Nordeste e na Cisplatina, as Juntas de Governo continuavam leais às Cortes de Lisboa. Foi necessária, então, a ação da Marinha para evitar a fragmentação do país e garantir a consolidação da Independência. Assim, a 14 de novembro de 1822, dois meses após sua proclamação, fazia-se ao mar a primeira esquadra brasileira, rumo a Montevidéu, com a missão de expulsar as forças que lutavam para manter a Província Cisplatina sob o domínio português


PROVINCIAS CISPLATINAS

Carlos Frederico LECOR

Batalha do SARANDI

IMAGENS e meios de COMUNICAÇÂO em 1820

NÂO FOI NO GRITO Postagen 196

BOEING DESISTE da EMBRAER

ARGENTINA DESISTE do MERCOSUL

BOLSONAROM aposta em ACRI  e os dois perdem
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