quinta-feira, 12 de maio de 2022

222- NÃO FOI NO GRITO – MAIO de 1822 e 2022

A ABUNDÂNCIA do BRASIL e a MISÉRIA de PORTUGAL ….“A demais, deste exemplo, deve aprender o Governo do Brasil a não confiar nas tropas para sua segurança interna, a qual só deve depender da boa vontade do povo. Os soldados servem para defender o pais dos inimigos externos: quanto ao interior, as leis devem ser tais, que cada juiz da vintena seja capaz de se fazer obedecer, todas as vezes que fole em nome da leu ; e todo o Governo, que nau puder conservar-se assim, não merece o trabalho de o manter. A expedição, que de Lisboa se mandou ultimamente para o Rio de Janeiro, ali chegou com efeito, mas foi mandada voltar, e tornou a sair aos 23 de Janeiro, porém delia desembarcaram, e entraram no serviço do Brazil 600 ou 700 homens que preferiram viver na abundancia do Brasil, a voltar para a miséria de Portugal.” CORREIO BRAZILIENSE MAIO de 1822VOL. XXVIII. N." 168. p. 575.
Fig, 01 – A Quinta da BOA VISTA era uma referência urbana e geográfica do poder central do Brasil e do poder lusitano no Brasil . O seu fascínio não era devido aos fatores estéticos ou visuais. Porém foi nele que atuou o núcleo de primeiro poder brasileiro a se formar e resistir às pretensões colonialistas lusitanas A hipótese de que de PORTUGAL procurou e provocou a INDEPENDÊNCIA do BRASIL se confirma com o movimento e pelo fato que levou Dom Pedro optar publicamente pelo “FICO” e à zua permanência no Rio de Janeiro. Enquanto isto, ele estava se cercando de um exército de nacionais em franco conflito com as tropas portuguesas sob o comando do General Jorge de AVILEZ ZUZARTE de SOUZA TAVARES. Foi, certamente, um alivio para o Principe, para a capital e para o Brasil ver estas tropas rumando barra afora do Rio de Janeiro CORREIO BRAZILIENSE MAIO de 1822 Vol. XXVIII. N." 168. 3 Y- POLÍTICA. pp.477-480 REYNO UNIDO DE PORTUGAL BRAZIL E ALGARVES. Decreto de S. A. R.o Principe Regente do Brazil, para a convocação de Procuradores dos Povos na Capital. Tendo eu annuido aos repetidos votos e desejos dos leaes habitantes desta Corte, edas provincias de S. Paulo,e Minas Geraes, que me requerêram houvesse eu de conservar a Regência deste Reyno, que meu Augusto Pay me havia conferido, até que pela Constituição da Monarchia se lhe desse uma final organização, sabia, justa e adequada aos seus inalienáveis direitos, decoro e futura felicidade: porquanto, de outro modo, este rico e vasto Reyno do Brazil fícaría presineiro dos males da anarchia e da guerra civil; e desejando eu para utilidade geral do Reyno Unido, e particular do bom povo do Brazil, ir d'antemão dispondo e arreigando o systema constitucional, que elle merece, e eu jurei dar-lhe, formando desde já um centro de meios e de fins, com que melhor se sustente e defenda a integridade e liberdade deste fertilissimo e grandioso paiz, e se promova a sua futura felicidade. Hei por bem mandar convocar um Conselho de Procuradores geraes das Províncias do Brazil, que as representem interinamente, nomeando aquellas, que tem até quatro Deputados em Cortes, um : as que tem de quatro até oito, d o u s ; e as outras, daqui para cima, três: os quaes Procuradores geraes poderão ser removidos dos seus cargos, pelas suas respectivas provincias, no casode naõ desempenharem devidamente as suas obrigaçoens, se assim o requererem os dous termos das suas Câmaras, em vereaçaõ geral e extraordinária, procedendo-se ã nomeação de outros em seu lugar. Estes Procuradores seraõ nomeados pelos Eleitores deParrochia, junetos nas cabeças de comarca, cujas eleiçoens seraõ apuradas pela Câmara da Capital da Provincia, saindo eleitos a final os que tiverem maior numero de votos entre os nomeados, e em caso de empate decidirá a sorte ; procedendo-se em todas estas nomea- çoens e apuraçoens, na conformidade das instrucçoens, que mandou executar meu Augusto Pay, pelo Decreto de 7 de Março de 18-21, na parte em que for applicavel, e naõ se achar revogada pelo presente Decreto. Seraõ as attribuiçoens deste Conselho: Io Aconselhar-me, todas as vezes, que por mim lhe for mandado,em todos os negócios mais importantes e ditnceis: 2o Examinar os grandes projectos de reforma, que se deverão fazer na administração geral e particular do Estado, que forem c o m m u n i c a d o s : 3.° Propôr-me as medidas e planos, que lhe parecerem mais urgentes e vantajosos ao bem do Reyno Unido, e à prosperidade do Brazil .-4o. Advogar e zelar cada um dos seus Membros, pela utilidade de sua provincia respectiva. Este Conselho se reunirá em uma salla do meu Paço, todas as vezes, que eu o mandar convocar; e, além disto, todas as outras mais, que parecer ao mesmo Conselho necessário de se reunir, se assim o exigir a urgência dos negócios públicos, para o que me dará parte pelo Ministro e Secretario de Estado dos Negócios do Reyno. Este Conselho será por mim presidido, e ás suas sessoens assistirão os meus Ministros e Secretários de Estado, que teraõ nellas assento e voto. Para o bom regimen e expediente dos negócios, nomeará o Conselho,por pluridade de votos para Vice-Presidente mensal dentre os seus Membros, que poderá ser reeleito de novo, se assim lhe parecer conveniente; e nomeará de fora um Secretario, sem voto, que fará o protocolo das sessoens, e redigirá e escreverá os projectos approvados, e as decisoens, que se tomarem em Conselho. Logo que estiverem reunidos os procuradores de trêsprovincias, entrará o Conselho no exercio das suas funcçoens. Para honrar, como devo, tam úteis cidadãos, hei porbem conceder-lhe so tractamento de Excellencia, em quanto exercerem os seus importantes empregos ; e mando outro sim, que, nas funcçoens publicas, preceda o Conselho a todas as outras Corporaçoens do Estado, e gozem os seus membros de todas as proeminencias de que gozavam até aqui os Conselheiros de Estado, no Reyno de Portugal.
Fig, 02 – O advogado e cientista José Bonifácio de Andrade e Silva foi constituite brasileiro nas Cortes de Portugal e o mentor dos passos para desvinciliar o Brasil do domínio de Portugal . Por meio de seus conhecimentos jurídicos soube contornar os impulsos autoritários do ainda jovem principie Dom Pedo. Ao mesmo tempoatuou como um conselheiro eficaz para Dona Leopoldina. O presente texto do Correio Braziliense revela um preludio de uma CONSTITUINTE formada por brasileiros representativos das diversas regiões e categorias sócias. Como Jose´r Bonifácio era Intransigente, não lhe faltaram inimigos de sua integridade moral, científica e política Jozé Bonifácio de Andrade e Silva, Ministro e Secretario de Estado dos Negócios do Reyno e Estrangeiros, o tenha assim entendido e faça executar, com os despachos necessários. Paço em 10 de Fevereiro de 1822. Com a Rubrica de S. A. R. o Príncipe Regente. Jozé Bonifácio de Andrade e Silva CORREIO BRAZILIENSE MAIO de 1822VOL. XXVIII. N." 168. 3 Y Miscellanea Refiexoens sobre as novidades deste mez.pp.569 575 «REYNO UNIDO DE PORTUGAL BRAZIL E ALGARVES. Procedimentos das Cortes, sobre o Brazil. Começamos este N.° por um Decreto de S. A. R. o Principe Regente do Brazil; pelo qual manda convocar Procuradores dos povos das diversas provincias do Brazil; e he esse decreto contra assig-nado pelo Secretario de Estado Jozé Bonifácio de Andrade e Silva. Reflietamos primeiro nestas duas circumstancias; quemexpedio o Decreto; equem o contrasignou. Um Principe, que pudera ser o vinculo de uniaõ entre Portugal e Brazil, desamparado pelas Cortes, quando a Juncta da Bahia, servil das Cortes, se rebelou contra elle ; que foi mandado retirar-se á Europa, quando sua authoridade no Brazil devia ser de surmmna utilidade ; que se lhe destinou um desterro disfarçado para viajar, lêr a Medecina Domestica de Buchanan, sob tutores, que as Cortes lhe nomeariam, quando elle podia se a mais influente personagem nos negócios de ambos os Reynos Unidos. Este Principe, assim tractado pelas Cortes, a pezar deilas, tem assas influencia, para assignar similhante decreto noBrazil, O Ministro, que contrasignou o decreto, he aquelle, que se propunha nas Cortes mandar prender e castigar, pela representação, que assignou em S. Paulo, e sem que nas mesmas Cortes houvesse quem avaliasse a influencia, que tal homem podia ter no Brazil, ao menos para o naõ offender desnecessariamente, como fizeram, Propondo tirar-lhe algum emolumento, que tinha em Portugal, ao momento que as Cortes recebiam a noticia dos grandes serviços, que tinha feito em S. Paulo, e pelo que nem agradecimentos lhe deram. Certo, esses agradecimentos naõ custavam dinheiro. ¿ Como estaõ mudadas as scenas ? Mas voltemos ao Rio-de Janeiro. O Decreto, de que íallamoa, he bom começo do rumo, que vam a levar as cousas no Brazil: mas naõ basto ; porque he necessário saber qual he a vontade daquelles povos; e isso se naôpôde averiguar, sem ae convocar uuia proporcionada representaçaô. qne forme o Parlamento do Brazil; do contrario os poucosindivíduos, que ae chamam para aconselhar o Principe, podem illud.r-se, no que he a vontade geral, e sem éala nenhum Governo se pôde manter em nossos dias ; e por isso esperamos, que esse seja o primeiro conaelho, que os convocado» procuradoresdêmaS. A. R. O Correio Braziliense está cheio de recoromendaçoens, fe.las em outra epocha a El Rey, para qne seguisse com tempo estepartido: os Anlicos e os Ministros tractâram sempre easaa sugestoens, como instigaçoens para a revolução, quando só tendíamos a prevenilla.recommendandoa El Rey, que se amoldasse ás ideas do século. Nada se fez, e El Rey foi obrigado a sugeitar-se ás leys, que lhe impuzèram. Seguiram-se as Cortes, que, por se verem armadas em seu poder, visto que todo o mundo applaudia a queda do despoüsmo, julgaram que podiam desprezar a opinião publica do Brazil, estepaiz foi tractado do modo, que lemos visto ; nós começamos a reprovar esse systema, tivemos descomposluras etn resposta; mas a conseqüência foi a reacçaõ que vemos no Brazil; eque janaô podem as Cortes remediar ; porque chegaram as cousas a ponto, que o Brazil ha de fazer o que quizer, e uaò o que as Cortes lhe mandarem. Resta pois fallar ao Ministério do Rio-de-Janeiro, e lembrar-lhe estes exemplos. Se os Ministros quizérem somente fazer uma farça de Representação Nacional; se annunciárem como do povo op.n.oens, que saõ só suas delles ; se obrarem com palavras a moderna e com factos á antiga moda ; breve será a duração de seupoder. Naô temos nenhuns motivos para dizer, que o faraó;mas temos tantos exemplos de ver os empregados públicos, cegos com o explendor da authoridade, julgarem que ella nunca selhe pôde arrancar das maõs ; que julgamos esta nossa advetência naô só útil mas necessária.
Dona Leopoldina presidindo sessão do Conselho de Estado, por Georgina de Albuquerque. Na tela, José Bonifácio discursa para a princesa regente sobre a separação do Brasil de Portugal Fig, 03 – Apesar de Dona Leopoldina não aparecer nos textos do CORREIO BRAZILIENSR a sua ação foi competente para encontrar os desvios para contornar as mais absurdas explicações para os erros, aberrações e crimes de um REGIME MONÁRQUICO ABSOLUTISTA e encontrar e os caminhos da civilização e da ordem . Esta nobre figura - ediuvada na corte da AUSTRIA - foi essencial nosdd primeiros passos da soberania brasuileira e a formação de um corte com nomes brasileiros. He preciso indagar qual he a vontade geral; e isto se naõ pôde melhor fazer, do que tendo um Parlamento, composto de sufficiente numero de membros, escolhidos por toda a massa da Naçaõ. Sabida essa vontade geral, he preciso obrar sinceramente conforme a ella ; porque a simulação cedo ou tarde se descobre ; e quando descuberta, perdem os Ministros a confiança publica, e perdida ella, está derribado o Governo. Ultimamente hé preciso, attendendo com igualdade a todas as provincias, que por si mesmas se quizerem unir ao Principe, ir buscar o merecimento aonde quer que se achar, esquecendo o systema antigo de dar lugares para accommodar homens, e naõ nomear homens,que sirvam aos lugares. Isto foi uma das prineipaes causas daqueda do Governo passado ; eisto vai sendo motivo de acres queixas em Portugal contra o Governo actual, como se ouve diariamente, e selem continuados exemplos nas mesmas gazetas deLisboa. Guardando, estas batizas, será impossível que se na mantenham com firmeza as resoluçnens, que tem adoptado o Rio, Minas, S. Paulo, e mais sul do Brazil; porque he mais que prová- vel, he quasi certo, que Bahia e Pernambuco se lhe unam em sentimentos, e naõ vemos por que o resto deixe de seguir o mesmo, principalmente com o tempo, e se para isso se naõ usar coacçaõ. E sendo assim ¿ que parte da America apresenta mais elementos de prosperidade Nacional ? Seraõ somente os erros do Governo, que poderão frustrar as esperanças, que os dons da Natureza, diitribuidos naquelle paiz com maõ tam liberal, inculcama quem nisso reflecte. As relaçoens políticas do Brazil com os novos Governos, estabelecidos na America Hespanhola, pédem immediata attençaõ :"isto também o separado Ministério do Brazil pôde ser útil a Portugal; porque adoptando S. A. R., neste ponto, as medidas, que ju|ga r convenientes aquelle paiz, fica Portugal livre da responsabilidade, que a Hespanha lhe quer impor, e com prompta resposta ás queixas, que está fazendo o Gabinete de Madrid,que he a impossibilidade da Corte de Lisboa forçar o Brazil a seguir outra linha de conducta, diversa da que entendem seus Ministros privativos. Quanto ás demais Potências ; os Estados-Unidos, que tam conspicua parte representam no outro lado do Atlântico, tem resolvido reconhecer todos os Governos da America Hespanhola, e, á forliori, o mesmo diraõ a respeito do Brazil, A Inglaterra, que por tantos annos tem gozado do commercio directo do Brazil, naõ pode deixar de continuar a reconhecer aquelle Governo, como independente de Portugal, sempre qne as formulas publicas adoptadas forem taes, que naõ introduzam dificuldades técnicas no proceder do Gabinete lnglez. A influencia do resto das Potências Europeas, no Brazil, limita-se unicamente á troca de seus gêneros e manufacturas; porque nenhuma dessas potências pôde influir directamente na política do Brazil: assim, esta parte da diplomacia Braziliense facilmente se arranja, com um enviado nos Estados Unidos, outro em Londres, e terceiro que corra, segundo as circumstancias exigirem, as Cortes da Europa, aonde convier. Cônsules, com funcçoens diplomáticas, juncto aos novos Governos da America Hespanhola, faraõ por óra o preciso, e daraô informação do que for necessário obrar de mais, para o futuro. Mas ainda qne digamos, que saõ bastantes Cônsules, com funcçoens diplomáticas, nos novos Estados da America Hespanhola, nem por isso queremos menos preciar a importância das connexoens poüticas com esses Governos : pelo contrario as julgamos de peculiar importância ao Governo do Brazil. Os regulamentos commerciaes, que esses novos Estados tem adotado; os meios e modos, porque tem mantido a sua independência ; a consideração, que vam adquirindo tanto na Europa como na America; tudo isto he objecto mui digno de contemplar-se pelo Governo do Brazil, e mui necesserio que se publique em todos os periódicos daquelle paiz, para que o povo, em geral, entenda as bazes firmes, sobre que se procede, e veja, pelo exemplo de seus vizinhos, até que ponto tem meios de dar execução a seus planos. Se a Hespanha, com recursos tanto maiores do que Poitugal, nada pôde fazer, para forçar suas colônias a uma obediência cega á metrópole ; claro está que o poderoso Brazil nada tem a recear do fraco Governo de Lisboa, em suas injustas pretençoens : mas he preciso naõ commetter erros ; porque cada passo errado, he uma vantagem que se concede ao partido opponente. Vejamos agora uma parte, em miúdo, do que se passa no Brazil, e seja isto a expulsão das tropas Europeas do Rio-de-Janeiro, que annunciamos no nosso N.° passado.
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:General_Jorge_Avilez.jpg Fig, 04– O grave conflito que o comandante das tropás lusitanae - General Jorge de AVILEZ ZUZARTE de SOUZA TAVARES - provocou acelerou a formação de um exército de nacionais vindos de São Paulo e Minas Gerais. O general lusitano acostumado com as mais absurdas explicações para os erros, aberrações e crimes de um REGIME MONÁRQUICO ABSOLUTISTA continuou fiela e este sitema que também se tornava obsoleto em Portugal A p. 480 achará o Leitor o officio do General Zuzarte, commandante das tropas no Rio-de-Janeiro ; e em seguimento copiamos também os documentos mais importantes, que acompanhavam esse officio, He evidentee, que o General Zuzarte, e mais officiaes, que assignâram a carta de participação, sobre os acontecimentos no Rio, que deram occasiaõ á expulsão da tropa Europea, haviam de contar os factos a seu modo; e por isso pedia a razaõ, que, antes de se formar juizo sobre essa relação, se esperassem pelos officios de S. A. R. o Principe Regente, a ver o que que se dizia pela outra parte. Mas naõ succedeo assim, pela simples leitura da carta do General se propoz em Cortes voto de agrademimentos aquelles officiaes, e louvores ás tropas. Nós, porém, julgando desses documentos contra producentem, tiramos uma conclusão directamente opposta á das Cortes, e naõ hesitamos em dizer, que toda a culpa esteve da parte das tropas. Primeiramente, consta do officio do General Zuzarte, que ellemesmo pedira a sua demissão do Commando em Chefe ; e confessa, que antes de a receber, no dia 11,se amotinaram as tropas,dizendo, que naõ obedeceriam ao outro chefe. Vê-se daqui a falta de disciplina, ou espirito de rebelliaõ na tropa, que pretende ter o direito de escolher seu commandante, e naõ obedecer a outro algum, que o Governo lbe nomeie ; e os officiaes pretendem justificar essa rebelliaõ. Claro está, que com similhantetropa, cuja falta de disciplina chega a esse excesso, éra impossível que o Principe Regente pudesse manter a publica tranquillidade : poique até aqui naõ apparece outro motivo, para a rebelliaõ da tropa, se naõ o que lhe deo o mesmo General, pedindo a sua demissão. No entanto, o Principe Regente deo as providencias, que pôde,para subjugar essa rebelliaõ e falta de disciplina das tropas; mandando armar as milícias do paiz, e mais tropa que lhe obedecia, para se oppór aos rebeldes; e a isto chama o General relaxaçaõ da disciplina militar; e assim o disse ao mesmo Principe. ¿ Que outra resposta merecia, se naõ a que recebeo? " Que ao Genesal e á sua Divisão faria sair pela barra fora." Talvez foi esta resposta demasiado branda : porque outro Principe menos prudente faria logo prender, e metter em Conselho de Guerra, um General, que se mostrava tam insubordinado, eque se dispunha a capitanear e justificar a insubordinação dastropas. Achamos depois, que o General faz uma proclamaçaõ ao povo, sem consentimento do Governo. ¿ Que direito tem um commandante das tropas de fazer taes proclamaçoens, nem boas nemmás ? Isso éra do dever do Governo, ao General so compete obedecer; mas as Cortes, tendo apoiado o mesmo em outros casos, tendo introduzido o custume de receber congratulaçoens e approvaçoens dos militares, infundem nelles a idea, de que as bayouetas saõ as que devem dar a ley ; e assim naõ admiram esses exemplos de insubordinação nos soldados. Tempo virá, em que as Cortes disso se arrependam. O General Zuzarte. em sua proclamaçaõ ao povo do Rio-deJaneiro, lembra-lhe os agradecimentos, que do mesmo povo tiveram as tropas, quando derribáram o antigo despotismo. A isto observaremos, que, quando as Guardas Pretorianas dos Romanos assassinavam algum de seus tyrannos Imperadores, o povo naturalmente lhes dava louvores; mas logo que se dispunham a metter outro tyrannono lugar do morto, mereciam e obtinham a execração publica. A gratidão, pois, que o povo do Rio-de-Janeiro mostrou a essas tropas, prova as boas intençoens do povo, que desejava vêr destruido o despotismo, mas naõ envolve a approvaçaõ da futura conducta das mesmas tropas, quando ellas insubordinadas se dispunham a sustentar outro qualquer despotismo. O General naô esquece em sua proclamaçaõ de repetir o que tantas ve?es se tem aflirmado pelos Europeos, que " as sementes da liberdade foram plantadas no Brazil por seus irmãos de Portugal! Esta asserçaõ nem por muitas vezes repetida deixa de ter menos falsa ; e por isso nós também aqui repetiremos, o que muitas vezes temos dicto ; e he, que antes de Portugal, brotaram essas sementes da liberdade no Brazil, e sempre foram rerforçadas pelos irmaõs de Portugal. Aqui acabaremos com o General, e com as tropas; porque também com ellas acabaram no Rio-de-Janeiro, fazendo-as sair pela barra fora ; mas naõ podemos deixar de notar a final, que o proporem-se nas Cortes elogios a essas tropas, antes de ouvir o Principe Regente, he fazer a este uma censura, tanto mais injusta, quanto elk naõ foi ouvido, e authorizar directamente a nsubordinação no Exercito.
Fig, 05 – A formação de um exército composto de soldados brasileiros exigiu uma longa e detalhada preperação militar .A função do exército e as suas estratégias e sua logística com os aramentos produzidos em série pela indÚstria bélica mudaeam no início do s´éculo XIX. Estas mudanças foram experimentadas pelas revoluções norte-americana, e francesa além dos cerócitos napoleônicos. Estas mudanças chegaram ao Barsil por meio de vários oficiais destes exercitos e ganharam corpo com a independência Brasileira A demais, deste exemplo deve aprender o Governo do Brazil a naõ confiar nas tropas para sua segurança interna, a qual só deve depender da boa vontade do povo. Os soldados servem para defender o paiz dos inimigos externos: quanto ao interior, as leys devem ser taes, que cada juiz da vintena seja capaz de se fazer obedecer, todas as vezes que falle em nome da ley ; e todo o Governo, que naõ puder conservar-se assim, naõ merece o trabalho de o manter. A expedição, que de Lisboa se mandou ultimamente para o Rio-de-Janeiro, ali chegou com effeito, mas foi mandada voltar, e tornou a sair aos 23 de Janeiro, porém delia desembarcaram, e entraram no serviço do Brazil 600 ou 700 homens que preferiram viver na abundancia do Brazil, a voltar para a miseria de Portugal. No Brasil de maio de 2022 as questões entre os poderes estão muito distantes de serem pacíficas e eficientes para o BEM GERAL da NAÇÃO como deveria ser e na expressão usada por Dom PEDRO A par destas querelas entre os três poderes surgem milicias armadas e milicias digitais que forçam a ORDEM PÚBLICA em proveito de grupos de interesses obscenos e incontroláveis
06 – Nem o REGIME REPUBLICANO conseguiu fogir ao TRONO, CETRO e COROA do REGIME IMPERIAL MONOCRáTiCO CENTRALISSTANo Brasil de 2022 permaneceu a mentalidade e que ganha corpo em rituais do poder. Mentalidade visivel em reuniões, atos e procedimentos centrados na personalização do chefe e que desqualifica quem está fora deste círculo do núcleo do poder com pretensões colonialistas Dois séculos após estes eventos - registrados no Correio Brazili0nese, do ano de 1822 - o povo brasileiro continua obrigado a carregar o fardo destas querelas daqueles que tomaram “A POSSE dos CARGOS” e as rédeas do poder distante do PODER ORIGINÁRIO da NAÇÃO BRASILEIRA
06 – Os dirigentes do Brasil, de maio de 2022, guardam gestos, pensamentos e ações pessoais carregadas da mentalidade,dos discursos e da politica subliminar do REGIME IMPERIAL MONOCRÁTICO BRASIlEIRO e COLONIAL Certamente o POPULISMO absorveu e guarda e expressa esta dependência do chefe que se percebe legitimado por estas vozes populares. Porém, ao mesmo tempo, que o POPULISMO lhe impõe estreitos limites fora dos quais o seu governo deixará de existir, Afinal o chefe continua sendo o “culpado de tudo” seja reis, presidente ou primeiuro ministro Em maio de 1822 o POVO da NAÇÃO BRASILEIRA ainda estava na sonolência e anestesiado pelo TRÊS SECULOS do REGIME COLONIAL no qual os donos da POSSE dos CARGOS PÚBLICOS eram os nascidos em PORTUGAL. e educados e fies ao CATOLICISMO ROMANO e comprovadamente descendentes de SANGUE PURO de quinta geração. Se estas questões formais foram superadas em maio de 2022 permanecem os privilégios e as distinções. Privilégios ocultos, obscenos e consagrados por uma casta que se julga onisciente, onipotente, eterna e onipresente. No reino da abundância esta casta consegue afastar parcelas imensas destas riquezas e joga, estas parcelas da população brasileira, na servidão, na escravidão e ao desabrigo de qualquer direito alé de uma marquise de uma calçada
08 – Restam ao PODER ORIGINÁRIO BRASILEIRO as migalhas dos bens que ele produziu e o lugar sob as sacadas dos prédios que o seu trabalho ergueu A população do Brasil , em maio de 2022, continua alheio à politica do REGIME REPUBLICANO que se separou - formal e legalmente do TRONO, do CETRO e da COROA do REGIME IMPERIAL MONOCRÁTICO - mas que, na prática, em nada muda. Na prática a distribuição de renda, a valorização e a retribuição pelo seu trabalho continuam ao nível da escravidão. A sua interação política objetiva defronta-se com barragens burocráticas, formais e de ocasião que o obrigam esta população a se confiar no primeiro temerário e aventureiro. Estes atravessadores do poder oferecem-se para ser o seu mediador porém largamente conhecidos pela sua incapacidade de governar. Esta incapacidade do chefe formal, de governar, é largamente favorável para os instintos obscenos destes atravessadores do poder de ocasião, as barragens formais e burocráticas, Fontes José Bonifácio de ANDRADE https://commons.wikimedia.org/wiki/File:A_Funda%C3%A7%C3%A3o_da_P%C3%A1tria_Brasileira_(Eduardo_S%C3%A1,_1899).jpg + https://www.todamateria.com.br/jose-bonifacio/ + osé Bonifácio de ANDRADE ECOLOGISTA https://marsemfim.com.br/jose-bonifacio-de-andrada-e-silva-o-ecologista-do-imperio/ + https://conhecimentocientifico.com/jose-bonifacio/ 09 de janeiro de1822 “Dia do FICO” https://historiadorioparatodos.com.br/timeline/1822-aclamacao-de-dom-pedro-i/ Rio de janeiro do seculo XIX https://jeocaz.wordpress.com/2010/11/16/rio-de-janeiro-do-seculo-xix/ TERCEIRO BATALHÃO em TREINAMENTO e SÂO CRSTÓVÂO https://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_Ex%C3%A9rcito_Brasileiro#/media/Ficheiro:Tropas_brasileiras_1835.jpg General Jorge de AVILEZ ZUZARTE de SOUZA TAVARES https://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_de_Avilez_Zuzarte_de_Sousa_Tavares CRISE do REGÊNCIA de DOM PEDRO I http://www.eb.mil.br/exercito-brasileiro?p_p_id=101&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&_101_struts_action=%2Fasset_publisher%2Fview_content&_101_assetEntryId=1539194&_101_type=content&_101_urlTitle=guerra-da-independencia&_101_redirect=http%3A%2F%2Fwww.eb.mil.br%2Fexercito-brasileiro%3Fp_p_id%3D3%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dmaximized%26p_p_mode%3Dview%26_3_cur%3D139%26_3_keywords%3Dcampo%2Bgrande%26_3_advancedSearch%3Dfalse%26_3_groupId%3D0%26_3_delta%3D20%26_3_resetCur%3Dfalse%26_3_andOperator%3Dtrue%26_3_struts_action%3D%252Fsearch%252Fsearch&inheritRedirect=true MAIO DE 2022 enfrentamento do JUDICIÁRIO BRASILEIRO https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2022/05/5004699-questionar-independencia-do-judiciario-faz-parte-de-cartilha-autoritaria-diz-especialista.html DIZ UMA COISA E FAZ OUTRA https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2022/05/5004690-manifestantes-bolsonaristas-protestam-contra-o-stf-e-defendem-silveira.html CONFRONTO entre EXECUTIVO e JUDICIARIO no BRASIL de 2022 https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2022/05/5005917-alexandre-de-moraes-suspende-decreto-de-bolsonaro-que-reduz-ipi-em-35.html https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/politica/2020/04/19/interna_politica,846067/intrigas-e-acusacoes-tres-poderes-travam-guerra-durante-a-crise.shtml Os TRÊS PODERES do BRASIL https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias/2021/03/encontro-reune-tres-poderes-da-republica-contra-a-doenca REPUBLICA SEM POVO https://www.quatrocincoum.com.br/br/resenhas/h/republica-em-construcao INTERESSES OCULTOS https://www.youtube.com/watch?v=UcujOlVIxW0 CRISE ENTRE PODERES https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2022/05/5004968-crise-entre-poderes-isola-presidente-do-stf.html MILICIAS DIGITAIS no BRASIL de maio de 2022 https://www.metropoles.com/brasil/moraes-une-acoes-sobre-milicia-digital-e-ataques-de-bolsonaro-as-urnas?utm_source=push&utm_medium=push&utm_campaign=push ORÇAMENTO SECRETO https://www.metropoles.com/brasil/politica-brasil/ex-lider-do-governo-destinou-r-1371-milhoes-do-orcamento-secreto?utm_source=push&utm_medium=push&utm_campaign=push + ORÇAMENTO SECRETO: https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/pol%C3%ADtica/lira-e-pacheco-indicaram-r-537-milh%C3%B5es-em-emendas-ao-or%C3%A7amento-secreto-1.819795

quarta-feira, 6 de abril de 2022

221 - NÃO FOI NO GRITO - ABRIL de 1822 e 2022

O BRASIL AMEAÇADO de RECAIR no REGIME COLONIAL Ao Príncipe Regente do Brasil “Confie corajosamente, no amor e fidelidade dos seus Brasileiros e mormente dos seus Paulistas, que estão todos prontos a verter a última gota do seu sangue, e a sacrificar todos os seus haveres, para não perderem o Príncipe idolatrado, em quem tem posto todas as esperanças bem fundadas da sua felicidade, e da sua honra nacional”. Palácio do Governo de S. Paulo, 24 de Dezembro de 1821.
Fig, 01 – A ação de Dona Leopoldina foi competente para encontrar os desvios para contornar as mais absurdas explicações para os erros, aberrações e crimes de um REGIME MONÁRQUICO ABSOLUTISTA e encontrar e os caminhos da civilização e da ordem . Esta nobre figura ediuvada na corte da AUSTRIA e conectata ao Brasil no âmbito do Congresso de VIENA, trazia uma imensa bagagem POLITICA, CULTURAL e CONVÍVIO necessária à uma NAÇÂO em vias de formação. Confirmando a hipótese de que os CONSTITUINTES saídos da REVOLUÇÃO do PORTO PROCLAMARAM A INDEPENDÊNCIA de PORTUGAL do BRASIL. A hipotes se confirma na medida em que na sua constituição não contava um lugar para a cidadania dos habitantes das TERRAS ALÉM MAR. Quando os iludidos constituintes eleitos nestas terras chegaram a Portugal não tiveram outra função além de assinarem e legitimarem o texto da CONSTITUIÇÃO ESCRITA pelos constituintes portugueses batos e domiciliados na EUROPA A manifestação dos PAULISTAS torna-se documento importante diante deste instante de clivagem entre o BRASIL e PORTUGAL O fundo desta controvérsia da soberania do Brasil permaneceu no passado, O que permaneceu, 200 anos depois, foi a luta atual pela VERDADE, pela TRANSPARÊNCIA nos NEGÓCIOS PÚBLICOS e pela ÉTICA No contraditório permaneceram também os crédulos dispostos a acreditar no que lhes parece pessoal, provável, favorável e famoso, As vitimas de “EFEITO FORER ou EFEITO BARNUM” não param de crescer CORREIO BRAZILIENSE VOL, XXVMI. N.° 167. ABRIL de 1822 REYNO UNIDO DE PORTUGAL BRAZIL E ALGARVES.
Remessa da carta histórica de José Bonifácio a D. Pedro I “ Detalhe da tela de Aldo Locatelli. Acervo do MUSEU PAULISTA https://www.instagram.com/p/CCenF_9JaBw/?igshid=m0xy8o9c61oy Fig, 02 – O jurista José Bonifácio de Andrade e Silva atendeu tpedido o pedido de Dona Leopoldina para conectar o governo provisário de São Paulo com o princiope regente Dom Pedro. Esta parceria entre Dom PEDRO e o POVO PAULISTA foi fundamental para os passos mais conihecidos e divulgados da SOBERANIA BRASILEIRA Representação da Juncta de Governo Provisório da Província de S. Paulo, a S. A. R. o Príncipe Regente do Brazil. Senhor! Tínhamos ja escripto a V. A. R. antes que pelo ultimocorreio recebecemos a Gazeta Extraordinária do Rio-deJaneiro, de 11 do corrente, e apenas fixamos nossa attenaã sobre o primeiro decreto das Cortes, á cerca da organização dos Governos das Províncias do Brazil, logo ferve o em nossos coraçoens uma nobre indignação; porque vimos nelle exarado nsvsrpma da anarchiae da escravidão; lado esquerdo 318 Política. mas o segundo, pelo qual V. A. R. deve regressar para Portugal, a titn de viajar incógnito, somente pela Hespanha, França, e Inglaterra, causou-nos um verdadeiro horror. Nada menos se pretende do que desunir-nos, enfraquecer-nos, e até deixar-nos em mísera orfandade, arrancando do seio da grande família Braziliense o único paycommum, que ucs restava, depois de terem esbulhado o Brazil do benéfico fundador deste Reyno, o Augusto Pay de V. A. R. Enganam-se, assim o esperamos em Deus,que he o vingador das injustiças; elle nos dará coragem e sabedoria. Se pelo artigo21 das Bazes da Constituição, que approvámose juramos, por serem princípios de Direito Publico universal, os Deputados de Portugal se viram obrigados a determinar, que a Constituição, que se fizesse em Lisboa, só obrigaria por óra aos Portuguezes residentes naquelle Reyno, e quanto aos que residem nas outras três partes do mundo, ella somente se lhes tornaria Commum quando seus legítimos Representantes declarassem ser esta a sua vontade ¿ como agora esses Deputados de Portugal, sem esperarem pelos do Brazil, ousam já legislar sobre os interesses mais sagrados de cada província e de um Reyno inteiro? ¿ Como ousam desmembrâllo em porçoens desatadas, isoladas, sem lhes deixarem um centro commum de força e de uniaõ? ¿ Como ousam roubar a V. A.. R. a lugar-Tenencia, que seu Augusto Pay, nosso Rey, lhe concedera ? ¿ Comoquerem despojar o Brazil do Desembargo do Paço, e Mezada Consciência e Ordens, Conselho da Fazenda, Juncta do Commercio, Casa da Supplicaçaõ, e de tantos outros estabelecimentos novos, que ja proniettiam futuras prosperidades ? ¿ Para onde recorrerão os povos desgraçados, a bem de seus interesses econômicos e judiciaes? ¿ como agora, depois de accustumados por doze annos a recursos promptos, a sofTrer outra vez, como vis colonos,as delongas e trapaças dos tribunaes de Lisboa, a travezde duas mil léguas do Oceano, onde os suspiros dos vexados perdiam todo o alento e esperança? Quem o crera,depois de tantas palavras meigas, mas dolosas, de reciproca igualdade, e de felicidades futuras!! Na sessaõ de 6 de Agosto, disse o Deputado das Cortes, Pereira do Carmo, (e disse uma verdade eterna) que a Constituição éra o pacto social, em que se expressavam e declaravam as condiçoens, pelas quaes um naçaõ se quer constituir em corpo político; e que o fim esta constituição heo bem geral de todos os indivíduos, que devem entrar neste pacto social. ¿ Como pois ousa agora uma mera fracçaõ da grande naçaõ Portugueza,sem esperar a conclusão desse solemne pact o social, attentar contra o bem geral da parte principal da mesma,qual o vasto e riquíssimo Reyno do Brazil, despedaçando-o em míseros retalhos, e pertendendo arrancar, porfim.de seu seio, o Representante do Poder Executivo, eannihilar de um golpe de penna todos os tribunaes e estabelicimentos necessários â sua existência e futura prosperidade? Este inaudito despotismo, este horroso perjúrio político, de certo naõ o merecia o bom egeneroso Brazil. Mas enganam-se os inimigos da ordem nas Cortes de Lisboa, se se capacitam, que podem ainda illudir, com vaãs palavras e ocos pliantasmas, o bom sizo dos honradosPortuguezes de ambos os mundos. Note V. A. R., que se o Reyno de Irlanda, que faz uma parte do Reyno-Unido da Graã Bretanha, a pezar de ser infinitamente pequeno, em comparação do vasto Império do Brazil, e estar separado da Inglaterra por um estreitobraço de mar, que se atravessa em poucas horas, toda a v i aconserva um Governo geral, ou Vice-Reynado, que representa o Poder Executivo do Rey do Reyno-Unido, como poderá vir â cabeça de ninguém, que naõ seja ou profundamente ignorante, ou loucamente attrevido, pretenderque o vastíssimo Reyno do Brazil haja de ficar sem centro de actividade e sem Representante do Poder Executivo, como igualmente sem uma mola de energia e direcçaõ das nossas tropas, para poderem obrar rapidamente, e demaõs dadas, a favor da defeza do Estado, contra qualquerimprevisto ataque de inimigos externos, ou contra as desordens e facçoens internas, que procurem atacar a segurança publica, e a uniaõ reciproca das províncias ! Sim, Augusto Senhor, he impossível que os habitantes do Brazil, que forem honrados, e se prezarem de ser homens, e mormente os Paulistas, possam ja mais consentirem taes absurdos e despotismos: sim, Augusto Senhor, V. A. R. deve ficar no Brazil, quaesquer que sejam 09 projectos das Cortes Constituintes, naõ só para nosso bem geral, mas até para a independência e prosperidade futura do mesmo Portugal. Se V. A. R. estiver, o que naõ hecrivei, pelo deslumbrado e indecoroso Decreto de 29 de septembro. além de perder para o mundo a dignidade de homem e de Príncipe, tornando-se escravo de um pequeno numero de desorganizadores, terá também que respouder, perante o Céo, do rio de sangue, que de certo vai correr pelo Brazil com sua absencia, pois seus povos, quaes tigres raivosos, acordarão de certo do somno amadornado,em que o velho despotismo os tinha sepultado, e em quea astucia de um novo Machiavelismo constitucional os pretende agora conservar. Nós rogamos, por tanto, a V. A.R. com o maior fervor, ternura e respeito, haja de suspender a sua volta para a Europa, por onde o querem fazer viajar, como um pupilo, rodeado de áios e de espias; nós lhe rogamos, que confie corajosamente, no amor e fidelidade dos seus Brazileiros e mormente dos seus Paulistas, que estaõ todos promptos a verter a ultima gota do seu sangue, e a sacrificar todos os seus haveres, para naõ perderem o Príncipe idolatrado, em quem tem posto todas as esperanças bem fundadas da sua felicidade, e da suahonra nacional. Espere pelo menos V. A R. pelos Deputados nomeados por este Governo, e pela Câmara desta Capital, que devem quanto antes levar á sua Augusta presença nossos ardentes desejos, e firmes rpsoluçoens. dignando-se acolhèllos e ouvíllos com o amor e attençaõ, que lhe devem merecer seus Paulistas. A Augusta Pessoa de V. A. R. guarde Deus muitos annos. Palácio do Governo de S. Paulo, 24 de Dezembro de 1821. Joaõ Carlos Augusto OYENHAUSEN Presidente. Jozé Bonifácio de Andrade e Silva, Vice-Presidente. Martin Francisco de Andrade.Secretario. Lázaro Jozé Gonçalves. Secretario. Miguel Jozé de Oliveira Pinto. Secretario. Manuel Rodriguez Jordaõ. Francisco Ignacio de Souza Guimaraens. Joaõ Ferreira de Oliveira Bueno. Antônio Leite Pereira da Gama Lobo. Daniel Pedro Muller. André da Silva Gomes. Francisco de Paula e Oliveira. Antônio Maria Quartim.
João Carlos Augusto de OYENHAUSEN-GRAVENBURG https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Carlos_Augusto_de_Oyenhausen-Gravenburg Imagem em https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Joao_carlos_augusto_de_oyenhausen.jpg iFg, 03 – Joaõ Carlos Augusto OYENHAUSEN ere Presidente do governo provisório da Povincia de SÂO PAULO, no inicio do ano de 1822era lusitano mas com larga carreira no Brasil Ele não era favorável à independência do BRASIL, mas aios primórdtios do que veria a contirtui o COMMONWEALTRH BRITÂNICO. Aplicado ao vastos terreitorosde que PORTUGAL CONTROLAVA entre 1815 e 1822 Esta também era a posição de Hipolito José da COSTA o editor do CORREIO BRAZILIENSE . Resposta de S. A. R. ú Representação acima. Manda Sua Alteza Real o Principe Regente, pela Secretaria de Estado dos Negócios do Reyno, participar ao Governo Provisório da Provincia de S. Paulo, que lhe foi presente o seu officio de 24 de Dezembro próximo passa do: e como succedesse estar a partir para Lisboa o correio Infante-D.-Sebastiaõ, por elle o mesmo Senhor o remctteo a Sua Majestade, para ser presente ás Cortes Nacionaes, de cuja sabedoria espera Sua Alteza Real aspromptas e acertadas providencias, que exigem as necessidades do Brazil, e que este requer como indispensáveis, para o progresso da sua prosperidade, e uniaõ dos dousReynos, que tam ardentemente deseja Sua Alteza promover e consolidar, para ventura geral da Monarchia.
Fig, 04 – O artista Charles SIMON PALIÈRE representou o movmento e concentração de pessoas da entrada do Falacio da Quinta da Boa Vista na época da independência do Brasil O Rio de Janeiro concentrava a POLITICA, a CULTURA e a ECONOMIA> Este centralismo continua em Brasília, em abril de 2022, incluive nas paradinhas do presidente do Brasil realiza ao sair do Palácio da Alvorada . Palácio do Rio-de-Janeiro, em 4 de Janeiro de 1822. Francisco José Vieira. Edícto de S. A. R. o Príncipe Real, ao Governo Provisório de S. Paulo. Governo Provisório da Provincia de S. Paulo. Amigo. Eu o Príncipe vos envio muito saudar. Acontecendo, que a tropa de Portugal pegasse em armas, e igualmentea desta cidade, por mera desconfiança, dei todas as providencias possíveis, e convencionaram os de Portugal, passar parar a outra banda do rio, até se embarcarem para Portugal. E como por esta medida ficasse a cidade sema tropa, necessária para a sua guarniçaõ, e mesmo sem com que defender-se no caso de ser atacada, exijo de vós, que sois seguramente amigos do Brazil, da ordem e da uniaõ de ambos os hemispherios e da tranquillidade publica, me mandeis força armada, em quantidade, que, naõ desfalcando a vossa província, ajude esta, e se consiga o fim por mim e por vós tam desejado:e exijo com urgência. Escripta no Real Palácio da Boavista, às sette horas e meia da noite , de 12 de Janeiro de 1822. P R Í N C I P E Para o Governo Provisório de S. Paulo, &c. N B. Nesta conformidade se dirigio outro para Minas
. Fig, 05 – Vista da ciadde de São Paulo por volta de 1822 A vigilância eação do governo provisório de São Pauloa Resposta do Governo de S. Paulo. Senhor! O Governo Provisório recebêo, ás 9 horas da noite, dodia 17 deste corrente mez, a carta de V. A. R., em que lhe faz a honra de communicar o facto, de haverem as tropas de Portugal pegado em armas. Este sacrilego attentado, qualquer que seja o motivo, por ellas intentado para justificallo, excitou em nossos coraçoens todo o furor, toda a cholera e vingança, que elle merece. Em conseqüência deste acontecimento, o Governo constituio-se permanente, e jamais terminará suas sessoens, em quanto naõ souber, que essa Corte se acha restituida ao socego, e em tudo e por tudo respeitada a Authoridade de V. A. R. O Governo assegura a V. A. R. que no dia 23 do corrente marchará desta cidade a 1.» divisão de um corpo de 1.100 praças destinado para essa Corte, e composto do 1." batalhão de caçadores de 1ª. linha, com 400 praças : de um dicto de 2ª linha, também com 400 praças : de dous esquadroens de cavallaria; um de 1ª linha, outro de 2ª com 300 praças: e juram finalmente a V. A. R. que elle fará todos os sacrifícios e esforços, e derramará até a ultima gota de seu sangue, para conservar em seu seio o Príncipe idolatrado, em que pôz toda a sua confiança, e para conencer o mundo dò enthusiasmo, e ardente patriotismo, que o inflama, a bem da uniaõ do Reyno-Unido, da tranqüilidade, augmento, e prosperidade do Reyno do Brazil A Augusta Pessoa de V. A. R. guarde Deus muitos annos. Palácio do Governo de S. Paulo, 17 de Janeiro de 1822.= Joaõ Carlos Augusto d'Oeynhausen. Presidente. Martin Francisco Ribeiro de Andrade. Secretaria Lázaro Jozé Gonçalves. Miguel Jozé de Oliveira Pinto. Manuel Rodrigues Jordão. Daniel Pedro Mui er. Francisco Ignacio de Souza Queiroz. Antônio Maria Quartim. Francisco de Paula e Oliveira. André da Silva Gomes Antônio Maria Quartim. Francisco de Paula e Oliveira. A solidariedade entre épocas diferentes permite traçar paralelos entre o mês de abril de 1822 com aquele de 2022. A luta pela VERDADE, pela TRANSPARÊNCIA nos NEGÓCIOS PÚBLICOS e pela ÉTICA permanece atual, 200 anos depois. Em abril de 2022 acumulam-se as evidências dos atentados contra a ÉTICA, as flagrantes incompetências e os desmandos na EDUCAÇÃO, na SAÚDE PÚBLICA do BRASIL
CONVIDADOS RECUSAM PRESIDÊNCIA da PETROBRAS https://www.youtube.com/watch?v=-b-pW4SgcEg Fig, 05 – Os efeitos do TRATADO DE METHUEN projetaram-se sobre o período colonial, do reinino . Imperio e da república As mudanças foram “PARA INGLÊS VER” e se aprveitarem das reais carências brasileiras que foram crescendo em número e intensidade e acumulando com o passar do tempo einvbilizando qualqueriniciativa em abril de 2022. A primacia dos NEGÓCIOS desequilibrar, desqualifica e aniquila tudo que as gerações anteriores acumularam. O uso predatório do solo, a urbanização descontrolada e irresponsável permitem construções de barragens que se rompem, deslizamentos de terras e o desmatamento abre espaço para a agricultura predatória. O resultado é uma nação que patina na corrida espacial, é superveniente no domínio proprietária da informática e é uma colônia na dependência das tecnologias decorrentes do atraso no controle e no uso das aplicações no código genético
Fig, 07 – Os resultados da dependência econômica, tecnológoica e científica são evidentes no BRASIL de ABRIL de 2022 e falam por si mesmos O atraso no dominio e uso do CÓDIGO GENÉTICO, a depwndênvcia dos dominios autorais da INORMÀTiCA e o abismo que separa o BRASIL das nações que dominam o ESPAÇO EXTERNO reduzem o BRASIL na fpórmula inversas do seu tamanho geográfico. A soberania do Brasil esteve a mercê de muitos CAUDILHOS POPULISTAS e de poucos ESTADISTAS. Os crédulos - dispostos a aceitar o que lhes parece pessoal, provável, favorável e famoso – constituem e permaneceram a base de apoio populista destes abortos polpiticos, As vítimas destes CAUDILHOS POPULISTAS não param de crescer e exigir espaço para a LIBERTINAGEM, para a BARBÁRIE e os FORA da LEI. João Carlos Augusto de OYENHAUSEN-GRAVENBURG https://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Carlos_Augusto_de_Oyenhausen-Gravenburg Imagem em https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Joao_carlos_augusto_de_oyenhausen.jpg CARLOTA JOAQUINA ttps://www.worldcat.org/title/justa-reclamacion-que-los-representantes-de-la-casa-real-de-espana-dona-carlota-juaquina-de-bourbon-princesa-de-portugal-y-brazil-y-don-pedro-carlos-de-bourbon-y-braganza-infante-de-espana-hacen-a-su-alteza-real-el-principe-regente-de-portugal/oclc/1047472759 A AÇÃO de JOSÉ BONIFÁCIO https://rainhastragicas.com/2020/08/13/dona-leopoldina-e-jose-bonifacio-a-amizade-que-possibilitou-a-independencia-de-brasil/ Remessa da Carta histórica de José Bonifácio a D. Perdo I Tela de Aldo Locatelli do MUSEU PAULISTA https://www.facebook.com/BrazilImperiu/photos/a.2082430488753824/2568162163513985/ VISTA da cidade e SÃO PAULO em 1822 https://saopaulopassado.wordpress.com/2011/09/06/sao-paulo-em-1822-ou-o-que-o-demonao-viu-alem-das-curvas-de-titilia/ TRATADO DE METHUEN https://www.infoescola.com/historia-europa/tratado-de-methuen/ SALVADOR – História https://www.facebook.com/100003730670997/videos/g.1079419328842238/1178720152879700 Entrega da Petrobras https://www.youtube.com/watch?v=-b-pW4SgcEg CONVIDADOS RECUSAM PRESIDÊNCIA da PETROBRAS https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/economia/2022/04/adriano-pires-recusa-oficialmente-convite-para-comandar-petrobras.html
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terça-feira, 8 de março de 2022

220 - NÃO FOI NO GRITO - MARÇO de 1822 e 2022

200 ANOS de FAKE NEWS em MARÇO de 1822 e de 2020 “Meu intento e meu objeto era o bem da Nação em geral, a fim de se evitar o repetir uma transação tão infeliz e desgraçada, e de tanta perda para Portugal, nas precárias circunstancias, em que hoje existe, é a mais fazer-me malicioso caluniador, ou intriguista, e muito menos criminar os Agentes, que nenhuma culpa tem, sendo seu dever executar as ordens, que lhe são dadas. Se isto o " Portuense" negasse em abono deles, já que quis sair a campo, alguma razão tinha ; porem, se ele não compreende o que lê, de certo não sabe o que é ser Agentes ; e por isso é natural não soubesse desempenhar aquilo de que se alcançou. Para lhe responder, não preciso outras provas, senão aquelas, que ele mesmo me fornece, na sua carta”. Correspondência p.312
AFAKE SEREIAS de 1822 https://revistaquestaodeciencia.com.br/apocalipse-now/2021/10/16/fraude-midia-e-ciencia-no-seculo-19-o-caso-da-falsa-sereia Efeito Forer ou Efeito Barnum, a tendência humana de tratar afirmações vagas e genéricas como se fossem específicas. Fig, 01 – A mente humana é capaz de encontrar as mais absurdas explicações para os seus erros, aberrações e crimes. Esta criatura leva toda esta bagagem de formas de alienação para o mundo econômico com profundos reflexos POLITICA, na CULTURA e CONVIVIO. No CONVÍVIO é o alinteo, estimulo ejusyticativa para guerras, dominação e saques impiedosos Nos 200 anos de soberania do Brasil o fundo desta controvérsia permaneceu no passado. O que permaneceu foi a luta atual pela VERDADE, pela TRANSPARÊNCIA nos NEGÓCIOS PÚBLICOS e pela ÉTICA Porém permaneceram também as pessoas crédulas disposta a acreditar no que lhes parece pessoal, provável, favorável e famoso, São as vitimas de “EFEITO FORER ou EFEITO BARNUM”
Fig, 02 – A ERA INDUSTRIAL disseminou a crença de que ela era capaz de enriquecer a todos indiscriminadamente, O COMERCIO, e a CIRCULAÇÂO de VALORES parecia ao alcance da tidos. Bastava acreditar em MERCÚRIO e tentar a sorte Porem os mais instruídos e atilados perceberam cedo o logro da pesca em águas turvas que só favorecia os que estavam equipados e não cultivavam o menor e escrúpulos em turvar naias ainda as águas e lançar mão de expedientes obscenos e criminosos. CORREIO BRAZILIENSE D E MARÇ O 1822 VOL. XXVIU. N.« 16*. Pp, 312-315 CONRESPONDENCIA. Carta ao Redactor, sobre os saques da Companhia do Porto, de Londres sobre o Brazil. Senhor Redactor do Correio Braziliense ! Antes de ver o N.° 165 do seu respeitável Periódico, aonde encontrei a carta assignada, " Um Portuense," ja tinha sido informado, que a minha, a que elle reclama, causou a mais viva sensação, entre os Agentes da Companhia do Alto Douro, e por isso éra de esperar se saíssem a campo, Forit is true, ali the learned tbink. To espouse tlmt cause for which they eat and drink. [Pois é verdade, todos os eruditos pensam. Defender a causa pela qual comem e bebem] Com tudo, naõ me podia persuadir, que saíssem á luz com tam mal alinhavado documento, e tam alheio daquella gravidade, que se deve esperar de tam respeitável estabelicimento ; porque os impropérios encontram-se n'uma esphera baixa, quando armas naõ tem com que possa defender-se; e a falsidade se desfaz com argumentos, ou se refuta com provas.
Fig, 03 – Em 1822 a cidade de LONDRES liderava a ERA INDUSTRIAL Nela ACUMULVAM-SE os produtos da máquinas, as matérias primas vindas de o planeta todo, No sentido contrario derramava -e dela as rotas de distribuição deste produtos. Esta CIRCULAÇÂO de VALORES era capaz de enriquecer o mais pobre dos temerários e inescrupulosos, O COMERCIO, e parecia ao alcance de todos. Bastava acreditar em MERCPURIO e tentar a sorte, Todo o Leitor, que vir aquella mesma carta, a que o " Portuense" se refere ; e mesmo a subsequente de Fevereiro, do N.° 165, conhecerá sem difficuldade, que meu intento e meu pbjecto éra o bem da Naçaõ em geral, a fim de se evitar o repetir uma transacçaô tam iufeliz e desgraçada, e de tanta perda para Portugal, nas precárias circumstancias, em que hoje existe, eé a mais fazer-me malicioso calumniador, ou intriguista, e muito menos criminar os Agentes, que nenhuma culpa tem, sendo seu dever executar as ordens, que 312 Corespondtnaa. he saõ dadas. Se isto o " Portuense" allegasse em abono deiles, ja que quiz sair a campo, alguma razaõ tinha ; porem, se elle naõ comptehende o que lè, de certo naõ sabe o que he ser Agentes ; e por isso he natural naõ soubesse desempenhar aquillo de que se alcançou. Para lhe responder, naõ preciso outras provas, senaõ aquellas, que elle mesmo me fornece, na sua carta. A prova mais essencial, que nella oferece, he a do facto, que a Companhia, por seus agentes em Londres, tem vendido aos estrangeiros seus fundos um Brazil, com tanto prejuízo da Naçaó, o que naõ nega nem pôde negar o " Portuense." Prova mais a sua carta, que o ultimo saque dos Agentes, sobre o Rio-de Janeiro, antes de chegar o cambio a39 , foi em Outubro, a 47. O da Bahia eslava entaõ a 52 ; e por isso ja antes daquella data tinham feito outros mais. Temos pois a certeza da transacçaõ de 14 de Dezembro, objecto da minha carta ; porque igualmente o naõ nega ; só mui sinceramente diz, que os Agentes nunca sacaram a 39 ; porque menção naõ fiz de alguns quebrados. Temos a prova de sacarem, quando aqui existiam rumores de descrédito do Banco, falta de numerai io, depreciação da moeda, e receio d'uma revolução no Rio-de-Janeiro. Temos nessa mesma carta a prova de que a transacçaõ por via da Inglaterra he desnecessária, e desgraçada ; porque naõ mostra o contrario. Temos também ali a prova de que isto de câmbios he um jogo, dependente dos erros ou sabedoria dos Governos ; e por isso que, conhecendo o erro, procurei aquelle expediente de informar o Governo, para similhantes transacçoens se evitarem em futuro. Temos ali u prova, porque o naõ refuta, de que aquelle metal éra necessário, e da maior importância que Portugal o recebesse, Finalmente, temos ali a prova, que foram os Agentes da Companhia, que reduziram naquelle tempo o cambio do Rio-de-Janeiro 4 sua depreciação ¿ porque, quem dirá, que o elles sacarem em rrize tam critica, durante aquelles rumores, naõ houvesse de necessidade produzir um effeito assigualado e progressivo no cambio, ruaíormente sendo as suas sommas avultadissimas ? ; S . naõ foram elles a única causa, naõ concorreram elles muito para a depreciação do cainbioi assustando a praça com seus saques, e augmetilando por isso os falsos tumores, talvez de propósito levantados, para os tomadores melhor conseguirem o seu objecto ? ¿ P° r ventura éra prudente, éra compatível com o bom credito sacar com tanta desvantagem e prejuízo ? ¿Atrever-sehia alguma casa de respeitabilidade a sacar em taes circumstaucias, sem se expor a julgarem-na temerária e a perder muito de seu estabelecido credito ? Estimaria que a isto me respondesse o ' ' Portuense, " e dizerme se assim naõ ha razaõ de o conjecturar-mos dos Agentes da Companhia. Tendo, pois, satisfeito a minha tarefa nesta parte ; passarei a responder individualmente a outros pontos, deixando em silencio a intempestiva frioleira deaccusar-nie de malicioso calumniador, por que isso naõ vem ao caso para a nossa disputa.
Fig, 04 – Atrvés das largas avenidas de Londres de 1822 ERA INDUSTRIAL recebio o insumos das maquinas e escova os produtos gerados a uma velocidade impossível de atingir pelo artesanato. era Esta acelerada CIRCULAÇÂO de VALORES fazia gerar um , COMERCIO, nunca visto antes e exigia erritorios sob controle. Assim a Inglaterra desenvolveu um sistema colonial no qual estavam incluidoa Portugal e Brasil como clientes cativos Disse eu, e he indisputável, que os nossos câmbios tem estado aqui n'uma depreciação de 30 por cento abaixo do par, o que nenhuma outra naçaõ tem experimentado ; naõ tendo ellas as proporçoens que nos temos ; mas porque os outros se naõ tem descuidado como nós: lembrei que a Comprnhia podia servir de remediar em grande parte este mal ; mas eu nunca disse, que a Companhia pode ter em Londres um poder absoluto sobre os câmbios, como me imputa o " Portuense. " Daqui se vè . que elle naõ compreheude o que lê, do contrario naõ fatiaria de maneira queda a entender, que os mesmos Agentes uada sabem do assumpto. ¿ He possível que, sendo elles três, e com um guarda-livros e um ajudante fazem cinco, nenhum tenha ouvido dizer, que Rothschild tem os câmbios na sua maõ, para os abaixar ou levantar como lhe convém ? ¿ E se um particular pode tanto, tendo a attençaõ distrahida a tantas partes, que naõ podeiá uma corporação tendo um so único objecto em que cuidar'? Deixando outras íazoens somente direi, que as mesmas som- "ias, que a Companhia custumava despender com o antigo Governo para conservar o seu monopólio, e que se prodigalizavam por vários catiaes bem sabidos, e que se deverão poupar agora, essas sommas somente poderiam causar piodigios.se se fizessem dirigir a beneficio da Naçaõ. Diz o " Portuense," que a Companhia naõ podia embaraçar os immensos saques que se fazem sobre o Rio-de-Janeiro, e Ninguém ignora o avultadissimo importe dos gêneros de toda a parte de que o Brazil se acha entulhado ; e por isso esses gêneros sempre estaõ baratos ; e por essa mesma razaõ caros ali os produetos coloniaes. Isto se entende faltando do Brazil em geral ; porque quanto ao Rio-de-Janeiro, em particular, ha outras consideraçoens, que fazem persuadir ser impossível sacar nestes últimos tempos, senaõ os Agentes da Companhia, e menos muitos saques, para abaterem o cambio, como pretende o " Portuense." Primeiramente ningnem seria tam idiota, e tam descuidado de seus interesses, que sacasse ou mandasse negociar aqui portam infimo cambio, qnando alem da espécie tinham gêneros daquella praça vantajosos, em que utilizassem. O caffé he ura dos bons gêneros, e dos prineipaes do Rio-de-Janeiro ; e por isso so em Londres naõ menos de 53.628 sacas e 344 barris se importaram o anno passado do nosso Brazil, O cebo tem subido a um preço lisongeiro. Assim qual será o negociante que naõ prefira estas transacçoeus de interesse, a secar letras com prejuizo ? Em segundo lugar, por isso mesmo, que os produetos coloniaes saõ procurados no Brazil, mesmo no tempo dos câmbios altos sempre estes foram aqui mui limitados: e o continuariam a ser, se para aqui naõ viesse o enorme pezo da Companhia; de maneira quemuilas vezes as remessas do produeto dos algudoens eram demoradas por falta de papel que se reputasse seguro.
Fig, 05 – O BRASIL herdou de PORTUGAL a condição cliente cativo da ERA INDUSTRIAL INGLESA. De um lado do balcão erem fornecedores de matérias primas aviltada para as maquinas britânicas. Dou outro lado eram destino certo e seguro dos produtos superfaturados destas mesmas máquinas., Assim os cordões da CIRCULAÇÂO de VALORES e de COMERCIO, que a parecia ao alcance da tidos era mero embuste e falacia Finalmente he bem sabido, que tanto as casas Portugueza» como Inglezas, no Rio-de-Janeiro, estaõ no costume de remetter dinheiro a Pernambuco e Maranhão, para emprego de algudoens, que saõ vendidos na Inglaterra, e recebem o produeto em letras ; o que he contrario ao que o seu Conrespondente "Portuense" pretende inculear. Nestes últimos tempos, porém, como o Governo aqui precisasse fazer a sua circulação metálica, tem procurado todos os meios de alcançar seu fim, e a ninguém deve esyíar mais agradecido do que á Companhia do Alto Douro, pelo que acabei de dizer, sendo moralmente impossível que haja outro papel no mercado senaõ o delia ; pois ninguém senaõ a Companhia do Alto Douro podia suppoi tar tal perda de cambio. Mais de 10:019.000 libras esterlinas de ouro se receberam aqui o anno passado, e quem diiá, que a maior parte naõ he do nosso Brazil ? E porque naõ disse o " Portuense" porque a Bahia naõ soffre no cambio como o Rio-de-Janeiro ? Vamos ao ponto, que o " Portuense" chama mais conspicuo. Chama elle lúcios chimericos es que dei a Rothschild: deduza-lhe pois esse desconto, que quer, e ainda ficarão uns 25 porcento. O meu objecto, notando a transacçaõ de 14 de Dezembro, éra mostrar o lucro negativo, que os Accionistas soffieram, além do pre - juizo real; e para isso pouco importa que o cambio fosse a 39,39^ ou J. ¿ Quererá dizer o " Portuense, " que o numerário corrente no Brazil naõ he melalico;? ¿ Nesses fundos apurados, nessas grandes quantias, naõ havia ouro ou prata? i Por ventura os portadores das letras eslaõ sugeitos a deducçoens de ágios e a receber notas de um Banco, que elle nos infonna estar desacreditado ? ¿ Os tomadoies das letras as receberiam se naõ fossem grandes as suas vantagens ? ¿ E entaô que necessidade tinha a Companhia de dar essas vantagensuos estiangeiros ? Respondanos a isto o " Portuense" e enlaõ veremos, se obio de boa fé. Diz o •' Porluense, " que o uliimo saque, que os Ageutes fizeram sobre o Rio-de-Janeiro, antes do cambio chegai a 39, foi em Outubro, a 47. Examinando a lista de Lloyd se acha, que a assersaõ he verdadeiia : eslaõ na escala seguinte:— Sept. 28. Rio 485 Bahia 59 Out. Nor J» t z . 2. 16. 19. o. 9. 13. 7. — 485 — 48 5 — 47 — 47 — 40 — 44 — 425 59 58 56 52 41 51 50 51 Dez. Jan Fev. 11. 14. 1. 22. 25. e. 15. Rio 41 — 39 — 40 — 42 — 44 — 45 — 45 Bahia 50 — 50 — 5
FAKE NEWS BRASILEIROS https://www.brasildefato.com.br/2019/04/01/neste-1o-de-abril-relembre-nove-fake-news-que-marcaram-o-cenario-politico-do-brasil Fig, 06 – O embuste e a falácia tiveram um incremeti considerval com os equipamentos da ÈPOCA PÓS_IBDUSTRIAL A moeda tronou-se virtual com lastro em informações muitas vezes sujeitos a manioulações obscenas e capazeas de iludir os mais inteligentes Não se trata mais de produtos físicos mas POSTOS de CONTROLE centrais pelos quais CIRCULAM VALOES LEGAIS, COMERCIAIS e I,JURIDICOS, A busca pela VERDADE, pela TRANSPARÊNCIA nos NEGÓCIOS PÚBLICOS e pela ÉTICA continua nos dias atuais. O credito, o nome limpo e os contratos sofrem constantes injurias. Contra esta injurias ergue-se uma mídia e uma imprensa impessoal, competente, lastreada em documentos fidedignos e reversíveis para fontes seguras. O CORREIO BRAZILIENSE de MARÇO de 1822 como o seu sucessor de março de 2022 sabe que a MENTIRA, os EMBUSTES e os FAKES NEWS MATAM
FAKE NEWS BRASILEIROS https://www.brasildefato.com.br/2019/04/01/neste-1o-de-abril-relembre-nove-fake-news-que-marcaram-o-cenario-politico-do-brasil Fig, 07 – As manipulações obscenas vindas do poder central de uma nação buscam iludir os mais idiotas provocam evidentes estragos npara a credibilidade interna internacional de uma nação. Estas manipulações obscenas amparam-se em alguns VALORES lastreados em promessas de um PROGRESSO SEM FIM. Nunca é possível esquecer que o REGIMENAZISTA corresponde a grande e forte sustento econômico e técnico ALEMANHA e disseminado pela ER A INDUSTRIAL patrimonialistas e excludente dos que não concordam com esta soluçã parcial e redutora., O JRNALISMO LUSO BRSILEIRO EM LONDRES de 1880-1822 https://www.historia.uff.br/stricto/td/1634.pdf LONDRES em 1822 https://www.alamyimages.fr/pall-mall-londres-1822-artiste-inconnu-image186167428.html Imagens de LONDRES em 1822 https://www.alamy.es/imagenes/londres-1822.html AFAKE SEREIAS de 1822 https://revistaquestaodeciencia.com.br/apocalipse-now/2021/10/16/fraude-midia-e-ciencia-no-seculo-19-o-caso-da-falsa-sereia MERCIRIO RETROGRADO https://www.revistaquestaodeciencia.com.br/questao-de-fato/2021/09/29/supersticao-chique-do-mercurio-retrogrado EFEITO FORER ou BARNUM AFAKE SEREIAS de 1822 https://revistaquestaodeciencia.com.br/apocalipse-now/2021/10/16/fraude-midia-e-ciencia-no-seculo-19-o-caso-da-falsa-sereia EFEITO FORER ou BARNUM https://pt.wikipedia.org/wiki/Efeito_Forer FAKE NEWS https://veja.abril.com.br/brasil/fake-news-uma-ameaca-reconhecida-por-83-dos-brasileiros/ FAKE NEWS BRASILEIROS https://www.brasildefato.com.br/2019/04/01/neste-1o-de-abril-relembre-nove-fake-news-que-marcaram-o-cenario-politico-do-brasil CORREIO BRAZILIENSE e FAKE NEWS MATAM https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2021/09/4952298-artigo-fake-news-matam.html
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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

219 - NÃO FOI NO GRITO - fevereiro 1822 - 2022

DESMONTANDO a UNIÃO “”. Deu-se ao Brasil o nome de Reino, mas ficou isso em aparências: agora o Governo Constitucional conservou o nome, mas tirou-lhe todas as aparências de Reino, abolindo os tribunais superiores no Rio-de-Janeiro; de maneira que fez retrogradar o Brasil de sua dignidade de Reúno, que tinha na aparência, causando assim uma humilhação desnecessária nos ânimos daqueles povos” Correio Braziliense fevereiro de 1822 Vol. XXVIII. N.° 165Miscelânea; Pp 166-7
Fig, 02 – AS obscuras e misteriosas negociações ente ESPANHA e PORTUGAL no TRATADDO de TODESELHAS significava, de fato, a POSSE do BRASIL e do NOVO MUNDO Povos originários não contavam r mesmo as civilizações mais adiantadas tiveram de ceder gente, terras, bens r matureza a QUEM TOMVA POSSE. O problema de fevereiro de 1822 e 2022 é reverter esta POSSE der gente, de terras, bens e da Natureza em constante conquista e violação. O editor do CORREIO BAZILIENSE sempre defendeu a UNIÂO de PORTUGAL e do BRASIL na direção do veria a ser o COMMONWEALTH BRITÂNICO Porem a sua opinião tropeçou diante dos CONSTITUINTES LUSITANA de 1820-1822. Estes ignoraram e sepultaram o “REINO UNIDO PORTUGAL BRASIL e ALGARVES”. A bem da verdade é necessário admitir que foram estes constituintes que proclamaram a INDEPENDÊCIA de PORTUGAL em relação ao BRASIL.
Fig, 02 – Uma das constantes da tirania é quando mais elaborados e complexos são os elementos simbólicos destes regimes autoritários espoliativos mais totalitários são estes REGIMES `POLITICO, ECONOMICO e MILITARES pretendendo esconder e e iludir sobre as reais intenções Esta elaborações estéticas escondem e deturpam ,muito mais do que de fato querem significar; Assim em fevereiro de 2022, as ARMAS do REINO UNIDO PORTUGAL- BRASIL _ALGARVES podem serem considerandos como um FAKE NEWS Não restava alternativa ao Brasil do que aceitação de sua condição de enjeitado por Portugal e diante deste fato oficializar esta separação politica, econômica e militar do REINO UNIDO PORTUGAL BRASIL e ALGARVES. Porém, em fevereiro 2022, fluem ainda no Brasil as mesmas aguas fevereiro 1822. Nestas águas turvas flui ainda o mesmo CENTRALISMO politico, econômico e militar em BRASILIA com as mesmas ou piores exigências aos ESTADOS e aos MUNICÍPIOS de SERVIDÂO VOLUNTÁRIA do PODER CENTRAL cego, surdo e mudo. Águas do BRASIL OFICIAL que contaminam o BRASIL REAL da AMAZONIA, do CERRADO e do IAIPOQUE ao CHUI. Esta SERVIDÂO VOLUNTATA do PODER CENTRAL arrasa e inverte qualquer PROGRESSO e BEM ESTAR COLETIVO
Real Teatro São João-Debret-1834 Fig, 03 – O saliente PELOURINHO do RIO DE JANEIRO era o símbolo da POSSE da TERRA e GENTE do BRASIL A sua função primordial era para fixar nele a legislação escrita. Assim NINGUÈM PODIA ALEGAR NÂO CONHECER AS LEIS, apesar da maioria da GENTE do BRASIL ser analfabeta, è do máximo interesse do COLONIZADOR e do eSCRAVOCRATA manter a população distante das LETRAS. Correio Braziliense fevereiro de 1822 Vol. XXVIII. N.° 165, pp.165 -172 Miscellanea Refiexoens sobre as novidades deste mez. REYNO UNIDO DE PORTUGAL BRAZIL E ALGARVES. Uniaõ de Portugal com o Brazil. Tínhamos até aqui olhado para esta questão da uniaõ de Portugal com o Brazil, como aquella de summa utilidade para ambos os paizes, e outro sim na supposiçaõ de que, sendo o Brazil tam superior a Portugal em recursos de toda a natureza, a objecçaõ para a continuação desta uniaõ provinha de algumas pessoas inconsideradas no Brazil, que desejavam a separação dos dous paizes, antes que ella devesse ter lugar pela ordem ordinária das cousas. Nesta supposiçaõ, recommendando a uniaõ, temos sempre dirigido nossos argumentos aos Brazilienses, naõ nos occurrendo se quer a possibilidade, que nos Portuguezes Europeos pudessem existir essas ideas de desunião ; porque a utilidade delles, na uniaõ dos dous paizes, éra da primeira evidencia. Mas infelizmente achamos, que as cousas vam muito pelo contrario, e que he entre os Portuguezes e alguns Brazileiros, e naõ entre os Brazilienses,* que se fomenta e se adcptam medidas • Chamamos Braziliense, o natural do Brazil : Brazileiro, o Portuguez Europeoou o estrangeiro, que Ia vai negociar ou estabelecr.se; seguindo o gênio da língua Portugueza, na qual a terminação eiro denota a occupaçaô ; exemplo çapateiro o quefaz çapatos: ferreiro o que trabalha em ferro: certeiro o que trabalha em cera: brazileiro. o que negoceia em brazisou generoB do Brazil, cfcc.: par outra parte o natural do Porto chama-se Portuense, e naõ Portueiro ; o natural da Bahia Bahievse e naõ Bahieiro. A terminação em ano também serviria para isto; como por exemplo, de Pernambuco Pernambucano: e assim poderíamos dizer Braziliano; mas por via de distineçaõ, desde que começamos a escrever este Periódico, limitamos o derivado Braziliano, para os indige-nas do paiz, usando do outro Braziliensc, para os estrangeiros e seus descendentes ali nascidos ou estabelecidos; e actuaes possuidores do paiz. para essa separação, que temos julgado imprudente, por ser intempestiva ; eque temos combatido, na supposiçaõ de que os Portuguezes Europeos nos ajudariam em nossos esforços, para impedir, ao menos por algum tempo, essa scisaõ. Mostramos, no nosso N,° passado, a série de medidas, que chamamos erradas, na supposiçaõ de que em Portugal se desejava essa uniaõ ; mas deixariam de ser um erro involuntário, se as Cortes e o Governo Portuguez desejam com effeito essa separação. E agora, com informaçoens ulteriores dos sentimentos, que ha em Portngal a este respeito, he aos Portuguezes, que dirigiremos nossos argumentos a favor da uniaõ. Se nos naõ quizerem ouvir, podem estar certos, que, se o que Brazil perde na separação, he muito e muito menos do que Portugal ha de soffrer; porque em fim a Portugal essa separação até lhe pode importar a perda de sua existência como Naçaõ. Os Portuguezes, que olham com desprezo para a uniaõ do Brazil, fundam-se nos prejuízos, que ja notamos no nosso N.° passado, e argumentam com principios totalmente falsos. Alegam primeiro, que a uniaõ de Portugal com Hespanha he mais vantajosa, mais natural, e mais fácil, do que a uniaõ com o Brazil. Dahi, que a uniaõ com o Brazil he perniciosa ; porque esgota a população de Portugal, com as continuadas emigraçoens para o Brazil. Depois, que a uniaõ do Brazil com Portugal se pode comparar á amizade do homem rico com o homem pobre, em que tudo he sempre em vantagem do rico. Mas se essas razoens saõ as que induzem o Governo de Portugal a desprezar como tem feito os negócios do Brazil, que nos entendamos, sejam sinceros, declarem o Brazil independente por uma vez; e naõ se fomentem ali partidos, que produzirão a guerra civil, degolando-se os povos uns aos outros: declare-se, que Portugal naõ precisa do Brazil, e previnam-se assim os males da guerra ; a qual, quando começar, naõ pôde deixar de ter o mesmo êxito da que houve na America- Hespanhola. Deo-se ao Brazil o nome de Reyno, mas ficou isso em apparencias: agora o Governo Constitucional conservou o nome, mas tirou-lhe todas as apparencias de Reyno, abolindo os tribunaes superiores no Rio-de-Janeiro; de maneira que fez retrogradar o Brazil de sua dignidade de Reyno, que tinha na apparencia, causando assim uma humiliaçaõ desnecessária nos ânimos daquelles povos ; porque em fim ninguém ha que se conforme com andar para trazem dignidade ; quanto mais, que o trazer o povo do Brazil os seus recursos a Lisboa, quando d'antes os tinha no Rio-de-Janeiro, naõ he só perder em dignidade, mas também perder muito em commodidade. O systema das Junctas Governativas, nas differentes províncias do Brazil, he um meio directo de tirar ao Brazil a cathegoria de Reyno, dillacerando-o em divisoens; e para fazer mais sensível este mal, as taes Junctas de Provincia naõ possuem a força armada, nem governam as rendas publicas ; o que põem, de propósito, um germen de discórdia em cada provincia, ao mesmo tempo que desune as províncias umas das outras. Accresce agora o projecto, que se agita nas Cortes, de tornar a fazer de Lisboa o empório do commercio do Brazil, como o Leitor poderá ver pelo que se passou na sessaõ 271 ; o que tudo tende a mostrar o plano de fazer retrogradar o Brazil de sua dignidade de Reyno, e reduzillo a seu antigo estado de dependência de Portugal; o que naõ he uniaõ mas sujeição ; e o que se devia fazer éra a uniaõ, que recommendamos, dos dous Reynos, mas naõ a sujeição do Brazil a Portugal, como colônia ou conquista: tal nunca tivemos em vista; e quando o tivéssemos, nenhum Braziliense a isso se accommodaria. Nós protestamos altamente, contra a impolitica medida de mandar tropas ao Brazil, como inútil, para o fim, a que se destinavam, porque esse punhado de tropas naõ éra capaz de conter o Brazil sugeito a Portugal por meio da força: protestamos também contra a medida, como perniciosa; porque essas tropas servirtam de lembrar as atrocidades de Pernambuco. Se os nossos protestos naõ tivessem pezo, por serem de um só individuo, deveriam pelo menos merecer atteoçaõ por serem lançados em um Periódico, que tem sempre advogado a causa da liberdade racionavel dos povos, daquella liberdade compatível com o estado de sociedade; e de toda essa liberdade sem mais restricçoens do que as absolutamente necessárias : haja rey ou naõ haja rey: mas seguindo um systema coherente. Naõ obstante tudo quanto temos dicto, tem-se continuado a mandar tropas para o Brazil; e ultimamente saio de Lisboa, aos 16 de Janeiro, a divisão com os corpos expedicionários para o Rio-de-Janeiro, com escala por Pernambuco; e naõ obstante saber-se em Lisboa, que, com a retirada de Rego, tudo ali estava accommodado. Consta a expedição de 1.190 homens a saber ; 524 praças do batalhão de infanteria N.° 3.°: 494 do batalhão de infanteria N.' 4.° ; 108 de uma companhia de conductores. Occupam estes navios : náo D. Joaõ VI : fragata Real Carolina : charruas Creste, Conde de Peniche, Prínceza Real: transportes Fenix, Sette de Março. Ora se os Brazilienses desejam fazer-se independentes, o numero dessas tropas he, como temos dicto, demasiado peqneno para os conter com essas forças : mas ainda que maiores fossem o êxito naõ conrespondería ao intento. Ja vimos, que no Brazil se augmentaram os soldos ás tropas, para as congrassarcom o systema Constitucional: as tropas aceitaram de mui boa vontade esse augmento. Agora, se o Brazil se quizesse fazer independente, e lhe fosse preciso para isso neutralizar essas tropas, naõ tinha mais do que augmentar-lhes os soldos, e prometter conservallos a todos os que quizessem dar baixa, dar-lhes terras aonde se estabelecessem, e uma ajuda de custo para seu principio. | E qual seria o soldado Portuguez, que com estas vantagens diante dos olhos quizesse fazer a guerra ao seu bemfeitor Brazil ? Corre agora um rumor, de que o Governo de Portugal, conhecendo sua fraqueza, procura valer-se de forças estrangeiras para sugeitar o Brazil: mencionamos isto, para mostrar o erro de tal medida, e pedir encarecidamente, que desistam delia. Assevera-se, que o Geverno Portuguez pedira soccorros militares á França, e lhe offerecera em compensação cessaõde territórios na Guianna Portugueza juneto ao Pará. Além da atrocidade, que essa medida envolve, de desmembrar o Brazil, o que irritará por extremo todos os Braziliens, naõ he possível que a Inglaterra veja tal cessaõ com indifferença ; e o Gabinete Inglez naõ pôde ja olhar para suas connexoens políticas com Portugal, no mesmo ponto de vista, que outrora olhava. Acaba de publicar-se em Londres um opusculo com este titulo. " State of the Nation at the commencement of 1822." Esta obra he um manifesto dos Ministros Inglezes, em que expõem á Naçaõ os princípios que tem seguido, e se propõem seguir, em sua Administração; e examina as differentes repartiçoens de Fazenda, Militar, Negócios Estrangeiros, Internos; &c. Na parte dos Negócios Estrangeiros, fallando de Portugal, diz sssim ;— " Antigamente a alliança de Inglaterra com Portugal éra para contrabalançar o poder dos Bourbons. As razoens desta alliança ja naõ existem ; e a abertura dos portos do Brazil faz duvidoso seguir esta política; porque as connexoens commerciaes com França saõ mais vantajosas do que com Portugal, e as connexoens políticas inclinam-se ao Brazil." Está claro, que procurando Portugal esse auxilio da França, e ficando a Inglaterra pelo menos neutral, a desejar o Brazil a sua independência, procuraria também auxilio externo, e o acharia mni prompto nas esquadras de Lord Cochrane, e nos exercitos de Columbia, e mais America Hespanhola, que se acham agora desocupados, visto que a Hespanha ja naõ tem meios de continuar a guerra, e vai a reconhecer a independência de suas ex-colonias. Para evitar esta combinação, medita o Governo de Portugal outra desmembraçaõ do Brazil pelo Sul, cedendo a BuenosAyres Monte-Vedio, e deixando assim abertas e vulneráveis as fronteiras do Rio-Grande, o que sem duvida he grande calamidade para o Brazil, e de manifesta injustiça aos povos de Montevedio, que ja se declararam parte integrante do Brazil. Estes projectos explicam ; porque as Cortes pediram ao Ministro os planos dos limites entre o Rio-Grande e MonteVedio ; c porque o Ministério Europeo no Brazil, antes da salda d'El Rey lhe aconselhou, que reconhecesse a independência da America Hespanhola , como mostra o documento p. 113; sem se quer esperar que lho pedissem, para tirar algum partido da negociação : tal éra a pressa com que o Ministério Portuguez queria tirar Monte-Vedio ao Brazil. O Agente d'El Rey, em Buenos-Ayres, diz nesse documento, que El Rey está disposto a reconhecer aquella independência; porque reputa legal todo o Governo, que he da vontade dos povos: segundo este principio, tendo declarado os povos de Monte-Vedio, que queriam fazer parte integrante do Brazil, a este e naõ a Bueno-Ayres he que devem pertencer. Mas voltando ao nosso ponto ; ainda que o Governo Portuguez alcance, por essa cessaõ de Monte-Vedio, neutralizar BuenosAyres, e ainda toda a mais America Hespanhola, a respeito do Brazil, se este quizer ser independente ¿ Naõ poderá procurar armamentos nos paizes estrangeiros como fez Venezuela e Chili? ¿ Naõ poderá contrahir empréstimos, caso naõ tivesse os recursos, que tem, como fizeram todas as secçoens da America Hespanhola, em Inglaterra, aonde os títulos dessa divida estaõ hoje com valor muito mais subido do que os titulos da divida de Hespanha ? ¿ Naõ poderia o Brazil armar corsários, pelo menos com a facilidade com que os armou Artigas ? Esperamos, pois, que o Governo Portuguez tome em consideração estas reflexoeus, e que se persuada de quam errada he sua política em usar da força ou meios alguns coercivos a respeito do Brazil, o qual de boa vontade continuará unido a Portugal, se o naõ quizerem fazer sugeito. Consta-nos, que as absurdas ideas de sugeitar o Brazil se tem levado a tal ponto por alguns Portuguezes, que ha até quem medite o plano de prohibir que os estrangeiros se estabeleçam no interior do Brazil e que somente se lhes permitia negociar nos portos de mar ; e isso mesmo com as restricçoens, que ja se indicaram nas Cortes. Estes erros e outros, que temos apontado, saõ conhecidos mesmo em Portugal; mas he essencial, que o Correio Braziliense os indique, e que proteste contra elles; para que se naõ diga, que todos os Brazilienses os appróvam; mas que ha em Portugal mesmo quem pensa como nós, o mostraremos com o seguinte extracto do Astro da Luzitania no seu N.° 313. " Pelo que podemos colligir dos factos, e das muitas cartas que recebemos, nós naõ encontramos motivos para suspeitar, que o partido da independência ali (em Pernambuco) tenha influído ; mas naõ nos admiraremos, se daqui a dous ou três inezes as [cousas mudarem de face ; porque grandes promotores de uma intempestiva independência Brazileira existem em Lisboa. Promotor desta independência he o Sr. Magiochi, pelo que disse dos Americanos, logo no principio das Cortes : promotor he o Sr. Miranda, por dizer, que ainda os mais eruditos dos Brazileiros naõ tinham idéa do que éra Constituição, e por defender Luiz do Rego, o labeo da moral e dos bons costumes: promotor da independência he o Sr. Serpa Marchado, chamando cabeças de levantamento aos do Governo de Goianna: promotor he todo o Congresso; porque d'entre elle naõ houve quem levantasse a voz do trovaõ, quando com tanta injustiça se pertendia fazer callar o Sr. Ferreira, que queria advogar a causada sua provincia culumniada; promotor he o Ministro, por ter tractado com tanto desmazélo os negócios do Brazil; promotor he Jacintho Joze Dias de Carvalho, que anda mui cuidadoso, mostrando cartas daquelles, que em Pernambuco deram dinheiro para a guerra, pedindo ao mesmo tempo que se naõ mostrem as que faliam a favor dos Pernambucanos: grande promotor em fim será o Congresso, se naõ dcsapprovar solemnemente todos os attentados comettidos por Luiz do Rego." Depois desta serie de factos, apresenta a Commissaõ das Cortes sobre os negócios do Brazil, na sessaõ 276, (veja-se p. 147) um relatório, que conclue recommendando, que se proclame aos povos do Brazil, fazendo-lhes ver quaes saõ os artigos da Constituição, que se tem approvado, e quaes as providencias, que se tem tomado em beneficio daquelles povos, e a imparcialidade, com que tem sido tractados estes negócios. Isto he quererem as Cortes, que no Brazil creiam nessa imparcialidade, contra a evidencia de seus olhos ; que creiam, contra o facto, que foi algum irmaõ do Brazil contemplado nas promoçoens geraes dos Ministros de Estado, dos Conselheiros de Estado, dos Gevernadores do Brazil, do Corpo Diplomático: que creiam contra o facto, que as atrocidades de Rego foram punidas, e elle prezo em uma torre, pelas mortes que causou em Pernambuco; que o Governador do Maranhão, &c. &c. foiam punidos. Mas ¿ que pouco valem taes declaraçoens, contra a evidencia dos sentidos ?
Foto de fevereiro de 2022 em Porto Alegre ig, 04 – A passividade do poético “DEITADO ETERNAMENTE EM BERÇO ESPLNDIDO” foi corrompido pela da POSSE da TERRA e GENTE do BRASIL O brasileiro acordou, em fevereiro de 2022. na rua e deitado sobre trapos e em misero colchão de descarte. Na alienação do BRASIL REAL e OBJETIVO pelo CIRCO montado pelo BRASIL OFICIAL em BRASILIA fevereiro 2022e por INTERESSES OBSCENOS são projeções e continuações da mentes COLONOALISTAS e ESCRAVOCRATAS que dominavam PORTUGAL em fevereiro de 1822.
ORDEM e PROGRESSO para BAIXO in CORREIO BRAZILIENSE em 30.01.2022 Fig, 05 – Quando o primeiro mandatário do BRASIL tolera ou ordena o inverter a ORDEM e o PROGRESSO é possível esperar os maiores absurdos e inversão completa A sua função primordial era para fixar nele a legislação escrita. Assim NINGUÈM As cortes de LISBOA de 1822 e o LEGISLATIVO encastelado em BRASILIA em 2022 são movidos pelo mesmo centralismo politico, econômico e militar cego O povo e convidado a aplaudir a farsa e votar naqueles que TPMARAM POSSE o poder ECONÔMICO, MILITAR e consegue pagar MIDIA. Naturalmente o dinheiro é aquele deste mesmo POVO ILUDIDO
O BRASIL CIBERESPAÇO em, FEVEREIRO de 2022 abaixo do VIETNAM https://elpais.com/internacional/2022-01-30/quien-tiene-mas-ciberpoder-una-radiografia-de-las-capacidades-de-ee-uu-china-rusia-y-otras-potencias.html#?rel=mas Fig, 06 – O evidente efeito da POSSE da TERRA e GENTE do BRASIL reflete-se na atual passividade em aceitar e administrar o atraso na CORRIDA ESPACIAL, na falta d de domínio e aplicação do CÒDIGO GENÈTICO e no monumental atraso no conhecimento e tecnologia do MUNDO DIGITAL A té as nações co, recursos mínimos estão saltando na frente do BRASIL A POSSE do BRASIL por PORTUGAL http://multirio.rio.rj.gov.br/index.php/estude/historia-do-brasil/america-portuguesa/78-do-descobrimento-às-colonizações/8707-a-posse-do-território ¿A descoberta do BRASIL por PORTUGAL ACASO? https://www.historiazine.com/2019/12/cabral-descobriu-o-brasil-ou-veio-aqui-tomar-posse.html ORÇAMENTO SECRETO https://www.metropoles.com/colunas/guilherme-amado/orcamento-secreto-cresce-em-r-16-bilhao-na-ultima-semana-do-ano O PREÇO OBSCENO da PROPAGANDA PESSIAL de GOVERNANTES do BRASIL https://atarde.com.br/politica/motociatas-de-bolsonaro-custaram-r-5-milhoes-diz-levantamento-1182836 ORÇAMENTO SECRETO no GOVERNO FLORIANO PEIXOTO https://www.preparaenem.com/historia-do-brasil/floriano-peixoto-consolidacao-republica.htm VAQUINHA para a qual NINGUÈM deu OIUVIDOS o DINHEIRO https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/olavo-de-carvalho-deixa-divida-de-quase-r-3-milhoes-com-caetano-veloso/ GRITOS em FAMILIA https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2022/01/4980046-filha-de-olavo-de-carvalho-comenta-morte-do-pai-deus-perdoe-as-maldades.html Com ALGUNS EXAGEROS para OCULTAR e REVELAR a CAUSA da MORTE do AMIGO https://www.correiobraziliense.com.br/politica/2022/01/4980126-bolsonaro-decreta-luto-oficial-no-pais-pela-morte-de-olavo-de-carvalho.html https://www.diarioconcepcion.cl/opinion/2022/01/25/soberbia-el-principal-riesgo-del-poder.html O BRASIL de FEVEREIRO de 2022 abaixo do VIETNAM no MUNDO GIGITAL https://elpais.com/internacional/2022-01-30/quien-tiene-mas-ciberpoder-una-radiografia-de-las-capacidades-de-ee-uu-china-rusia-y-otras-potencias.html#?rel=mas COMMONWEALTH BRITÂNICO https://pt.wikipedia.org/wiki/Commonwealth#:~:text=Comunidade%20das%20Nações%20(em%20inglês,por%2053%20países%20membros%20independentes. REINO UNIDÒ PORTUGAL- BRASI _ ALGARVES https://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_Unido_de_Portugal,_Brasil_e_Algarves Armas do REINO UNIDÒ PORTUGAL- BRASI _ ALGARVES https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e3/Estremoz_September_2013-1.jpg
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